
Trabalho com Astros de Hollywood Devido ao Meu Esforço
by Laiz Marina
Conheça um pouco dos perrengues, dos momentos desafiadores e claro, das conquistas da Andreza Cooper que é especialista em recém-nascidos e consultora do sono em Los Angeles. A nordestina é pura simpatia e me contou muitos momentos marcantes da sua jornada até começar a trabalhar com grandes astros de Hollywood.
Transcrição
O quadro Laís Marina entrevista dessa semana tá simplesmente imperdível.
Eu trouxe pra vocês a história da brasileira Andresa Cooper,
Que atualmente trabalha como consultora do sono e também como especialista em recém-nascidos em Hollywood.
Hoje a Andresa trabalha com uma das famílias mais famosas do mundo.
Você sabe quem é?
Mas,
Ó,
Esse não foi o tema principal da nossa entrevista,
Viu?
Na verdade,
O que eu quis saber mesmo foi sobre as histórias de dificuldade,
Os perrengues que a Andresa passou para chegar onde ela chegou.
E claro,
Né,
Gente,
Ela também me contou sobre muitas conquistas da vida dela.
Vou deixar até um spoiler para vocês.
Através do trabalho da Andresa,
Ela conheceu a família Obama.
Eita,
Nataléia encerretada,
Hein?
Você é incrível,
Andresa!
Você é leve,
Sabe?
Ela,
Na verdade,
Gente,
É nordestina,
Nasceu em Natal cresceu em São Paulo,
Mas morou também em Curitiba,
Fortaleza,
Né Andresa?
E depois foi fazer faculdade em Portugal e foi ali que começou um grande e muito especial capítulo da sua vida que eu gostaria de trazer aqui,
Andrés,
A gente já conversou um pouquinho e eu já descobri tanta coisa legal sobre a tua vida que vai ser o máximo poder compartilhar com as pessoas e você me contou que sofreu bastante preconceito lá.
Vamos trazer um pouquinho desse teu processo de aprendizado é dito muito que depois a gente sempre acaba tirando lições valiosas depois de muito sofrimento,
Muita pancada.
Eu fui para estudar.
Eu fiz um processo de transferência da faculdade,
Então quando eu cheguei lá eu não conhecia ninguém da faculdade,
Não sabia onde era o campus,
Não sabia nada,
Não tinha onde morar.
Então,
Assim,
É realmente começar do zero.
E o zero na época não tinha internet assim tinha mas não era tão avançada como é hoje de você poder fazer mensagem enviar mensagem de texto para resolver um problema se você quiser alugar um apartamento Você tem que comprar um jornal,
Você tem que ver os classificados,
Circular os classificados,
Ligar.
E tom.
Eu não vi nenhum problema nisso.
Eu fui lá,
Comprei um jornal e ligava para os lugares.
Só que foi a minha grande surpresa.
Eu acho que a primeira grande surpresa foi as pessoas não gostam de brasileiras ou brasileiros né quando ligava para a ver o apartamento.
As pessoas desligavam a minha cara,
Ou as pessoas ainda me xingavam.
Pra mim,
Isso foi uma grande surpresa.
E isso me machucou muito.
Porque imagina,
Você tá só procurando um apartamento,
Você chegou num país novo,
Sem conhecer ninguém.
E.
.
.
Foi muito difícil.
Você tinha um foco assim,
Objetivo de vou terminar minha faculdade aqui e depois eu vou embora daqui,
Porque você falou que ficou lá durante cinco anos,
Né?
Você morou em Portugal,
Então foi uma coisa assim mais programada?
Você tinha objetivos para sair dali?
Planos,
Né?
Então,
No começo sim,
Porque meu objetivo não era ficar em Portugal mas com o tempo que eu fui ficando e me adaptando tinha probabilidade porque na época tinha essa lei que se você tiver cinco vistos,
Cinco anos de visto de turista,
De desculpa,
De trabalho ou visto de estudante Você poderia pedir.
.
.
A cidadania portuguesa.
Então assim,
Eu fiquei com aquilo na minha cabeça,
Vou fazer os cinco anos e vou pedir a eu queria morar na França,
Eu fiz moda,
Então eu queria morar na França,
Mas eu desisti,
Eu entrei em depressão Ah!
E teve uma vez que eu fui pro Brasil,
Até não queria mais voltar em Portugal,
Mas eu acabei voltando.
Ah.
.
.
E foi isso.
Você comentou por alto.
Que você namorava um rapaz em Portugal que cometeu suicídio,
Certo?
A gente namorou Aí ele passou um mês,
A gente acabou,
A gente passou um mês sem se ver,
E aí ele pediu pra me ver.
A gente tava brigado e tal.
Aí eu não quero te ver".
A gente tinha uma relação muito conturbada,
A gente brigava bastante e ele estava muito calmo.
Então,
Quando eu fui vê-lo,
Ele queria mostrar o apartamento que ele tinha comprado.
E a gente não ficou,
Mas a gente estava abraçado.
Muito calma,
Aí com dois dias depois ele se matou.
Cara,
Por mais que vocês não estivessem de fato juntos,
Mas era uma pessoa importante.
É uma pessoa que eu tinha muito carinho.
Claro.
Uma pessoa que eu tinha muito carinho.
Eu tenho,
Né?
Eu penso nele muito.
Como é que foi pra você tudo isso depois,
Né?
Sim,
Eu já tava mal,
Assim,
De.
.
.
Eu já tinha aquela coisa assim,
Altos e baixos.
Eu amava certas coisas lá,
Amava,
Mas odiava outras coisas também.
Assim,
Eram bem opostos.
E com isso,
Assim,
Eu fiquei muito mal,
Muito mal.
Eu fiquei em choque,
Eu tava com o telefone,
Eu não sei se era com a amiga minha ou se era com a minha mãe,
Eu não lembro com quem eu tava no telefone,
Mas eu ficava.
.
.
Ah,
Peraí!
Espera aí que alguma coisa aconteceu.
Eu vou ter que ir pro hospital,
Sabe?
Tipo assim,
Vou ter que ir pro hospital.
Na minha cabeça.
.
.
Foi depois desse episódio que veio essa depressão.
Eu realmente caí.
Caí bastante,
Eu não dormia mais,
Porque a minha parte era parte de cima,
Que tinha uma cozinha pequena,
Uma sala e um quarto,
E eu não ia pra cima,
Porque eu não queria ficar sozinha.
Não é por conta de espiritismo que eu acredito,
Não,
É porque realmente eu não queria.
.
.
Eu dormia na sala,
As pessoas passando,
Eu dormia,
No caso,
Porque eu não conseguia dormir direito,
Eu só chorava Eu quero chegar já na parte da tua história que você.
.
.
Vai para os Estados Unidos e aí começa um trabalho que assim,
Meio que caiu no teu colo,
Mas não foi nada programado trabalhar com crianças,
Com recém-nascidos,
Né Andresa?
E como é que foi essa tua transição?
Bom,
Eu não tinha,
Apesar de tudo que aconteceu,
Eu fui para o Brasil,
Não ia,
Quase não voltei porque eu estava muito mal,
Voltei do caso,
Voltei para Portugal,
Estava muito mal,
Mas mesmo assim eu não vou voltar.
E quando eu.
.
.
Estava lá.
A minha mãe,
Eu não tinha planos de ir embora,
Eu tinha planos,
Como eu te falei,
De pegar a cidadania e aí ir para o mundo.
Mais.
A minha mãe me ligou,
Eu sou muito parceira com a minha mãe,
Então a gente sempre mesmo não tendo internet,
Whatsapp,
Tudo isso,
Eu comprava cartão telefônico pré-pago internacional e eu ligava para ela quase todo dia,
Ia para o Aurelhão,
Que era dois quartos da minha casa,
E teve um dia que ela falou para mim,
Andresa,
É.
.
.
Eu posso,
Ela era cidadã americana,
Ela é cidadã americana,
Na época já era,
E ela disse assim esse é o último ano que eu posso te passar a cidadania.
Ai,
Mãe,
Estados Unidos,
Sério mesmo?
Tipo,
Eu gosto,
Eu sou,
Eu amo história,
Eu amo viajar,
Sabe?
Se assim,
Meu lugar é Europa,
Eu não quero ir para os Estados Unidos,
Sabe?
País consumidor capitalista,
Não que eu não seja Hoje eu sou bem menos,
Não que eu não seja consumidora,
Mas assim,
Sabe?
É uma coisa assim,
Não sou eu.
Aí ela,
Ó,
Seguinte,
Você vem pra cá.
Faz,
Fica aqui um tempo até você pegar a sua documentação,
Depois você faz o que você quiser,
Mas pelo menos você tem essa chance de ter a documentação americana que muita gente quer.
Aí eu fui para o Brasil,
Porque eu tinha que pegar minha irmã,
Que a minha irmã não tinha coragem de vir para os Estados Unidos sozinha porque ela nunca veio E eu peguei minha irmã e fui vir para os Estados Unidos Quando cheguei aqui.
.
.
Eu não sou aquela pessoa assim de ficar sem fazer nada,
Né?
Então,
Meu primeiro trabalho assim,
Minha mãe perguntou se eu e a minha irmã estaríamos interessadas em fazer babysitter,
Né?
Que babysitter é quando você vai só esporadicamente na casa de uma pessoa por algumas horas,
Tomar conta das crianças enquanto os pais vão fazer alguma coisa.
E era o mesmo bairro,
Tinha uma distânciazinha,
Mas era o mesmo bairro,
E teria interesse de cuidar dessas crianças.
Aí lá,
Eu quero.
Dinheiro,
Meu amor,
Trabalho,
É comigo mesmo.
O que eu vou fazer aqui,
Trancado desse quarto?
Porque tem uma hora que.
.
.
Você vai passear com o que?
Vai ficar pedindo dinheiro pra mãe?
Eu já era muito independente.
Não financeiramente,
Porque eu vivia do dinheiro do meu pai,
Mas.
.
.
Ent��o,
Eu comecei a fazer isso.
Depois disso,
Aí eu fui amiga de uma amiga de uma amiga da minha mãe,
Precisava de uma babá,
Aí eu fui ser babá.
Nunca tinha trabalhado,
Menti dizendo que eu tinha trabalhado,
A mulher descobriu.
Você já era uma pessoa famosa,
Não?
Não,
Não era.
Ela era presidente de um banco.
Eu já comecei assim num nível num nível muito alto,
A gente chama de high profile aqui,
Que é perfil alto,
Não sei como é que eu falaria isso em português.
Eu sempre quis fazer mais.
Sempre quis fazer mais.
Então,
Eu fui começando a fazer cursos pequenos.
Curso de primeiros socorros,
Curso de culinária infantil,
Curso de Ah.
.
.
Criança transgênero.
Como é que fala em português?
Transgênero.
Transgênero.
Tudo esse fui começando a fazer e um deles que tinha era oportunidade de fazer era a de especialização em recém-nascido.
Então assim,
Ficava com dois trabalhos assim,
Um pouquinho,
E aí com a confiança e também fui fazendo outros cursos de amamentação,
Né,
Outros cursos de cuidar de gente,
Tem vários cursos,
Né,
Assim,
De especialização.
Então,
Você vai fazendo e aos poucos com sentindo a.
.
.
Confiança,
Me sentindo mais confiante,
Foi quando eu comecei a trabalhar com recém-nascido.
Bom,
Para quem não sabe,
A Andresa,
Ela já trabalhou com vários astros de Hollywood,
Eu quero que você me conte,
Andresa,
Quem puder,
Né?
Porque,
Claro,
Ela assina um termo de confidencialidade e nem todos ela pode divulgar o nome,
A gente super respeita isso.
Mas tem uns que tudo bem,
Né?
E aí a Andresa vai contar pra gente,
Mas na verdade,
Antes Andresa,
Eu até gostaria que você falasse do teu primeiro dia trabalhando com um astro,
Né?
Na casa de um astro,
Com o filho.
A responsabilidade pesou de um jeito diferente?
Olha,
Eu vou te dizer,
Na casa Não.
Mas quando você vai passear com carrinho,
Porque a criança tem que ter tem que ter sol,
Né,
Luz solar,
Não sol,
Mas assim,
Tem que ter uma luz solar fotógrafo então assim é muita curiosidade já tive uma amiga que sabia que eu trabalhava para essa pessoa,
A primeira pessoa que eu trabalhei,
E ela roubou meu telefone,
Na época não tinha negócio de senha,
E mandou uma foto da criança para o celular dela,
Depois eu vi.
Então,
Assim,
Isso para mim,
Eu me assustei.
Foi assim foi não a casa e sim a casa mas como eu te falei a primeira pessoa que eu trabalhei já era uma pessoa claro não era multimilionária né que era a presidente do banco mas eles tinham uma vida muito confortável assim muito confortável e sim obviamente você chega na casa nossa que lindo que maravilhoso né que nossa ela ela tem isso nossa não sei quantos carros e tal mas aí quando você vê isso todo dia e quando você vê isso em toda casa Você vai!
Você não liga tanto,
Você não fica assim.
.
.
Meu Deus,
Estou falando com uma pessoa que eu vejo na TV.
Eu até não consigo,
Se eu trabalhar com uma pessoa,
Eu não consigo ver um filme dela.
Porque eu não consigo me desvincular.
Aí eu fico,
Vai,
Para.
Fácil de fazer isso.
Então assim,
Obviamente que no começo,
Eu vou mentir pra vocês,
Se eu não fiquei assim,
Mas aí depois você vai se acostumando tanto,
Mas assim o choque maior é realmente é a é a curiosidade,
É o amor sem.
.
.
Sabe,
Sem troca,
Da pessoa,
Que eu acho muito legal isso,
Na verdade,
Não tô julgando de jeitinho,
Mas eu não gosto quando a partida desse amor,
Essa admiração,
Vira inconsequência.
O meu ganha-pão é a privacidade.
Né,
Assim,
É a confiança.
Então,
Eu não posso chegar e dizer assim,
Ei,
Gente,
Deixa eu contar pra vocês,
Não posso.
Mas assim,
Eu trabalhei recentemente pro Kevin Hart,
Que é uma pessoa,
Assim,
Muito grande aqui,
É um comediante.
Trabalhei pra ele duas vezes.
Trabalhei no primeiro filho,
Seis meses,
Aí voltei e acabei de terminar um contrato agora em abril.
Segundo,
Da filha,
Né?
Segunda,
No caso,
Quarta filha dele,
Mas segunda vez que eu trabalho lá.
Trabalhei também pra Jordana Proust,
O que ela faz?
As sequências,
Né?
Velozes e Furiosos.
Velozes e Furiosos.
Mas conta como foi que Obama pediu pra tirar uma foto com você,
Andresa.
Gente que ele é meu fã porque ele pediu para tirar uma foto comigo autógrafos não tô brincando Eu amo você tão muito!
Não,
Então,
Eu trabalhava com uma atriz que ela é muito envolvida politicamente e ela estava amamentando,
O filho tinha dois meses ou nem isso mas teve um acontecimento em Washington e aí a gente ela foi convidada para isso e nós fomos né eu fui Obviamente,
Só acompanhando.
Ela para poder fazer o suporte,
Porque eu também faço treinamento de sono.
Então,
Quando você tem muito fuso horário,
Daqui para Washington são três horas de diferença o fuso horário.
Então,
Eu ajudo na adaptação do sono também.
Então fui.
E quando eu cheguei lá,
Eu sempre,
Vocês falam,
Ai,
Você viaja,
Você não sei o que.
Gente,
Quando eu trabalho com recém-nascido,
Eu fico trancada no quarto.
Então,
Eu pensava que eu ia ficar trancada no quarto,
Que ela ia pra casa branca,
Que não sei o que,
Fazer o tour e tal,
E eu ia ficar lá.
Mas não,
Ela decidiu levar a criança.
Então fui eu e foi a babá da criança de dois anos e eu fui pra poder fazer suporte pra ela no.
.
.
Do bebê.
Isso,
Cada passo eu pensei,
Pronto,
Eu vou ficar aqui,
Eu não vou pra lugar nenhum.
Cada passo que a gente dá,
Ok?
Passou do segurança.
Eu vou ficar aqui.
Provavelmente.
Então assim,
Urgente!
Tô entrando na asa norte,
Na asa leste,
Nem sei que asa Aí eu,
Como eu falei,
Eu sou apaixonada por história,
Aí eu fiquei,
Meu Deus,
Quem já entrou aqui?
Ai,
Quem já pegou e pisou nesse chão?
Eu ficava.
Então,
Colocaram a gente porque tinha outras pessoas esperando,
Então pra gente ter mais privacidade,
Principalmente pra ela amamentar,
Colocaram a gente no Cabinet Room,
Que é um lugar onde são tomadas as decisões,
O presidente tem as reuniões lá.
Então,
Eu tava me sentindo,
Eu tava me achando,
Só que com tudo tem privacidade,
Né?
E essa pessoa que eu trabalhava é uma pessoa extremamente privada,
É uma pessoa assim que eu não posso nem pensar em falar o nome nem nada,
Absolutamente nada a respeito dela.
Então,
Obviamente,
Eu não pensava que eu podia tirar foto.
Aí eu peguei o celular assim ó.
Fiquei tirando foto do tapete.
Fato da Luz!
É muito bobo,
Mas pra quem?
Sabe,
Eu acho que.
.
.
Enfim.
Hum.
.
.
Aí o marido dela falou pra mim Ele não me viu tirando foto,
Tá?
Eu não fui pega.
Tirando foto.
Só que ele falou pra mim,
Você quer que eu tire uma foto sua aqui?
Aí eu olhei assim pra ele.
.
.
Levantei!
Tirei foto.
Ele não tirou foto boa,
Tá?
Porque ele tirou foto assim,
Ele não tirou foto,
Pô,
Tem que tirar foto da mesa,
Aí ele tirou foto assim da parede com a bandeira,
Aí quando ele virou as costas né,
Aí eu vou tirar um já que né,
Ele liberou para eu tirar foto,
Aí eu tirei uma selfie bem assim,
Com a beleza do outro.
Bobagem.
Ai,
Eu já tava tão feliz.
Eu tava tão feliz que eu tava lá.
E aí quando foi.
.
.
Chamaram,
Era a vez de entrar no Oval Office.
E aí a minha cliente olhou assim pra mim.
Eu tava lá,
Né?
Fiquei.
Aí eu vou!
Olhe assim pra ela.
Eu olhei e achei estranho.
Mas eu fui,
Porque se você duvidar,
Se você disser assim,
Ah,
Tem certeza,
Você tem a chance da pessoa dizer assim,
É,
Melhor fica aí.
Então,
Eu só olhei assim,
Tá bom,
Fui.
Porque,
Gente,
Aí eu fiquei com aquela cara de porta tentando decorar assim,
Se eu fechar os olhos eu consigo ver,
Decorar cada,
Ai aqui tem um livro,
Dois livros,
Um relógio,
Eu ficava assim olhando para todo lugar.
E eles estavam tirando fotos,
Falando,
Não sei o que.
Aí,
Quando eles estavam tirando fotos.
.
.
Uma das dez milhões que eles tiraram.
O Baraquezinho,
Obaminha,
Olhou assim pra mim.
.
.
Jovem Você gostaria de tirar uma foto?
Aí eu olhei assim.
.
.
Fui.
Perdi o tempo.
Ah,
E a Michelinha,
Que eu amo Micheline.
Ah,
Outra coisa,
A Micheline não era pra estar lá.
Então,
Assim,
Foi presente atrás de presente atrás de presente esse dia.
Nossa!
Porque eu não ia entrar na casa.
.
.
Eu,
Na minha cabeça,
Né?
Nunca foi.
.
.
Nunca é dito nada,
Né?
Então,
Não ia pra Casa Branca,
Fui pra Casa Branca.
Não ia,
Né?
Na minha cabeça,
Né?
Não ia entrar no Cabinet Room.
Entrei no Cabinet Room.
Não ia entrar no Oval Office,
Não.
Não ia falar com o Obama.
Eita,
Ele se apresentou como se precisasse de apresentação.
Dei abraço pra ele.
Dei abraço.
E aí,
Depois aí chega a Michelle.
E também a Michelle é meu amor,
Eu acho as minhas causas,
Ela fala lindo,
As falas dela,
Os discursos.
São muito importantes,
As causas,
As bandeiras que ela levanta também são muito importantes.
Então,
E pra criança,
Né?
Ela levanta muita bandeira de educação infantil,
De nutrição,
Boa nutrição nas escolas públicas.
Então,
Assim,
Ela realmente levanta bandeiras que eu acredito.
Então,
Eu admiro muito ela.
Que legal!
Andresa,
E onde mais a tua profissão tem te levado?
Eu vi como filmagens foram feitas,
Né?
Porque eu já trabalhei pra atrizes,
Então,
Eu fico em sete de filmagem.
A gente não é glamuroso não,
Tá?
Vou logo falar,
Mas tem bastante comida.
E.
.
.
Conheci pessoas que eu nunca iria conhecer se não trabalhasse nessa área.
Fui para lugares,
Para ilhas que normalmente eu nunca.
.
.
Ilhas privadas que eu nunca pensei que eu fosse.
Foxin,
Que sonhei!
Foi pra Bali,
Foi pra.
.
.
Né,
Fui para o Havaí,
A primeira vez que eu fui para o Havaí foi a trabalho.
O que você,
O que aparenta assim né,
Para quem tá te ouvindo,
É que você é extremamente profissional e não existe essa mistura de coisa e focada,
Né,
E comprometida ali com o teu trabalho e aí você tem essa história,
Conta pra gente também essa história do Josh.
Minha mãe trabalhava para ele,
Eu trabalhava para outra pessoa,
Eu não trabalhava junto com a minha mãe,
Né,
A gente começou a trabalhar tempo,
Foi nos últimos cinco anos,
Mas antes eu trabalhava com outras pessoas,
Ela trabalhava com outras pessoas.
E na época eu trabalhava com o Josh Eu ia muito pra lá,
Eu ia tipo assim umas três vezes por semana pra casa dele Então,
A gente tinha aquela,
Sabe,
Camaradagem,
Né?
Enfim,
No meu aniversário,
A minha mãe pediu permissão,
Ela estava trabalhando,
E ela pediu permissão para é.
.
.
Jantar comigo.
Então,
Quando ela estava saindo da casa dele para ir encontrar,
Ele perguntou,
Andres,
Eu gosto de vinho.
Aí ela,
Ah,
Gosta!
Ah,
Tá,
Então eu vou levar um vinho pra ela.
Não,
Se você dá um vinho pra ela de presente de aniversário,
Eu dou sim.
Aí ele ia dar pra ela e ele falou assim,
To se junto.
Ai,
Minha mãe olhou assim.
Pode?
Aí minha mãe mandou só uma mensagem pra mim,
Olha,
Só pra te dizer que eu não pedi permissão pra você,
Mas o Josh tá querendo ir e tá querendo ir jantar com a gente,
Óbvio que tava ele e o filho dele também,
Minha mãe tava levando o filho dele.
E pra vocês não pensarem que dava nós três.
E então ela mandou mensagem dizendo só para te dar uma.
.
.
Deixa eu avisar aí,
Tá indo junto,
Aí eu.
.
.
Nossa,
Sério?
Ah,
Ok!
E aí,
Quando ele chegou,
Aquele homem tem,
Eu não sei como é que é em metro,
Mas ele é muito alto,
Ele tem 6'4",
6'4".
Eu não sei quanto é que é,
Mas deve ser,
Sei lá,
Quase dois metros.
Aí,
Aquele homem da loja,
Né?
E muito simpática.
Com todo mundo,
Aquele sorriso enorme,
Ele é muito simpático.
E é todo mundo assim,
Né?
Olha,
A gente foi para um restaurante chique e não,
Tá?
Vocês estão pensando que eu fui para um restaurante chique e não fui,
Não.
Foi um restaurante normal.
Sem segurança,
Não tinha guarda-costas,
Nada.
Foi de boa!
De boa!
Aí sentou e tal,
A gente jantou,
Ele pagou a conta e foi embora.
Já teve alguma situação em que você se desesperou?
Com a criança a ponto assim de não saber como fazer,
Como lidar,
Como conduzir a situação.
Teve!
Teve,
Sim.
Teve de desesperar só uma vez.
Essas coisas a gente não esquece,
Né?
E.
.
.
Normalmente eu reconheço,
Porque quando você trabalha.
.
.
Né?
Quatro meses,
Seis meses,
Quatro meses,
Seis meses,
Com o recém-nascido você começa a reconhecer choro.
Você sabe quando aquele choro é fome,
Quando aquele choro é cólica,
Quando,
Sabe,
Você acostuma.
Teve uma criança,
Um bebê que chorava.
Mas não era um choro,
Era uma dor,
Sabe?
Choro que você não.
.
.
Eu realmente falei com a pediatra,
Porque eu sempre.
.
.
Eu normalmente tenho um bom relacionamento com pediatra.
Com os pediatras,
E essa em particular eu não tinha,
Porque justamente por causa disso que eu vou falar,
Eu falei,
Né,
Eu disse assim,
Olha,
Ela tá gritando muito,
Parece que ela tem dor é e ela e ela e eu falei com a mãe né assim olha eu trabalho com isso há x anos há muitos anos e eu nunca vi um choro assim e a mãe obviamente que a mãe vai ficar preocupada agora Laís,
Eu vou mentir pra mãe,
Dizendo que tudo bem?
Não vou.
Eu vou dizer assim,
Ó,
A gente tem que chamar o médico.
A médica veio,
Aí ela nem ouviu o que eu tinha pra dizer,
Ela só falou,
Né,
A mãe falou o que eu disse,
Mas aí ela olhou assim pra mim,
Olhou assim pra mãe,
Sua filha é perfeita.
Como se eu estivesse dizendo que a filha,
Sabe,
Mas a filha gritava.
E acabou que no final,
Depois de uns anos,
Descobriu que ela tinha má formação no crânio.
Por isso que ela tava chorando tanto.
Nossa,
Ela sentia muita dor.
Sentia muita dor por algum motivo,
Assim.
Então,
Assim.
.
.
O que eu falo,
Até recado pra mãe.
Posso dar recado pra mãe?
Com certeza deve.
Não há médico,
Não há ninguém que saiba mais do que você.
Você passa 24 horas com a filha.
Se você,
Se o seu pediatra disser que tudo bem,
Peça exame,
Se não peça segunda opinião.
Se você acha,
Se tiver no seu coração,
Que sua filha,
Que seu filho tá passando por algum problema.
Que o que é estranho.
Peçam a segunda opinião,
Mas opinião médica,
Tá?
Eu sou muito agradecida aos médicos,
Eu não estou falando mal de médico,
Eu estou falando que às vezes,
Por conta de ver muito pacientes,
Por conta de da vida mesmo é melhor ter uma segunda opinião,
Porque esses bebês,
Laís,
A gente pode falar,
A gente pode se comunicar,
Esses bebês não conseguem,
Então nós temos que estar ali para.
.
.
Às vezes a gente acha que por ser famoso,
Que por ter o dinheiro que tem,
Parece que é tudo muito perfeito na vida dos famosos,
Dos astros,
Existem muitos sentimentos que são universais esses sentimentos e o que a gente sente aqui mortais.
Acontece lá também?
Sim,
O que eu falo é que a dor é democrática A culpa é muito democrática,
Todo mundo sente.
Os seus problemas,
Você tem problemas,
E são problemas muitas vezes diferentes dos problemas que eles têm.
As pessoas quando estão no holofote,
Elas são muito ofendidas,
São muito xingadas,
São muito atacadas E você pensa que aquela pessoa.
.
.
É ilesa.
A gente comentou esse negócio do fotógrafo,
Né,
Esperar.
Ou esperar o.
.
.
O ângulo,
Né?
O ângulo ideal pra quando a pessoa tá assim,
Ou assim,
Pra ver se falando estava triste na sala,
Ou assim,
É,
Ai,
Tô tirando um,
Sei lá,
O rima é daqui,
Mas não,
Tava chorando,
Né?
Então,
Imagina,
Então assim,
As coisas são.
.
.
Todos nós temos problemas.
Só que os problemas podem ser diferentes.
A culpa.
.
.
De mãe não é.
A culpa de mãe de deixar um filho pra ir trabalhar.
É a mesma,
Seja sendo,
Trabalhar sendo atriz,
Trabalhar sendo apresentadora de TV,
Apresentadora do Oscar,
No maior glamour,
Tá deixando a criança em casa com outras pessoas,
Cuidados de terceiros,
De outras pessoas.
Para ir trabalhar.
Então,
Assim,
A culpa,
Gente.
.
.
É a mesma.
As pessoas pensam que com dinheiro,
Com compras,
Com viagem,
Vai tapar aquele buraco da dor,
Aquele buraco da culpa,
Aquela angústia,
Não vai.
Não vai.
Por que eles escolhem as brasileiras?
Porque,
Olha,
Você estava me contando que você tem um prazo de seis meses em que você trabalha com esse cliente,
Com essa criança,
E depois você não permanece nessa família,
Você muda de cliente.
Mas existem vários clientes que até pedem para você continuar trabalhando,
Inclusive o trabalho que você está agora atualmente.
E nesses 11 anos trabalhando nessa área,
O que você acha que tem de diferente?
O que a brasileira tem de diferente que cria essa conexão,
Que cria esse laço com essas famílias?
Pra ser.
.
.
Verdadeira,
Eu acho que não é nem.
.
.
Eu acho que nem brasileira em si,
Eu acho que a pessoa que é bombril,
Mil utilidades,
Palpa toda a obra,
Tá ali sempre disponível,
Sempre disponível,
E eu acho que a questão do brasileiro,
Eu acho que a gente tem um carinho a mais,
A gente tem um calor a mais pra dar.
Sabe mas e cativa mas eu acho que mesmo se não for brasileiro e a pessoa realmente Tá aqui.
Para construir uma vida,
Trabalhar.
Ser honesto e sempre,
Sabe,
Querer crescer.
Não tem motivos para não.
Obviamente você sempre vai encontrar obstáculos em qualquer área,
Em qualquer estrada que você quiser tomar,
Mas muitos obstáculos,
Né,
Que a gente são surpresa,
Mas mas se a pessoa sabe,
Tiver aquela vontade,
Aquela determinação.
De vontade de trabalhar,
Vontade de crescer,
Não tem por que não crescer.
Até se tiver alguém aqui assistindo que tem essa vontade.
O que você diria para essa pessoa?
Eu diria que faça.
.
.
Pelo trabalho e não para trabalhar com.
.
.
Pessoas famosas,
Porque eu nunca escolhi trabalhar para pessoas famosas,
Para mim não faz diferença se você chegar para mim,
Andres eu queria te contratar de janeiro a julho.
Bora fechar a data,
Beleza.
Eu acho que as pessoas que tem o foco em trabalhar com certas pessoas famosas,
Eu acho que elas não vingam.
Porque aquilo não é de verdade.
Então,
Eu acho que você.
.
.
Você tem que querer.
Fazer pelo trabalho.
Porque você acredita nisso.
Porque você acredita que você,
Não só além do trabalho,
Você tá ajudando uma pessoa.
Sabe?
Além do passado celebridade,
Passado a fama da maquiagem,
Você tá ajudando um ser humano,
Uma pessoa que precisa de você.
Esse teu trabalho,
Você fica muito próximo da vulnerabilidade,
Talvez um dos maiores momentos de vulnerabilidade da mulher,
Porque é um cenário totalmente novo,
Principalmente as mães de primeira viagem.
Essa atenção,
Esse olhar de um ser humano para um outro ser humano,
Não tem nada a ver com dinheiro,
Com nada,
Absolutamente nada,
Mas sim esse cuidado,
O querer ajudar,
Acompanhar e dar esse suporte,
Que é extremamente importante nos primeiros meses do bebê.
Eu sempre fico.
.
.
O primeiro dia eu sempre fico nervosa.
Não adianta quantas vezes eu faça,
O primeiro dia sempre me dá nervosismo,
Mas me dá uma felicidade também muito grande.
Me dá uma felicidade,
Porque depois do segundo dia eu já.
.
.
Ok,
Vamos lá!
Todas as famílias que você já trabalhou são famílias biológicas?
Não,
Eu já.
.
.
Sim,
Foram todas biológicas,
Eu nunca trabalhei com adoção,
Eu já trabalhei com muita barriga de aluguel.
Ah,
Que legal!
É uma coisa que eu gosto muito,
Muito,
Porque é muito interessante você ver a criação de um elo que não existe.
É assim,
Porque você não tem aquela.
.
.
Aquela gravidez que você tá nutrindo e tal,
Mas.
.
.
Mas você tem.
Aquela vontade,
Aquela vontade muito grande de ter um filho.
E você vê aquela realização de um sonho mesmo não podendo carregar a criança,
Isso é lindo,
As pessoas que são contra,
Porque tem muita gente contra né,
Barriga de aluguel é porque não sabe,
Nunca presenciou Beleza!
Dessa construção de duelo entre uma mãe e um filho.
Existe um planejamento assim tipo ai quero trabalhar com a pessoa tal ainda acho que acho que seria bacana ou não quero fazer esse curso quero me especializar nisso?
É engraçado você falar isso,
Eu não vou mentir para você,
Eu vou ser bem sincera,
Às vezes eu não sou muito ligada em gente famosa,
Mas às vezes eu olho assim,
Sei lá,
Televisão ou coisa assim,
Aí eu falo Se ela engravidar,
Ela vai me chamar.
Ela vai me chamar.
Você quer apostar com ela?
Mas quem é essa pessoa?
Você pode falar?
Ah,
Por exemplo,
O Harry Baldwin.
Eu tava vendo ela no Met Gala.
Eu gosto,
Né?
Eu gosto do Met Gala.
Eu gosto de coisa disso.
Modo também,
Aí eu tava assistindo,
Eu só assisto a entrada né,
Que só tem isso,
E aí eu olhei assim Ela vai engravidar,
Ela vai me chamar.
O foco dessa entrevista era transmitir essa inspiração,
Essa coisa boa que você tem para várias outras pessoas,
É possível!
Isso tem um nome,
Eu posso te dizer que acho que se resume em esforço,
Porque a gente ainda falou sobre isso também,
Que você fala que tem muitas pessoas que falam para você,
Você é muito sortuda.
Com certeza,
Você falou assim,
Eu nem tenho assim acho que adicionar,
Eu realmente fico muito chateada quando as pessoas olham uma pessoa que eles pensam que vivem uma vida fácil e diz assim nossa como aquela pessoa tem sorte,
Nossa como eu queria ser Olha,
A maioria das pessoas,
Eu não tô dizendo que não existe,
Existem as pessoas que realmente ficam,
Né,
Assim,
Sei lá,
É melhor amiga de alguém que ficou muito rico e vi a pessoa,
Quer aquela pessoa como companhia e realmente vive.
Mas,
Gente,
Isso assim,
Acho que não é nem 1% do mundo.
Assim,
Nem 1%,
Sabe,
É muito pouco.
As pessoas que você vê ali,
Que você pensa que tá muito linda na passarela,
Pô,
Sofre pra caramba,
Sabe?
Teve esforço,
Passou perrengue,
Passou por coisas,
Que foram difíceis na vida,
Sim,
Tem pessoas que têm a vida mais difícil que a outra,
Mas não diga que é sorte,
Porque não é justo.
Muito bom,
Muito bom você trazer tudo isso,
Cabe uma reflexão assim muito importante,
Né?
E foi muito especial para mim poder conhecer a tua história,
Aprender com a tua história,
Muito,
Pode ter certeza,
E estar aqui,
Ter um espaço de.
.
.
Que a gente possa compartilhar com outras pessoas,
Muito,
Muito obrigada mesmo,
Assim,
O tipo de pessoa que a gente quer ser amiga porque já conhece Barack Obama,
Conhece Michelle Obama,
Que já tem até apelido,
Né?
Não é nem Michelle Obama,
Como é que é?
Não é Shelly!
A gente vai fazer uma última pergunta muito pessoal,
Mas acho que cabe também aqui nessa entrevista,
Queria saber se você é feliz aí,
Você é feliz?
Ah,
Eu sou.
Eu sou feliz aqui sim,
Eu não quero voltar,
Eu não quero nem voltar para o Brasil,
Nem voltar para Portugal,
Nem morar na França,
Eu quero.
.
.
Ter uma vida estável aqui que eu possa fazer e visitar e voltar.
Obrigada você pela oportunidade!
Um beijão,
Boa sorte para você!
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