
Meditação ao Feminino
by Karen Rito
Prática poderosa onde damos espaço para nossos órgãos reprodutivos, dores físicas e emocionais e fazemos conecções com nossa ancestralidade ferida. Indico que essa meditação seja realizada diversas vezes ao longo do seu ciclo, especialmente no período pré menstrual, durante a lunação ou quando sentir necessidade de acolher e equil seu sagrado feminino. Depois de tanto buscar uma meditação para reconhecer e equilibrar o meu feminino, criei essa para todas as mulheres que sentirem de cuidar de si.
Transcrição
Olá,
Eu sou a Karen Rito e essa é uma meditação para a cura do nosso feminino.
Uma prática gentil,
Mas muito poderosa e também terapêutica.
Com ela,
Liberamos diferentes tipos de limitações e honraremos os nossos ancestrais.
Vamos lá?
Encontre uma posição confortável,
De preferência com a coluna ereta.
Pode ser sentada ou deitada.
Feche os olhos e concentre-se na sua respiração.
Respire normalmente pelo nariz e pode soltar o ar também pelo nariz.
Observe se seu corpo se expande quando você inspira.
Vamos ficar assim só respirando,
Calma e profundamente por um instante.
Gentilmente sinta,
Sem tocar,
Os limites do seu corpo físico.
Perceba a sua temperatura,
O peso do seu corpo tocando a superfície onde se encontra.
Perceba o ar,
As vestimentas e tudo que estiver em contato com seu corpo agora.
A sua pele é uma fina e forte barreira que delimita seu espaço e também te protege.
Existem aí dentro os seus bens mais valiosos nesta vida.
Grande e poderosa parte desse seu tesouro está no seu ventre.
Gentilmente coloque as mãos sobre seu ventre.
Pode ser uma sobre seu umbigo e a outra mais abaixo.
E abençoe com amor e gratidão.
Abençoar significa desejar bem.
Então imagine muito amor incondicional,
Saúde e bem-estar.
Como se fossem pequenas moléculas passando de suas mãos para todos os seus órgãos reprodutivos.
Imagine seus ovários que guardam e protegem todos os óvulos com os quais você veio a este mundo.
Suas trompas,
Seu útero,
Todo o interior dele.
Assim como o colo,
A cavidade vaginal,
Os lábios,
Sua vulva,
Seu clitóris.
Abençoe também seus pelos e seu cheiro que tanto te fazem mulher.
Mesmo que você não tenha algum destes órgãos,
Imagine-os e envie muito amor,
Equilíbrio e cura.
Inclua na sua intenção os seus hormônios.
Abençoe todos os seus hormônios.
Imagine-os equilibrados,
Centrados,
Cada um deles se sentindo reconhecido,
Saudável e exercendo suas funções pontuais e importantes para o perfeito funcionamento do seu ciclo e do seu corpo.
Por um instante,
Abençoe cada parte e função do seu sistema reprodutor.
Ele é o espetáculo que te faz mulher.
Respirando calma e profundamente,
Mantenha as mãos sobre o seu ventre.
Pode trazer uma próxima a outra,
Encostando um pedacinho dos polegares e indicadores.
Sinta o calor das suas mãos.
Se conseguir,
Repita mentalmente,
Mas pode usar a minha voz e a sua mais elevada intenção.
Eu vejo,
Eu aceito,
Eu honro,
Mas eu libero todos os traumas e todos os bloqueios ainda guardados no meu feminismo.
Eu vejo,
Eu aceito,
Eu honro e eu transmuto toda mágoa,
Ressentimento,
Rancor,
Toda dor,
Rejeição,
Humilhação e abandono.
Eu vejo e eu libero todo sentimento de traição e de vingança.
Todo julgamento,
Todo pudor,
Toda vergonha,
Todo desrespeito.
Eu os vejo e eu os transmuto.
Deixo ir através do meu sangue,
Dos meus fluidos,
Da minha energia e da minha forte intenção.
Tudo que está registrado no meu feminismo,
Que não é mais útil.
Eu carreguei em meu ventre,
Na minha carga genética,
Na minha história,
Dores dessa e de outras vidas,
Dessa e de outras existências,
Minhas,
Da minha mãe,
Das minhas irmãs,
Das irmãs da minha mãe,
Das minhas avós,
Bisavóstres,
Avós e de todas as minhas ancestrais.
Todas as mulheres que não foram vistas,
Que não foram ouvidas,
Que não foram honradas,
Que não foram acolhidas,
As que viveram,
As que morreram e as que não viveram e as que nem nasceram.
Eu as vejo,
Todas vocês,
E lhes digo,
Nós não precisamos mais carregar essas dores.
Eu as encaro,
Todas elas,
Com a nossa força de suportar,
E eu as libero,
Todas elas,
As entrego para nossa mãe,
Terra,
Que sabiamente as toma,
Transmuta,
Ressignifica.
Eu escolho,
Por vocês,
Por nós,
Liberar as dores,
Todas elas,
Visíveis e invisíveis,
E assim,
Dar espaço para vê-las,
Incluir e acolher,
Cada uma de vocês,
Mulheres,
Assim como eu.
Meu corpo sabe,
Meu sistema sabe,
Mesmo quando minha mente não entende.
Em meu coração,
Na minha história e no meu sistema,
Nada do que eu e as minhas ancestrais passaram foi em vão.
Mas a partir de hoje,
Eu escolho fazer diferente.
Eu escolho fazer diferente.
Não há mais peso,
Nós estamos livres.
Não há mais dor,
Trauma,
Não há mais ciclos dolorosos,
Ciclos irregulares.
Não há mais cistos,
Não há mais inflamação,
Infecção.
Não há mais repressão,
Nem omissão.
A sua mente escolhe,
E eu escolho,
Por mim e pelas mulheres do meu sistema,
Me perdoar,
Me ver,
Me acolher.
Eu sou livre,
Eu estou livre.
Eu sou livre,
Eu estou livre.
Eu sou livre,
Eu estou livre.
Livre de todas as amarras invisíveis que carregava,
Que suportava,
Para que essas mulheres fossem honradas.
Me liberto e me livro de todas as amarras sociais,
Culturais,
Que me limitavam,
Bloqueavam,
Paralisavam.
Todas as amarras de todos os níveis.
Eu sei,
Meu corpo sabe,
Meu sistema sabe ser livre.
Eu sei,
Meu corpo sabe,
Meu sistema sabe que é possível,
É seguro,
É saudável,
É melhor,
Eu posso,
Eu mereço e eu me permito escolher o amor,
E o mais puro amor,
Pela vida,
Pelo meu corpo,
Pelas minhas escolhas,
Ouvir meu corpo e minha intuição,
Ser minha medicina,
Viver sem carregar dores ancestrais,
Dores físicas ou emocionais em meu útero,
Ovários ou qualquer parte do meu feminino,
Pois elas não existem mais.
Eu,
Agora,
Pelas minhas mães,
Irmãs ancestrais,
Posso ser todas as deusas em um só,
Em um só corpo,
Em mim.
Posso ser filha,
Ser mãe,
Ser irmã,
Ser esposa,
Ser amante,
Posso ser curandeira,
Feiticeira,
Posso ser medicina,
Posso ser mulher,
Posso ser eu,
Eu sou eu,
E eu não mais carrego dor.
Eu escolho ser mulher e sou grata pelo meu corpo saudável,
Belo e perfeito de mulher.
Eu escolho ser mulher e sou grata,
Eu sou grata por ser mulher.
Eu posso ser mulher,
Eu posso ser quem eu preciso ser,
E todo o meu clã ancestral se ergue,
Honrado,
Uma atrás da outra,
Atrás de mim a minha mãe,
As mães dela atrás dela,
E assim sucessivamente.
Uma longa fila de mulheres,
Uma fila infinita atrás de mim,
E delas,
Recebo delas toda a força necessária para ser todas as mulheres que eu posso,
Preciso,
Quero e escolho ser nessa vida,
A partir de agora.
Respire fundo e com um sorriso no rosto,
Tome as suas ancestrais e olhe adiante,
Siga adiante.
Saiba que atrás de você,
Elas estão te guiando e lhe fornecendo toda a força que elas têm,
Pois sabem que você as honra.
Obrigada por meditar comigo,
Se você gostou dessa prática,
Recomendo salvá-la e fazê-la mais vezes,
Especialmente nos dias antes e durante a sua alunação.
Até a próxima!
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