
Saber Como Posso Me Cuidar Pesquisando Diferentes Nuances
Saber como se cuidar pode não ser uma tarefa fácil. Falta espaço e informações para notar o que precisa de cuidado em mim, quais necessidades precisam ser atendidas. Esta prática é uma oportunidade para coletar essas informações através de uma pesquisa viva, possibilitando o reconhecimento das necessidades, a autonomia para se cuidar e, quem sabe, um caminho para comunicar com clareza do que preciso. Além disso, abrindo espaço para a gentileza que é parte essencial da prática de mindfulness.
Transcrição
Só eu posso saber como me cuidar.
Foi o que eu percebi na minha prática de hoje,
Notando que muitas vezes a gente quer que o outro cuide da gente,
Mas a gente não sabe ao certo como,
Não sabe nem o que esperar do outro.
E realmente só eu sei a medida certa de cuidado para o momento que eu vivo.
Na correria a gente tende a sentir que precisa comprar coisas para atender necessidades,
Mas a verdade é que nós não sabemos ao certo quais necessidades são essas.
E a prática de hoje tem essa intenção de pesquisar nuances que podem enriquecer o nosso autocuidado.
Se eu sei o cuidado que eu preciso,
Se eu sei como me cuidar,
Eu posso comunicar isso com clareza.
Além disso,
Eu cultivo essa autonomia de promover qualidade de presença para cada momento,
A partir desse autocuidado.
Assim,
Eu quero te convidar para essa prática que se inicie com uma respiração mais profunda.
Através da respiração,
A gente vai entrando em contato com o nosso corpo,
Sentindo os pés no chão,
Os apoios do corpo na cadeira ou no chão.
Respirando,
A gente vai alongando a nossa coluna,
Relaxando os ombros,
Soltando as mãos.
Sentindo o ar entrando pelas narinas,
A gente ajusta a nossa cabeça sobre o pescoço,
Vendo se é possível suavizar o olhar ou fechar os olhos.
Enquanto a nossa respiração acontece,
Eu quero partilhar que durante a minha meditação hoje eu fiz em movimento e eu escolhi limpar as folhas de uma planta que eu tenho aqui em casa,
Um lírio da paz.
Vivendo na Europa,
A gente só tem certas plantas que a gente só pode ter dentro de casa,
E diferente do que acontece na natureza,
Que a chuva lava as folhas e limpa a sua superfície,
Com a planta dentro de casa a gente precisa muitas vezes limpar as suas folhas,
E era isso que eu estava fazendo,
Passando um pano,
Um pano suave e notando com muita atenção a intensidade desse gesto de limpeza que parecia um carinho,
Porque se eu aplicasse muita força a folha poderia se quebrar e se fosse uma pressão a menos,
A poeira não saía dali.
E eu comparei,
É claro,
Com essa forma de me cuidar,
Já que eu fazia isso nesse movimento meditativo,
Com a pressão no toque que cabia para mim nesse momento,
Reconhecendo também que a forma de cuidar de mim,
Ela muda,
Ela está tão viva quanto eu.
Experimenta fazer um carinho em você nesse momento e nota qual toque.
Chega nesse formato de acolhimento.
Você pode fazer um carinho nas suas pernas,
Tocar uma mão na outra,
Tocar o rosto.
E se eu pudesse cuidar de mim como eu cuido das coisas que são especiais para mim?
Como seria?
Respirando a gente pode notar que muitas vezes vêm pensamentos ou expectativas que julgam a nossa experiência,
Que nos lembram o quanto a gente faz ou o quanto a gente deixa de fazer,
Mas esse não é o foco da nossa atenção nesse momento,
Então a gente pode respirar e voltar a atenção para essa intenção de pesquisar nuances de autocuidado ou até mesmo para esse toque,
Se fizer sentido que esse carinho continue.
Como eu posso enriquecer o meu autocuidado?
E se do mesmo jeito que eu limpei o pó das folhas,
Eu limpasse o julgamento com compaixão?
E dissesse para mim,
Eu sinto muito que você se julgue tanto.
Respirando a gente só quer fazer uma pesquisa,
Notar informações.
Como essa compaixão chegaria?
E se eu limpasse as críticas com amor,
Reformulando algumas frases que são tão duras internamente?
Muitas vezes nós nos insultamos e a gente pode,
Quem sabe,
Reformular essa forma de dialogar internamente,
Nos momentos em que a gente nota.
Se existisse essa intenção de cuidar de mim como eu cuido das coisas que são especiais para mim,
Será que eu poderia pentear os meus cabelos com mais gentileza,
Num movimento que honrasse a minha presença,
De alguma forma?
Será que eu comeria com mais calma,
Daria braços mais longos,
O que mais a gente pode notar nesse momento?
Como eu posso enriquecer o meu autocuidado,
Notando uma perspectiva diferente?
Com uma respiração mais profunda,
A gente vai marcando o fim dessa prática,
Reconhecendo que na prática de mindfulness,
Não há metas ou expectativas.
Há apenas esse momento e a forma como eu posso me acolher dentro das informações coletadas nessa pesquisa viva.
A gente vai despertando a nossa atenção com gentileza e aproveitando esse momento para cuidar das necessidades que são possíveis de notar.
Talvez eu precise me espreguiçar,
Alongar o pescoço,
Esfregar com gentileza os olhos,
Beber água.
Como você pode se cuidar nesse momento,
Para começar o próximo momento do seu dia?
Assim a gente vai finalizando essa prática e notando como essa pesquisa vai nos permitir notar informações ao longo do dia.
Como eu posso me cuidar,
Se só eu sei a medida certa desse autocuidado,
Ou dessa forma de cuidar?
Muito obrigada e até a próxima prática!
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