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A coragem de Ser (Camila Frago + Urannia)

by Santuário Criativo by Camila Bindel

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Participação no podcast da Urannia, falando sobre a coragem em ser quem nós somos e sobre algumas mudanças profundas que passei nos últimos anos de morte & renascimento. Obrigada pelo convite, Pati! Espero que sintam :)

Transcrição

Nesse episódio,

Eu conversei com a Camila Frago,

E a Camila Frago é uma das influenciadoras digitais do universo da espiritualidade que mais me inspiram.

Ela é corajosa,

Ela mete a cara,

Ela tem plena consciência de quem ela é,

Do que ela quer,

E ela faz o que ela quer.

Ela faz o que o coração dela vibra,

O coração dela tá pedindo nesse momento,

E como ela mesma disse,

Ela honra e respeita o próprio tesão,

A própria vontade de fazer aquilo em que ela acredita.

E nesse episódio,

A gente bateu um papo sobre ser quem se é,

Sem se comparar,

Ter consciência do que quer,

Se permitir errar,

Se permitir fracassar,

E foi um papo muitíssimo gostoso.

Parece que a gente começou do nada,

Porque a gente começou de um papo que a gente já tava tendo anteriormente,

Com publicações que ela tava fazendo no Instagram,

Sobre não querer copiar ninguém,

Não querer ser igual a ninguém,

Querer ser apenas a gente mesma.

Então,

Espero que vocês gostem desse papo,

E espero que vocês também se inspirem,

Como foi inspirador pra mim.

Olá,

Bem-vinda a Urânia,

O planeta da libertação da consciência.

Eu sou a Patrícia Alvino,

E eu vou te acompanhar neste Passeio Cósmico.

Conta pra mim como que você começou,

Por que que você sentiu a necessidade de falar sobre isso nas suas redes sociais.

Falar sobre isso de ser nós mesmos,

De não querer ser outra pessoa.

E isso,

De não ter o outro como referência.

Então,

Comecei muito essa minha caminhada de auto-percepção,

De auto-cura,

Tem uns quatro anos já,

E tudo começou muito a partir da minha cura com o feminino,

De olhar pra esse feminino,

E coisas que eu nunca tinha olhado,

Eu não tinha nenhuma ideia sobre ciclos femininos,

E nem nada do tipo,

E eu tinha muito essa percepção de que,

Ai,

Mulheres só querem competir umas com as outras,

Mulheres não são confiáveis,

Né,

Tinha muito isso,

Essa história desse imaginário que criaram pra gente.

E quando eu fui percebendo que o caminho era outro,

Que a gente foi ensinada isso,

Mas isso ia muito contra a nossa natureza feminina,

Eu fui me firmando muito em encontrar o meu próprio caminho,

Sabe,

Em encontrar o que eu queria fazer,

Sem essas referências externas,

Porque eu me sentia muito perdida nessas referências externas,

Porque elas não pareciam ser coisas que realmente conversavam com a minha alma,

Eu me sentia sempre meio que um patinho feio,

Eu não sentia que fazia parte da sociedade como ela era,

E então eu via que a única forma de sair desse mal estar,

De não estar inserida,

Era construindo a minha própria história.

E pra construir essa própria história,

Claro que eu poderia ter inspirações em pessoas,

Em outras mulheres,

Mas não tinha como eu ter referência total de outras vivências,

Porque era vivência de cada um e não a minha,

Eu tenho a minha própria história,

Você tem a sua própria história,

Cada um tem os próprios infernos particulares,

Cada um chega em seus paraísos particulares e ficam andando entre eles de uma maneira muito própria.

Quanto mais eu tentava me comparar com as vivências de outras pessoas,

Mais frustrada eu tava ficando,

Porque não tinha,

Não tem como a gente se comparar com o outro,

A gente tá vivendo outra coisa.

E aí quando eu peguei pra mim isso,

Eu sou a protagonista aqui,

Eu tenho que fazer aquilo que eu quero fazer,

O que tá começando com o meu coração nesse momento,

A minha verdade interior,

E comecei a tecer uma vida baseada nisso,

Em quem é a Camila,

No que a Camila realmente quer,

E assim,

É um trabalho constante,

Porque a gente fica perdida nessas imagens que criaram pra gente,

A gente fica perdida nas imagens de outras pessoas,

Então constante voltar pra dentro,

E olhar com cuidado as coisas que estão ali dentro,

O que essas coisas realmente querem nos dizer,

Então acho que começou um pouco disso.

Eu gravei um episódio,

Uns três episódios atrás eu acho,

Que chama Consciência de um Grão de Mostarda,

Onde eu tava refletindo muito sobre isso,

Eu li naquele livro Cartas de Cristo,

Sobre essa coisa do grão de mostarda,

Se a gente tiver a fé de um grão de mostarda e tal,

E é uma reflexão muito linda que traz naquele livro,

Falando sobre a gente conhecer os nossos próprios potenciais,

A nossa capacidade de potencial,

E é a gente sabendo o que a gente pode se tornar,

É que a gente vai chegar onde a gente vai ser.

Então muitas vezes,

É aquele grãozinho de mostarda,

Muito pequenininho,

Que tem plena consciência de que vai se tornar uma árvore gigantesca,

E que ele não precisa,

Mesmo quando ele é um brotinho de dois centímetros,

Olhar pra sequoia que tá do lado dele,

Ou pro pinheiro que tá do lado dele,

Pensando,

Poxa,

Eu não sou um pinheiro.

E não tem esse tipo de comparação,

Porque dentro dele,

Ele tem consciência do potencial que ele tem,

De se desenvolver,

E de se tornar uma coisa única,

Que é quem ele é,

De desenvolver o próprio potencial,

E olhar a si mesmo como referência de onde a gente quer chegar.

Exatamente,

Nossa,

Essa metáfora é linda assim,

Porque assim,

Você quer exatamente esse lugar,

E o único,

Além dos obstáculos usuais,

Mas o principal obstáculo,

É que a gente geralmente não sabe onde a gente quer chegar,

A gente não sabe qual é a nossa própria referência,

Porque a gente não se conhece.

Por muito tempo,

Eu tava cega nesse caminho de não saber mesmo quem eu era,

E óbvio que agora eu tô nesse trabalho,

Né,

De olhar o que eu sou,

Né,

E voltar pra dentro,

Mas a gente precisa aprender esse caminho de volta pra casa,

Tendo como ponto de partida que essa casa começa dentro da gente,

Sim,

Não no externo,

E somos mundos,

Né,

Somos várias deusas,

Temos várias facetas dessas deusas dentro de nós,

Então é muito importante entender que somos várias em uma,

Que temos várias nuances dentro de nós,

Né,

E reconhecer essa ciclicidade é incrível pra gente perceber que momento a gente deve agir em prol de cada coisa na nossa vida,

Pra onde ir em cada momento.

Eu acho que essa noção que você tá trazendo,

Né,

De que a gente,

Nós somos muitas dentro de nós,

Isso é tão desafiador,

Né,

Porque a gente foi tão ensinada,

Tão guiada a entender que a gente,

Sei lá,

Vamos supor,

Na minha carreira,

Na sua carreira,

Na carreira de qualquer mulher,

Você tem que escolher o que você quer fazer e você tem que focar ali,

Você tem que ser só uma coisa,

Né,

E hoje mesmo eu tava conversando com uma amiga e a gente tava falando sobre todas essas Patrícias que moram dentro de mim e as Camilas que moram dentro de você,

Né,

Enfim,

A gente tava falando,

Eu e essa amiga,

Sobre essa infinidade de mulheres que moram dentro de nós e todas as coisas que elas querem fazer,

E é tão desafiador,

Né,

A gente olhar pra todas elas e dar voz pra todas elas,

Como que você enxerga isso?

O que você sente a respeito disso?

Eu sinto que em cada momento uma deusa,

Um arquétipo,

Ele vai estar mais em vigência,

Pode ser que no mesmo mês você tenha vários arquétipos diferentes tomando conta,

Mas usualmente,

Pela minha experiência,

A gente vai ter um arquétipo que vai durar um ciclo um pouco maior,

Talvez um ciclo mais baseado nas estações do ano,

Né,

Um ciclo de alguns anos,

E esse arquétipo ele vai estar mais latente,

Essa deusa vai estar mais latente com você,

Que geralmente é algo que você precisa desenvolver,

Né,

Por exemplo,

Quando tá mais latente a Perséfone,

Né,

Que a gente tem muito em comum,

Assim,

Essa deusa,

Quando tá mais latente a Perséfone,

É o momento da gente ir nas sombras,

Né,

Da gente adentrar nossas sombras,

Da gente ir pro submundo,

E pode ser que isso dure alguns meses,

Pode ser que isso dure alguns anos,

Né,

Não tem como a gente ter uma previsão e sim viver aquele arquétipo e curar o que precisa ser curado ali,

Olhar pro que precisa ser olhado e tomar isso com uma força,

Mas pode ser que mais pra frente já seja outra deusa,

Pode ser que seja a deusa Athena que esteja mais vibrando contigo num momento que é a hora da gente trabalhar,

De colocar os negócios,

Né,

De tomar uma energia mais assim de manifestar no material,

Então acho que é a gente saber dançar com essas deusas,

E não se apegar às nossas parceiras de dança,

Né,

Dançar com elas e perceber que em algum momento talvez ela já não seja mais a sua parceira de dança,

Você tem que reconhecer outra faceta da deusa e aí dançar com ela,

O problema é que às vezes a gente fica muito apegada,

A gente tem muito apego,

Né,

Aqui na Terra,

E a gente se apega muitas vezes a,

Sei lá,

Tô com uma deusa afrodite nesse momento,

Então tô na sensualidade,

Etc,

E quero ficar nisso pra sempre,

Não,

Né,

Essa faceta não vai deixar de existir,

Mas talvez em outro momento ele vai voltar,

Mas nesse momento talvez você precise focar mais em descer lá no submundo,

Né,

De pegar conhecimentos ali,

Isso é uma sabedoria,

Que nem as plantas,

Né,

A natureza,

A natureza vai se preparando pras estações,

Então sabe que no outono as folhas vão cair,

Sabe que na primavera as flores vão florescer,

Mas a natureza não fica apegada,

Ai não,

Primavera é a estação mais linda do ano porque tem flores,

Só vou ficar na primavera,

Não,

Né,

A natureza precisa desse ciclo de nascer,

De morrer,

De renascer,

Né,

Tem todo um ciclo por trás,

E a gente esquece dessa conexão com a natureza,

A gente esquece que isso é possível e que a gente faz parte dessa natureza,

Então que a gente também tem esse ciclo de morte e renascimento o tempo inteiro,

Alguns mais longos,

Alguns mais curtos,

Mas eles existem,

E quanto mais a gente fica reativa e fala não,

Não quero,

Pior vai ser,

Mais doloroso vai ser,

Porque se a gente simplesmente aceita,

Dança com eles,

Né,

Faz uma dança ritmada e gostosa com aquilo ali,

A gente vai entrando num espaço de flow,

Né,

Com a natureza,

A gente vai fluindo,

As coisas vão acontecendo no tempo que tem que acontecer,

Então é olhar pra esse natural.

Que lindo isso,

Né?

Acho que é um passo importante nosso,

Que a gente esquece,

Né?

Como a gente se desconectou,

Né,

Dessa,

Da natureza e da compreensão de que a gente é cíclica,

E ao mesmo tempo que a gente é muito apegada,

Né,

Tipo,

Ah,

Eu quero ser,

Quero ser primavera o tempo todo,

A gente é fatalista,

Né,

A gente é muito fatalista,

A gente acha assim,

Eu nunca mais vou ser primavera de novo,

Né,

Eu fui,

Ai,

Que saudade de ser afrodite,

Que saudade de ser primavera,

Que saudade de ser verão,

Eu nunca mais vou florescer na minha vida,

Porque foi só naquela época e tal,

E se a gente tiver,

Né,

Essa consciência de que a gente é cíclica,

E que a gente tá vivendo no momento presente aquilo que a gente precisa desenvolver,

Fica tão mais leve,

Né?

Completamente,

Exatamente,

Fica muito mais leve,

E a gente não é um barro-fluxo,

Né,

E assim,

É um desafio,

Principalmente nós que crescemos e vivemos com idades,

Né,

E que estamos nessa correria da tecnologia,

Das mídias sociais,

E como se tudo fosse só aquilo ali,

A gente esquece de olhar pra uma árvore,

Né,

E de ver esse processo da árvore,

Eu acho que a Mãe Terra tem muito a nos ensinar,

Assim,

Eu falo por mim mesma,

Que às vezes eu esqueço de olhar pra isso,

E a gente entra numas nóias,

Num processo que é muito mental,

E que não tem que passar só pela mente,

Né,

Tem que passar pelo corpo também,

E quando a gente passa pelo corpo,

A gente consegue se conectar com essa árvore,

A gente consegue se conectar com essa natureza,

A gente consegue se conectar com o nosso sangue que tá no corpo,

Né,

É corpo,

É um processo corporal,

Então é como se a gente às vezes precisasse voltar muito pra uma sabedoria,

Que ela é mais ancestral,

Né,

A gente voltar pra nossas raízes,

Olhar como que funciona uma raiz,

Em primeiro lugar,

Eu gosto muito da biomimética,

Assim,

Que ela explica muitas coisas a partir da sabedoria da natureza,

Que é uma sabedoria que ela é tão sábia,

Sabe,

E a gente não olha pra isso,

E a gente fica perdendo em loops,

Em loops mentais,

Em nóias,

Em nóias,

Quando é muito mais simples do que a gente imagina,

Que é só olhar pra fora,

Né,

Assim,

Pra fora no sentido de só olhar pra natureza,

Só olhar pro natural,

E aí reconectar essa parte externa da natureza com a nossa natureza interna,

E perceber que elas estão interligadas,

E aí a gente não se sente tão sozinha,

Né,

E a gente sente que faz parte,

A gente sente que tá aqui,

E isso é muito importante,

É uma cura enorme.

E essa sensação de desamparo,

Né,

Talvez,

Essa sensação de desamparo que a gente tem às vezes,

De eu não vou conseguir,

Eu não vou dar conta,

Não vai dar certo,

Sei lá,

Vai faltar,

Né,

Essa sensação de falta que a gente tem,

Ai,

Vai faltar,

Todas essas coisas,

Se a gente conseguir olhar pra natureza,

E até citando a bíblia,

Né,

Acho que é Eclesiastes que fala,

Olhai os lires do campo que não tecem nem enfiam,

E se vestem com as vestes mais belas,

Que é do rei Solomão,

Porque a gente,

De fato,

Se a gente conseguir olhar pro nosso redor,

Né,

E pra natureza em si,

A gente nunca viu uma árvore,

Uma planta,

Saindo,

Correndo,

Precisando de alguma coisa,

Né,

Ela tem essa,

De fato,

Essa fé do grão de mostarda,

Que ela sabe que ela tá ali,

E a natureza provê,

Né,

O universo provê,

Como naquele episódio que você gravou no seu podcast,

Que eu adoro,

Inclusive.

Aham,

Obrigada,

É isso que eu ia falar,

Né,

O universo ele provê,

E tem muito o peça receberás,

Né,

Então,

A gente quando tá nessa loucura,

Né,

Vibrando nessa escassez,

A gente tá,

Tipo,

Pedindo por mais escassez,

Então,

Cada vez que a gente pede,

Ai,

Não quero isso,

Né,

Não quero isso,

Não quero isso,

Não quero isso,

Não quero isso,

A gente tá só mandando quero isso,

A gente não pede o que a gente quer,

Ao invés de só pedir o que a gente não quer,

E agradecer também pelo que a gente tem,

Isso é uma coisa que eu tenho o tempo inteiro que ficar me policiando,

Sabe,

De agradecer o que aconteceu,

De agradecer as coisas que já estão rolando,

De agradecer tudo que está aqui,

É importantíssimo ter esse processo de agradecimento e de celebração durante a nossa vida,

Que a gente esquece completamente disso.

Que a gente coloca,

Onde a gente colocar energia,

Aquilo vai crescer,

Né.

Exatamente,

Exatamente,

E a gente geralmente dispersa muita energia,

Né,

A gente coloca muito mais energia no que a gente não quer.

Ao invés de focar a energia e consolidar a nossa energia naquilo que a gente tá querendo naquele momento,

Naquilo que a gente quer ver florescer,

Eu acho que é algo que a gente tem que ficar se policiando mesmo,

Porque a gente tá acostumada,

A gente foi ensinada a fazer o contrário,

Né,

Então óbvio que vai ser um mecanismo meio que natural,

Assim,

Não natural,

Mas um mecanismo muito mais fácil a recorrer,

Né,

Perder a energia do que cultivar a nossa energia para aquilo que a gente,

Que realmente importa para a gente.

É um mecanismo automático até,

Né.

Exatamente,

Exatamente,

É muito automático.

E aí a gente volta para o assunto que a gente começou,

Que é o de ficar se comparando o tempo todo,

Né,

De olhar para quem já tem alguma coisa,

Que às vezes nem faz parte do nosso universo,

Às vezes nem é o que a gente quer,

Às vezes é tão diferente do que,

De todo o potencial que a gente tem,

De fazer algo tão incrível quanto,

Mas paralelo e diferente,

E a gente ficar se comparando ao invés de dar atenção e concentrar a energia no nosso próprio crescimento,

Né.

Exato,

A gente acaba perdendo energia nessa comparação,

Fica olhando demais para o jardim do outro,

Né,

Enquanto a gente deveria estar regando o nosso.

Então,

Eu acho que nos ensinaram muito a comparar,

Né,

Aquilo da grama do vizinho assim,

Mais verde,

Nos ensinaram,

Né,

Que a gente precisava olhar,

Que é comum comparar como se isso fosse realmente parte da nossa natureza,

Mas que ao invés de a gente só assim,

É celebrar o sucesso do outro,

É pegar essa energia da celebração para nós e usar isso ao nosso favor,

Porque eu acho que também é uma forma de não ação,

Né,

A gente se comparar tanto,

Ai,

Mas olha,

Ela conseguiu,

Ela fez isso,

Não sei o que,

É muito uma forma de dizer,

Ai,

Ela conseguiu,

Mas eu não vou conseguir,

Né,

A falar,

Ai,

Mas ela já está fazendo isso,

Então não tem por que eu fazer,

E às vezes nem é bom,

Sabe,

Não é nem parecido,

Mas na nossa cabeça é muito parecido,

Sendo que não,

Tem lugar pra todo mundo,

Tem espaço pra todo mundo,

Né,

O mundo é mega bom,

Cada um sempre vai fazer a coisa diferente,

Não tem como a gente copiar 100%,

Né,

O outro,

Porque é o outro que está fazendo,

Então é uma forma que a gente acha de cortar nosso próprio barato,

Ah,

Ela está fazendo,

Então eu não vou fazer,

Né,

É uma desculpa que a gente acha pra não fazer,

Que a gente tem medo de fazer,

A gente tem medo de se expor,

E óbvio que a gente tem,

Porque,

Assim,

Se expor deixa a gente vulnerável,

Né,

Colocar a cara no mundo,

Mas,

Cara,

Acho que o medo é uma bússola incrível,

Que a gente pode usar muito ao nosso favor,

Geralmente aquilo que a gente mais tem medo é aquilo que a gente mais quer,

Né,

De coisas a serem feitas,

Assim,

Então é muito se trabalhar pra perceber que a vulnerabilidade não é algo ruim,

Né,

É um termômetro que nos mostra que estamos ali,

Que estamos nos colocando,

Que estamos usando a nossa voz,

Que estamos indo atrás do que a gente quer,

Que é muito melhor do que não ir pra nenhum lugar e ficar frustrada e ficar parada,

É,

Que tem uma coisa que as pessoas sempre me falam assim,

Ah,

Mas aí se eu fizer e der errado,

Assim,

É melhor você fazer e dar errado,

E aí você tentar de novo do que você ficar pra sempre parada,

Com tudo frio,

Sem graça na sua vida,

E assim,

Vai errar,

Vai dar merda no caminho,

Faz parte,

Sabe,

A gente tá aqui na terra pra testar coisas mesmo,

Então,

E é tão importante errar,

Sabe,

E ter fracassos no meio do caminho,

Por mais frustrante que sejam no momento,

Você aprende tanto com fracasso,

Assim,

Sei lá,

Eu comecei a trabalhar muito cedo,

Então,

Eu tenho muitos anos de vários fracassos,

Sabe,

Assim,

Tanta coisa já deu errado,

E foi muito importante pra eu renascer,

Né,

E eu penso assim,

Se coisas de 7,

8 anos atrás,

Ou até mais,

9 anos atrás,

Não tivessem dado errado,

Eu não teria onde eu estou agora,

Eu não estaria fazendo coisas que eu realmente gosto,

Pode ser que daqui a uns anos já nem seja mais o que eu gosto,

Mas aproveitei esses anos,

Né,

Do que eu gosto,

Pra ter mais um background,

Pra ali na frente eu já fazer um recorte ainda maior do que eu exatamente quero fazer,

Mas precisei passar por muita coisa antes,

Né,

Precisei trabalhar em muitas coisas que não foram tão legais,

Precisei fracassar muito,

Né,

Mas,

Vou contar uma história que eu trabalhava com moda,

Né,

Antes de estudo,

E eu,

Ah,

Eu tinha uma marca,

Tava na faculdade ainda,

Resolvi fazer uma marca,

Uma marca bem conceitual,

Assim,

Sabe,

Era bem esquisita,

Diga-se.

Adoro.

E eu morava em Salvador,

Eu te chamava Diabla.

Ah,

Já amei.

E assim,

Eu morava em Salvador,

O público lá,

Ele,

Ah,

É diferente,

Né,

Não era um público muito pra isso que eu estava disposta,

E daí eu fui pra várias feiras,

Na época,

Pra vender,

E eu vi,

Assim,

Todas as barracas vendiam,

Tipo,

Todas.

Teve umas que eu não vendi nada,

E a única vez que eu vendi,

Foi pra minha mãe.

Ai,

Que pecadinho.

Assim,

Eu ficava horas nessas feiras,

Não era uma feira,

Tipo,

Que durava uma hora,

Sabe,

No calor de Salvador.

Ficava às vezes o dia inteiro,

Teve uma que era de madrugada a feira,

Então,

Assim,

Eu chegava às nove da noite,

Fui sair de lá às quatro da manhã,

Tipo,

Tomando energético pra ficar acordada,

Sabe,

E não vendi nada,

Tipo,

Absolutamente nada.

Então,

Assim,

Foi um fracasso,

Né,

De fato,

Foi um fracasso.

Mas me ensinou muita coisa,

Né,

Me ensinou que aquilo não era para o público,

Me ensinou que talvez ali em Salvador não fosse muito,

Né,

O lugar ideal pra esse tipo de ideia.

Me ensinou que eu,

Definitivamente,

Não gostava de estar em feiras,

Então eu precisava pensar em outra estratégia de negócios.

E fui aprendendo,

Né,

Depois disso eu fiz muitas outras coisas,

Assim.

E as pessoas sempre me falavam,

Nossa,

Mas toda hora você faz uma coisa diferente.

Mas,

Assim,

Eu testava,

Via que não funcionava,

Via que não era pra mim,

E tentava com uma nova roupagem,

Né.

Mas eu sinto que,

Assim,

A essência do que que era,

Ela permanece comigo,

Né,

Que é muito,

Não sei,

Sempre tive muito essa coisa de fazer algo de vanguarda,

Né,

Eu sempre pensei também em fazer algo voltado pra mulheres,

Assim,

Mas eram ideias que eram muito esparsas ainda,

Eu ainda não tinha esse conhecimento do feminino.

Então,

As ideias,

Elas foram se moldando ao longo do tempo,

Hoje eu já tenho uma ideia muito mais clara,

Né,

Que eu quero trabalhar com essa expansão,

Né,

Da consciência do feminino no mundo,

Né,

O meu desejo sempre foi mudar o mundo de alguma forma,

Hoje eu sei que também é através da cura.

Então,

Hoje as coisas começam a se encaixar,

Mas eu precisei de uma gama de fracasso antes,

É,

Pra chegar até aqui,

Não acho que todo mundo tem que,

Né,

Só viver a base de fracasso,

Foram anos bem difíceis,

Assim,

Mas estar preparado pra isso,

Né,

Porque você colocar a cara no mundo,

Nem tudo vão ser flores sempre.

Sim,

E eu acho muito,

Muito,

Muito importante a gente falar sobre o fracasso,

Eu acho que a gente precisa falar mais sobre o fracasso,

É,

Nessa,

Nesse momento,

Né,

De rede social,

Onde a gente vê todo mundo,

Né,

No Instagram,

E todo mundo tá ali no seu momento de sucesso,

Né,

Tá feliz,

Tá mostrando a parte boa,

Tá mostrando o seu trabalho,

Tá não sei o que,

E a gente começa a acreditar que o fracasso não existe pra essas pessoas,

E por isso que a gente quer,

Né,

Talvez ser como elas e se comparar e tal,

E a gente não fala dos fracassos,

A gente não conversa sobre os fracassos e da importância dos fracassos,

Né,

Quando você tava falando,

No começo da sua fala,

Eu pensei,

Como a gente tem medo,

Né,

De fazer qualquer coisa,

Porque a gente tem medo de fracassar,

Né,

E se eu não fizer nada,

Eu não corro risco de fracassar,

E é um medo tão grande de uma coisa que é extremamente importante,

Assim,

Eu vejo que eu fui uma pessoa que tive muito medo do fracasso,

Assim,

E quantas coisas eu deixei de fazer por medo de fracassar,

E quantas coisas o fracasso já me ensinou,

Depois que eu perdi o medo dele e comecei a me jogar,

Né,

Eu tenho um evento que se chama Atenda,

E eu abri inscrições e tal pra fazer uma em Florianópolis no final do ano passado,

E foi um grandissíssimo flop,

Assim,

Não rolou,

Simplesmente não rolou,

E é impressionante a quantidade de coisas que eu aprendi com esse fracasso pra melhorar o meu projeto,

E que eu jamais teria pensado,

Jamais teriam passado pela minha cabeça se tivesse sido um evento de sucesso.

Com certeza,

E assim,

Uma coisa que eu acho engraçada é que eu nunca tive medo de fracassar,

No máximo sentido,

Eu nunca achei que ia rolar fracasso,

Então toda vez que eu faço algo,

Eu vou muito assim,

Não vai dar super certo,

Agora vai,

Assim,

Olha que maravilha isso,

Isso é incrível,

Isso é incrível,

Saí assim,

Várias vezes foram tapa na cara,

Aí eu ficava,

Nossa,

Pensamento positivo não vale de nada,

São lições que eu precisava aprender,

Caminhos que eu precisava seguir,

E a gente dá bastante de nós nessas coisas que a gente faz,

Mesmo que elas fracassem,

Então,

Exatamente,

Entender e tá,

O que que eu vou aprender com isso aqui,

Como que eu posso melhorar esse projeto,

Com a diabla dessa primeira marca,

Foi assim,

Isso definitivamente o público não gosta,

Sabe?

E tá ótimo,

Né?

Porque você se colocou,

Você se colocou no mundo,

A sua sementinha,

Que tava aí já com a consciência de tudo que ela é capaz,

Tava dando os primeiros brotos,

As primeiras folhas,

Os primeiros galhos,

E isso é crescimento,

Pra te transformar numa árvore frondosa,

Né?

É preciso disso.

Preciso,

E precisei passar por várias coisas dessas,

Assim,

E assim,

Me deu muito conhecimento,

Sabe?

Me deu conhecimento um pouco do financeiro,

Que eu era péssima,

Né?

De como fazer,

Ah,

De como fazer coisas,

Sabe?

Eu sinto que,

Assim,

Eu tive depois outra marca,

Que assim,

Foi um pouco menos pior do que a diabla,

Chamava Nicolaia,

Mas essa sim,

Essa eu tenho certeza que ela só não funcionou porque durante ela eu percebi que eu não queria mais fazer roupas,

Que eu não queria mais comprar produtos no mundo,

Sabe?

Mas eu precisei dessa marca pra compreender,

Porque é uma marca super tecnológica,

Eu tive que estudar muita tecnologia,

E foi através da tecnologia que eu comecei a ter uma nova consciência de mundo,

Porque eu via,

Cara,

Pra que a gente tá colocando mais coisa no mundo?

E aí foi ali o meu primeiro insight do que eu queria fazer,

Eu falei,

Cara,

Eu quero fazer algo pro mundo que ajude pessoas,

Sabe?

Era uma ideia genuína no meu coração,

E ali foi naquela marca,

Só que nessa marca eu aprendi muita coisa,

De como gerir um negócio,

De como fazer mídia social,

Né?

De como fazer site,

Então assim,

Hoje eu faço tudo,

Né?

No meu perfil,

Assim,

No meu profissional,

Eu faço absolutamente tudo,

Porque eu tive esse background,

Então eu aprendi a mexer no Instagram,

Eu aprendi a mexer em meio marketing,

Coisas que eu não sabia,

Né?

Nessa época do Nicolai,

Eu devia ter 21 anos,

Tive que aprender a fazer site,

Sabe?

Tipo,

Tudo,

E foi muito importante,

Porque ela me deu a consciência do que eu queria fazer de fato,

E aí foi muito doido,

Assim,

E aí quando eu fechei a marca,

E assim,

Eu nem que cheguei a ter uma decisão de fechar mesmo,

Foi porque eu me juntei com a menina,

Que aí foi a minha primeira,

Meu primeiro real contato com o feminino,

Juntei com uma outra mulher,

E a gente decidiu fazer um vídeo sobre o feminino,

Então criar uma produtora,

Que era uma produtora feminista,

Né?

Digamos assim,

Que era uma produtora que só trabalhava com o feminino,

Então todas as coisas que a gente escrevia,

Os roteiros,

Os vídeos que a gente gravava,

As fotos que a gente fazia,

Era do universo feminino,

Então assim,

Faz muito sentido para mim hoje,

Né,

Ter mudado um pouco de novo o foco do meu trabalho para o feminino,

Porque já é algo que eu carrego há muito tempo,

Então com a produtora funcionando,

Era muito trabalho,

Eu acabei deixando a marca,

Né,

De lado,

Mas aí já foi mais uma volta,

Assim,

Para compreender tudo aquilo que eu estava entendendo ali,

Quem eu era com aquela marca,

E aí a gente fez a produtora,

E durante a produtora,

A gente começou a ser chamada para fotografar retiros espirituais,

Voltados para o feminino,

E aí foi o primeiro contato que eu comecei a ter de fato com aquele universo,

E eu estava na época com muita cândida,

Então comecei a estudar sobre ginecologia natural,

Porque os remédios não estavam adiantando,

Então aí tudo convergiu ali,

Foi tipo uma explosão de feminino na minha vida,

E aí foi quando tudo começou a mudar de fato,

E aí foi naqueles retiros,

E aí eu comecei a ir para retiros também,

A fazer trabalhos de cura,

Eu iniciei no reiki e tudo mais,

E aí que eu percebi que,

Nossa,

Eu ainda não é esse tipo,

Não é esse produto,

Mesmo que fosse um vídeo que não é um produto palpável,

Ainda não é isso,

E aí que eu comecei a atender,

E aí que eu comecei a trabalhar de fato com cura,

Fui me especializando nisso,

E esse foi um grande ponto de virada,

De entender que aquele trabalho com mulheres,

Indo para aqueles círculos de mulheres,

Meu mundo inteiro chacoalhou,

E foi a primeira vez que eu realizei o que eu queria fazer,

Começar a fazer de fato,

Só que durante essa caminhada de fazer,

Também tem várias mudanças,

Meu trabalho ele vem se transformando ao longo do tempo,

E às vezes eu ainda tenho um apego,

De tipo,

Nossa,

Mas aquilo estava tão certo,

Será que eu vou ter que mudar agora?

Mas quando a alma chama,

Se a gente não vai para o que a alma está chamando,

As coisas começam a andar errado,

Porque já é outro chamado,

E isso não necessariamente é um fracasso,

É só uma morte e um renascimento.

Sim,

E isso entra de novo naquilo que a gente estava falando sobre os ciclos que você trouxe,

A gente compreender o momento de cada coisa,

Eu tenho questionado muito essa ideia que a gente tem,

Hoje mesmo,

Durante um atendimento,

Eu vi uma cliente minha falando assim,

Mas até eu chegar lá,

Eu fico ansiosa,

Enquanto eu não chego lá,

Eu não sou quem eu tenho que ser,

A gente não tem um ponto final,

A gente não tem um ponto de chegada,

A gente está se transformando o tempo todo,

E é muito tentar ter mesmo essa consciência da nossa ciclicidade,

E de que a gente é hoje aquilo que a gente precisa ser,

Você estava falando sobre a marca que você teve,

E que foi com ela,

Com ela não funcionando,

Entre assos,

Você descobriu o que você queria fazer,

Então nada do que está acontecendo hoje está fora do seu caminho,

Né?

Exato,

E assim,

E nada foi tipo,

Óbvio que eu tive muita ansiedade no processo,

Até hoje a ansiedade é algo que eu tenho que trabalhar em mim,

Principalmente por eu ser uma pessoa hiperativa,

Mas a melhor coisa que já aconteceu pra mim na vida foi perceber que não existe chegar lá,

A gente nunca vai chegar lá,

A gente vai caminhando,

E assim,

E agradecer por esse caminho,

Porque a gente às vezes fica muito cega,

Porque a gente está muito perto da história,

Foi só agora,

Falando com você,

Que eu percebi o quanto foi importante aqueles fracassos lá atrás,

Sabia que eles eram importantes,

Mas eu nunca tinha olhado com cuidado pra eles,

Só achava que,

Nossa,

Eu não era uma pessoa próspera,

De repente me tornei,

Tipo,

Próspera,

E não,

Foi tipo um puta trabalho,

Né,

De anos,

Pra conseguir alterar a minha própria consciência,

E pra conseguir me autoconhecer,

Então quando a gente faz coisas pra nós mesmas,

Né,

De forma mais autônoma,

E o feminino,

O feminino é muito autônomo,

Né,

Nós mulheres,

A gente tem biologicamente isso dentro de nós,

Que a gente encontra uma voz muito na nossa autonomia,

De diversas formas,

Né,

Não só num trabalho e tal,

Mas fazendo as coisas por nós,

Né,

E aí depois de fazer por nós,

A gente consegue fazer pelos outros,

Né,

Que é esse arquétipo da mãe,

Quando a gente vai fazendo,

A gente vai se tornando autônoma,

A gente vai ter um autoconhecimento que às vezes ele é tão brutal,

Que assim,

A gente já sabe umas merdas que a gente vai fazer antes de fazer,

Porque a gente já se conhece,

Sabe,

E a gente sabe que a gente,

Né,

Se trabalha,

Se trabalha,

Mas às vezes erra na mesma coisa,

Então é muito importante ter essa autonomia,

Assim,

E nós mulheres a gente precisa muito disso,

A gente precisa muito se reconectar com a Deusa,

Se reconectar com a natureza,

Porque é uma mudança de vida tão enorme e tão positiva,

Por mais que tenha dores no caminho,

Por mais que tenham fracassos,

Né,

Assim,

Até hoje,

Tipo,

Existem fracassos que acontecem,

Né,

Eu também já tive um curso que teve uma pessoa inscrita,

Sabe?

Que tristeza que dá,

Né?

E assim,

Eu me permiti sofrer,

Falei,

Eu vou sofrer dois dias por isso,

Pelo meu fracasso,

Então,

Porque assim,

Péssimo,

Chorava,

Ficava mal,

Não sei o que,

Passou dois dias e falei pra mim mesma,

Eu tenho o poder de me regenerar,

Eu tenho o poder da minha auto cura,

Então,

Comecei a meditar,

A movimentar meu corpo,

Né,

E aí,

Pronto,

Fênix,

Né?

E aí a gente ressurge da síndrome e fala,

Vamos,

Vamos pra outra,

Né?

Pode ser que o próximo seja um fracasso de novo,

Espero que não,

Mas.

.

.

É,

E vou olhar pra esse fracasso aqui com amor e colocar ele na terra,

Pra ele servir de adubo,

Pra,

Né,

Essa próxima coisa que eu vou plantar.

E aprendendo com ele,

Né?

Sim.

E a gente já começa a encarar esse processo como algo bonito,

Sabe?

Por mais doloroso que seja,

Né,

Morrer,

Quando a gente renasce,

A gente renasce tão mais forte,

Tão mais fincada na terra,

Com tão mais pra oferecer,

Né,

Que a gente fica,

Parece que,

Mais apta a servir,

Né,

E se pôr a servir,

Porque a gente tá nutrida,

A gente pode servir.

Sim.

Agora,

E servir pro bem-estar coletivo,

Né?

E quando a gente vai se conectando com as deusas também,

A gente vai vendo,

Né,

Tipo a deusa Isis.

Tudo pra deusa Isis era muito através do esforço,

Né?

Nada vinha de mão beijada pra ela.

E ela é uma deusa,

E é forte,

É incrível,

Sabe?

Porque a gente é,

Que nós,

Que somos pacetas da deusa,

E que às vezes a gente tá com essa deusa Isis mais forte,

Nem tudo vai vir de mão beijada.

E tudo bem,

Né?

Mas é importante saber que tem,

Mas que a gente precisa se autotrabalhar pra conseguir.

Às vezes a gente acha,

Né.

.

.

Isso é até um vídeo que eu fiz esses dias,

Né?

Porque antes eu falava muito sobre.

.

.

Ah,

Sobre outros seres,

Sobre os pleidianos e tal.

E aí,

Eu comecei a sentir um incômodo muito forte,

Assim.

Porque eu via que as pessoas,

Elas estavam me procurando pra receber uma mensagem igual a lei.

Sabe?

Você tava virando só uma médium,

Um canal,

Assim,

Só.

Um oráculo,

Só que as pessoas que vinham,

Né,

Querer essa mensagem,

Elas só queriam uma mensagem de,

Tipo,

Assim.

.

.

Ai,

Tá tudo bem.

Ai,

A sua missão é tal.

Mas elas não estavam dispostas a buscar,

Ir atrás da missão delas.

Elas não estavam dispostas a agir,

Né?

Elas só queriam um acalento.

E isso começou a me incomodar muito,

Né?

Acho que a comunicação com os seres é importantíssima.

Acho que todos nós temos como acessar isso.

Mas a gente precisa pensar muito pra que a gente quer acessar isso,

Né?

E aí,

Por isso que eu tô mudando muito o foco do meu trabalho,

Assim.

Pra gente partir de um lugar,

Da gente perceber que a gente que se cura.

.

.

Não vai ser chegar um dia na nossa vida que a gente vai começar tudo magicamente a se curar.

A gente precisa ter o domínio de ação,

Né?

A gente veio aqui pra aprender coisas,

A gente veio aqui pra fazer e pôr a mão na massa.

Então,

Assim,

Não é buscar essa resposta lá em cima,

Se a gente não vai fazer nada com essa resposta,

Né?

Então,

Acho que a gente se colocar nós mesmas como canais de cura é muito mais importante do que buscar um canal de cura.

Porque nós temos essa cura,

Nós somos as curandeiras,

Né?

Nós somos as deusas,

Então tá tudo dentro de nós.

Então,

Resgatar esse poder pessoal é,

Assim,

Importantíssimo.

E parar de só procurar,

De estar sempre procurando algo externo o tempo inteiro.

Cara,

Se conecta com a natureza e se conecta com a sua natureza.

Antes de tudo,

Antes de buscar essa resposta lá de cima.

.

.

Porque eles não vão dar a resposta,

Sabe?

Não é assim que funciona.

Porque a gente precisa agir.

O caminho é nosso,

Né?

O caminho é nosso.

A gente tá.

.

.

A gente é autônoma dentro do nosso caminho,

Né?

Ele é só nosso,

É a gente que faz,

É a gente que vai se guiar dentro desse caminho,

Né?

A gente pode até ser suportada e amada por outros seres,

Enfim.

Mas é a nossa autonomia que vai levar a gente pra algum lugar,

Né?

Exatamente,

Né?

Do que adianta?

Uma fala bonita,

Né?

Uma mensagem bonita.

Se a gente vai continuar no mesmo lugar.

A gente.

.

.

Ai,

A gente se cura através do movimento,

Sabe?

Não é parada,

A gente se cura através da dança.

E essa dança não é só com o nosso corpo,

Né?

É dançar com a vida mesmo,

Dançar com os desafios,

Dançar com os fracassos.

Que eu acho a dança uma metáfora incrível.

Ai,

Que lindo,

Sim.

Porque.

.

.

Principalmente pra nós mulheres,

Né?

Que a gente tem essa conexão ancestral com a dança.

E se a gente resgata isso de dançar mesmo.

Dança mesmo na hora do fracasso.

Põe uma música e dança.

Movimenta essa energia que fica estagnada no corpo quando a gente tá triste.

Quando a gente tá com dor.

E aí,

Quanto mais a gente se movimentar,

Pode ser só com os braços,

Sabe?

Mas deixar essa energia fluir,

A gente vai ver que tem muito mais.

E que tem uma conexão que é muito mais sutil do que frases,

Do que é uma mensagem.

E que essa conexão,

Ela existe o tempo inteiro.

A gente tá conectado o tempo inteiro.

Só que a gente tá com uma barreira pra essa conexão.

Então,

Se a gente se movimenta,

A gente dança,

Movimenta energia.

A gente tá sentindo essa energia sutil.

É,

Toda vez que eu danço hoje,

Eu precisei conquistar isso,

Né?

A partir de uma dança,

De fechar os olhos,

De realmente sentir.

Eu sinto um arrepio gostoso.

Então,

Eu sei que eu tô amparada.

E isso me dá muito mais força pra continuar.

Porque eu sei que até no fracasso,

Esse amparo,

Ele vai parir.

Sim,

Com certeza.

Mas a gente precisa dançar.

E é a gente que coloca o nome,

Né?

Que se o fracasso é ruim ou não,

É a gente que tá colocando o nome de ruim,

Né?

Ele também é amparo,

Como você tá dizendo.

E essa energia sutil que você falou,

Né?

É tão lindo isso,

Da gente perceber que a gente é capaz de receber mensagens de todas as formas.

Mas a gente tá tão focado em receber palavras,

Né?

E algo pré-determinado pelo ser humano,

Que é melhor ou mais bonito.

E a gente esquece dessa sabedoria que é feminina,

Né?

Essa sabedoria que é feminina,

Que é a sabedoria do sentir.

Do simplesmente sentir as coisas acontecendo no corpo,

Ou ao seu redor,

Ou dentro de si.

Exatamente.

A gente precisa muito sentir,

Assim.

O curso que eu vou dar agora,

Já é a terceira edição.

Chama Dança de Isis,

Que é a energia das deusas.

E ele,

Eu descrevo assim,

É um curso pra sentir,

Sabe?

Porque quando a gente sente,

Parece que as barreiras saem.

Parece que a gente recebe as respostas que a gente quer.

Porque a gente tá sentindo,

A gente não tá presa naquela mente louca,

Falando e noiando.

A gente tá sentindo.

Esses dias eu tava falando com uma amiga,

E aí eu tava com uma dúvida,

Numa coisa.

E ela falou assim,

Fecha os olhos.

E aí ela me perguntou,

O que o seu corpo te fala quando eu coloco essa primeira opção pra você?

E aí eu senti um aperto no peito,

Assim,

Sabe?

Imediato.

E aí quando ela me falou a outra opção,

Nossa,

Por isso que eu tava flutuando.

Aí ela falou,

Você já tem a sua resposta.

E ela,

O seu corpo é um oráculo.

Você tá esquecendo de perguntar pro teu corpo,

Né?

E todo mundo pode fazer isso.

Não sou eu,

Camila,

Que tem esse poder,

Entendeu?

Porque todos nós temos corpo.

Então,

E aí eu comecei a fazer isso mesmo,

Assim,

Né?

Nessa semana,

De novo,

Final de semana,

De novo,

Tava com uma dúvida,

Confuso.

E aí,

De novo,

E sozinha dessa vez,

O meu corpo deu a resposta.

Então,

Eu acho que fazer isso nos momentos é muito bom.

Isso é até uma ferramenta da barra de água,

Que eu,

Acho que é Daniel,

Acho que é isso o nome dele fala.

Tipo assim,

Você tá com dúvida do que comer,

Pergunta pro teu corpo o que é que ele quer.

E eu faço muito isso hoje em dia.

Então,

Se você fecha os olhos,

Você vai ver o que o teu corpo tá querendo comer naquele momento.

Pode ser que ele queira uma maçã,

Pode ser que ele esteja precisando muito de uma massa,

Sabe?

De um carboidrato.

O corpo,

Ele sabe.

O corpo é muito sábio.

E a gente tá sempre recorrendo a oráculos,

As guias e tal.

Ao invés de perguntar nesse oráculo ambulante,

Assim,

Que é o nosso próprio lar.

E que tem toda essa conexão com essa sabedoria ancestral que a gente rejeita,

Né?

E que a gente só aceita se vendo uma roupagem nova,

Com um nome bonito,

Com um nome moderno.

Mas que na verdade é só a gente conectado com a terra.

Que é o nosso corpo,

Que é a própria terra,

Né?

Exatamente.

Sei lá,

A gente pode ser muito mais simples e feliz do que a gente pensa.

E esse aprendizado,

Assim,

Que eu tento muito colocar pra dentro,

Sabe?

Porque eu me esqueço muito disso ainda.

Eu ainda tô muito nesse caminhar de ancorar essa sabedoria que eu sei que ela existe.

Porque eu consigo recorrer a ela.

Mas nos momentos de desespero,

Às vezes eu esqueço.

E aí,

Às vezes,

Eu fico semanas vibrando nesse desespero.

Até o ponto que eu lembro que eu posso me autocurar.

E aí eu volto,

Né?

E aí o corpo volta a sentir.

E aí eu,

Nossa,

Percebo a minha natureza,

Percebo como eu tô de verdade.

Sem entrar no desespero.

É muito,

Muito importante voltar,

Sabe?

E perceber tudo que a gente pode ser,

De uma forma leve,

De uma forma simples e alegre.

E eu acho que esse desespero,

Né?

E que é coletivo,

Que eu sei que não é só eu que passo por esses momentos de desespero.

O problema é que a maioria não tá sabendo sair.

E eu vejo muito uma missão mesmo aí de.

.

.

Será que é possível sair?

Porque a gente vê o que tá acontecendo no nosso planeta.

É muito essa vibração de estar todo mundo desesperado e sem saber o que fazer.

E querendo consumir,

E querendo fazer.

E esquece de se curar,

De se centrar,

De estar mais perto da natureza.

A gente só tá pensando em destruir tudo,

Porque a gente tá desesperado.

E não vem nenhuma resposta no desespero.

Pelo contrário.

Só vem umas coisas bad no desespero,

Né?

Então,

Voltem pra casa.

Cada um vai achar uma maneira de voltar pra casa.

A minha é através da dança,

Da meditação,

Com os cristais,

Sabe?

Mas com outra pessoa pode ser só deitar,

De olho fechado,

No escuro.

Pode ser ir pro mar,

Sabe?

Ir pro meio do mato.

Pode ser só,

Sei lá,

Pular.

Tantas formas.

Ai,

Que lindo.

Eu amei.

Amei poder terminar esse programa tão lindo com essa mensagem da simplicidade.

Da gente sair do desespero,

Porque o desespero é mental.

É a gente que tá criando.

Né?

É só se conectar com o momento presente,

Com o que o corpo tá sentindo.

E ouvir o que ele tem pra dizer.

Camila,

Eu quero te agradecer por você ter aceitado esse convite.

Por essa conversa tão gostosa.

E te dizer que esse programa foi curativo pra mim também.

Pra minha Persephone,

Que tava um pouco desesperada.

Ai,

Eu tô feliz.

Fiquei muito honrada com esse convite,

De verdade.

Você é uma pessoa muito especial.

Muito,

Muito obrigada.

E eu gostaria que você agora falasse um pouco sobre você.

Se apresentasse,

Falasse pras pessoas onde elas te encontram.

Qual é o seu trabalho maravilhoso.

Enfim,

Por favor.

Bom,

Eu me chamo Camila,

Como vocês já sabem.

Atualmente,

Eu tenho um perfil no Instagram,

Que é Camila Frago.

O O do final é um zero.

E lá eu compartilho esses saberes que eu tenho recebido,

Que eu tenho vivenciado.

Funciona muito como um diário mesmo,

Dessas vivências.

Eu tenho trabalhado com o feminino.

Então,

Eu tenho um círculo de mulheres que chama Úteras.

Que a gente trabalha o poder pessoal através da energia da vagina.

E o poder criativo também.

Então,

Uma vez por mês,

Esse círculo funciona em São Paulo.

Com dança de Isis,

Que é esse curso pra sentir.

Com a energia da deusa Isis.

E cursos online também.

A partir desse movimento.

Da gente encontrar a nossa voz.

Da gente se conectar com a nossa sexualidade.

A gente se reconectar com esse poder da vagina.

Então,

Essas são as minhas frentes de trabalho.

Também faço atendimentos individuais.

Onlines presenciais.

E tô nessa busca,

Dessa expansão mesmo da consciência feminina no mundo.

Como uma trabalhadora mesmo.

E querendo me juntar com mais mulheres.

Porque quando a gente se junta,

A gente se cura muito mais fácil.

E a gente,

Às vezes,

Tem medo dessa força que existe.

Desse poder que existe num grupo de mulheres.

E acho que a gente não precisa ter medo mais dessa força,

Nem desse poder.

Colocar esse poder a serviço mesmo.

Pra uma cura do planeta,

Da mãe terra.

Pra gente parar de fazer o que a gente tá fazendo.

E quanto mais a gente aumenta essa consciência feminina.

A gente vai percebendo essas mudanças.

Vai percebendo que o mundo vai se tornando um lugar mais afetivo.

E mais vulnerável também.

De pessoas muito vulneráveis que se colocam a servir.

Que linda!

Então obrigada,

Camila!

Obrigada a você também que me ouviu até aqui.

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Arroba,

Underline,

Urânia com dois Ns,

Underline.

Um beijo e até o próximo passeio!

4.9 (16)

Avaliações Recentes

Bernadete

May 23, 2024

🙏

Paula

August 22, 2020

Que especular! Interessante que o universo está trazendo pra mim esse conhecimento a respeito do trabalho da Camila. Gratidão

Sandra

May 6, 2020

Namaste

Letícia

May 5, 2020

Estamos todas unidas, no caminho da expansão. Gratidão 🌻❤

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