
PAS Podcast #30 Mindfulness para Pessoas Altamente Sensíveis
Bem-vindo a esta jornada de descoberta, onde vais aprender a honrar e viver em serenidade no corpo e na mente com o poder da Alta Sensibilidade. Neste episódio vou falar de: o que é o mindfulness; qual a diferença entre mindfulness e a meditação; quais os benefícios de viver em atenção plena; como este estado de consciência é fundamental para acalmar o corpo-mente altamente sensível; que práticas te ajudam a alcançar o estado de atenção plena e coração presente no teu dia a dia.
Transcript
Bem-vindo ao podcast do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Eu sou a Sophia Loureiro e sou a tua anfibriã na jornada de conhecimento deste traço de personalidade para aprenderes a criar uma vida mais alinhada com a tua alta sensibilidade,
Onde a harmonia,
Corpo e mente se unem num estado natural de serenidade.
Namastê e bem-vindo ao Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Neste episódio eu vou falar de um tema que é da minha predileção,
Que é o mindfulness.
Portanto,
Têm surgido algumas questões.
Ao longo destes episódios do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis eu falo muito sobre mindfulness.
Têm surgido algumas questões e por isso eu decidi dedicar este episódio ao mindfulness.
Qual é a diferença entre o mindfulness e a meditação?
Quais são os benefícios do mindfulness?
E quais é que são também,
Como é que eles nos permitem acalmar a nossa mente altamente sensível e também o nosso corpo?
Eu sou a Sophia Loureiro,
Eu sou terapeuta natural.
Sou terapeuta da lista da doutora Elaine Aron,
Que foi quem descobriu este traço de alta sensibilidade nos anos 90 e realmente guio as pessoas altamente sensíveis a acalmarem o sistema nervoso e a superarem os seus desafios do dia-a-dia através de ferramentas de saúde natural,
Exercícios mindfulness e práticas de psicologia positiva.
Vamos então mergulhar neste tema de hoje,
Que é o mindfulness.
Portanto,
No mindfulness existem infinitas definições sobre o que é que é o mindfulness.
Vocês,
Quanto mais procurarem mais definições,
Mais conceitos diferentes vão encontrar.
Por isso eu convido-vos,
Se realmente estabeleceu a vossa curiosidade,
Depois a investigarem mais sobre este tema.
E eu hoje vou tocar em alguns pontos sobre o mindfulness.
O mindfulness pode ser definido como o estado de estarmos em atenção plena,
No aqui e agora,
Sem juízo de valores,
Portanto sem julgamentos,
Com aceitação.
A aceitação aqui não quer dizer aquele aceitar de submeter-nos a uma coisa,
Mas a aceitação é sim a nossa capacidade de reconhecer a nossa experiência,
Pela qual estamos a viver no aqui e no agora.
É precisamente isso que depois vai realmente nos permitir agir em vez de reagir às situações.
Portanto,
É realmente a nossa capacidade,
O nosso estado de observar este momento presente,
Sem juízo de valores.
Este estado de atenção plena,
Há quem diga que o mindfulness é também um estado de atenção plena e coração presente,
Pode realmente ser alcançado através de uma série de práticas,
Entre elas a meditação.
Portanto,
Aqui nós já começamos a ver uma térmica de diferença entre o mindfulness e a meditação,
Embora muitas vezes vocês vão encontrar realmente que vai-se usar meditação ou mindfulness para querer dizer a mesma coisa,
Mas realmente há estas diferenças térmicas.
É que o mindfulness é um estado,
É um modo de viver em atenção plena,
Enquanto que a meditação é uma prática,
É uma atividade em que nós normalmente vamos focar a nossa atenção.
Pode ser no mantra,
Pode ser na nossa respiração,
Pode ser nas sensações do nosso corpo,
Pode ser nos nossos pensamentos,
Pode ser nas nossas emoções.
Portanto,
A meditação seria mais uma atividade ou uma prática,
Enquanto que o mindfulness seria realmente um estado de atenção plena.
E isso já pode ser uma diferença entre os dois que certos autores referem.
Porque,
Por exemplo,
O que acontece é que há pessoas que dizem que não se identificam com a meditação e não gostam de meditar,
Não gostam de se sentar para estar a meditar.
Então,
Como é que nós podemos atingir realmente esse estado de atenção plena sem ter que necessariamente,
Ao início,
Nos sentarmos para meditar,
Embora eu ache que a meditação é uma prática essencial para as pessoas altamente sensíveis,
Para equilibrar o nosso sistema nervoso altamente sensível.
Eu costumo dizer que a meditação não é uma opção,
Mas sim uma necessidade para as pessoas altamente sensíveis.
Mas aquelas pessoas que,
Ao início,
Podem não se identificar muito com práticas meditativas,
A verdade é que,
Para nós atingirmos esse estado de atenção plena no momento presente,
Nós podemos fazê-lo sem necessariamente nos sentarmos e estarmos a meditar ou estarmos com a mente focada,
Por exemplo,
Na nossa respiração,
Nas nossas sensações,
Ou seja,
O que for que eu já referi.
Porque o mindfulness pode ser,
Por exemplo,
Feito nas nossas atividades diárias.
Nós podemos estar nesse estado de atenção plena,
Por exemplo,
E desenvolver esse estado de atenção plena,
Quando estamos a lavar a loiça.
E,
Então,
Aí estamos a sentir a água fria nas mãos e tudo isso.
Por exemplo,
Podemos também desenvolver a atenção plena quando nós estamos a tomar um duro,
Ou quando nós estamos a beber o nosso café,
Ou quando nós estamos a comer em atenção plena.
Que inclui,
Por exemplo,
Nós tirarmos a comida,
Nós mastigarmos bem a comida,
Nós sentirmos o sabor da comida.
Aí até pode-se lançar um desafio a vocês cozinharem um prato e depois dividirem em metade.
E uma metade vocês comem como comem habitualmente.
Se calhar com pressa,
Se calhar a olhar para a televisão,
Se calhar a ler,
Se calhar a fazer outras coisas enquanto estão a comer.
E a outra metade do prato vocês vão fazer em atenção plena.
O que implica olhar para a comida,
Para o prato que vocês prepararam,
Implica levar lentamente a comida à boca,
Até podemos comer com a mão esquerda de modo a forçar o cérebro a focar-se no que está a fazer,
A sentirmos o sabor da comida da nossa boca,
O cheiro,
Tudo isto.
E vocês vão ver a diferença que é entre comerem em atenção plena,
Ou seja,
Em mindfulness,
E comerem com a mente completamente distraída.
Aliás,
Até se diz que,
Por exemplo,
Realmente nós comermos distraídos e tudo isso até pode levar à obesidade,
Porque nem sequer estamos a reparar na quantidade de comida que estamos a ingerir.
Enquanto que se nós estivermos a comer em atenção plena já é completamente diferente,
Como se ficássemos saciados mais rapidamente,
Porque também depois sentimos a sensação do nosso estômago em plenitude,
Tudo isto.
Portanto,
Novamente,
Comer.
Nós podemos aplicar a nossa atenção plena ao ato de comer.
Ou,
Por exemplo,
Comunicação mindfulness,
Que é dizer que quando nós estamos a falar com alguém,
Estamos realmente presentes.
Quantas vezes é que vos aconteceu,
Se vocês estão a falar com alguém por telefone,
Estão ao mesmo tempo a fazer o multitasking,
Ou seja,
Várias tarefas ao mesmo tempo e realmente não o estão a ouvir.
Em atenção plena,
Em coração presente,
A pessoa do outro lado.
E às vezes já tem um amigo nosso que precisa da nossa atenção e nós ao mesmo tempo estamos a responder a e-mails e tudo isto.
Portanto,
Isto não é estar em intenção plena,
Mas se nós fizermos de ouvir em intenção plena e mindfulness,
Comunicar em intenção plena e mindfulness,
Também começamos-nos a abrir para os outros com uma compaixão completamente diferente.
Por exemplo,
Caminhar em mindfulness.
Caminhar em mindfulness implica nós estarmos atentos,
Por exemplo,
Aos sons da natureza,
Aos passarinhos,
Olhar um pôr do sol,
A ver as diferenças das sombras e das luzes,
Por exemplo,
O que o sol faz nas árvores,
Observar as flores no caminho.
Por exemplo,
Quando o mestre Zen lhe perguntaram porquê ele fazia mindfulness,
Ele respondeu que era para reparar nas pequenas flores no caminho do templo.
Portanto,
Tudo isto não implica,
Então,
Nós obrigatoriamente nos sentarmos e meditarmos.
Nós podemos fazer o mindfulness,
Este estar a atenção plena nas nossas atividades diárias.
Isto é uma grande vantagem para aquelas pessoas que não se identificam tanto com realmente estar ao início sentados e estar concentrados,
Focados na respiração,
Na chama de uma vela,
No mantra,
Nas sensações no corpo,
Nas emoções,
Seja o que for.
Portanto,
Nós podemos praticar mindfulness,
Ou seja,
Atingir este estado de atenção plena,
Através de realmente termos a intenção de reparar no que estamos a fazer,
De ter atenção à experiência que nós estamos a viver.
Então,
Certas características do mindfulness,
De atingirmos este estado de consciência plena,
É,
Por exemplo,
Nós estabelecermos a intenção de abrandar,
No nosso dia-a-dia.
É,
Por exemplo,
Nós estabelecermos a intenção de prestar atenção ao que nós estamos a fazer.
É,
Por exemplo,
Também,
Isto é uma coisa muito característica do mindfulness,
É não fazer juízo de valores,
Quer para connosco,
Para o que nós estamos a sentir,
Quer,
Por exemplo,
Para o mundo externo,
Em que nós somos muito críticos connosco,
E depois muitas vezes críticos com os outros.
É,
Digamos,
Uma das características do mindfulness,
Neste estado de estar a atenção plena,
Sem fazer juízo de valores.
Outra característica do mindfulness,
É realmente nós estarmos envolvidos na experiência que estamos a viver.
E outra muito interessante é a curiosidade.
Até se costuma dizer que é começarmos a olhar para a vida pelos olhos de uma criança.
Ou seja,
Quando olhamos para algo,
Olharmos com aquela curiosidade,
Como se fôssemos a primeira vez que estivéssemos a ver aquilo,
Ou a comer aquela comida,
Ou a sentir aquele cheiro.
Com curiosidade,
De modo a realmente termos todos os nossos sentidos abertos e estarmos presentes no aqui e no agora,
E não ter a mente sempre a divagar,
Ou no passado e a sentir-se triste,
Ou seja,
Ou que for por coisas do passado,
Ou preocupado e ansioso por algo que está no futuro.
Portanto,
Quais são as vantagens de desenvolvermos este estado de atenção plena e de coração presente?
A verdade é que todos os estudos indicam que,
Realmente,
Estarmos num estado de atenção plena,
Juntamente,
Por exemplo,
A práticas de psicologia positiva,
Que também tenho falado ao longo destes episódios,
Por exemplo,
A gratidão é uma prática de psicologia positiva,
Saborear o momento é uma prática de psicologia positiva.
Portanto,
Estas duas ferramentas são tão eficientes para tratar a depressão e a ansiedade quanto a medicação.
Isto é o que os estudos indicam.
E sem os efeitos fundais da medicação.
Claro que aqui fica a chamada de atenção,
Que se uma pessoa já está a tomar medicação,
Quer seja para a ansiedade,
Quer seja para a depressão,
Não pode deixar de tomá-la de um dia para o outro.
Isto tem de ser feito com uma desprogramação,
Porque o nosso cérebro já está habituado a funcionar dessa forma,
Com essa ajuda artificial,
E depois precisa de tempo de modo a voltar a funcionar de forma natural.
Se estamos a tomar medicação,
Não podemos deixar de tomá-la de um dia para o outro.
Mas podemos sim começar a integrar na nossa vida práticas de mindfulness,
Quer seja meditação,
Quer seja termos um foco na respiração,
Em mantras,
Seja o que for,
Quer,
Por exemplo,
Começar realmente a prestar atenção às atividades que nós fazemos no dia a dia.
Eu já lancei aqui,
Por exemplo,
O desafio em vários episódios,
Nós começarmos a beber o café ou o chá em atenção plena,
O cheiro,
Tudo isso.
O que é que isto vai fazer,
Então,
Ao nível da nossa mente?
Esta capacidade de estar no momento presente vai realmente ligar e integrar partes do nosso cérebro que muitas vezes não estão integradas quando nós vivemos constantemente,
Por exemplo,
Num stress crónico ou em ansiedade,
Ou seja o que for.
Portanto,
Quando nós começamos a viver nesse estado de atenção plena,
O que acontece é que nós começamos,
Então,
A integrar mais o nosso cérebro,
O nosso córtex pré-frontal,
Que é capaz de regular a resposta emocional,
Começa,
Então,
A estar mais integrado com o sistema límbico e permite-nos acalmar a nossa mente,
E não só acalmar a nossa mente,
Como o nosso corpo.
Por exemplo,
As pessoas altamente sensíveis têm este processamento profundo de todos os estímulos que pode levar realmente ao chamado over-thinking,
Pensar demais,
Entrarmos em ruminação,
Estar constantemente,
Ou até pensamentos catastróficos,
Ou seja,
Pensar sempre o pior cenário que pode acontecer,
Ou ficarmos fixados em pensamentos negativos.
Enquanto que realmente,
Se vivermos num estado de atenção plena,
Estivermos concentrados naquilo que nos está a acontecer no momento presente,
Nós começamos a desenvolver a capacidade de estarmos enraizados.
Está bem?
Estar aqui e de regular,
Então,
Essa reatividade emocional.
Por exemplo,
Se vocês pensarem em momentos na vossa vida em que sentiram plenitude ou uma alegria profunda,
Vocês hão de reparar que todos esses momentos têm uma coisa em comum.
Vocês estavam em atenção plena.
Quer seja que foi um pôr do sol,
Quer seja o sorriso de uma criança,
Quer seja uma festa no nosso animal de estimação.
Esses momentos,
Revejam lá e depois podem escrever nos comentários ou podem escrever no vosso diário,
Ou seja,
O que for,
Rever quais é que são aqueles momentos em que vocês se sentiram profundamente vivos.
E vocês vão reparar que eram momentos em que estavam em atenção plena.
Então,
Sinais que realmente nos dizem que nós não estamos a viver em atenção plena,
É,
Por exemplo,
Nós estarmos constantemente distraídos.
Ou seja,
Não conseguirmos estar,
Por exemplo,
Em silêncio.
Temos que ter sempre a música a tocar,
Temos que estar sempre a ouvir alguma coisa.
É,
Por exemplo,
Nós pararmos e imediatamente o que é que vai acontecer?
Agarramos nos smartphones e vamos às redes sociais.
É aquela incapacidade de estarmos parados.
E é por causa disso que às vezes um pequeno evento pode nos levar à ansiedade,
Porque nós não repararmos antes que,
Por exemplo,
Essa situação,
Essa pessoa,
Esse lugar,
Por exemplo,
Contraiu-nos o peito ou a barriga,
Ou não sei o quê,
Todos aqueles sinais que nós podemos ter entrado em resposta de stress e que nós não vamos regular,
Porque nem sequer estamos conectados na intenção plena com o que nos está a acontecer.
Portanto,
Nós estarmos constantemente à procura de distração.
A incapacidade de estarmos em silêncio no momento presente é um dos grandes sinais que não estamos a viver em coração presente e atenção plena.
Pode ser atingido através de práticas meditativas,
Como pode ser nós fazermos um esforço intencional ao longo do dia,
Quando estamos sempre a correr e naquela rotina,
Abrandar,
Parar,
Ver o que é que estamos a fazer,
Cheirar o que estamos a comer,
Sentir nudos,
A água a correr.
Portanto,
Esta clara intenção de abrandar e de estarmos no momento presente.
Isto é muito importante para a nossa mente altamente sensível.
Portanto,
O mindfulness é realmente um ato de amor,
Um estado de amor para connosco e para com a vida.
E termino este episódio com uma citação do professor Júlio Machado Vaz,
Que diz Amar os outros não significa deixar-nos amar.
E,
Definitivamente,
Nós temos a intenção de viver em atenção plena,
Em mindfulness.
É um grande ato de amor para connosco próprios.
Muito obrigada pela tua atenção plena e pelo teu coração presente e até ao próximo episódio de Um Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Um grande Namastê.
Bem-vindo ao podcast do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Eu sou a Sofia Loureiro e sou a tua anfitriã na jornada de conhecimento deste traço de personalidade para aprenderes a criar uma vida mais alinhada com a tua alta sensibilidade,
Onde a harmonia corpo-mente se unem em um estado natural de serenidade.
4.8 (54)
Recent Reviews
Luz
December 28, 2021
Finalmente consegui perceber que afinal isto não é nunhuma "anormalidade " e que a ansiedade pode ser controlada. Muito grata pelas explicações e exemplos.😍❤🙏.
Cláudia
September 14, 2021
Fantástico! Extremamente importante viver em atenção plena. Até parece fácil, só que andamos sempre de um lado para o outro. Nem damos conta da importância!
Isabel
August 14, 2021
Gratidão pela partilha. 🙏
