
Desprendendo-se da Armadura - Indução Pelo Ar Que Se Respira
Desprendendo-se da Armadura é uma indução por respiração que tem o foco na ampliação de consciência. Essa Indução forma um agrupamento de reflexões e práticas para expansão de consciência na direção do autoconhecimento.
Transcrição
Respire conscientemente e já comece trazendo para si algumas questões e siga com elas.
E com esse corpo,
Essa mente,
Esse jeito de ser que me compõe,
O quanto me sinto ao me deparar com meu reflexo e o quanto percebo a casca,
A coraça,
A carapaça,
A imagem que criei e agora se autossustenta,
Atente-se aqui e agora para respirar conscientemente.
Estar consciente da respiração é o mesmo que se atentar para os detalhes do que acontece,
Acompanhando o ar que entra desde o momento que toca suas narinas,
Percorre seu corpo espalhando-se para todas as suas extremidades.
Tomar consciência é seguir observando momento a momento,
Sem reagir ou se movimentar,
O ar que vai esvaziando seus pulmões,
Levando o que estava dentro para fora e você observa todos os movimentos nesse percurso de entrada e saída de ar,
O volume,
A intensidade,
O cheiro,
A velocidade,
O tempo que leva para entrar e também para sair.
Você se atenta para a diferença de temperatura do ar que entra e do ar que sai,
As regiões do seu corpo que ele percorre e as sensações que desencadeia cada vez que o ar surge de fora para dentro e de dentro para fora e é assim que você amplia a percepção de vivência na prática de um saber de que o que está dentro também está fora e o que está fora está indissociável com o que está dentro,
Dentro de você.
Então,
Respire conscientemente,
Acompanhe o ar que entra e o ar que sai do seu corpo,
Mantenha-se consciente da sua respiração.
Seja gentil consigo,
Isso faz parte do processo de se despir daquilo que te cobre com austeridade,
Rigidez e dureza em excesso.
Em certos momentos da vida,
Tanto da minha quanto da sua,
De todos nós,
Como meio de proteção ou de garantir um espaço ao sol,
Criamos blindagens que viram armaduras,
Armaduras de ferro,
Revestimentos endurecidos que se estendem ao longo do nosso corpo.
São tentativas de se proteger de traumas,
Frustrações,
De complexos e perturbações da diversidade de uma vida.
Quando perceber que se distraiu,
Suavemente e sem se autocriticar,
Ajuste-se novamente para dar continuidade àquilo que iniciou.
Atente-se aqui e agora para respirar conscientemente.
É a oportunidade de cada respiração que você vai processando de tirar,
De se livrar de um pouco daquilo que te reveste,
De tudo que te cobre e encapa com camadas que te deixaram apagado ou apagada ao longo desse tempo,
Do tempo em que vem tentando fazer o melhor que você pode.
Repare que a mente,
Assim como o corpo,
Não para,
E você nem precisa tentar pará-la,
Apenas deixe as sensações da mente e do corpo fluírem como se você estivesse olhando para o leito de um rio,
De um rio que passa à sua frente,
Trazendo e também levando o que encontra na superfície,
O que emerge para a superfície da mente e do corpo.
Dessa maneira,
Você não impede nada do que vem surgindo com a correnteza e também não se apega com nada que vai seguindo com o fluxo,
O fluxo natural que passa na sua frente,
Apenas observa conscientemente,
Sem reagir e sem se movimentar.
E cada vez que o ar sair,
Abandone um pouco mais do que te encobre,
Revelando quem realmente está por debaixo da pele,
Da pele que te cobre e te reveste.
O ar entra e você acompanha o trajeto do ar entrando.
Da mesma maneira,
O ar sai e você vai ganhando confiança,
Confiança de estar se mostrando um pouco mais,
Um pouco mais a cada expiração.
Permita-se desarmar,
Desacelerar,
Abrandar o estado de alerta e serenizar o corpo e a mente.
Traga a atenção,
A atenção de sua mente para a extensão da sua musculatura,
Apenas percorra observando as pernas,
Os braços,
Os ombros.
Entre todo o seu corpo e acompanhe as sensações que surgem,
Sensações de dor,
Espinicar,
Coceira,
Calor ou frio,
Inclusive o desejo de querer se movimentar,
Mudar de posição.
Ainda assim,
Apenas observe e não faça nada,
Não mude de posição,
Não se defenda,
Não reaja,
Apenas constate,
Tome consciência e se deixe,
Deixe que o fluxo percorra o seu caminho natural.
A armadura que te reveste é sustentada pela sua posição,
Pela maneira como tensiona os movimentos,
Como contrai a visão e tampa os ouvidos.
Então,
Permita dizer e repetir para si que já pode se descobrir,
Se reconhecer e conhecer de novo quem habita esse corpo,
Essa mente e faz uso desse canal de sentimentos e emoções.
Coloque em prática o conhecimento de que você transcende corpo,
Mente e canal de emoções.
Reconheça-se como ser que faz uso dessa mente,
Habita esse corpo e utiliza o canal de emoções e sentimentos para caminhar nesse mundo.
A impermanência é que rege esse espaço e nada,
Absolutamente nada é imutável,
Nada é definitivo ou inalterável e você também se submete ao que muda,
Ao que se transforma.
Continue acompanhando o ar que entra e aprofunde-se seguindo o ar que sai e você já pode acessar agora ou um pouco mais tarde os meios hábeis da sua própria transformação,
Das suas mudanças.
São movimentos sutis em camadas profundas que envolvem sensibilidade e percepção,
Percepção de uma escuta purada das próprias necessidades e do que realmente importa para o momento.
Quanto mais se aquieta,
Mais se percebe e mais penetra para o lado de dentro,
Liberando energia com a expiração,
É assim que vai dissolvendo e derretendo camadas externas que antes te impediam de ver e ser visto,
De tocar e de ser tocado e tudo isso é muito seguro e traz liberdade e confiança,
É crescimento de alma,
Isso te engrandece e te empodera no seu modo de ser.
Esse é um processo contínuo de conquistar leveza,
De movimentar com abertura de consciência ativa e permanente nesse mundo.
Esse processo ocorre agora e continua logo depois que você se desperta,
Se desperta dessa entrega de aprofundar para dentro de si,
Desperte-se,
Acorde com mais consciência e atenção de se reconhecer na grandeza que você é.
Conheça seu professor
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