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Choiceless

by Neiva Fernandes

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Avaliação
4.8
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Tipo
Atividade
Meditação
Indicado para
Todos
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3.6k

Meditando na consciência do presente momento, tendo como objeto de atenção os eventos mentais, as sensações, os sons, as emoções, o que quer que venha, momento a momento é o momento!

Transcrição

Bem-vindo a esta prática de meditação choiceless,

Sem escolha de foco ou de objeto.

Vamos observando a base que escolhemos para esta prática,

Tomando consciência das partes do corpo,

Ancoradas nesta mesma base,

Trazendo a intenção de fazermos um breve escaneio pelo corpo,

Levando a atenção inicialmente para os pés,

Percebendo aonde encontram-se ancorados,

Levando a atenção para as pernas,

Para o quadril,

Para o tronco,

A parte anterior do tronco,

Seus órgãos,

A parte posterior do tronco,

A coluna,

Os ombros,

Braços,

Mãos,

Aonde encontram-se apoiados,

Buscando deixá-los de forma confortável,

Observando o pescoço,

A cervical,

A cabeça e trazendo a intenção de integrar todas as partes do corpo,

Buscando uma postura de elegância,

De clareza,

De presença e de consciência e partindo da presença deste corpo que ora habitamos,

Talvez possamos buscar algo pelo que somos gratos neste momento,

Talvez por estarmos aqui,

Tirando este tempo para esta prática ou buscando qualquer outro elemento para nossa gratidão,

Algo pelo que nos sintamos agradecidos e observando como esta gratidão dá-se em nosso corpo,

Quais as sensações que ela evoca,

Quais as partes do corpo que podem expressar esta gratidão,

Tomando consciência do que é e de como é ser grato,

Inspirando amor e expirando gratidão,

Inspirando amor e expirando gratidão e tomados por esta gratidão neste momento,

Talvez possamos convidar a atenção para estar presente na respiração,

Observando como ela acontece naturalmente,

Sem nada mudar,

Sem nada forçar,

Não há lugar nenhum a chegar,

A não ser a intenção de estarmos presentes observando o ar que entra pelas narinas,

Que percorre um caminho pelo corpo e que sai do corpo por este mesmo caminho,

De volta para a atmosfera e talvez possamos perceber que este ar chega apenas às próprias narinas ou talvez possa chegar apenas até a garganta ou até aos pulmões,

Expandindo a caixa gássica ou talvez possa chegar até o abdômen,

Expandindo o abdômen ou ainda possa chegar em qualquer outra parte do corpo e observando também que cada parte dessa contrai-se à medida que o ar está saindo do corpo,

Inspirando,

Conscientes de que estamos inspirando e expirando,

Conscientes de que estamos expirando,

Talvez em cada inspiração possamos acolher o fluxo de energia que entra no corpo e à medida que o ar sai,

Leva consigo o que não nos serve mais,

Talvez o nosso cansaço,

As nossas tensões,

As nossas preocupações,

Inspirando e expirando,

Renovando-se momento a momento e a momento,

Ancorados neste aqui e neste agora,

Aonde este pedacinho de vida acontece e se encontrarmos a mente,

Distraída e desfocada da respiração,

Perdida em histórias que nos levamos acerca do ontem ou acerca do amanhã,

Tirando-nos do momento presente,

Vamos acolhendo este momento em que a plena atenção se dá e com gentileza,

Sem julgamento e sem crítica,

Quantas forem necessárias,

Levando a atenção de volta à respiração,

Presentes e conscientes com o ar que entra e que sai do corpo,

Inspirando e expirando,

Inspirando e expirando e partindo desta presença consciente da respiração,

Talvez possamos nos convidarmos para estarmos conscientes e também presentes com o que quer que manifeste-se em nossa prática,

Talvez neste instante esteja presente uma sensação do corpo que nos chame mais a atenção,

Uma sensação agradável,

Talvez de leveza,

De soltura ou uma sensação desagradável,

Talvez formigamento,

Dor,

Tensão,

Pressão ou uma sensação neutra,

Ou quem sabe estejam presentes sons,

Sons internos,

Talvez o som da própria respiração,

Talvez os sons dos batimentos cardíacos,

Talvez os sons do ar passeando pelo corpo,

Os gases ou talvez dos sons externos,

Próximos e distantes,

Talvez sons agradáveis ou desagradáveis,

Ou mesmo sons neutros,

Ou talvez estejam presentes emoções,

Emoções agradáveis,

Talvez alegria,

Contentamento,

Paz,

Emoções desagradáveis,

Raiva,

Culpa,

Medo ou emoções neutras,

Ou talvez estejam presentes pensamentos,

Pensamentos agradáveis ou desagradáveis,

Pensamentos também neutros,

O que quer que aconteça e o que quer que apareça,

Nossa intenção é estarmos presentes e acolhermos,

Talvez observando a impermanência de tudo que chega,

Nada fica,

O que é bom passa e o que é ruim também passa,

E sem escolhermos um objeto ou um foco neste momento da nossa prática,

Vamos apenas permitindo deixar ser o que é,

Porque o que quer que venha,

Vem no momento presente,

No aqui e no agora,

Procurando estar abertos,

Não julgando e não criticando,

Apenas acolhendo e deixando passar,

Apenas presentes e conscientes com o que quer que venha,

Está tudo bem do jeito que está,

Ancorados em uma sensação ou em um som,

Ou em uma emoção,

Ou em pensamento,

Que aconteça momento a momento e a momento,

Abrindo espaço dentro de nós mesmos para estarmos presentes com o que quer que chegue e que seja muito bem-vindo neste momento,

Como é estar presente com o que quer que venha,

Sem controle,

Sem manipulação da mente,

Apenas abrindo espaço para deixar ser o que é,

Para estar presente com o que quer que venha,

Conscientemente,

Uma sensação ou um som,

Ou uma emoção que ainda lute em estar presente,

Ou um pensamento,

Procurando não julgar e não criticar a experiência,

Apenas entregando-se e se possível deixar passar,

Acolhendo o próximo foco,

Se possível deixar passar,

Acolhendo o próximo foco e deixar passar,

Uma e outra vez,

Uma e outra vez,

Ancorados pela respiração e presentes com o que quer que venha,

Assumindo essa postura de observadores atentos,

Plenos,

Procurando não apegar-se,

Observando talvez que a atenção queira fixar-se em algum elemento,

Em alguma sensação,

Em alguma emoção ou em algum pensamento,

Exercitando a intenção de deixar passar,

Lembrando que a fixação,

A manutenção de um desses elementos podem trazer sofrimento e o trabalho nosso agora é desapegarmos,

Soltarmos,

Deixarmos ir,

O que quer que nos gere sofrimento,

E caso não seja possível deixar passar,

Vamos apenas acolhendo e percebendo que ainda estamos apegados.

O ser do humano é como uma casa de hóspedes,

Toda manhã uma nova chegada,

A alegria,

A depressão,

A falta de sentido,

São como visitantes inesperados,

Receba e entretenha todos,

Mesmo que seja uma multidão de dores que violentamente varrem sua casa e lhe tiram seus móveis,

Ainda assim,

Trate seus hóspedes honradamente,

Eles podem estar limpando-lhe para um novo prazer.

O pensamento obscuro,

A vergonha,

A malícia,

Encontre-os à porta sorrindo,

Agradeça ao que quer que venha,

Porque cada um pode ter-lhe sido enviado como um guia do além.

Agradeça ao que quer que venha,

Porque cada um pode ter-lhe sido enviado como um guia do além.

E como casa de hóspedes,

Acolhendo o que quer que venha,

Com generosidade,

Com gentileza e com amorosidade,

Sem apego,

Sem sofrimento,

E talvez agora,

Possamos convidar estes focos a passarem.

Talvez a sensação,

O som,

A emoção ou o pensamento presente e pela impermanência,

Que os mesmos possam sair da nossa atenção e,

Gentilmente,

Vamos trazê-la novamente para a respiração.

Atentos e conscientes ao ar que entra e que sai do corpo,

Inspirando e expirando naturalmente e partindo desta respiração,

Talvez possamos envolvermos-nos em bondade amorosa,

Trazendo gentileza,

Carinho,

Acolhida para este momento,

Talvez trazendo gratidão e talvez possamos dizer-nos que eu esteja sadio,

Que eu esteja seguro,

Que eu esteja envolto em bondade amorosa,

Que eu esteja feliz e que eu conheça as causas da felicidade,

Que eu esteja em paz.

Equane-me,

Que eu tenha uma vida tranquila,

Livre de todo sofrimento e que todos os seres acima de nós,

Abaixo de nós,

Ao nosso redor,

Próximos e distantes estejam sadios,

Felizes,

Em paz,

Que tenham também uma vida tranquila,

Livre de todo sofrimento,

Descansando na graça deste imenso universo e tomados por este sentimento de amorosidade,

Talvez possamos trazer um leve sorriso aos lábios,

Suavizando a face,

Despedindo-nos desta prática,

Agradecidos por termos tirado este tempo no nosso dia para praticarmos e lembrando que este também é um ato de amor para conosco mesmos,

Está tudo bem do jeito que está,

O ser que habita em mim,

Saúda o ser que habita em você.

Poema,

A Casa de Hóspedes,

De Rumi

4.8 (112)

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December 11, 2024

Que Deus te proteja sempre, Neiva! ❤️

Bernadete

November 12, 2023

🙏

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Me acalmou, grata!

Monique

February 20, 2023

Incrível

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November 9, 2021

6

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August 23, 2021

Janailton

March 7, 2021

brigaduuu, gratidão 🙏

January 8, 2021

Delicado e verdadeiro

Marcio

January 26, 2020

Gratidão!

Raissa

January 16, 2020

Excelente prática. Tensões extraídas com sucesso 🙏🏼Parabéns!🧘🏻‍♀️

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