
Pandemia e Transformação da Humanidade
by João Alencar
Existem várias teorias sobre a contraparte "espiritual" da pandemia. Aqui eu tento avaliar com "pé no chão" algumas das mudanças que a pandemia pode estar empurrando a humanidade a fazer. Terá sido um desperdício passar pela pandemia sem alterar nossa forma de lidar com o meio ambiente e com as outras pessoas.
Transcrição
Olá pessoal,
Tá começando agora mais um episódio do AlmaLivreCast e hoje eu quero continuar falando sobre a situação que nós estamos vivendo que é a pandemia do coronavírus covid-19 e hoje quero focar mais nessa questão de transição planetária em contato aí com os grupos espiritualistas e todos os que estão assim tentando ter uma abordagem mais filosófica espiritualista em relação ao que está acontecendo no momento presente eu já vi de tudo um pouco né então tem todo tipo de teoria tem todo tipo de interpretação sobre o que pode significar em termos de espiritualidade o fato da gente está passando por essa situação de pandemia global né então eu quero fazer uma análise aqui que eu já vi gente dizendo que a pandemia é um processo de desaceleração da transição planetária como se fosse uma pausa né um fôlego para a terra para o planeta terra para a Gaia e tem gente que fala que é um processo de aceleração na verdade né de começar a empurrar a gente para tomar atitudes e acelerar a nossa o nosso encontro conosco eu vou falar um pouco mais desses dois que eu acho que os dois estão certos nenhum dos dois está errado é o seguinte vou começar então pelo lado mais externo mas exterior esse que eu estava falando em questão planeta em questão de Gaia né e natureza eu costumava muito imaginar essas questões da do aquecimento global aonde que iam parar porque a gente já teve mais do que avisos necessários para compreender que o nosso a nossa forma de lidar com a natureza com a poluição ela é destrutiva e não é sustentável e que assim a gente estava encaminhando o planeta para uma situação de cataclisma mesmo com esses avisos de cientistas de políticos de todos relacionados com essa questão da natureza a gente não mudou muito na verdade não mudou muito seus hábitos né as mudanças começaram a aparecer em termos de a economia sustentável de economia verde de lidar com a natureza com uma vivência uma convivência nossa de forma a não poluir tanto a utilizar menos combustíveis fósseis e menos produção de lixo mas essas mudanças foram muito lentas e a gente chegou num ponto que os cientistas falaram que era um ponto de que não havia volta em termos de recuperação do planeta que a gente estaria indo então meio que ladeira abaixo pelo pela falta de atitude falta de mudança geral né e aí eu ficava imaginando há anos né que eu tô vendo assim produziram carro elétrico e tudo mais mas a transição e essa transição né de combustíveis fósseis para renováveis não foi feita né os monopólios aí de gasolina de petróleo de de grandes empresas de postos de produtores mesmo né que trabalham aí com um óleo cru né com petróleo não só as teorias de conspiração de que eles boicotam né as questões de por exemplo os carros elétricos ou até carro que estaria sendo desenvolvido para funcionar à base de água mas também é claro que existem já as guerras econômicas né então é fácil a gente identificar que realmente quem tem o dinheiro nesse nessa situação toda vai poder monopolizar controlar ali para onde tá indo investimento aplicação para inclusive facilitar o desenvolvimento dessas tecnologias dessas novas formas de de se locomover de viver de sem ser de uma forma poluente mas aí o lucro né das pessoas fica falando mais alto as empresas ficam reconhecendo mais a questão de financiamento de o que que gera mais lucro e de ganhar mais em vez de focar numa coisa que pode ser o caminho novo que a gente precisava tomar e aí então ficava cara e aí que vai acontecer de continuar nessa linha e e aí o que que será que vai acontecer né e aí agora vem essa questão do coronavírus que eu já li alguns artigos dizendo que há estudos científicos sérios que indicam a relação entre as mortes relacionadas ao coronavírus com o nível de poluição local e a associação é que onde há mais poluição a mais concentração de poluição a maior número de mortes devido ao coronavírus pela questão da insuficiência respiratória e a própria China identificando isso né ali em torno de Wuhan eles tomaram a decisão de fechar algumas fábricas lá para aumentar essa capacidade de recuperação respiratória das pessoas que estavam estado grave e a gente sabe que a China estava aí num top né no pico de poluição que parecia ser o segundo lugar depois dos Estados Unidos né então essa associação é muito séria quando a gente vê aí por exemplo então grandes cidades que tem um nível de poluição alto ao seu redor né e também na própria cidade com pouca natureza são cidades que estão tendo picos aí altos de mortes né no Brasil a gente tem São Paulo nos Estados Unidos Nova York então essa situação é séria e a gente veio aí então a Angela Merkel da Alemanha tá agora falando sobre investir em a economia verde quando for a reabertura sair da quarentena para investir nas empresas que tem maior nível de sustentabilidade e colocar isso como prioridade como principal essencial pelo reconhecimento dessa questão de lidar com a natureza ser importante ter esse impacto esse retorno em cima de nós mais cedo ou mais tarde e é claro que também a nossa relação com os animais né a gente ainda não sabe exatamente qual foi a origem dessa desse surto do vírus em Wuhan na China mas teve ligação com animais silvestres a gente não sabe ainda exatamente qual ou quais mas o consumo de carnes e até a própria forma de criação de repente né de armazenamento dessas carnes que podem ter levado aí esse surgimento esse surto do vírus né e aí então a gente entrou num período de quarentena que fez com que as pessoas parassem de viajar parassem de utilizar seus carros e o nível de poluição global diminuiu monstruosamente e agora as empresas de petróleo né estão vendo um grande prejuízo e chegou a ter um momento nos Estados Unidos que o petróleo estava sendo vendido a um preço negativo o valor do petróleo estava em poucos trinta e poucos dólares é como se eles estivessem pagando para você pegar o petróleo deles porque a capacidade de armazenamento já estava chegando no limite no máximo porque o petróleo não estava sendo consumido isso já tem levado pessoas a diferenciar ou a retirar o dinheiro de investimento das áreas de petróleo para colocar em outros lugares e outras áreas eu ouvi dizer inclusive que a família Rockefeller né que é famosa aí por ser uma das mais ricas e milionárias do mundo estaria retirando os seus investimentos das empresas Exxon relacionadas também ao petróleo por elas não terem sido muito claras quanto ao aquecimento global quanto aos efeitos aí da da atuação da própria empresa em relação à busca do petróleo e de a própria empresa tentar lutar contra as informações que estariam esclarecendo as pessoas sobre o aquecimento global então tem algumas grandes mudanças assim acontecendo em nível externo né nível de natureza em nível de planeta mas eu acho que a mudança principal que pode estar sendo empurrada para que nós façamos é a mudança interior a mudança interna e a gente fica quietinho então em casa na maioria dos casos né porque tem gente que não está ficando está mantendo alguns maus hábitos de tentar sair e ficar praticamente criando bares em frente a padarias e a postos de gasolina né fazendo aglomeração porque tem essa necessidade absurda de beber e conversar e falar besteira e ter esse contato social e aí cria essas situações de barulho em áreas residenciais em áreas que não deveriam suportar esse tipo de de comércio de bebidas né então tem gente caindo aí para esse lado extremo que não está fazendo nenhum processo de autoconhecimento a não ser que alguém vá lá e chame a polícia e faça a pessoa refletir na marra sobre o que ela está fazendo né então a gente está passando por um processo de reobservar a nós mesmos nossos próprios hábitos mas eu quero falar mais no hábito interno no sentido de quando a gente se recolhe a gente realmente começa a perceber mais o que a gente costuma fazer o que que a gente estava fazendo que não deve continuar fazendo e o que a gente tinha deixado de fazer que pode voltar a fazer no sentido de realmente perceber qual é o impacto qual é o efeito das coisas que você faz e da sua atitude do seu jeito de viver vamos lá vamos tentar ser um pouco mais pragmático eu tô sendo muito metafórico sem exemplos reais então por exemplo se eu tô agora convivendo com familiares né tô tendo que lidar mais tempo com pessoas da minha família estão morando junto então tem que passar o tempo todo com aqueles familiares possivelmente algumas pessoas tinham alguns mecanismos de fuga de lidar com essa situação através do trabalho do estudo ou de sair mesmo para a academia para qualquer lugar que a pessoa tinha criado como formas de se manter longe distante daqueles seres daqueles entes queridos né que tem alguma dificuldade de convivência então a gente tá sendo empurrado para entender melhor a convivialidade qual é a nossa postura com essas pessoas alguns algumas pessoas dizem próprio é cartola diz que diz o seguinte se você se acha já um iluminado espiritual né experimente voltar a viver com seus pais por uma semana para ver se você realmente continua sendo esse ser iluminado todo né então a questão é o seguinte como é que você consegue lidar com as pessoas que às vezes não tem exatamente a mesma percepção a mesma atitude em relação à vida do que você como é que você consegue conviver com estas pessoas de forma a não criar não deixar que elas se tornem um inferno na sua vida aquela velha frase o inferno são os outros né então como é que a gente consegue estar em harmonia mesmo com o fato da pessoa ser daquele jeito que eu acho que ela não deveria ser e aí a gente não se permite estar bem porque acha que a outra pessoa tinha que ser de outro jeito e a gente não percebe que praticamente a gente está pedindo que aquela pessoa não fosse ela né que ela não existisse do jeito que ela existe quando a gente pensa dessa forma a gente tá simplesmente achando que sem perceber a gente tá tentando impor que aquela pessoa simplesmente não exista do jeito que ela é e que ela deveria existir de uma forma diferente a gente luta contra a realidade muito que a gente fala aqui de meditação de atenção plena tá bem focado nessa questão da gente entrar em conflito com aquilo que é com o que é real o que está acontecendo com o fato e aí a gente entra numa briga com fato com o fato da das coisas que estão acontecendo pode ser do coronavírus ou com o fato de que a pessoa x tem aquela personalidade x e aí ela e aí eu acho que ela não deveria ter aquela personalidade ela não deveria enxergar o mundo daquela forma e eu fico lutando com o fato de que ela enxerga o mundo daquela forma e aí eu não me permito ter paz não me permito estar bem enquanto existe gente que pensa daquela forma no mundo ou na minha família ou na minha casa né e aí eu entro numa eterna queda de braço para tentar convencer aquela pessoa dos erros dela e aí eu entro numa briga contínua trazendo aí então problemas e maiores ainda no período aí do coronavírus mas então como que eu poderia agir nesse caso nesse sentido né a gente está sendo obrigado então olhar a nossa própria atitude que nem eu falei nesse sentido de ver como é que está a minha relação com o mundo com as pessoas mas a minha relação interna da minha reatividade a minha reação né e como que eu posso lidar melhor com essas emoções com essa história que eu conto na minha cabeça sobre como que o mundo deveria ser para eu me sentir bem como as pessoas deveriam ser para eu me sentir bem e aí a gente não percebe que de certa forma a gente está sendo até certo ponto mimado nesse sentido porque eu só vou ficar bem quando o mundo estiver bem quando as coisas estiverem exatamente de acordo com o que eu acho que deveriam estar e aí sim então eu vou me permitir a paz eu vou me permitir estar tranquilo mas enquanto isso não acontecer então eu não vou estar bem a gente cai num perfeccionismo tóxico né que aí se as coisas não estão exatamente de acordo então está tudo errado então eu não vou eu não vou sair da do sofrimento da angústia da raiva e aí a gente entra nesse processo que é um círculo vicioso e se acostuma a ficar nessa emoção constantemente vir um piloto automático da emoção negativa como é que a gente pode lidar com essas pessoas primeiro queria falar que a gente não deve aceitar tudo né a gente pode e deve até tentar sim trazer uma informação diferente para as pessoas que a gente vê que está agindo de forma errada né que a gente viu claramente que haveria um meio melhor de se comportar ou de enxergar a vida para a melhor convivência entre todos e para melhorar o planeta né que nem eu falei da questão da poluição a questão mesmo até da do corona vírus né da atitude que muita gente está tomando aí mas eu não vou ficar lutando eu não vou ficar me condicionando ao fato externo para eu estar bem como assim você falou com aquela pessoa aquela tem aquela atitude dela lá fora ou até dentro da sua casa que aí aquela pessoa deu sinais de que ela não vai mudar não está no processo de mudança muito acelerado e aí então eu vou ficar mal com aquilo eu vou me sentir digamos impotente porque eu queria mudar aquela situação eu não consigo não tenho essa força essa capacidade por isso que eu falei que é uma sensação de impotência e aí eu entro no processo depressivo ou de angústia ou de raiva mesmo né porque a pessoa não é do jeito que eu queria que ela fosse então como é que a gente pode atuar de uma forma melhor neste sentido a gente precisa aprender a permitir que as pessoas sejam como elas são né muitas vezes a gente vê pessoas que realmente estão criando problemas para elas próprias e para os outros mas que aí o processo evolutivo dela ainda vai ser prolongado em termos de uma vida duas vidas três vidas até ela começar a ter uma abertura um desabrochar consciencial nesse sentido e que não há muito que a gente possa fazer para transformação daquela pessoa porque a transformação na verdade ela é interior pelo próprio esforço ou pelo próprio cansaço de sofrer por estar vivendo e revivendo relacionado às consequências das minhas más atitudes da minha inabilidade em saber conviver e saber viver então a gente não tem muito que fazer nesse sentido a não ser olhar para mim e ver se eu não estou condicionando a minha felicidade ao fato de alguém estar de um jeito ou de outro jeito se eu não estou me proibindo de me sentir bem porque alguém não está fazendo algo positivo não está fazendo o que deveria estar fazendo né é claro que essa energia de raiva muitas vezes ela pode ser usada para uma transformação para você realmente colocar limites né na pessoa que pode estar invadindo o seu espaço pode estar sendo abusiva em relação a você não tô dizendo aqui para aceitar qualquer relação abusiva qualquer relação tóxica não é este sentido né mas na medida em que você estabelece os seus limites estabelece ali o seu espaço e coloca o que deve ser na sua vida né o que deve ser limitado deve ser estabelecido para a sua vida para a sua convivência no seu campo de atuação pessoal e aí sim você pode ter a sua postura para fazer as coisas mudarem acontecerem além disso não há muito o que fazer né se você já colocou isso e a outra pessoa tá lá já fora da sua do seu espaço né já fora da sua área de atuação já respeitando os seus limites mas mesmo assim ela não respeita os limites de outras pessoas ou até de convivência e de atuação e de opinião e a opinião dela gera problemas para as pessoas e gera influência negativa em geral não há muito o que fazer né aquela velha história de que você não faz o desabrochar de uma flor não pode ser empurrado puxado para cima né a borboleta dentro de um casulo não pode ser obrigada a sair dele a gente não pode fazer um talho no casulo e forçar ela sair da sua da sua concha escura ali né esse é um processo interno que pode ter pressão e sofrimento assim para aquela pessoa né de certa forma mas a gente não precisa ser o encarregado assumir essa função de ser aquele que vai pressionar e empurrar aquela pessoa porque a gente vai gerar na verdade um sofrimento para nós mesmos nesse processo todo de ser obrigado a transformar o outro né e aí a gente fica então constantemente atrelando como eu falei a nossa condição interna a uma situação externa e aí a gente acaba dependendo muito das situações externas e isso faz com que nós nos percamos internamente e aí eu quero aproveitar então e fazer essa correlação para a questão do coronavírus né então porque aqui a gente está fazendo o que quando eu estou imaginando como a pessoa deveria ser idealizando uma situação idealizando um movimento estou criando um cenário imaginário que seria o mais adequado na minha opinião o mais perfeito para que o mundo funcione melhor né então no caso da pessoa eu tenho um ideal de pessoa tem o ideal imaginário de como que a pessoa poderia deveria atuar e aquela pessoa não consegue alcançar este ideal em termos de mundo de coronavírus a gente tem mais ou menos isso também muita ansiedade muita angústia gerada quando a gente começa a lutar demais com o real em nome de um cenário imaginário seja um cenário no sentido de isso não deveria estar acontecendo isso não podia acontecer assim não tivesse acontecido aquilo isto não estaria acontecendo né tem essa questão aí toda de da china se da china se eles não tivessem feito aquilo e só que esse tipo de comentário esse tipo de pensamento de reclamação mental não vai ajudar a você se sentir melhor no momento presente não vai melhorar a situação no aqui e agora então como é que a gente pode atuar para melhorar a situação no aqui e agora principalmente abrindo mão dos cenários imaginários né mais um cenário imaginário que a gente cria que faz gerar ansiedade angústia essa questão de quando será o futuro né e aí eu tinha planos e aí eu tinha um cenário projetado imaginário sobre um futuro que para mim seria bacana interessante e agora eu já não tenho não posso mais contar com esse cenário futuro na minha cabeça nessa imaginação constante do vir a ser né a gente foi criado numa cultura ocidental principalmente ocidental mas na oriental também acontece esse tipo de coisa né que é de sempre estar buscando algo lá fora buscando um futuro buscando uma nova situação constante sempre algo novo novo né e vários várias empresas têm aproveitado aí essa nossa questão psicológica para criar aplicativos e jogos nesse sentido que sentido dessa nossa dessa busca pelo novo novidade de algo novo ali de tá sempre acontecendo um novo estímulo para gerar um pico de prazer no cérebro e a gente continuar correndo atrás que nem aí um ratinho correndo atrás do queijo né que nem um coelho correndo atrás da cenoura e a cenoura pendurada na nossa frente ali e sendo que é sempre um novo estímulo sempre uma novidade sempre um algo que a gente tem que se interessar que é na sua economia aí tem que circular né então tem que ter sempre algo novo para a gente consumir então essa busca de evolução também na espiritualidade sempre buscando estado elevado buscando chegar lá e a gente acaba nunca estando aqui e aí agora a gente é obrigado a estar no aqui agora e observar o que a gente tem até onde que a gente chegou e o que precisa ser desenvolvido e eu acho que a principal habilidade que precisa ser desenvolvido é essa habilidade de olhar no agora de chegar no aqui e agora o alamotes fala muito sobre essa questão de busca espiritual que é como se fosse um cachorro correndo atrás do próprio rabo que a gente está sempre caçando sempre tentando ir atrás de alguma coisa tentando chegar lá sempre uma promessa de um futuro que vai ser legal ideal bacana e a gente esquece de olhar que na verdade está tudo aqui é o eterno agora essa expansão da consciência na verdade é uma expansão da percepção do momento presente de forma mais profunda e isso precisa ser considerado de uma forma tranquila ideal de você lidar com o que tem com o que é sem lutar contra ele porque você precisa buscar algo novo e é o que acontece quando a gente tem essa angústia de chegar e ficar no silêncio já precisar ligar a televisão já precisar de um barulho porque a gente não consegue lidar com o ficar no aqui e agora de ficar simplesmente com a consciência expandida percebendo e sentindo o momento presente e a gente então se anestesia para o momento presente para esse fluxo de informação nova esse fluxo de história de novidade de contexto que gera emoção que gera sentimentos e a gente não consegue mais então sair desse fluxo que virou um piloto automático um hábito arraigado e essa quebra desse hábito se não for através da sua intenção pode gerar uma angústia né quando a gente é obrigado então a ficar em casa fechado por causa da quarentena então a ideia a gente poder transformar essa esse tranca afiamento em uma um recolhimento a própria troca da palavra já traz aí uma troca de sensação de percepção da realidade do que está acontecendo no momento né então esse olhar para dentro esse percebe essa percepção interior essa busca espiritual que não é mais lá fora de alcançar estados e poderes e elevações é simplesmente tentar reconhecer o que já existe de espírito imortal de deus interno de um templo interior do sagrado do aqui e agora do momento presente que é somente trazendo essa sensação para o momento presente é que a gente pode crescer na verdade porque a gente alimenta o que a gente tem agora a gente nutre essa alma com essa presença e esse sentimento de presença e não esse desgaste de energia de lá fora de história de depois é que traz pra gente maior elevação espiritual e aí o alão atos conclui então né o cachorro correndo atrás do rabo que a gente fica buscando muito deus quando na verdade você é o próprio e aí você não percebe porque você está só olhando lá fora e a velha frase do jung quem olha para fora sonha que olha para dentro desperta então sempre estou trazendo aqui no podcast essas questões de olhar para dentro para a gente poder então lidar melhor com essas situações porque a elevação espiritual não é somente correr atrás de fazer a caridade lá fora existe essa ação externa também mas sem houver uma observação interna não é possível fazer nada lá fora sem fazer uma mudança interior a gente não se capacita para fazer mudanças exteriores então uma outra frase essa agora do chá de tuco e ponche tentar mudar o mundo sem mudar a nossa mente é como tentar limpar o rosto sujo que vemos no espelho esfregando o vidro ou seja a ação externa sem ação interna não tem muito resultado e essa questão de tentar limpar o rosto sujo esfregando o vidro é que muitas vezes a nossa própria interpretação nosso próprio julgamento sobre a realidade é uma lente que a gente coloca que faz com que a gente enxergue as coisas de forma distorcida de forma mais negativa ainda e a gente tenta mudar lá fora sendo que na verdade a nossa lente é que está embaçada nossa lente está trevosa né então é uma outra abordagem que a gente pode identificar nesse sentido bom pessoal espero que este áudio este podcast tenha servido de reflexão positiva para vocês para a gente lidar de forma melhor aí com as nossas questões nesse período de coronavírus eu espero que vocês estejam bem e que fiquem bem e que se cuidem então um abraço para vocês e até a próxima pessoal
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