
INP Podcast #47 Como Criares um Negócio Digital
by Inês Nunes
Hoje trago ao podcast a maravilhosa Filipa Maia, uma empreendedora digital que deixou para trás uma carreira como cientista de desenvolvimento farmacêutico para criar o seu negócio online e viver com paixão, abundância e liberdade. Atualmente a Filipa ajuda outras pessoas a criarem o mesmo nas suas vidas guiando-as na criação do seu negócio digital sem limites.
Transcript
Olá,
O meu nome é Inês Nunes Pimentel e este é o meu podcast,
Ou melhor,
O nosso.
Este é um lugar para conectarmos profundamente connosco e falarmos abertamente de alma para alma.
Aqui partilho as minhas histórias,
Lições,
Trago-te as pessoas que mais me inspiram e dou-te as ferramentas e inspiração que precisas para apareceres ao mundo como a tua melhor versão e manifestares a vida dos teus sonhos.
Olá a todos,
Sejam muito bem-vindos a mais um episódio.
Hoje trago-vos mais uma convidada tão especial,
Como eu digo sempre,
Eu sou mesmo a maior sortuda por falar com mulheres tão incríveis e inspiradoras.
E a convidada de hoje é tal como eu,
Uma portuguesa pelo mundo.
Ela está neste momento nos Estados Unidos e eu estou no Dubai.
Nós,
Para organizarmos esta conversa,
Ela teve que acordar às sete e meia da manhã e eu aqui às seis e meia no Dubai.
Portanto,
Cada uma em lados opostos do mundo,
Mas conseguimos fazer acontecer.
E ela é uma empreendedora digital,
Deixou para trás uma carreira como cientista,
Desenvolvimento farmacêutico,
Para criar o seu negócio online e viver com paixão,
Abundância e liberdade.
E hoje ajuda outras pessoas a criarem o mesmo nas suas vidas,
Ensina posicionamento e comunicação estratégica no digital,
Estratégias avançadas de negócio online,
Como curar também a relação com o dinheiro,
Que é super importante,
Desenvolver uma mentalidade de abundância,
Que é algo que eu tenho partilhado muito também no podcast e é tão importante para quem tem os seus próprios negócios.
E por isso,
Sem mais demoras,
Vamos trazer a maravilhosa Filipe Amaya.
Muito bem-vinda,
Minha querida.
Obrigada,
Muito obrigada Inês.
Como é que tu estás?
Obrigada pelo convite,
É tão bom estar aqui.
Já há tanto tempo que andamos para convidar e sempre dizia entradas.
Já estávamos assim há muito tempo a tentar organizar esta conversa e agora cada uma de nós,
Em lados opostos do mundo,
Vamos conseguir falar.
Olha,
Minha querida,
Antes de mais,
Queria que nos contasses como é que foi esta jornada de deixares uma carreira para trás e tornaste uma empreendedora digital e começares a ensinar todas as outras pessoas também a criarem os seus próprios negócios.
Conta-nos essa jornada.
Olha,
Foi uma jornada muito natural,
Muito natural,
Nunca me senti assim muito em esforço,
Nem nunca se di assim muito ao medo.
Claro que com muitos altos e baixos,
Claro,
Sempre,
Com muitos desafios pelo caninho,
Mas aquilo que eu noto e que já tenho vindo a reparar ao longo da minha vida como um padrão é que eu sou muito rápida a deixar para trás aquilo que já não me serve.
Quando eu percebo,
Assim que eu percebo,
Isto já me aconteceu com relacionamentos,
No passado,
Em várias situações.
Quando eu percebo que há algo na minha vida que já não me está a servir,
Eu não consigo ficar,
Não consigo.
Então,
Assim que eu percebi que aquele meu emprego,
Que um dia tinha sido o emprego dos meus sonhos e foi mesmo,
E fui muito feliz naquele trabalho,
Quando eu percebi que aquilo já não era o que me realizava,
Já não era o que me trazia satisfação e propósito,
Não dava para mim para continuar.
Então foi muito fácil deixar para trás.
Claro que sempre com pena de deixar as pessoas,
De deixar alguns colegas com quem gostava muito de trabalhar,
Mas era o que tinha de ser,
Era o que fazia sentido,
Portanto nunca fui aquela pessoa que sente assim muita hesitação em deixar um emprego.
Quando sentes é mesmo para avançar.
E sentias que,
Desde sempre sentiste que ias ser empreendedora ou foi algo mesmo que aconteceu por acaso?
Não,
Nada.
Nada,
Não sou nada aquela pessoa que em criancinhas já pensava,
Já tinha ideias de negócio,
Essas coisas.
Não,
Eu não sou essa pessoa.
Muito pelo contrário,
Eu toda a minha vida dei muito mais valor à estabilidade e à segurança do que à liberdade e à inovação e esse tipo de coisas.
Então eu cresci muito com aquela mentalidade de que o que eu queria e o que eu precisava para a minha vida era um emprego fixo,
Certinho,
De preferência para a vida toda.
É também com esse mindset que nós crescemos,
Não é que o sucesso é ter um emprego certinho.
Exatamente,
E sabes que nós há bocadinho antes de começarmos estávamos a falar do human design e da numerologia e sabes que no Enneagram eu sou um tipo 3 e para o tipo 3 o sucesso é muito importante.
Então para mim o sucesso era mesmo isso,
Era ter aquele emprego bom,
Em que ganhava um bom salário,
Em que estava segura para o resto da vida.
Portanto eu quando,
Lá está,
Quando consegui o emprego dos meus sonhos eu achava que ia ficar lá a vida toda.
Exatamente,
Sim.
Eu fui para lá mesmo a pensar,
Pronto,
A minha vida está resolvida,
Agora é isto.
Agora está feita,
Sim.
Mas a verdade é que nós estamos sempre a ir e ir e vamos mudando,
Uma coisa que faz sentido agora não quer dizer que daqui a 5 anos continue a fazer,
Não é?
É uma jornada de evolução mesmo.
Exatamente,
Exatamente.
E então percebeste que tinhas que te lançar,
Eu vi que tu começaste com um blog,
Não é?
Tu gostavas de escrever,
Começaste a partilhar e foi através daí que percebeste que eu adoro isto,
A criação dos conteúdos.
Como é que daí vem ajudar as pessoas a terem os seus negócios?
Olha,
Ao início o blog foi muito motivado exatamente pela paixão que eu descobri pela escrita.
Então quando eu comecei o blog não tinha ideias de vir a criar um negócio,
Nem nada disso,
Era mesmo que queria partilhar a minha escrita,
Queria um dia vir a ser publicada por uma editora,
Mas sempre naquela altura a imaginar manter o meu emprego em paralelo.
E depois quando decidi começar o meu negócio,
Para te dizer a verdade,
As motivações foram bastante egoístas,
Não é?
Eu costumo dizer muitas vezes que é normal que ao início o propósito do nosso negócio seja mais para nós próprios do que para os outros.
Com o tempo é que nós vemos descobrindo qual é a nossa missão e o que é exatamente,
Para ajudar os outros com o que é exatamente.
Mas no início eu só queria a minha liberdade.
Eu só queria poder trabalhar a partir de casa,
Poder gerir o meu horário à minha maneira,
Poder expressar a minha criatividade,
Poder fazer trabalho que eu gostava e que me satisfazia.
Portanto,
Ao início aquilo que eu queria mesmo era liberdade.
Estar por minha conta,
Não ter que dar satisfações a ninguém e tudo isso.
Então,
Precisamente porque através do blog,
Através das redes sociais associadas ao blog,
Eu descobri esse gosto pela criação de conteúdos e eu comecei por aí.
Comecei pelo marketing de conteúdos no início,
Mais uma vez por uma motivação um bocadinho egoísta,
Porque era o que eu gostava de fazer.
Então,
Depois a partir do marketing de conteúdos e depois entrei no mundo do coaching,
Uma das pós-graduações que eu fiz na altura que foi branding e content marketing,
Trouxe-me também a parte da criação de marca e depois conjuguei isso com a minha certificação de coaching e comecei a fazer brand coaching.
E foi um tirinho até aos negócios online e até eu perceber os negócios online são a melhor forma de realmente obter liberdade total.
Também um formato excelente para,
Apesar de se conseguir alcançar abundância financeira em qualquer área e em qualquer meio,
Os negócios online de facto têm a particularidade de serem baseados em produtos que não têm limites.
Não há limites de stock,
Não há limites de espaço.
Então,
Claro que esta questão da abundância é uma questão que é muito importante.
E eu acho que a questão da abundância encaixa aqui muito bem nos negócios online.
Sempre tiveste esse mindset de abundância ou foi algo que foste trabalhando nesta jornada?
Foi muito trabalho.
Sim,
Porque eu sei que é algo que a maior parte das pessoas tem muito trabalho a fazer,
Não é?
Nós achamos que não somos merecedores,
Não imaginamos todo o potencial que podemos ter e ao mesmo tempo toda a energia que podemos atrair,
Ver o dinheiro como energia,
Todo o ar esta energia,
Receber esta energia de volta.
E eu não tinha nada essa visão mais energética e mais espiritual do dinheiro,
Muito pelo contrário.
Eu como era cientista e era uma pessoa dos números e dos factos e do um mais um igual a dois.
Sim,
Sim,
Sim.
Sempre fui muito lógica,
Muito racional e muito,
Um bocadinho controladora também em relação aos números,
Queria saber muito os números,
Queria planear tudo,
Pronto.
Então,
Eu também era uma pessoa muito cética e muito,
Lá está,
Muito racional no meu passado,
Não é?
Eu tinha uma mentalidade mesmo de,
Uma mente um bocadinho fechada a tudo o que era alternativo e espiritual.
E como eu era cientista,
E eu adoro ciência mesmo,
Continuo a adorar,
Apesar de já não trabalhar como cientista,
Mas eu tinha muita mentalidade de que qualquer coisa que não pudesse ser provada num laboratório,
Eu não acreditava.
Então,
Imagina se há 10 anos atrás nós estivéssemos a falar de numerologia ou de human design,
Eu dizia-te,
Oh Inês,
Por amor de Deus,
Não,
Nada disso é real,
Isso é tudo ficção.
E então,
Às vezes fazem-me esta pergunta,
Que é,
Com todas as transformações que eu já passei,
Qual é que foi a maior transformação de todas?
E eu costumo sempre dizer que a maior foi a transformação espiritual.
Eu passei de uma ponta do espectro para a outra ponta,
Com o elemento oposto.
E como é que se deu essa transformação?
Muito gradualmente,
Quer dizer,
Eu sinto que foi gradual,
Mas num espaço curto de tempo.
E eu sinto que começou com a meditação,
Com a prática da meditação,
Que na altura,
Lá está,
Muito no início,
Quando eu comecei a meditar,
Ainda era numa perspectiva muito lógica e racional,
A ler estudos sobre os benefícios da meditação.
Sim,
Mas apenas o que é que a meditação faz o cérebro?
Exatamente,
Uma perspectiva muito científica,
Não é?
Então,
Eu queria aumentar o meu bem-estar,
Diminuir o stress,
Diminuir a ansiedade,
E comecei a meditar por conta de pessoas que eu admirava a falar dessa prática.
Isto para aí em 2015,
Acho.
Só que foi que tu começas a meditar e as transformações vão a sudar,
Não é?
Tudo muda,
Sim.
Principalmente se conseguires manter uma prática regular,
Mais ou menos regular,
O nível de conexão contigo com o universo começa a aparecer,
Mesmo que não estivesse lá antes,
Começa a aparecer,
Não é?
Então,
Eu sinto que foi daí que veio,
Foi aí que começou o meu despertar,
O meu despertar espiritual.
Exatamente,
E começaste a unir tudo isto,
Não é?
Que realmente estamos aqui para ser seres espirituais num mundo material.
É engraçado contar-nos a tua história,
Eu sinto que a minha foi um bocadinho a oposta,
Eu sou aquela pessoa super espiritual,
Super aérea,
Nunca é saber de números,
E então eu começo um negócio porque quero ajudar pessoas,
Nem pensava em negócio,
Eu queria era ajudar pessoas,
Servir o mundo,
E neste processo fui crescente para perceber,
Ok,
Mas eu tenho que receber por este trabalho,
Eu tenho que criar esta relação com o dinheiro,
E eu sinto que só no último ano é que eu curei mesmo esta relação,
E a verdade é que transformei o meu negócio por me permitir criar esta relação,
Perceber esta energia,
E então foi um bocadinho sair só do espiritual e estar num mundo material e perceber que nós somos um todo,
E é super gerir conhecer a tua história oposta,
Mas para o mesmo que é sermos seres espirituais a viver esta experiência humana,
Que temos que ter tudo,
O nosso equilíbrio de chakras,
Temos o enraizamento da parte material,
Também a parte espiritual,
Portanto nós só estamos no equilíbrio se trabalharmos todos estes pontos,
Portanto é super gerir conhecer a tua história e ver,
Vindo de um lado super científico,
E encontrares este equilíbrio e também usares isso no teu negócio e na tua vida,
Não é a manifestação,
Sei que é algo que tu usas,
Agora estás nos Estados Unidos,
Também foi uma grande manifestação,
Não é?
13 anos a manifestar,
Portanto é algo que utilizas muito,
Não é?
Estás no teu lado mais energético,
Tão bom.
Sim,
E já não me faz sentido ser de outra maneira.
Eu costumo dizer que há coisas que quando tu descobres não dá para esquecer mais,
Não dá para voltar atrás,
Então não me faz sentido ser de outra maneira,
Hoje em dia tudo é uma manifestação.
Exato,
Tudo é a criação que o universo tem.
Tão bom,
Minha querida,
Tão bom.
Olha,
Então para quem nos está a ouvir,
Que realmente nós estamos agora num momento de início de uma nova era,
Muitas pessoas sentem que querem criar algo,
Que têm um propósito,
Que querem servir o mundo,
E uma das coisas mais importantes desta nova era é realmente começarmos a viver dos nossos talentos,
E para muitas pessoas é através do seu próprio negócio,
E muitas das pessoas que ouvem este podcast são pessoas que realmente querem impactar o mundo,
Sejam coaches,
Terapeutas,
Pessoas que realmente sentem que têm um dom,
Querem colocar esse dom no mundo,
Mas não sabem como começar.
Muitas pessoas estão a começar,
Outras pessoas se calhar já começaram,
Querem levar para o próximo nível,
Portanto vamos falar para todas elas,
Todas estas pessoas que sentem realmente que querem partilhar essa sua magia única com o mundo.
Portanto,
Para quem está a começar,
A começar do zero,
Eu vi no teu Instagram que tu falas que temos quatro fases de negócio que eu achei super giro,
Identifiquei-me imenso e vim nessas fases no meu negócio,
Startups,
Pickups,
Sales Up e Scale Up,
Não é?
Vamos começando por quem está realmente a começar,
Como é que esse processo,
Como é que a pessoa pode começar?
Muitas pessoas perguntam como é que eu posso começar a partilhar no Instagram,
Ou saber para quem é que estou a falar?
Que conselhos darias a alguém que está mesmo assim do zero?
Ok,
Eu quero começar,
O que é que eu faço?
Sim,
Eu acho que para quem está mesmo a começar,
Depende um bocadinho daquilo que a pessoa já sabe ou ainda não sabe.
Há pessoas que estão a começar e que já têm uma ideia de negócio,
Já sabem o que é que querem fazer,
Como é que querem ajudar as pessoas,
E há outras pessoas que têm esta ideia de querer criar algo seu,
De querer também criar a sua independência,
A sua liberdade,
Mas ainda não chegaram muito bem a como exatamente é que vão fazer isso,
Como exatamente é que vão ajudar as pessoas.
Então acho que há aqui uma distinção a fazer entre estes dois grupos,
Apesar de serem ambos na fase startup.
Então,
Para quem ainda nem sequer sabe muito bem o que é que gostaria de fazer enquanto negócio.
.
.
Sim,
Há muitas pessoas que ainda estão nessa situação.
Sim,
Sim.
A minha maior recomendação é começar a comunicar,
E eu recomendo muito isto porque foi o que eu fiz,
Na altura com o meu blog foi o que eu fiz,
E isso traz muita clareza.
E quando a pessoa ainda não tem uma ideia de negócio,
Muitas vezes perguntam-me,
Mas comunicar sobre o quê?
E eu digo,
Comunicar sobre aquilo que tu gostas,
Aquilo que faz sentido para ti,
Aquilo que faz o teu coração vibrar,
Que foi o que eu fiz na altura.
Sim,
Identifico-me imenso porque foi exatamente o que eu fiz,
Eu simplesmente comecei a partilhar as coisas que me apaixonava,
Eu nem sabia que ia criar um negócio,
Portanto é começarmos a falar das coisas que nós gostamos,
Livros que estamos a ler,
Filmes,
Sítios que nós estamos a visitar,
E partilhar as nossas paixões,
E também acabar por ser um autoconhecimento,
Não é?
Um autoconhecimento para nós,
Aquilo que nós gostamos.
Sim,
Sabes que eu quando comecei a comunicar,
Como na altura foi no blog e o objetivo era exatamente partilhar a minha escrita e tudo isso,
Eu falava muito sobre escrita no início,
Exatamente,
Porque era isso que eu estava a descobrir e era isso que eu tinha acabado de me apaixonar,
Então falava muito sobre isso,
E depois foi uma progressão muito natural de,
Ok,
Eu tinha um trabalho a tempo inteiro,
Eu queria escrever,
Eu queria escrever livros mesmo,
Mas tu escreves um livro,
Tu sabes,
Tu tens que te sentar todos os dias e escrever um bocadinho,
E não podes desistir ao fim de 10 páginas,
Porque senão nunca tens um livro finalizado.
Então na altura,
Ou como aconteceu,
Foi,
Eu comecei a pesquisar sobre implementar novos hábitos,
Sobre criar novas rotinas,
E depois foi isso que acabou por me levar ao mundo do desenvolvimento pessoal,
Às coisas como a meditação,
Como o inconsciente e tudo isso,
E depois foi tipo uma bola de neve que vai crescendo,
Crescendo,
Crescendo,
De repente no meu blog eu já não falava de escrita,
Eu falava de desenvolvimento pessoal.
Então acaba por ser,
Tipo,
A puxar a ponta do fio e depois desenrolas o novelo.
Exatamente,
Eu olho para trás,
Para as minhas publicações,
E era uma fotografia do que estava a comer,
Com uma frase,
E fui evoluindo,
Eu partilhava muito,
Eu comecei muito com a área de saúde,
Porque estava numa jornada de transformação da minha cura,
Então partilhava muito do que estava a comer,
Estava muito na moda na altura de tirar-se foto de tudo o que as pessoas estavam a comer.
Então foi começando,
E é muito giro ter-me permitido evoluir e olhar para trás e ver essas versões de mim que foram crescendo e foram evoluindo,
E que eu própria fui conhecendo e autoconhecendo,
E na verdade o negócio evoluiu conosco.
Exatamente.
Então a minha recomendação,
Para quem ainda não tem muita clareza do que quer fazer,
É essa,
E costumo dizer mesmo que não queira começar logo a comunicar publicamente,
Escreva para si próprio,
O journaling.
Acaba por ser comunicação na mesma,
Só que é mais interna.
Então eu também,
Na altura,
Foi um dos hábitos que implementei,
O hábito do journaling,
E também foi transformador para a minha vida,
E portanto,
Ok,
Não querem começar logo publicamente,
Porque algumas pessoas têm algumas hesitações,
Não querem começar logo no Instagram ou com um blog,
Arranjem um caderno,
Façam journaling todos os dias,
Escrevam para vocês próprios,
Isso vai trazer muitas descobertas sobre quem é que vocês realmente são,
O que é que realmente querem,
Quais são as vossas paixões,
Tudo isso.
Então depois do outro lado temos,
Ok,
Quem já tem uma ideia de negócio,
Quem já sabe como é que vai ajudar as pessoas,
Pelo menos ao início,
Porque isto depois está sempre a mudar,
Mas pelo menos ao início,
Numa primeira versão do seu negócio.
Eu costumo dizer que nós temos um negócio quando temos uma pessoa que quer pagar-nos para nós fazermos qualquer coisa,
Ou para darmos qualquer coisa,
Um produto,
Um serviço,
E existe alguém que está disposto a pagar-nos por esse produto ou por esse serviço,
Ok,
A partir desse momento nós temos um negócio.
Caso contrário,
Eu até posso criar um website,
Fazer um logotipo e tudo isso,
Se eu não tiver clientes,
Não tenho um negócio.
Então essa fase de startup é a fase de conseguir os primeiros clientes,
Para validar a ideia de negócio e para começar também a alimentar o negócio com rendimento,
Porque o negócio vai exigir investimento também.
Então eu costumo dizer que nessa fase não precisam de se preocupar com um website,
Não precisam de se preocupar com logotipos,
Com as cores da marca,
Com essas coisas todas.
A decisão é de arranjar uma forma de transmitir aos outros como é que os podem ajudar.
Se for um serviço.
.
.
Deixa-me só dizer que há tantas pessoas que acham que tem que ter tudo perfeito para começar,
Tem que ter o site perfeito,
O logotipo,
Tem que estar tudo bonitinho,
E só então é que elas podem partilhar,
E não.
Simplesmente permitir-se falar,
Partilhar e depois com o tempo irem criando tudo o resto.
Sim,
E sabes o que é que acontece depois muitas vezes?
É que a pessoa está a criar o site perfeito,
Está a criar o feed do Instagram perfeito,
Ainda não tem clientes e depois finalmente consegue o primeiro cliente,
Começa a fazer o trabalho e percebe Ah,
Afinal não é bem isto.
Depois já tem o site criado,
Tem que mudar tudo.
Então,
Não vale a pena mesmo.
O importante é mesmo validar a ideia de negócio,
Tanto em termos da perspetiva do mercado,
Se está a ver a adesão das pessoas,
Como em termos de alinhamento pessoal,
Experimentar fazer com um cliente para perceber se isto realmente me satisfaz.
Isso é super importante,
Isso que eu quero fazer.
Sem dúvida,
Eu quando comecei,
Eu fiz a formação de coaching e durante a formação eu já estava a treinar gratuitamente com as minhas amigas,
Eu já estava,
Ah eu adoro isto,
Quero mesmo fazer isto,
E depois aos pouquinhos os primeiros clientes com preço super baixo,
Para começar a testar e perceber realmente,
Ok eu gosto disso,
As pessoas estão a gostar,
E ir evoluindo depois com a experiência.
Exatamente,
Porque no meu caso aconteceu um bocadinho aquilo que eu queria dizer,
Eu comecei como freelancer,
Eu fui fazer formações na área do marketing digital,
A minha pós-graduação em branding e content marketing,
E comecei como freelancer na área do marketing de conteúdos.
Ao início foi muito difícil conseguir clientes,
Eu conto muitas vezes desta história,
Eu em 6 meses tive um cliente,
E foi um cliente assim para um serviço super baratinho,
Que eu decidi criar na altura porque não aparecia mais ninguém,
E então foi desafiante porque eu não estava em alinhamento também,
Não era aquilo o que eu queria fazer.
Mas aconteceu-me isso,
Mal eu tive o primeiro cliente durante esses 6 meses,
Eu percebi logo,
Não,
Eu não vou ser feliz a fazer isto,
Não é por aqui,
E foi nessa altura que fui depois fazer a minha certificação de coaching e comecei na área do brand coaching.
Mas portanto,
Na altura eu fiz esse erro,
Eu tinha o site criado para o marketing de conteúdos,
Eu tinha tudo preparado,
E depois comecei em março de 2018,
E depois quando terminei a minha certificação de coaching e comecei já a divulgar o serviço de brand coaching,
Em setembro lancei um site completamente novo,
Completamente diferente.
E aí sim foi como tudo,
Nessa altura já tinha testado com algumas pessoas durante a certificação,
Tinha tido uma primeira amiga que quis logo aderir ao meu serviço de brand coaching,
Na altura acho que foi tipo a metade do preço que fiz para ela.
Mas aí sim,
Eu já tinha a certeza que era por ali,
Então sim,
Criei uma segunda versão logo do site,
E aí sim,
Foi o site que me durou até ao mês atrás,
Que foi quando eu remodelei o site.
Sim,
Sim,
Remodelaste tudo,
Boa.
Mesmo assim,
A pessoa permitir-se começar a experimentar sem medo,
Eu acho que outra coisa que acontece muito é quando nós estamos a partilhar,
E é o que eu vejo muito por parte das pessoas,
Coaches,
Que eu trabalho muito com coaches principalmente,
Mas muitas pessoas nesta área,
Lá está,
Da espiritualidade,
Do bem-estar,
Aquele medo do vender,
De como é que eu mostro às pessoas que tenho algo,
E lá está,
É a tal relação com o dinheiro que é importante criar.
O que eu costumo dizer é que,
Na verdade,
Nós não estamos a vender,
Nós estamos a partilhar,
E é assim que eu vejo.
Sim,
É uma troca.
É,
Exatamente,
E quando eu vou à internet,
O que eu faço é que estou a partilhar,
Com paixão,
Porque eu adoro aquilo que eu criei,
E estou a partilhar,
Não é vender.
Que conselhos é que darias para essas pessoas nesta fase que têm esse receio da venda?
A primeira coisa é um bocadinho aquilo que eu disse,
É isso que vai validar a ideia de negócio.
Portanto,
Não haver alguém disposto a pagar,
A pessoa até pode dizer se usufrui de um serviço gratuitamente,
Até pode dizer que sim,
Que gostou muito,
Que foi super útil,
Mas não há ali o compromisso da troca energética.
Exatamente.
Portanto,
É a troca monetária que valida a ideia de negócio.
Eu costumo também dizer,
Isto às vezes parece um bocadinho controverso,
Mas eu também costumo dizer que o principal objetivo de um negócio,
De qualquer negócio,
É faturação.
Isto pode parecer um bocadinho frio,
Mas o racional é este.
Na realidade,
Conceptualmente,
O principal objetivo de um negócio deve ser o impacto e a transformação que gera na vida das outras pessoas.
O problema é que sem dinheiro,
Um negócio morre.
Então,
Se não houver faturação,
O impacto morre.
E,
Portanto,
O impacto até pode ser o mais importante para nós,
Mas o dinheiro tem que vir primeiro à faturação.
E isso que vai alimentar o impacto.
Sim,
Isso é tão importante.
Se não houver dinheiro a entrar.
.
.
Não conseguimos.
.
.
Exatamente.
Portanto,
É importante a pessoa saber se quer ter um impacto,
Se quer ajudar pessoas,
Se é essa a motivação,
Tem que haver essa troca,
Porque nós também temos que estar bem,
Com boa energia e ter as coisas básicas da vida para dar ao mundo.
Se nós não recebermos,
Não podemos dar nada.
Exatamente.
E não há problema nenhum em dizer isto,
Em dizer que para o meu negócio subsistir,
O negócio precisa de dinheiro,
Porque o dinheiro não é uma coisa má,
Nós não somos pessoas más porque queremos dinheiro,
Nada disso é real.
Exatamente.
É um facto,
É um facto de que o negócio vai precisar de investir em determinado,
Em softwares,
Até o alojamento do próprio website.
Softwares,
Depois pessoas,
Mais tarde,
Tudo isso requer investimento.
Então,
Se não houver dinheiro a entrar,
O negócio não cresce e acaba por morrer.
Portanto,
O impacto morre com o negócio.
Não vale a pena estarmos com a utopia de que vamos ter impacto sem haver a troca monetária.
Não dá.
Sim.
Portanto,
Curar esta relação com o dinheiro.
Alguma dica que no teu próprio processo tenha ajudado nesta cura da relação com o dinheiro?
Sim.
Para mim as duas coisas mais importantes foram,
Uma coisa que tu falaste também no teu podcast em que falaste sobre isso,
Que é ressignificar a história do dinheiro.
Olhar para trás,
Observar primeiro qual foi a história que nós temos vindo a viver ao longo da nossa vida,
Desde muito pequeninos,
Com dinheiro.
Estamos ouvindo coisas,
Ouvindo os nossos familiares a dizer isto e aquilo sobre dinheiro.
E tudo isso faz parte da nossa história com o dinheiro.
E depois ressignificar,
Tentar interpretar de uma outra forma,
Porque nós muitas vezes enquanto crianças interpretamos as coisas de uma maneira muito inbiata,
Mas que não é a única forma de interpretar aquilo que estamos a viver.
Então,
Enquanto adultos temos essa capacidade de olhar para trás e atribuir um outro significado aos acontecimentos.
Então,
Essa foi uma das coisas mais importantes.
A outra coisa mais importante na relação com o dinheiro é observar padrões.
Porque são os padrões que nos mostram quais é que são as nossas crenças e qual é que é a nossa relação com o dinheiro.
Porque nós vamos muitas vezes e de formas diferentes repetindo o mesmo padrão.
Seja o padrão de nunca consigo poupar,
Seja o padrão de acabo por ganhar muito e depois perder tudo outra vez.
Nós vamos repetindo este tipo de padrões ao longo da vida.
Então,
Temos que observar e reparar qual é que é o padrão e depois tentar perceber porquê.
Porquê é que este padrão se está a manifestar constantemente ao longo da minha vida?
Exatamente.
E como é que eu posso,
Mais uma vez,
Depois ir à raiz e tentar ressignificar?
Sem dúvida.
Eu acho que isso é um trabalho que todas as pessoas precisam,
Porque sem dúvida que o dinheiro é dos temas mais tabus da nossa sociedade e é quase uma coisa que a pessoa até tem que se sentir mal por falar e eu acredito que temos que mudar essa consciência e perceber que não,
Que é abundância,
Energia e,
Portanto,
Toda a gente está aqui para criar negócios de sucesso ou trabalhos de sucesso e ter essa abundância.
Sim.
Sabes que eu há umas semanas fiz um direto no meu YouTube em que foi pela primeira vez que falei abertamente sobre a faturação do meu negócio e partilhei mesmo números reais sem esconder nada,
Que é uma coisa que na realidade,
Por exemplo,
Aqui na América faz-se muito,
Eles já falam muito mais abertamente sobre isso.
Em Portugal ainda é um bocadinho tabu falar sobre essas coisas.
É tabu para ter picanhas,
A pessoa fica.
.
.
Mas sabes que eu fiz esse direto porque quis partilhar mesmo o que é que aconteceu naquele mês do meu negócio,
Mas esta era uma coisa que já andava aqui na minha cabeça,
Tipo partilhar mais números reais e o que é que está a acontecer no meu negócio,
Já andava aqui na minha cabeça para aí ao leno,
Não é?
Claro.
E falei muitas vezes com a minha coach,
Tenho uma coach também,
Falei muitas vezes com ela,
Será que devo partilhar isto,
Falar sobre isto ou não?
E demorou todo esse tempo até eu finalmente sentir que estou bem o suficiente com a minha relação com o dinheiro para partilhar esses números reais com o mundo.
Portanto,
É um processo,
É uma jornada.
Sim,
É o mesmo processo.
Eu estou a passar exatamente o mesmo porque também passei por todo esse processo e agora sinto essa liberdade para falar abertamente e sinto que isso melhorou tanto também a minha faturação,
Só o fato de eu mudar essa relação.
E é mesmo super importante e adoro que partilhes e que tragas consciência sobre isto,
De que o dinheiro não é um tema,
Está bom,
Podemos falar e realmente estamos aqui para criar esse impacto e para criarmos este impacto,
Nós queremos é criar toda a abundância do mundo e nós que somos pessoas que querem ajudar o mundo,
Querem ajudar pessoas,
Quanto mais abundância nós pudermos criar,
Mais pessoas nós podemos ajudar.
Exatamente.
Portanto,
É verdade,
É toda uma reorganização do mundo,
Não é?
Quando pessoas conscientes que estão a fazer o bem criam essa abundância,
Podemos realmente mudar o mundo.
Exatamente,
Exatamente.
E,
Olha,
Uma outra dica também para pessoas que têm assim um bocadinho mais de receios e bloqueios com pedir dinheiro em troca pelo seu trabalho,
Uma decisão que podem tomar logo desde o início do negócio é decidir que existe uma determinada porcentagem da faturação,
Que não é para vocês,
É para doar para quem vocês entendam que merece uma instituição,
Uma ONG,
Mas se vocês decidirem que x% da minha faturação vai sempre ser direcionada para aquela causa,
Dá muito mais esta noção de que quanto mais eu ganhar,
Quanto mais eu consigo gerar,
Mais eu consigo dar e ajudar aquela causa.
E essa reorganização do mundo,
Não é?
Essa reorganização de que pessoas que se calhar precisam,
Se nós temos consciência estamos a ter abundância,
Podemos fazer essa reorganização.
Exatamente.
Eu acho que a nova era é mesmo sobre isso,
Sobre esta consciência e podermos ajudar,
Portanto,
Adoro mesmo essa dica,
Obrigada por partilhares.
E,
Portanto,
Para quem está então a começar,
Já passamos por todos estes pontos,
Da pessoa começar então a partilhar a sua mensagem,
Depois começa a perceber,
Ok,
Então é isto que eu quero fazer,
Começa a testar,
Já até tenho aqui uma troca,
Tu abordas muito o tema das redes sociais,
Da importância da criação de conteúdos,
Dos vários tipos de conteúdos que a pessoa deve criar,
Acreditas mesmo nesta importância,
Não é?
Nos negócios online,
Esta criação de conteúdos,
Conta-nos um bocadinho como é que é essa jornada da criação de conteúdos.
Eu confesso que não sou mega organizada nos conteúdos,
Nunca fui,
Mas é muito da minha energia,
Sou muito,
Muita energia feminina nesta questão dos conteúdos,
O que eu tenho é o podcast certinho que sai todas as semanas e depois vou fluindo um bocadinho,
Mas sei que para muitas pessoas é importante este planeamento e ter estes vários tipos de conteúdos,
Portanto conta-nos um bocadinho sobre isso para quem está a começar neste mundo online.
Sim,
Eu costumo dizer que o mais importante é percebermos que as redes sociais não são o local para fazer vendas.
As redes sociais,
Como o próprio nome indica,
São sociais,
É para nós criarmos relações com outros seres humanos,
Portanto é esse o seu propósito,
É criar um ambiente em que se gera conexão,
Em que se iniciam conversas e em que se começa ali a alimentar uma relação,
Não é?
Então esse é o propósito principal e é por isso que existem vários tipos de conteúdos e nem todos eles,
Aliás muito poucos deles,
Devem ser direcionados para as vendas diretas,
Não é?
Portanto,
Utilizar o Instagram,
Por exemplo,
Como uma montra de uma loja em que estás ali a expor os teus produtos e expor os teus serviços,
Porém simplesmente não é esse o seu propósito,
Não é?
Então o propósito é a pessoa transmitir a sua mensagem,
Transmitir o seu posicionamento,
Transmitir os vários pilares da sua marca,
Que é uma coisa que eu ensino também no Missão,
Aos valores,
À personalidade da marca,
Tudo isso,
E depois pessoas,
Por exemplo,
Com valores suficientes,
Pessoas que se identificam com aquela mensagem,
São as pessoas que vão sentir essa conexão,
Pessoas que se identificam com aquela perspectiva,
Não é?
Porque,
Por exemplo,
No meu caso há várias pessoas a falarem sobre negócios online,
E ainda bem,
Mas eu trago uma perspectiva única,
Então existe um determinado grupo de pessoas que se vai identificar com a minha perspectiva,
E essas são as pessoas com quem eu quero criar uma relação,
Não é?
Então,
É muito importante,
E estamos aqui depois lá na segunda fase do speak up,
Que é comunicar,
Comunicar e encontrar o teu lugar naquele que é o mercado em que estás inserida,
Em que o teu negócio está inserido,
Portanto é muito importante ter clareza nessa fase sobre qual é que é a minha mensagem,
Qual é que é a mensagem que eu estou a transmitir aqui sobre isto.
Eu costumo dizer que quanto mais disruptiva for a mensagem,
Melhor,
Quanto mais contra a corrente nós formos,
Melhor,
Claro que não é para fazer propositadamente,
Não vou apresentar uma opinião controversa só para ser disruptivo,
Não,
Tem que ser alguém que eu acredito mesmo,
Mas isso também é um trabalho interno de ir lá pesquisar e escavar e perceber o que é que existe neste mundo,
Nesta área em que eu vivo,
O que é que está toda a gente a dizer que me faz um bocadinho de comexão e que eu não concordo nisso,
Não é?
No meu caso,
Por exemplo,
Às vezes é uma reação mesmo visceral que nós temos,
Eu comecei a observar,
No meu tempo passado nas redes sociais e a consumir conteúdos,
Comecei a observar muitos,
Muitos,
Muitos empreendedores a passarem a mensagem do quão difícil é ter um negócio.
E aquilo mexia comigo,
Sabes?
Eu ainda não tinha descoberto na altura qual era a minha mensagem,
Mas aquilo mexia comigo porque eu pensava assim,
Há imensas pessoas que querem começar um negócio e por estarem a ouvir isto,
Se calhar nunca vão ter a coragem de o fazer.
Então aquilo mexia comigo por dentro,
Eu ficava irritada,
Até que eu percebi,
Calma,
Isto mexe tanto comigo,
Eu tenho que transmitir a mensagem oposta.
Sim,
E disso mesmo para encontrarmos o nosso propósito tem muito a ver com o que é que nos incomoda no mundo,
Não é?
Exatamente.
As pessoas conectarem com aquilo que nos está a incomodar.
Exatamente,
Então a primeira vez que eu falei sobre isto senti-me super nervosa,
Então agora eu vou para as redes sociais dizer que criar um negócio pode ser fácil.
Eu pensei assim,
As pessoas vão-se passar,
As pessoas vão achar que eu estou a viver numa utopia qualquer,
Mas desde esse momento é a minha mensagem,
É a minha verdade,
Pode ser fácil.
Então,
Claro que há muita gente que ouve isto e foge a sete pés e vai-se a correr embora a pensar,
Ah,
Que delícia,
Como é que poderia ser fácil?
Se fosse fácil qualquer um fazia.
Não,
Não é bem assim.
É identificarmos qual é que é essa nossa posição que faz total sentido para nós,
Não é?
Essa é aquilo que eu costumo dizer,
É a nossa mensagem central.
Claro que depois vamos ter muitas outras coisas a comunicar,
Mas essa é a mensagem central e no fundo toda a comunicação depois deve girar à volta disso,
Não é?
Então,
Essa fase é esta,
É a fase de identificar-se muito bem qual é que é a tua comunicação,
Qual é que é o teu posicionamento,
Identificar-se também muito bem quem é que é o teu cliente ideal,
O que é que ele realmente quer para a sua vida,
Qual é a transformação que ele sabe a oportunidade.
Acho que é uma das maiores dúvidas que as pessoas têm,
É mesmo,
Mas para quem é que eu estou a falar,
Quem é que é o meu cliente?
Realmente eu quero ajudar pessoas e eu passei por isso,
Eu quando comecei nesta jornada lembro-me de,
Ok,
Tenho que encontrar o meu público-alvo,
Mas depois pensava,
Mas eu quero ajudar toda a gente,
Eu não quero ter público-alvo.
E lembro-me que quando comecei a trabalhar,
Trabalhava com mulheres,
Homens,
Pessoas que tinham um problema disto,
Pessoas que tinham um problema daquilo,
Então trabalhei com toda a gente,
Eu odiei todos os problemas.
E foi nessa experiência que eu percebi,
Não,
Este é o meu cliente,
Eu quero trabalhar com estas pessoas e para mim o que me ajudou muito foi a escrita do livro,
Eu sinto que a escrita,
Como tu falaste também,
Ajuda muito nós a encontrarmos e quando eu fiz a proposta do meu livro,
Eu escrevi para mulheres e a editora dizia-me,
Mas em Portugal o mercado já é tão pequeno e é só falar para mulheres,
Mas eu disse,
Não,
Isto é o que eu estou a aceder,
Tem de ser.
E depois acabou por ter imenso sucesso porque as pessoas se identificaram mesmo,
Porque eu estava mesmo a falar para aquelas pessoas e a regra básica que eu aprendi é mesmo,
Quando queremos falar para toda a gente,
Não estamos a falar para ninguém,
É saber,
É falar mesmo para aquela pessoa,
Idealizar aquela pessoa.
Sim,
Sim,
Sim.
E quando pensamos nisto,
Eu acho que aqui há uns anos no mundo do marketing falava-se muito do público-alvo enquanto mulheres ou homens entre os 25 e os 35 que vivem na cidade tal e que têm um rendimento tal,
Portanto muito na base dos dados demográficos.
E eu olho de uma forma muito diferente para o cliente ideal,
Que é com base na transformação.
Não importa,
Muitas vezes,
Em alguns casos pode ser significativo,
Mas muitas vezes,
Não importa se é homem,
Se é mulher,
Não importa que idade é que tem,
O que importa é que existe um grupo de pessoas que estão à procura de uma certa transformação,
De uma transformação específica.
Por exemplo,
Pessoas que querem começar a meditar por algum motivo,
Essa é uma transformação.
Pessoas que querem melhorar uma área da sua saúde,
Por exemplo.
Pessoas que querem começar um negócio online como propósito.
Então,
É mais na base da transformação que a pessoa está à procura.
Porque é com isso que a pessoa se vai identificar.
Se existe uma transformação que a pessoa já quer para a sua vida e eu nos meus conteúdos consigo falar dessa transformação e,
Por exemplo,
Mostrar como outros clientes meus anteriores já obtiveram essa transformação,
Então aquela pessoa que quer essa transformação vai se identificar imenso.
Então,
É mais por aí o cliente ideal do que propriamente dados demográficos.
Sim,
Sem dúvida.
Portanto,
Realmente imaginarmos mesmo aquela pessoa,
Em vez de pensarmos em muitas pessoas,
Realmente focar numa pessoa,
Descrever aquela pessoa,
O que é que ela sente,
Quais são os seus medos,
O que é que aquela pessoa quer criar na sua vida.
E com isso,
Quando temos isso tão claro,
Realmente sabemos para quem estamos a falar e torna-se muito mais natural na criação dos nossos conteúdos,
Que realmente são super importantes.
Sim,
Sim.
Exatamente.
Então,
É a fase do speak up.
É isto,
É perceber estas coisas todas,
O nosso posicionamento,
A nossa comunicação e começar a criar uma comunidade,
Começar a criar ali o nosso espaço no digital.
Sim.
Então,
É isso.
E quem quer realmente criar esta comunidade?
Lembro-me,
Por acaso,
Estava a falar aqui com o Dani e eu perguntei-lhe.
Sim.
Olha,
Se fosse falar com uma pessoa que é especialista em negócios,
Qual era a pergunta que tu lhe querias fazer?
E ele disse,
Mãe,
Queria saber como é que criava a minha comunidade e pessoas realmente que estão ali para a minha mensagem.
Portanto,
Realmente a importância dos conteúdos,
Mas mais alguma dica que possas deixar para alguém que está a começar do zero e quer criar esta comunidade,
Que realmente esteja apaixonada pelo aquilo que nós estamos a partilhar?
Sim.
Olha,
Isso está muito na base daquilo que eu ensino,
Que é,
Nós somos muito,
Eu acho que desde que apareceram as redes sociais e outras plataformas como o Youtube também,
Os blogs também,
Somos muito instruídos por especialistas a criar conteúdo didático,
Conteúdo educacional,
Conteúdo que ajude outra pessoa a fazer qualquer coisa.
E esse tipo de conteúdo pode ser importante,
Mas não é o conteúdo que cria uma conexão.
Então,
A chave aqui é ir aos outros tipos de conteúdos,
Que são os que eu ensino exatamente,
Que fazem com que tu crias essa conexão das pessoas,
Porque estás a mostrar não só aquilo que sabes,
Que é o que tu fazes com o conteúdo educacional,
É mostrar que sabes da área em que estás.
Portanto,
Mostras não só aquilo que sabes,
Mas mostras aquilo em que acreditas,
Mostras a pessoa que tu és,
Mostras a tua perspetiva sobre o mundo,
Mostras que as perspetivas das pessoas podem mudar.
Há um tipo de conteúdo que eu ensino,
Que é o conteúdo transformacional,
Que tem o objetivo de mudar a perspetiva da nossa comunidade em relação a algo.
Então,
Por exemplo,
Se eu achar que a minha comunidade ainda acredita que criar um negócio é muito difícil,
Eu posso criar um conteúdo que,
Estrategicamente,
Porque utiliza ferramentas do coaching,
Da programação neurolinguística e tudo isso,
Leva a pessoa a ver a coisa de uma outra perspetiva.
E quando tu consegues ter este impacto na mentalidade de uma pessoa,
Ela fica agarrada a ti quase para o resto da vida,
Não para o resto da vida,
Mas.
.
.
É uma transformação nos nossos pousos.
Logo ali.
É possível.
Exatamente.
A trazer este conteúdo de uma história,
Para mim,
O que me ajuda e me inspira a escrever são realmente histórias,
O meu dia-a-dia,
O que eu estou a viver,
Mais do que escrever um pouco sobre estas são as 5 dicas para conseguir render-te ao universo.
Sim,
Exatamente.
Não,
É realmente contar a minha história,
Estou a viver isto e a passar por isto,
Mas eu tenho que me render ao universo porque é a única saída que eu tenho.
Exatamente.
Então acho que são essas histórias,
Não é?
Sim,
Isso é uma coisa que tu fazes muito bem,
Provavelmente naturalmente e intuitivamente tu fazes muito bem,
Mas é isso.
Eu falo muito do storytelling,
Não é?
É partilhar histórias,
Histórias que mostrem a nossa transformação também,
Onde é que nós estávamos antes e onde é que estamos agora.
E partilhar também os nossos erros,
Onde é que nós já erramos e como é que a nossa comunidade faz com esses erros para não caírem eles próprios no mesmo erro.
Sim,
Identificar e saber realmente,
Eu não sou perfeita,
Eu sou uma pessoa normal que também passa por isto,
Que também falha e somos todos iguais,
Não é?
Se calhar muitas pessoas acham que têm que ir para as redes sociais e ser uma autoridade que eu faço tudo perfeito e não,
Estamos a crescer com a comunidade e é isso que eu adoro nas redes sociais,
É eu estou a crescer com a minha comunidade,
Estamos todos a aprender e envolver as pessoas nesse nosso crescimento.
Sim,
Sim.
E isso é mesmo.
.
.
Sim,
Então é isso,
Acho que no fundo é isso,
Não usar as redes sociais nem como uma montra só para expor produtos e serviços,
Nem como um repositório desse tipo de conteúdo,
As 5 dicas para conseguir tal coisa,
Não,
Mas usar para partilhar a nossa verdade,
Os nossos valores,
Aquilo em que nós acreditamos,
As nossas perspectivas e tudo isso.
E aquilo que nos inspira,
O que é que nós gostaríamos que alguém escrevesse ou de ler,
Não é?
Escrever aquilo que nós amamos,
Que nos inspira,
Eu acho que isso é das melhores coisas e depois sabermos realmente que o crescimento é dia para dia,
Também não nos compararmos,
Acho que isso é muito importante,
Acredito que também trabalhas com isso com as tuas clientes,
Sobre não nos compararmos porque a pessoa tem 300 seguidores e aquela tem 30 pessoas,
Não fazer essa comparação,
Não.
Certo.
Saber que quem está ali,
As pessoas estão ali interessadas na nossa mensagem e na verdade podemos ter mil seguidores e ter um cliente e ter 100 seguidores e ter 100 clientes,
Não é?
Portanto,
Isso é importante,
É criar uma comunidade que podem ser 100 pessoas,
Mas 100 pessoas que estão ali envolvidas connosco a viver toda aquela transformação connosco.
Sim,
Eu costumo dizer que quando tens 100 seguidores,
Mais importante do que ires à procura de mais,
É a maneira como tratas os 100 que já estão lá e o valor que entregas àqueles 100 que já estão lá,
É isso que vai trazer mais.
Ai eu adoro,
É exatamente o que eu acredito,
É como é que eu posso,
Não é que tenho 100 seguidores,
Não é como é que eu posso ter mil,
Não,
Como é que eu posso mudar a vida destas 100 pessoas?
Exatamente.
Exatamente.
Eu acho que isso é mesmo um segredo e as pessoas sentem isso,
Sentem que nós estamos ali a dar o melhor àquelas pessoas e não,
Eu estou a escrever isso porque eu quero é que venham mais,
Não,
Eu quero é dar o melhor a ti que estás aqui comigo,
Que é super importante.
É isso.
Boa.
E depois então desta parte passamos à próxima,
Não é,
Que a pessoa começa a evoluir e era o que falávamos inicialmente,
Através dos negócios online nós temos a possibilidade de criar um negócio ilimitado e escalar o nosso negócio.
Sim,
Exponencial mesmo.
Exatamente,
E nesse momento para mim,
Quando eu comecei,
Foi tudo muito intuitivo,
Eu queria era partilhar a minha mensagem,
Naturalmente comecei a ter as minhas clientes,
Estava a correr super bem e o Dani,
O meu marido,
É que me trouxe essa vertente mais de negócios que eu não tinha,
De ok,
Agora tens que criar isto,
Como é que,
E então deu-me essa chave mais de estratégia e gostava que deixasses também aqui algumas dicas para pessoas que realmente querem escalar o seu negócio,
Como é que elas podem fazer isso.
Sim,
Então depois de acordo com aquela escala que tu referiste há um bocadinho,
Vem a fase sales up,
Que é a fase em que lá está,
Podemos pegarem certas coisas do nosso negócio,
Torná-las exponenciais,
Portanto levá-las a muitas mais pessoas,
Ou automatizá-las,
Automatizar alguns dos processos de vendas dos nossos produtos para gerar o tal rendimento passivo que nos permite depois também ter mais tempo,
Mais liberdade,
Porque sabes o que é que acontece muitas vezes com isto da liberdade?
É que muitas pessoas sentem-se presas num emprego fixo e querem sair e criar um negócio para terem liberdade,
Mas depois acabam por criar outra prisão no seu próprio negócio e acabam por não ter essa liberdade na mesma.
E então o propósito não é esse,
O propósito é mesmo alcançar a verdadeira liberdade.
Então nesta fase é muito importante adotar estratégias que já estão estudadas,
Comprovadas,
Testadas e mais do que testadas,
Em vez de estar a andar à palpa delas e a querer reinventar a roda,
Não é?
Porque isto dos negócios online pode parecer que não,
Mas já tem para aí 15 anos de existência.
E 15 anos no mundo da internet é uma vida!
É uma vida inteira,
Sim.
Porque tudo muda em 15 anos.
Sim,
Sim,
Sem dúvida.
Então já temos um historial muito grande para perceber exatamente aquilo que funciona e aquilo que não funciona.
É nesta parte que eu recomendo adotar estratégias estruturadas,
Que já estão testadas,
Que não quero dizer que por já estarem testadas e por já existirem há algum tempo.
.
.
Oi?
Estava a ver aqui se me estava a ouvir.
Sim.
Forçaste,
Forçaste.
Sim,
Sim,
Sim.
Ok.
Pode continuar.
Depois nós cortamos.
Sim.
Então lá por adotarmos estas estratégias já comprovadas e que já existem,
Não quer dizer que elas funcionem logo à primeira,
Não é?
Porque elas podem já existir as estratégias,
Mas para nós são uma coisa nova,
Portanto não quer dizer,
Isto não significa sucesso à primeira.
Significa que estamos a adotar uma estratégia que podemos replicar,
Que alguém já estudou,
Que alguém já executou,
E que a minha recomendação é mesmo no início usar a estratégia tal como ela foi criada,
Tal como ela foi recomendada.
Depois com a experiência,
E aqui estou-me a referir muito a lançamentos online,
Portanto executar aquilo que já existe.
Depois de fazer duas,
Três,
Quatro vezes,
Ir ajustando,
Ir adaptando a mim,
Ao meu estilo,
Às minhas preferências,
Esse tipo de coisas,
Começar com aquilo que outras pessoas já perceberam que funciona.
Sem dúvida.
E isso pode ser,
Queria começar por um ebook,
Cursos online,
Gravar cursos,
Eu sinto que para mim o que mais me ajudou foi ter realmente conteúdos já criados que eu pudesse ter no meu site sempre a vender.
Porque,
Por exemplo,
O ano passado foi um ano que eu tive.
.
.
Estás-me a ouvir,
Querida?
Sim,
Sim.
Acho que a imagem está outra vez a parar.
Não,
Mas está ok.
O que é que eu estava a dizer?
O ano passado,
Que foi um ano que eu estive em baixa de maternidade,
Porque estava a viver com toda a intensidade da maternidade,
Não estava a pensar se a criar produtos e a fazer coisas,
Mas tinha a minha equipa que estava a gerir e que mesmo assim consegui faturar,
Pagar ordenados,
O meu negócio continuou a crescer,
Porque já tinha criado aqueles conteúdos e,
Portanto,
É essa a liberdade que nós podemos criar,
Sabendo que num negócio online é ilimitado,
Podemos continuar sempre a chegar a mais pessoas,
Podemos continuar a criar e realmente é pensarmos conteúdos que nós possamos criar e que fiquem para sempre,
Não é?
Porque realmente quando eu comecei eu percebi que eu posso dar estas consultas de coaching,
Mas a minha agenda é limitada e eu posso querer ajudar mais pessoas,
Porque eu queria ajudar muitas pessoas e chegar ao ponto que eu não tinha tempo,
Não é?
E eu também queria ter essa liberdade e para mim é super importante ter tempo,
Para mim,
Eu em Human Design sou projetora,
Portanto o tempo de descanso,
De recuperar a minha energia é super importante,
A minha agenda tem que ser ok.
Tenho um dia que se calhar está com mais coisas,
Mas depois se calhar tenho um dia que estou super livre e estou a estudar,
Porque eu preciso desse tempo para mim e eu acho que realmente a minha função na empresa é estar sempre inspirada para criar,
Porque é esse o valor que eu vou trazer à empresa,
É estar a criar,
É estar inspirada e essa inspiração pode ser estar um dia em que eu estou simplesmente a fazer um curso ou se calhar até estou a viajar,
Agora não podemos viajar muito,
Mas tudo isso vai trazer ao meu negócio,
Porque é eu estar inspirada e é isso que tu defendes muito,
Não é?
Esta liberdade.
Sim,
E tu és a visionária do teu negócio,
Não é?
Então enquanto visionária é super importante que a maior parte do teu tempo esteja centrado em pensar na visão para o futuro do negócio,
Pensar criativamente em o que mais é que vamos introduzir aqui no negócio,
Inspirar-se,
Lá está.
E quando,
E tu já tens uma equipa,
Já tens pessoas,
Há muitas pessoas que apresentam resistência a esse passo.
O que acontece quando tu não avanças para isso,
Para essa fase,
É que tu ficas presa a outro tipo de coisas,
A outro tipo de tarefas que te impedem de ter esse foco na visão e na inspiração e na criação.
Sem dúvida,
Sim.
Então isso é super importante.
Já estamos a avançar aqui um bocadinho mais,
Fábio.
Sim,
Tu falaste até um pouco disso num post da importância de,
Ou controlas ou então estás a crescer,
Não é?
Sim,
Sim,
Exatamente,
Exatamente.
E esta já é a fase um bocadinho do scale up,
Não é?
Sim,
Sim,
Sim.
E antes de passarmos para aí,
Deixe-me só dizer uma coisa então sobre a fase anterior de scale up,
Que é quando as pessoas entram aqui nesta parte dos produtos digitais e que são escaláveis,
Há dois erros que tendem muito a cometer,
E deixe-me só referi-los rapidamente,
Que é para evitar que isso aconteça.
Claro,
Evitar aqui tudo.
Exato.
E um deles é apostar muito fortemente em produtos pequenos,
Como os ebooks que tu referiste e alguns outros produtos assim de entrada,
Produtos baratos,
Podemos dizer assim,
Quando ainda têm comunidades muito pequenas,
Ou seja,
Esse tipo de produtos pode funcionar muito bem e pode trazer muito bom rendimento,
Mas funcionará melhor a comunidade que a pessoa já tem.
Exatamente,
Se tens uma comunidade,
Sim,
Sim,
Sim.
Se tens uma comunidade pequena,
Não é um ebook de 10 ou 15 euros que vai gerar assim um rendimento passivo astronómico.
Claro que mais para a frente,
Com o crescimento da comunidade,
Isso funciona muito bem.
Depois,
O outro erro que às vezes acontece,
Mais com os cursos online,
Os cursos online já tendem a ser produtos de investimento superior e portanto conseguem trazer um rendimento superior mesmo com menos pessoas.
Agora,
Qual é o erro aí que muitas pessoas caem?
É,
Por exemplo,
Criar um curso online,
Colocá-lo no site e esperar que apareçam pessoas para comprar aquele curso online.
Sim.
Não funciona.
Sim,
Há muitas pessoas que dizem isso.
Ah,
Eu já criei,
Já tenho,
Ninguém vem,
Ninguém compra o curso.
Sim,
Exatamente,
Exatamente.
Então,
É aí que entram as estratégias de lançamentos,
Numa primeira fase,
E às vezes as pessoas me assustam um bocadinho quando eu falo dos lançamentos porque pensam mas então vou ter que estar sempre a fazer lançamentos e é uma canseira e é um stress e não sei se quero isso para mim.
Mas,
Com determinados produtos que podem tornar-se passivos,
Nós podemos começar por fazer lançamentos para criar a nossa mensagem,
Para otimizar o processo de vendas e tudo isso e depois automatizá-los,
Mas através de um funil de vendas.
A automatização não é colocar no site e deixar lá.
Sim,
Sim.
Tem que haver um sistema por detrás que alimenta um funil de vendas com pessoas novas para depois as transportar através de uma jornada que as convence que aquele produto é o ideal para elas.
Exatamente.
E isso é muito feito através dos conteúdos,
Não é?
Lá está a criação do curso.
Exatamente.
Sim.
Exatamente.
Sem dúvida.
Então,
É só deixar aqui esta ressalva que criar um curso online e colocar no site.
Realmente,
Para quem está a começar e se calhar está uma pessoa que tem 100 seguidores,
Não é?
Estamos a começar,
Tenho 100 seguidores,
Eu não vou fazer um ebook de 10 euros porque não vou ter um rendimento com esse ebook e se calhar pensa-se até num curso de um preço superior.
Exato.
E continuar ali a fazer a minha criação de conteúdos.
Exatamente.
E ir partilhando aquele curso.
Para as estratégias de lançamento,
Eu agora também tive a viver recentemente o meu lançamento da academia e foi super giro porque foi a primeira vez que eu vivi mesmo uma estratégia de lançamento porque até então era,
Vou só à internet e partilho e normalmente tinha um número limitado e para esta foi a primeira vez que eu disse,
Porque também tive a fazer a gravação da academia e então agora consigo chegar a mais pessoas e então criei esta estratégia de lançamento e ajudou-me imenso a chegar a mais pessoas.
Fiz um evento para partilhar a mensagem,
Newsletters é algo que eu também já naturalmente utilizo e portanto através dessas partilhas,
Também já tenho um podcast,
Através dessas partilhas conseguimos chegar realmente a mais pessoas e cada pessoa deve ir testando várias estratégias para lançar e ajuda imenso realmente a conseguirmos chegar a mais pessoas.
É muito bom.
Sim,
Sim.
Portanto,
Esta é a parte do sales up,
Não é?
Queremos realmente ter vendas,
Se calhar saímos dali de um ano no ano coaching ou quer que seja,
Perceber que o nosso tempo é limitado e para crescer o online permite nos criar coisas que não dependam só do nosso tempo e criar esses produtos que vivam para além de nós,
Não é?
Eu acho que isso é muito importante principalmente para quem tem marcas pessoais,
Eu acho que quem tem a marca pessoal sente,
Então eu tenho que dar tudo porque eu sou o meu negócio e só depende de mim e não,
E eu também tive esse crescimento,
Perceber que não,
Não vai depender só de mim,
Eu posso deixar esses produtos e ter essas estratégias para eles venderem.
E depois é então a outra fase,
Não é?
De scale que tem muito a ver já com a criação até de uma equipa.
Gostava que tu nos contasses também um bocadinho dessa jornada para ti,
Como é que é a tua equipa,
Como é que foi também essa liberdade de criar da tua equipa?
Sim,
Sim,
Sim.
Olha,
Eu comecei a delegar muito cedo.
Eu falo da criação de equipa nesta fase de scale up,
Mas eu acredito que nós podemos começar a delegar antes e hoje em dia temos imensos meios para começar a delegar,
Desde as assistentes virtuais que nós podemos contratar por duas ou três horas por semana,
Já nos dão ali uma ajuda,
Não exigem um salário,
Começam ali a fazer algumas coisas por nós e a libertar algum do nosso tempo e do nosso espaço mental também.
Adoro que refiras isso,
De começar cedo,
Porque eu sinto que uma das coisas que mais me ajudou a ter sucesso no meu negócio e a crescer rapidamente no meu negócio foi também ter tido ajuda muito cedo.
E isso,
Lá está,
Foi o Dani que foi o meu guia nessa altura,
Eu passava as minhas horas a responder e-mails,
Ele chegava do trabalho e eu ainda estava a responder e-mails.
E então foi quando ele disse,
Tu tens que ter ajuda e se eu estivesse sozinha talvez não tivesse dado esse passo,
Ele foi mesmo assim a minha força.
Então aí a minha grande amiga,
Melhor amiga,
Despediu-se de um emprego na mesma altura e veio trabalhar comigo e então a partir daí ficou full time comigo e então também foi numa parte,
Eu acho,
Da sales up que comecei com ela e isso ajudou-me muito.
Sim,
Eu comecei com uma assistente virtual e é como eu te estava a dizer,
Comecei muito cedo.
Assim que comecei a ter um rendimento minimamente estável,
Portanto ali alguns clientes de coaching que mensalmente estavam ali estáveis,
Contratei logo uma assistente virtual para começar a delegar algumas tarefas.
Depois passei para freelancers,
Comecei a contratar alguns freelancers,
Na altura para a edição de vídeo porque tinha o meu canal e era eu que editava tudo,
Editava os vídeos todos,
Fazia tudo sozinha.
Então quando decidi,
Não pelo mundo,
Mas depois quero entregar a alguém que faça o resto,
Contratei uma pessoa para a edição de vídeo,
Depois tive o meu primeiro podcast,
Também contratei uma pessoa para editar o podcast,
Tudo enquanto freelancers,
Portanto não dentro da equipa mesmo.
Depois,
A primeira pessoa que entrou para a minha equipa foi uma manifestação também,
Porque era uma pessoa que já me seguia do meu blog inicialmente e depois quando eu no blog falei que ia criar,
Estava a criar o meu negócio e que ia começar,
No início na área do marketing digital,
Essa pessoa mandou-me um e-mail,
Porque ela estava a acabar o curso de design de comunicação,
E como viu que eu ia para a área do marketing digital,
Mandou-me um e-mail a dizer,
Estou a acabar o meu mestrado,
Se precisas de alguma coisa,
Se puder colaborar contigo de alguma forma,
E ao início,
Pronto,
Eu ainda não tinha muito espaço para abrir assim colaborações,
Mas ficou ali aquele e-mail.
Depois,
Como ela era da área do design,
Acabei por redirecionar algumas das minhas clientes de brand,
Para criar a identidade visual,
E depois quando eu pensei,
Preciso de alguém para a minha equipa,
Primeiro numa área de design,
Gestão de conteúdos,
Pensei logo nela,
Como tinha havido ali aquela troca de e-mails,
Pensei logo nela,
Falei com ela,
É a Rafaela,
Que até hoje é a pessoa que trabalha mais diretamente comigo na minha equipa,
É tipo o meu braço direito,
E falei com ela,
E ela ficou super contente,
Foi a primeira pessoa a entrar assim diretamente para a equipa,
Portanto faz-me a gestão de conteúdos toda,
A criação dos meus gráficos no Instagram,
Edito os vídeos,
Edito os podcasts,
Imensas coisas,
Tipo quando eu quero preparar um e-book ou quero preparar um workbook para alguns dos meus cursos,
É ela que faz a formatação de tudo,
Eu só escrevo,
Depois mando para ela e ela põe tudo bonitinho,
Portanto faz essa parte toda.
Sim,
Porque assim realmente podemos focarmos naquilo que é o nosso talento e naquilo que nós vamos trazer para a empresa,
Não é?
Se eu tivesse a perder o meu tempo a editar podcasts,
Eu não estava a ter a inspiração para criar conteúdos para o podcast,
Não é?
Claro,
Exatamente.
Mas é importante percebermos depois nesta expansão,
O que é que realmente eu sou boa e o que é que eu posso delegar,
Perceber que quanto mais nós delegarmos,
Mais nós podemos crescer e ter essa confiança,
Eu acho que lá está,
É a tal confiança no universo de que estou a crescer,
Eu estou a colocar esta energia e também é uma confiança,
Não é?
Eu acho que lá está essa co-credição e manifestação de confiar que com esta ajuda vamos crescer.
Sim,
Sim,
E depois acaba por ser um processo muito giro porque de repente as ideias não são só tuas,
A outra pessoa também contribui com as suas ideias e então ainda enriquece mais aquilo que faz.
Então depois durante quase um ano fui só eu e a Rafaela e depois entretanto o Tron,
Que é a Débora,
Como assistente faz algumas tarefas mais administrativas,
Faz uma gestão de e-mails,
Gestão de newsletters também,
Portanto depois ali desde o meio de 2020 até ao mês passado éramos nós as três e agora a Débora está grávida também daqui a menos de um mês.
Sim,
Sim,
Então estas duas gravidezes,
A minha e a da Débora,
Também motivaram um bocadinho as contratações mais recentes,
Nós agora somos cinco a partir deste mês,
Exatamente,
Porque a Débora que está na parte da assistência vai estar de licença e então para substituir a Débora e também porque eu e a Rafaela na parte da criação de conteúdos temos cada vez mais conteúdos e portanto precisamos de mais ajuda,
Portanto nem sequer é só para substituir a Débora e mesmo para fazer mais tarefas para libertar mais de mim e da Rafaela,
Metemos uma segunda pessoa na parte da assistência,
Que é a Margarida que começa esta semana e depois a quinta pessoa que também entrou esta semana é uma contratação que muitas vezes eu falo que é uma coach e mentora assistente para me ajudar a dar suporte mesmo aos meus alunos porque eu também vou estar ali uns tempos de licença de maternidade e porque era uma pessoa que eu já queria trazer essa posição para o meu negócio,
Porque às vezes começo a sentir-me um bocadinho estragada com a quantidade de dúvidas dos alunos e tudo isso,
Então queria trazer esta pessoa para dar mais suporte aos meus alunos,
Dar mais sessões de mentoria em grupo e tudo isso,
Então é uma pessoa que também é coach,
Também trabalha na área do marketing,
A formação dela de base é marketing,
Então adoro,
Estou super feliz com estas contratações e é muito bom e já vi,
Estás numa fase que estás a viver a maternidade que também é toda uma transformação e estás a expandir,
Há aquele medo de agora se lá está,
Se o nosso negócio só depender de nós,
Nós pensamos agora vou ser mãe e o meu negócio vai parar e não,
Tu demonstras exatamente o oposto a tua equipa está a crescer com mais pessoas a ajudar-te e o teu negócio vai continuar,
As pessoas vão continuar a ter toda a transformação através de todos os teus serviços,
Produtos,
Porque tens essa equipa e é mesmo a inspiração que deixamos aqui para todas as pessoas que nos estão a vir,
Qualquer que seja a fase em que vocês estão,
Ou seja apenas uma ideia,
Começar,
Começar a aumentar as vendas,
Criar uma equipa,
O que quer que seja só depende de nós e bora lá pôr a nossa magia no mundo.
Obrigada minha querida,
É mesmo a inspiração ouvir-te e adorei aprender contigo e tenho a certeza que vai ajudar mesmo muitas pessoas.
Tão bom,
É um prazer estar aqui a partilhar mesmo,
Foi muito bom,
Muito bom,
Muito obrigada.
O que final queres deixar para quem está a ouvir e quer realmente colocar o seu negócio no mundo?
Se tiver assim uma inspiração final que queres deixar?
Eu costumo,
Há uma frase que eu costumo dizer que às vezes parece um bocadinho ingrata porque é quase que ok,
Mas isso é aquela coisa que toda a gente diz,
Mas dizer é começa,
Não há motivos para esperar mais,
É só,
É começar,
Mesmo sem ter a certeza sobre o que é que é.
Exatamente,
Nós às vezes temos aquela noção,
Às vezes temos aquela noção que temos que saber o caminho todo para começar a caminhar,
Mas não,
Só temos que dar o primeiro passo,
O resto depois vai surgindo,
Vai aparecendo.
Há uma frase do Steve Jobs que eu adoro que é,
Nós não podemos conectar os pontos ao olhar de trás,
Nós só,
Olhar,
Exato,
Nós só,
Quando estivermos à frente e olhamos para trás e vermos que todos os pontinhos se juntaram e na minha jornada também tem sido isso,
Quando comecei não fazia ideia que um dia estar aqui,
Simplesmente fui dando um passo de cada vez,
Portanto permitam-se começar,
Chegou o momento de espalharmos toda esta noção que temos para o mundo.
Obrigada mesmo,
Minha querida.
E eu costumo dizer também,
Eu quando comecei,
Eu nunca imaginei que um dia iria ter 5 pessoas na minha equipa,
Nunca me passou pela cabeça,
Seria uma loucura no início,
Agora faz todo o sentido.
E eu também costumo muito usar a metáfora do nevoeiro,
Muitas vezes a falta de clareza é como estarmos perdidas no meio do nevoeiro.
E quando nós estamos perdidas no meio do nevoeiro e só vemos um metro à nossa frente,
Nós só conseguimos ver mais se dermos um passo em frente,
Porque senão continuamos ali rodeadas do nevoeiro,
Mas passinho a passinho vamos conseguindo ver o passo seguinte,
Então é isso,
É começar,
Andar nos primeiros passos.
Bora lá,
Vamos começar,
Tem que ser.
Obrigada mesmo,
Minha querida,
Tudo a correr bem.
Obrigada.
A gravidez,
Com tudo e aqui diretamente do Dubai para os Estados Unidos a partilhar magia com o mundo.
Obrigada.
Obrigada,
Muito obrigada.
E obrigada a todas as pessoas que nos tiveram a ouvir,
Um grande beijinho e até ao próximo episódio.
