
A Paz Pede Coragem
by Isa Lima
Minutos de Paz é um podcast que fala sobre a filosofia ética do yoga, seus conceitos e assuntos relacionados. Neste episódio, entenda por que o medo é a raiz de comportamentos violentos e como podemos cultivar a paz a partir de nossos atos de coragem.
Transcrição
NamastĂŞ!
Sejam muito bem-vindos e bem-vindas ao 10 minutos de paz aqui na Tântrica.
Eu sou a Isa e hoje a gente vai falar sobre coragem.
A paz sĂł pede coragem.
A gente vai iniciar um estudo sobre a rinça,
Um dos pilares da filosofia ética e prática do yoga.
A não violência ou a rinça é muito sutil e permeia todas as nossas ações.
Ela Ă© a base da filosofia do yoga.
Ela começa dentro de paz,
Quando nos permitimos ouvir as nossas reais necessidades,
O corpo e o coração,
Para aprendermos a nos amar completamente.
Hoje a gente vive uma busca frenética por segurança.
Esse Ă© inclusive o motivo de conflitos entre paĂses que agarram seus recursos,
Que vivem por si mesmos.
Diariamente nós vemos nos noticiários relatos de conflitos por recursos.
Quando pensamos em paz mundial,
Inclusive,
A gente pensa num mundo sem fome,
Onde a gente tem o mĂnimo para viver.
NĂŁo o luxo,
Mas o mĂnimo.
E vemos todos os dias nos rostos das pessoas o desespero de estar numa corrida contra o tempo,
Para ter o mĂnimo para viver.
Essa corrida desenfreada e manĂaca pelos recursos,
De forma tĂŁo individualista,
Ela Ă© em si violenta ao planeta e Ă s pessoas que participam dela.
Isso Ă© o medo de ficar sem,
É o medo de passar necessidade.
Isso leva a um consumo voraz,
Sem moderação,
Por prazer e por violação individual.
A violĂŞncia tem raiz no medo e para lidar com medo Ă© preciso cultivar coragem.
A palavra coragem significa agir com o coração,
Age e clore.
Precisamos distinguir primeiro,
EntĂŁo,
Se o nosso medo Ă© relacionado Ă nossa sobrevivĂŞncia,
Ao nosso instinto.
Esse medo é um medo benéfico,
É o nosso alerta.
É como um antĂlope que percebe de longe a aproximação do leĂŁo,
EntĂŁo ele precisa se defender.
Mas o medo que a gente está falando,
Esse que Ă© a raiz de comportamentos violentos,
É o medo que a gente sente de uma nova experiência,
De mudanças,
De perder algo que nos estabiliza,
Que nos dá segurança,
Algo de que a gente depende.
Quando a gente alimenta esse sentimento,
Ou a gente nĂŁo olha para ele para poder buscar formas de lidar com isso,
Isso pode se tornar um pilar de sofrimento,
Porque a gente nĂŁo aceita que isso pode ser diferente,
Ou que pode trazer determinados nĂveis de desafio.
Então quando a gente olha para os nossos medos e encaramos as transformações que eles podem trazer,
A gente pacifica o nosso pensamento sobre isso.
Estamos deixando a vida fluir na sua naturalidade.
Quando ficamos com medo,
A saĂda mais simples Ă© fugir.
Mas e se fizermos desse contato um lugar de aprendizado?
É como a gente decidir mudar para outro lugar e se permitir aprender e crescer com a sua mudança,
Permitir conhecer esse novo lugar e se desafiar.
É como receber um convite para pular de paraquedas e ao invés de achar que tudo vai dar errado,
Imaginar que vai ser divertido.
É como a gente decide se aventurar a novas carreiras profissionais também,
Quando a gente não está realizado com o que a gente faz.
Um dos convites de Arrimsa Ă© que a gente encontre a nossa coragem para lidar com os momentos difĂceis,
Com as nossas dores,
Os nossos medos,
Onde geralmente a gente vai criar algo no violĂŞncia,
Em nĂłs,
Nos outros e no planeta.
A prática da semana é que você experimente fazer algo que você não faria com medo,
Alguma aventura,
Um hobby que vocĂŞ diz ser absurdo,
Mas que no fundo teve aquela vontade de tentar,
Ou aquele corte de cabelo dos sonhos,
Ou a tatuagem que vocĂŞ sĂł faria se tivesse coragem.
A ideia aqui Ă© que vocĂŞ diferencie o medo que protege a sua vida daquele que te impede de crescer,
De ser quem vocĂŞ Ă©,
De ter novas experiĂŞncias.
E Ă© entĂŁo trabalhando a nossa coragem que a gente vai lidar com os nossos medos,
Evitando comportamentos violentos.
NamastĂŞ,
Muito obrigada pela sua companhia.
Nos vemos na prĂłxima.
Um beijo.
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