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A Relação Com O Outro

by Isa Lima

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4.9
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Minutos de Paz é um podcast que fala sobre a filosofia ética do yoga, seus conceitos e assuntos relacionados. Neste episódio, reflita sobre a sua relação com o outro e entenda como podemos nos conectar de igual para igual, respeitando a integridade e o potencial de cada um.

Transcrição

Namastê!

Sejam muito bem-vindos aos Minutos de Paz.

Eu sou a Isa da Tântrica e hoje a gente vai fechar o nosso pacote falando de a rinsa,

A não violência,

Num aspecto muito importante que é a leveza,

O respeito e a compaixão com os outros,

Como a gente se relaciona com as outras pessoas.

Quando a gente começa a criar uma relação de amor e paciência com nós mesmos,

Com a nossa luz e a nossa sombra,

A gente enxerga o outro com muito mais amplitude,

A gente quebra a polaridade.

Como que a gente pode se relacionar de forma mais leve com as pessoas que participam da nossa vida?

Eu conheci uma história que me fez pensar muito sobre essa ideia,

Que a gente tem de ajudar os outros,

Interferindo quando alguém que a gente tem carinho tá sofrendo.

Eu vou contar pra vocês.

Um macaco estava observando do alto da árvore um peixe dentro do lago se mexendo,

Agitado.

Ele pensou então que o peixe estivesse se afogando e decidiu ajudar,

Tirando o peixe da água.

Aí quando o peixinho morreu asfixiado,

O macaco sofreu porque ele não entendeu o que aconteceu,

Porque na cabeça dele ele tinha feito de tudo para ajudar o peixe.

A questão é que a solução do macaco não valia para o peixe.

É natural que a gente compartilhe a nossa visão do que seria a solução certa para alguém que a gente ama,

Um parente da família,

Um irmão,

Uma irmã,

Um amigo,

Mas no final das contas essa decisão é totalmente pessoal.

Por isso,

Um convite de arrimsa,

A não violência que a gente sente junto com essa pessoa,

Que a gente participe e que a gente dê suporte ao momento dela,

Ao invés de sugerir que ela faça x ou y.

E a gente fica preocupado,

Não é?

Mas pensa,

A gente tá confiando no outro para que ele encontre seu próprio caminho ou a gente quer que a pessoa siga a nossa ideia do que é certo para ela.

Quando a gente acha que sabe o que é melhor para o outro,

A gente tá tirando a autonomia dessa pessoa.

É uma violência sutil,

Porque a gente aprende muito com os nossos sofrimentos,

Com as nossas dores.

Nós crescemos,

A gente ganha maturidade e sabedoria.

A ideia,

Então,

É que a gente desça do nosso degrau para dar suporte ao momento dessa pessoa,

Confiando que ela é capaz de achar o que ela precisa para que ela se veja melhor dentro da sua própria realidade.

Mesmo que seja um abraço,

Um silêncio,

Mas que seja de igual para igual,

Sem achar que a gente é melhor ou pior por ter ou não uma resposta para aquilo que a pessoa tá passando.

E assim a gente desenvolve compaixão,

Que é ver o outro em toda sua potência como uma pessoa capaz e que vive junto com você,

Na horizontal,

Do seu lado.

Nós temos a mesma natureza,

A gente é da mesma matéria,

A gente pode sim se entender,

Conviver,

Sem se oprimir,

Sem violentar o espaço e a liberdade de cada um.

Eu acho tão legal pensar isso,

Porque expande a nossa visão sobre as pessoas.

A gente passa a respeitar cada uma na sua integridade e confiar no potencial delas.

Quando a gente vira essa chavinha na mente,

As projeções que a nossa cabeça fez de outras pessoas e das suas necessidades,

Elas desaparecem,

As coisas ficam mais leves.

E a gente também abre os olhos para a realidade,

A gente começa a ficar mais presente.

Como amigo,

Como pessoa que ama,

Avalia as necessidades então do momento que você está com essa pessoa.

Isso é real compaixão pelo outro,

É você fazer o que é adequado ao momento.

Então senta do lado,

Procura dar suporte,

Bota fé,

Encoraja com respeito e acredita que essa pessoa tenha capacidade de encontrar as respostas que ela busca.

Seria muito diferente se o macaco que eu contei mergulhasse na água para entender o que estava acontecendo com o peixe.

Isso não quer dizer se juntar ao sofrimento dele,

Mas entender que a realidade dele é diferente e que talvez ele pudesse se resolver ali naquele meio,

Com suas próprias respostas,

Sem se ferir,

Sem perder a realidade.

Então esse é o convite dessa semana,

Que a gente desça do nosso degrau,

Que a gente pare de nos nivelar ou desnivelar em relação às pessoas,

Que a gente realmente possa dividir e participar daquele momento.

Eu trouxe então a prática da semana para vocês e a ideia que vocês experimentem olhar para o outro sem criar esse nível.

Perceba a diferença entre você ajudar alguém e dar suporte,

Para a gente poder praticar uma compaixão de forma mais leve,

Sem projeção das nossas soluções,

Os outros.

Confie que cada um tem a capacidade de encontrar a resposta que precisa em seu tempo.

Isso transforma as nossas relações,

Deixa mais leve,

Com muito mais igualdade e respeito.

Muito obrigada pela sua companhia,

Um beijo e até a próxima!

4.9 (29)

Avaliações Recentes

Cleci

February 6, 2025

Gratidão 🙏🏻

Maria

July 6, 2024

Compaixão

Teresa

September 27, 2022

Q maravilhoso!!!! Obrigada.

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