
Treinar O Olhar Para o Novo Através Das Mãos
Nessa prática vamos treinar como é possível renovar o nosso olhar acerca do que "já sabemos". Vamos nutrir o nosso interesse, que naturalmente atrai a nossa atenção, amplia a nossa visão e transforma a nossa experiência, para que possamos viver cada vez mais cada momento como sendo novo e único, tal como realmente são, sem os julgamentos e os conceitos formatados nas nossas experiências passadas.
Transcrição
Os conceitos pré-concebidos e os julgamentos formatados no passado,
Muitas vezes nos impedem de viver o momento presente como sendo um momento novo,
Como sendo um momento único.
Nessa prática nós vamos treinar justamente essa forma de ver,
Esse olhar renovado,
Nutrindo o nosso interesse,
Esse que automaticamente atrai a nossa atenção,
Amplia a nossa visão e transforma a nossa experiência.
Para a prática de hoje a nossa atenção vai para as nossas mãos e nós começamos justamente assim,
Sem alterações na nossa posição,
Apenas olhando para as nossas mãos,
Trazendo as mãos ao alcance do nosso olhar e olhando por alguns segundos.
O que é possível ver nas nossas mãos?
O que você nota com esse primeiro olhar?
Você pode mover,
Girar e perceber por alguns instantes as suas mãos.
Agora,
Nós vemos se é possível fechar os olhos e reconhecer o que se passa na nossa mente depois dessa rápida observação.
Nós notamos se tem algum julgamento,
Alguma crítica,
Algum elogio,
Algum rótulo e não tem certo nem errado,
A gente só quer perceber como foi notar as mãos através dos olhos nesse primeiro momento.
Respirando a gente nota as nossas emoções também.
Se é possível identificar algumas ou nenhuma e está tudo certo,
A gente só quer perceber.
Respirando a gente se permite notar o corpo,
A forma como ele se encontra agora,
A posição,
A postura.
E com uma respiração,
Essa mais profunda,
A gente se permite agora sim ajustar a nossa postura,
Alongar a coluna,
Sentir e ajustar os nossos apoios.
Deixando a nossa estrutura estável,
A gente se permite respirar abrindo espaço e expirar soltando possíveis tensões que estejam presentes.
Suavizando aquele vezinho que fica entre as sombrancelhas,
O maxilar.
Ajustamos o pescoço,
Talvez movendo um pouquinho de um lado para o outro para encontrar a melhor posição.
Respirando,
Nós suavizamos os ombros,
Os braços,
As mãos.
Reconhecendo que a nossa coluna não impede que nada desabe.
Existe um relaxamento na medida.
Respirando,
Nós relaxamos as costas,
Ao redor dessa coluna alongada,
O abdômen,
O quadril,
As pernas e os pés.
Permitindo ajustar o corpo de forma que os desconfortos ganhem espaço e fiquem com mais relaxamento.
Espaço que ganhe esse tom de autocuidado.
Respirando,
A gente sente o corpo como um todo.
E com uma respiração,
A gente marca o segundo momento dessa prática,
No qual a gente estabelece a intenção de abrir os olhos e ver novamente as mãos.
Essa intenção inclui ver com olhos de quem vê,
De quem sente,
Pura e simplesmente.
Como se a gente não soubesse sequer que as mãos têm esse nome.
Esse relaxamento,
Essa sensação de essa suavização do corpo,
Podem nos permitir baixar também,
Suavizar também esses julgamentos,
Críticas,
Os conceitos que já existem.
Respirando,
A gente vai trazendo as mãos ao alcance do olhar e então abre os olhos para ver novamente as mãos.
E nota a partir dessa estrutura ajustada.
Olha as cores.
Será que é possível ver as verdades que a gente está sentindo?
As ideias?
Movimenta as mãos,
Experimenta brincar e notar como elas se movimentam.
Será que uma mão é igual a outra?
Ou será que elas são diferentes?
Se são muito ou pouco diferentes?
Como é comparar essas mãos?
Como é dar atenção para as suas mãos com essa qualidade de pura e simplesmente ver?
Talvez como se fosse a primeira vez que a gente visse as nossas mãos.
O que mais é possível ver?
O que mais é possível ver?
O que mais é possível sentir nas suas mãos,
Pura e simplesmente nesse momento?
Com uma respiração mais profunda,
Nós marcamos o fim dessa prática.
Enquanto vamos baixando gentilmente as mãos,
Soltando a nossa atenção.
Permitindo trazer movimentos para o corpo,
Para despertar a nossa presença para o próximo momento do nosso dia.
E se permitindo,
Quem sabe,
Continuar essa pesquisa.
Notar a diferença de uma mão com a outra,
De uma mão com a outra,
Ver pura e simplesmente e de olhar com atenção.
Se permitindo se sentir dentro dessa pesquisa viva.
Eu quero te agradecer pela sua companhia até aqui e até a próxima.
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