
Meditação - Acolhendo As Emoções Completamente e Totalmente
by Willy Mona
Esta á ume meditação extremamente profunda para acolher as emoções e sentimentos completamente. É uma meditação longa para fazer efeito nas profundezas de nosso Ser. Agradeço por estar aqui. Obrigado!
Transcrição
Olá,
Seja bem-vindo a esta Yoga Meditation onde o propósito é dissolvermos os resquícios do ego e das crenças na solidez da matéria que estão enraizados neste corpo e mente.
Então sente-se,
Deite-se,
Fique numa posição que seja confortável para você não dormir e aproveite esta jornada.
Se você perceber que a sua mente está se afastando de seu lar,
Não apenas do lar no coração da consciência,
No fundo de toda a experiência,
Mas do seu lar no meio de toda a experiência.
Então pergunte a si mesmo para onde a minha mente está indo e por que?
A mente está se perguntando por que você está deixando a sua experiência atual e direta e buscando no tempo uma alternativa?
Não precisa responder,
Apenas permita que a mente se pergunte.
E veja,
A mente está apenas buscando deixar a sua experiência atual porque acha algo intolerável sobre a sua experiência atual e,
Portanto,
Está buscando acabar com esse sentimento desconfortável buscando algo no tempo.
A mente pode não saber exatamente o que ela está buscando.
A mente estará apenas vagando no passado ou no futuro,
Procurando por algo que alivie o que quer que apareça intolerável ou agradável sobre a situação atual.
Então entre em contato com o impulso no nível do sentimento,
O sentimento ou a sensação desconfortável que é o impulso para o desejo da mente de evitar o sentimento ou a sensação e buscar algo no tempo.
Tente sentir o sentimento desconfortável se for uma emoção ou a sensação se for uma dor física e que a mente está evitando.
Tente sentir o sentimento desconfortável ou a emoção.
Por exemplo,
O som de crianças não é algo desconfortável ou intolerável e,
Portanto,
Não desencadeia uma fuga dessa experiência,
Não nos obriga a buscar no tempo por algo que parece não estar presente.
Mas um sentimento de tédio,
Por exemplo,
É algo intolerável.
Pode ser um sentimento relativamente brando,
Mas apenas o sentimento de tédio é o suficiente para desencadear a mente a embarcar em uma jornada para longe da experiência atual em relação ao tempo,
Ao passado ou ao futuro.
Tudo o que ele está buscando no passado no futuro é um objeto que o destraia do desconforto,
Do tédio e,
Portanto,
Parece acabar com o tédio.
A aquisição de tal objeto,
Ou mesmo a atividade de procurá-lo,
Não acaba com o tédio,
Ele simplesmente o mascara.
Assim que o objeto ou atividade desaparece,
O tédio simplesmente ressurgirá.
Não discipline a mente.
Estamos apenas entrando em contato com o impulso do sentimento para o passado ou por baixo de grande parte da atividade da mente.
O sentimento pode ser um pouco mais intenso do que simplesmente tédio.
Pode ser uma tristeza,
Um pesar,
Uma vergonha ou uma carência.
Todos esses sentimentos são desconfortáveis ou intoleráveis em vários graus.
Para escapar do desconforto desses sentimentos,
A mente gera pensamentos que vagam para um país distante,
Vagam para longe da experiência atual em direção ao tempo,
Procurando um objeto que acabará com o desconforto do sentimento.
Mesmo que a mente não encontre um objeto,
Apenas a atividade da busca é o suficiente para mascarar o desconforto do sentimento.
Então,
Quando a mente se pergunta o que você está buscando e por quê?
Quando ela encontra a sua própria atividade de busca com esta pergunta,
Uma mente honesta e verdadeira e sincera responderá.
Eu estou buscando evitar o desconforto de sentimentos ou sensações dolorosas.
Eu estou buscando um objeto,
Uma substância,
Um estado de espírito ou um relacionamento que trará fim a esse desconforto.
Confronte a mente com um claro entendimento de que a atividade de busca ou a aquisição de um objeto não traz o desconforto do sentimento ao fim.
Ela simplesmente mascara esses sentimentos.
Assim que o objeto,
A substância,
O relacionamento adquirido chega ao fim ou desaparece,
O sentimento desconfortável simplesmente ressurge.
A vida da maioria das pessoas é dominada pelo único desejo de evitar o desconforto desses sentimentos insuportáveis.
Muitas vezes esses sentimentos são estabelecidos no início da vida e esse padrão de sentir,
Evitar,
Buscar,
Adquirir,
Substituir,
Preencher,
Brevemente sentir novamente,
Evitar,
Buscar e adquirir é um padrão que domina a vida da maioria das pessoas.
É o ciclo do vício pontuado por momentos de liberação temporária que domina quase todas as pessoas,
Ou devo dizer,
Domina quase todas as mentes.
É claro que esse ciclo de sentir,
Evitar,
Buscar e liberação temporária que é a base de todo o vício,
Sejam nossos vícios a objetos e substâncias ou se são mais sutis como o vício em pensar.
Então agora entre em contato com o que quer que esteja na sua experiência agora,
Seja desagradável ou intolerável,
Seja um sentimento ou uma sensação,
Se for um sentimento,
Será uma emoção,
Se for uma sensação,
Será uma dor física.
Em vez de evitar esse sentimento ou sensação,
Faça o oposto,
Vá em direção a ele ou convide-o a se aproximar de você,
Mais perto de você.
Não estou falando de uma imagem ou lembrança de uma situação em sua vida que seja difícil,
Estou falando sobre a sua experiência atual agora de um sentimento ou uma sensação que seja desagradável.
Vire-se para ele e comece a atraí-lo para perto.
Este não é um evento único,
Mas é gradual.
Gradualmente você atrai o sentimento ou a sensação para mais perto de você.
Você está caminhando para o fogo do sentimento.
À medida que a distância entre você e o sentimento diminui,
À medida que o sentimento se aproxima cada vez mais,
Continue-se perguntando eu posso conviver com esse sentimento para sempre?
Essa pergunta irá expor aquela parte da sua experiência atual que é intolerável ou desagradável.
Vá para aquela parte da experiência atual que é intolerável ou desagradável e aproxima.
Seja muito sensível à sua experiência.
Alguns sentimentos não parecem desagradáveis a princípio.
Pesar,
Tristeza,
Perda,
Vergonha são obviamente desagradáveis.
Mas pegue,
Por exemplo,
A experiência do desejo.
O desejo é,
Por definição,
O desejo por algo que não está presente.
Em outras palavras,
O desejo é uma rejeição sutil da experiência atual.
Então,
Embora o desejo possa não ser registrado como um sentimento desconfortável,
Seja muito sensível a ele.
Ele é baseado no sentimento de que algo está faltando.
Mas não discipline o seu desejo.
Não diga eu não deveria estar sentindo isso.
Pelo contrário,
Faça o oposto.
Sinta a energia do desejo,
A sensação de falta que está contida no desejo,
Independentemente do que o desejo seja.
Pode ser um desejo sexual,
Ou um desejo por um objeto,
Um estado de espírito.
Qualquer desejo,
Traga-o para perto.
Seja sensível à sensação de falta.
A sensação de que eu preciso de algo para me realizar.
No coração desse desejo,
Traga esse sentimento para perto.
Esta não é a abordagem védica,
Onde descobrimos nossa verdadeira natureza no fundo da experiência.
É a abordagem tântrica,
Na qual a realidade é encontrada no meio da experiência.
Essa abordagem foi muito mais desenvolvida no Oriente do que no Ocidente,
Devido à natureza repressiva da religião cristã.
Mas encontrou seu caminho em nosso folclore e histórias.
Lembre-se da história da princesa que teve que beijar o sapo antes que ele se transformasse no belo príncipe.
Ela teve que beijar primeiro o que era mais ser possível para ela.
Ela teve que chegar perto daquilo que ela mais temia profundamente.
Lembre-se de Abela e a Fera.
Abela estava vivendo com a Fera,
E todos os dias ele a pedia em casamento.
E todos os dias ela dizia não.
Todas as noites ela sonhava com um príncipe que lhe encantava.
Por que você continua dizendo não para mim?
Mas ela não percebeu que o príncipe era a Fera.
Ela estava convencida de que a Fera estava mantendo um príncipe trancado em algum lugar em seu castelo.
E foi somente quando ela deixou o castelo da Fera e voltou para a casa de sua irmã,
E ficou longe por mais tempo do que havia combinado com a Fera,
Que ela olhou no espelho que ele lhe deu.
E ela viu a besta de coração partido em seu castelo,
Meio morto de tristeza por estar separado dela.
Então ela retornou a besta,
A Fera,
E sentiu compaixão e amor por ele.
Quando ela se curvou sobre ele para cuidar dele,
Uma de suas lágrimas caiu sobre ele,
E ele foi imediatamente transformado em príncipe.
Ela chegou perto daquilo que ela passou tantos anos evitando.
Então agora,
Traga o sentimento tão perto que você não pode mais se afastar dele e dar a ele um nome,
E muito menos uma causa.
É apenas uma intensidade de sentimento sem nome.
Em outras palavras,
Beije o sapo.
Pegue o sentimento insuportável em suas mãos.
Acarecia.
Se não houver sentimentos presentes,
Faça a mesma coisa com a sensação atual,
Seja ela dolorosa ou neutra.
Pergunte a si mesmo o sentimento ou a sensação que o pensamento usou para rotular a tristeza,
O pesar,
A solidão,
A carência,
A vergonha.
Ou se for uma sensação,
A sensação que o pensamento usou para rotular a dor.
É insuportável?
É mesmo desagradável?
Se houver um traço de desagradável nele,
Significa que ainda não trouxemos completamente para perto.
Então vá para aquela parte do sentimento que ainda parece ser desagradável.
Traga-o para mais perto.
Funda-se com ele mais intimamente.
Pergunte a si mesmo,
Se eu fosse nomear esse sentimento,
Que nome eu daria?
Mas,
Só é possível dar um nome a algo se ele estiver distante de nós.
Só podemos nomear um objeto,
E para nomear esse objeto temos que nos posicionar como um sujeito separado.
Se você pode dar um nome ao seu sentimento atual,
Significa que você ainda não o aproximou totalmente e completamente.
Se ele ainda parece ser tristeza,
Significa que você está se afastando dele como um eu separado.
Se aproxime do sentimento.
Da mesma forma que você não consegue ver o seu olho,
Porque não há distância entre ele e ele mesmo,
Portanto ele não pode se ver como um olho.
A única razão pelo qual podemos nomear nossos sentimentos como tristeza,
Vergonha,
Solidão,
É porque estamos nos afastando deles como um eu separado.
Não é o sentimento que é intolerável,
É a distância entre nós e esse sentimento que é desconfortável.
O eu separado,
O ego,
É essa distância.
O eu separado tenta aumentar a distância entre si e os sentimentos desconfortáveis,
Afastando-se deles,
Indo em direção aos objetos.
Mas a verdadeira resolução dos sentimentos é fazer exatamente o oposto,
É diminuir a distância,
Trazer o sentimento cada vez mais perto,
Até que como o olho que não consegue se ver,
Não possamos mais nomear esse sentimento.
Nós não temos mais ideia do que seja a tristeza,
O pesar ou a solidão.
É apenas uma intensidade neutra e inominável.
Você só consegue definir algo que está distante de você,
Mas se a proposta que ia se aproximar completamente,
Você não irá conseguir definir esses sentimentos.
Eles serão apenas vibrações neutras e inomináveis.
Continue se perguntando de vez em quando há algo desagradável na minha experiência atual.
Veja que o desagradável não está na experiência em si,
Está na nossa resistência a ela.
Essa resistência é o eu separado,
A distância entre eu e a experiência.
E essa distância cria o relacionamento entre o sujeito e o objeto.
Então se houver apenas um toque de algo desagradável em sua experiência atual,
Coloque esse algo desagradável sobre o microscópio,
Traga-o para mais perto.
Não pense apenas nisso,
Sinta-o,
Pegue o desagradável em suas mãos,
Acaricie-o,
Beije-o,
Abra-se totalmente a ele,
Até que você possa dizer com total honestidade eu posso viver com você para sempre.
Seja sensível ao menor impulso de evitar a sua experiência atual,
De deixar o agora.
O tempo é criado pelo impulso de evitar a nossa experiência atual e substituí-la por algo que parece não estar presente.
Com esse impulso,
Um futuro aparente no qual a felicidade pode ser alcançada é criado.
Por muito tempo fomos condicionados a acreditar que a felicidade pode ser encontrada evitando sentimentos desconfortáveis por meio da aquisição de objetos,
Substâncias,
Relacionamentos e assim por diante.
É exatamente o oposto.
A felicidade,
A paz ou o amor que buscamos estão ocultos no próprio cerne da experiência.
É a nossa rejeição de sentimentos desconfortáveis que faz com que a felicidade que está no cerne da experiência pareça estar faltando.
É a rejeição e não o sentimento em si.
É a aparente insuportabilidade do sentimento que oculta a felicidade,
Que não apenas está em seu cerne,
Mas é de fato a matéria da qual todos os sentimentos são feitos.
A perda de um ente querido é feita do amor pelo qual ansiamos.
Faça a si mesmo a pergunta,
Existe alguma distância entre mim e minha experiência?
Se houver alguma distância,
Essa distância é o eu separado.
E essa distância é o nosso sofrimento.
Só é possível saber o que é a experiência quando ela é vista de fora por um observador.
De dentro não é possível saber o que é qualquer coisa.
A experiência do amor é o colapso da distância imaginar entre nós mesmos e a nossa experiência.
Todos nós sabemos disso em relacionamentos.
A experiência do amor é a experiência da ausência de distância entre nós mesmos e o outro.
A felicidade não é um sentimento agradável,
É a ausência de distância entre nós mesmos e os sentimentos.
Por que sensações desagradáveis nos deixam infelizes e sensações agradáveis nos deixam felizes?
A única razão é que com uma sensação desagradável somos motivados a nos afastar dela,
Enquanto com uma sensação agradável somos atraídos por ela e não nos afastamos.
Em outras palavras,
Em uma sensação agradável há uma fusão de nós mesmos com a sensação,
Há uma dissolução entre o eu e a sensação.
Então não é a sensação que causa a felicidade,
É a ausência de distância entre nós mesmos e a sensação.
É a dissolução do eu separado que dá origem à felicidade e não a aquisição da sensação.
É por isso que a palavra francesa para orgasmo é petit mort,
Que significa uma pequena morte.
Não é a sensação que traz felicidade,
É que naquele momento a distância entre nós e o objeto entra em colapso,
Há uma pequena morte do eu separado e quando o eu separado desaparece,
A matéria do qual a sensação é feita,
A própria felicidade,
Ela brilha.
É a ausência do eu que revela a felicidade sempre presente e presente,
A substância de todos os sentimentos.
Exatamente o mesmo é verdade para nossas percepções.
A experiência da beleza não tem nada a ver com o objeto ou percepção em particular.
É o colapso da distinção ou da distância entre o objeto e o eu.
Alguns objetos têm o poder de nos aproximar deles,
Uma caminhada na natureza,
Uma peça musical,
Porém resistimos a outras percepções e portanto elas nos tornam infelizes.
Nós as chamamos de feias,
A beleza não está no objeto.
A experiência da beleza é a ausência de distância entre nós e o objeto.
A experiência de feiura não está no objeto,
É a distância entre nós e o objeto causada por essa rejeição.
O amor é,
Para o relacionamento,
O que a felicidade é para os sentimentos e o que a beleza é para a percepção,
A realidade da qual toda experiência é feita.
A beleza não é uma propriedade dos objetos,
A felicidade não é uma propriedade dos objetos,
Dos sentimentos.
O amor não é uma propriedade dos relacionamentos.
Beleza,
Felicidade e amor,
Esses são apenas os nomes comuns para a mesma realidade,
A matéria da qual toda experiência é feita.
É a separação de nós mesmos,
De nossa experiência,
Que faz com que a beleza,
A felicidade e o amor pareçam estar faltando.
E é por isso que o eu separado está sempre em busca de beleza,
Felicidade ou amor.
O eu separado nunca consegue encontrar o que está buscando,
Porque a sua própria atividade vela,
Esconde aquilo pelo qual está buscando.
Na verdade,
O eu separado não é uma entidade,
Ele é a atividade de buscar.
Volte para os seus sentimentos e percepções.
Existe o menor impulso em você para se afastar do sentimento ou da sensação ou percepção atual.
Veja o que acontece com o pensamento quando não há o menor impulso para se afastar do sentimento ou sensação ou percepção atual.
O eu separado não é uma entidade,
Ele é uma atividade.
Permita que essa atividade de busca,
De fuga,
Venha lentamente,
Sem esforço e naturalmente para descansar nessa situação desinteressada da experiência.
Observe que não tocamos em nossa experiência,
Não a manipulamos ou disciplinamos de forma alguma.
A disciplina da experiência é a atividade do ego,
O controle da experiência é a atividade do ego,
A manipulação da experiência é a atividade do ego.
Estamos vendo o coração da experiência e não tentando mudá-la ou manipulá-la.
O que buscamos,
O que ansiamos,
Vive no coração de toda a experiência e nunca pode ser encontrado evitando a experiência.
O ego vive na obscuridade.
Se trouxermos a experiência para perto e entrarmos nela profundamente e intimamente,
Nunca encontraremos um eu separado.
O eu separado simplesmente perpetua a sua existência ilusória,
Buscando a felicidade em objetos.
A atividade dessa busca é feita da matéria pela qual está em busca.
Existe o menor impulso para deixar o agora e se não houver impulso para onde o pensamento pode ir,
O único lugar onde o pensamento não pode ficar é o agora.
Eu sou.
Gratidão.
Conheça seu professor
4.9 (8)
Avaliações Recentes
More from Willy Mona
Meditações Relacionadas
Professores Relacionados
Trusted by people. It's free.

Get the app
