
Quem é você, de verdade?
Este é um convite, através da linda reflexão da professora espiritual Gangaji, para ir além das identidades superficiais e explorar as camadas mais profundas do ser. Com uma orientação suave, Gangaji incentiva a autoindagação, revelando insights sobre propósito, presença e uma compreensão autêntica de si mesmo. É uma meditação sobre ir além dos papéis que desempenhamos para nos conectarmos com uma profunda quietude interior e verdade. Boa jornada! Voz e tradução: Juliana Kurokawa Música: Elegy by Lisa Gerrard and Patrick Cassidy
Transcrição
Qualquer pensamento que você já teve sobre si mesmo,
De mais ou menos valia,
Não é quem você É simplesmente um pensamento.
A verdade sobre quem você é não pode ser pensada,
Porque é a fonte de todos os pensamentos.
A verdade sobre quem você é não pode ser nomeada nem definida.
Palavras como luz,
Alma,
Deus,
Verdade,
Eu,
Consciência,
Inteligência universal ou divindade,
Enquanto capazes de evocar a alegria da verdade,
São bastante inadequadas como uma descrição da simplicidão de quem você realmente é.
Não importando como você identifica a si mesmo,
Como criança,
Adolescente,
Uma mãe,
Um pai,
Uma pessoa idosa,
Uma pessoa saudável,
Uma pessoa doente,
Uma pessoa que sofre ou uma pessoa iluminada,
Sempre por trás de tudo isso está a verdade sobre você.
Isto não lhe é alheio,
Está tão perto que você não consegue acreditar que é você.
A verdade sobre quem você é está além de qualquer conceito sobre quem você é,
Pelo ignorante ou esclarecido,
Inútil ou grandioso.
A verdade sobre quem você é está livre de tudo isso.
Você já é você e tudo que bloqueia a sua realização desta liberdade é o seu próprio apego a algum pensamento sobre quem você é.
Este pensamento não o impede de ser realmente quem você é.
Você já é isso.
O pensamento separa você da realização de quem você é.
Convido você a dar um mergulho em direção ao que você sempre esteve aqui,
Abertamente esperando pela sua própria autorrealização.
Quem é você na verdade?
Você é alguma imagem que aparece em sua mente?
Você é alguma sensação que aparece em seu corpo?
Você é alguma emoção que passa por sua mente e corpo?
Você é o que alguém disse sobre você?
Ou você se juntou contra algo que alguém disse que você é?
Estas são algumas das muitas possibilidades de identificação equivocada.
Todas essas definições vêm e vão,
Nascem e depois morrem.
A verdade sobre quem você é não vai e vem.
Ela está presente antes do nascimento,
Durante toda uma vida e após a morte.
Descobrir a verdade sobre quem você é não só é possível,
Como é o seu direito por nascimento.
Qualquer pensamento de que esta descoberta não é para você,
De que agora não é o momento,
De que você não é digno,
De que você não é pronto,
De que você já sabe quem você é,
São apenas truques da mente.
É tempo de investigar este pensamento de eu e ver o que ele realmente tem de verdade.
Nesta busca há uma abertura para a inteligência consciente que você é,
Para finalmente reconhecer a si mesmo.
A pergunta mais importante que você pode jamais fazer a si mesmo é,
Quem sou eu?
De certa maneira esta tem sido uma questão implícita em todas as etapas de sua vida.
Toda atividade individual ou coletiva é motivada em sua raiz por uma busca de autodefinição.
Normalmente você busca por uma resposta positiva a esta pergunta e foge de uma resposta negativa.
Quando esta questão se torna explícita,
O impulso e o poder desta pergunta direciona a busca para a verdadeira resposta que é ilimitada,
Viva e cada vez mais percebida como profunda introspecção.
Você tem experimentado tanto sucesso como fracasso.
Depois de um certo tempo,
Cedo ou tarde,
Você percebe que quem você é,
Não importando como tenha sido definido,
Não é satisfatório.
A não ser que esta questão tenha sido verdadeiramente respondida,
Não apenas convencionalmente respondida,
Você ainda vai querer saber,
Porque não importa como você tenha sido definido pelos outros,
Bem intencionados ou não,
E não importa como você definiu a si mesmo,
Nenhuma definição pode trazer certeza duradoura.
O momento do reconhecimento de uma resposta satisfaz a essa pergunta é crucial.
É muitas vezes referido como o momento de amadurecimento espiritual,
O momento de maturidade espiritual.
Neste ponto,
Você pode conscientemente investigar quem você realmente é.
Em seu poder e simplicidade,
A pergunta,
Quem eu sou,
Lança a sua volta para a raiz da identificação pessoal,
Para o pressuposto básico,
Eu sou alguém.
Em vez de automaticamente tornar essa suposição como verdade,
Você pode investigar mais profundamente.
Não é difícil ver que este pensamento inicial,
Eu sou alguém,
Leva a todos os tipos de estratégias,
A ser um alguém melhor,
Um alguém mais protegido,
Um alguém com mais prazer,
Mais conforto,
Mais aquisição,
Mas quando esse pensamento muito básico é questionado,
A mente encontra o eu,
Que se presume estar separado daquilo que tem buscado.
Isso é chamado de auto-investigação.
Esta questão básica,
Quem sou eu,
É aquela que é mais negligenciada.
Passamos a maior parte dos nossos dias dizendo a nós mesmos ou aos outros que somos alguém importante,
Alguém sem importância,
Alguém grande,
Alguém pequeno,
Alguém jovem,
Alguém de idade,
Nunca verdadeiramente questionando o pressuposto básico.
Quem é você realmente?
Como você sabe que isto é quem você é?
Esta é a verdade?
Realmente?
Quando você traz a sua atenção para a questão quem sou eu,
Talvez você veja uma entidade que tem a sua face e seu corpo,
Mas quem está ciente dessa entidade?
Você é o objeto ou você é a consciência do objeto?
O objeto vem e vai.
O pai,
O filho,
O amante,
O abandonado,
O iluminado,
O vitorioso,
O derrotado.
Essas identificações todas vêm e vão.
A consciência dessas identificações está sempre presente.
A identificação equivocada de si mesmo como um objeto na consciência leva a ser extremo ou extremador e a ciclos de sofrimento intermináveis.
Quando você finalmente estiver disposto a parar com a identificação equivocada e a descobrir definitivo e completamente que você é a própria consciência e não estas definições impermanentes,
A busca de si mesmo,
O pensamento,
Termina.
Quando a pergunta quem é seguida inocentemente,
Com pureza,
Todo o caminho volta para a sua fonte.
Há uma compreensão enorme,
Surpreendente.
Não existe entidade alguma.
Há apenas um indefinível e ilimitado reconhecimento de si mesmo como inseparável de qualquer outra coisa.
Você é livre.
Você é íntegro.
Você é infinito.
Não há um fim para você.
Não há limites para você.
Qualquer ideia sobre você mesmo aparece em você e desaparece de volta em você.
Você é reconhecimento e reconhecimento é consciência.
Deixe todas as autodefinições desaparecer agora.
Deixe que ela se voe e veja o que resta.
Veja o que nunca nasceu e que nunca morrerá.
Sinta o alívio de desistir do fardo de definir a si mesmo.
Experimente a não realidade do fardo.
Experimente a alegria que está aqui.
Descanse na paz infinita de sua verdadeira natureza antes de qualquer pensamento do eu aparecer.
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