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Imaginação Consciente Para Experienciar Aceitação

by Cíntia Thurler

Tipo
Atividade
Meditação
Indicado para
Todos
Plays
2

A imaginação ativa, consciente, é um recurso valioso na nossa regulação interna e na prática de mindfulness, confere leveza e simplicidade à nossa experiência. O convite desta prática é usarmos a imaginação para experienciarmos a aceitação do momento presente tal como ele se apresenta, do jeito que é. Uma oportunidade de ampliar a nossa perspectiva para diferentes possibilidades de notar a nossa presença.

Transcrição

A imaginação ativa,

Consciente,

É um recurso valioso na nossa regulação interna e na prática de mindfulness ela confere leveza e simplicidade à nossa experiência.

O convite dessa prática é de usarmos justamente a imaginação para experienciarmos a aceitação desse momento do jeito que ele se apresenta,

Assim como ele é,

Ou pelo menos notarmos como essa possibilidade chega até nós.

E assim,

Eu te convido a fazer uma respiração mais profunda,

Mais ampla,

Para marcar o início dessa prática.

Com essa respiração a gente aproveita para trazer a nossa atenção para o nosso corpo e ajustar a nossa estrutura para que ela fique estável,

Para que a gente se sinta seguro,

Com os pés no chão.

A gente ajusta os apoios do corpo na posição que a gente estiver.

Eu estou sentada,

Então eu vou ajustando o meu quadril e as pernas para que eles fiquem com o máximo de contato possível.

Sentindo o encaixe do quadril com a coluna,

Eu vou alongando a coluna vértebra por vértebra,

Como se um fiozinho me puxasse lá para cima,

Pelo topo da cabeça.

Respirando,

Eu vejo se é possível suavizar qualquer tensão que exista nos ombros,

Soltar as mãos.

Respirando,

Eu ajusto a cabeça.

Vejo se é possível também suavizar o maxilar,

Esse vezinho que fica entre as sobrancelhas.

Respirando,

A gente fecha os olhos,

Ou pelo menos relaxa o olhar.

Por alguns momentos,

A gente se sente preenchido dessa presença no corpo,

Notando as sensações físicas que estão presentes,

A respiração,

O fluxo sanguíneo,

O coração batendo.

A gente não quer encontrar nada específico,

A gente só quer se permitir sentir o que for possível.

Pontos de desconforto,

Pontos de conforto,

E sentindo o nosso corpo,

A gente se permite também ajustar para que fique o mais confortável possível,

Sabendo que ao longo de toda a prática,

Esses ajustes são bem-vindos.

E notando esse corpo que respira,

A gente conduz a nossa atenção para a nossa tela mental,

Ativando a nossa imaginação,

Nos convidando a ver uma imagem em ação na nossa mente.

Nessa imagem,

Nós nos vemos da mesma forma como nos sentimos.

Só que é possível ver e sentir,

Acima do topo da nossa cabeça,

Uma gota de um líquido bem.

.

.

Um líquido denso,

Como se fosse oleoso,

Um líquido que tem um brilho próprio.

Aquela beleza quando a gente observa uma luz que bate num líquido que tem brilho,

É assim que ela se apresenta.

E essa gota,

Ela tem uma função bem específica,

Que é de aceitação.

Onde ela toca,

Onde esse líquido toca,

Existe uma aceitação apesar de.

.

.

E com uma respiração,

A gente se permite sentir,

A partir desse momento,

Esse líquido descer a partir do topo da nossa cabeça e lentamente preencher o nosso corpo.

Assim que ele toca o topo da nossa cabeça,

A gente nota essa sensação de aceitação,

Pura e simplesmente.

Que vai descendo pela nossa cabeça,

Pela testa,

Pelo couro cabeludo,

Os olhos,

O nariz,

A boca,

A língua,

Os dentes.

A gente sente essa aceitação ao toque da pele,

No pescoço.

Esse líquido vai promovendo essa sensação,

Apesar da nossa vontade,

A gente não precisa querer aceitar.

Ele só aceita.

O pescoço,

A garganta,

A traqueia,

A nuca.

A gente vai sentindo o líquido escorrer pelos nossos ombros,

Chegando aos nossos braços,

Ao cotovelo,

Envolvendo a nossa pele,

O antebraço,

As mãos,

As unhas.

E a gente nota também que,

A partir do ombro,

Ele desce,

Escorre,

Tanto para a parte de trás das costas,

Quanto para a parte da frente do corpo.

O peito,

A parte superior das costas,

A coluna,

A caixa torácica,

Os pulmões,

O coração.

Então,

O que mais é possível sentir ao toque desse líquido que aceita?

A gente vai sentindo esse líquido escorrer pelas nossas costas,

Pela parte de baixo das costas,

Pelo abdômen.

Aceitando as nossas vísceras,

Os rins,

Os órgãos reprodutores,

A bacia,

O assoalho pélvico,

O quadril,

Descendo pelas pernas,

Pelas coxas,

Joelhos.

Panturrilha,

Canela,

Tanto à direita quanto à esquerda.

E o líquido vai alcançando e preenchendo os nossos pés com aceitação.

Então,

Como é sentir o corpo dentro dessa aceitação que não depende da nossa vontade,

Que não depende da vontade dos outros,

Que não depende de nada que a gente faça.

Uma aceitação pura,

Crua,

Simples.

Respira nesse lugar.

Nesse corpo que recebe a aceitação nesse momento,

Só porque sim.

E nota que não tem que ser necessariamente uma experiência agradável.

Pode ser desafiador,

Diferente,

Se perceber dentro dessa aceitação.

E tá tudo bem.

A gente só quer sentir,

Saber como é coletar informações.

Cada experiência é única e é válida.

Com respirações mais conscientes,

Mais amplas,

A gente se permite mover o corpo lentamente,

Atendendo possíveis necessidades,

Mas ainda de olhos fechados.

Alongando alguns pontos,

Massageando outros,

Num ritmo suave,

Como se fosse o ritmo dessa gota que passou.

E preencheu a nossa presença.

Respirando,

Vai se sentindo dentro desse movimento.

Notando como você se sente depois dessa prática.

Como eu me sinto quando tudo em mim recebe aceitação.

A gente só quer coletar informações.

Com uma respiração,

Vai se permitindo abrir os olhos,

Se conectar com o seu ambiente.

Vai se cuidando para retomar,

Retomar o seu dia,

Retomar o seu ritmo.

Reconhecendo também que todas essas informações coletadas nessa prática são valiosas para escolhas conscientes nos próximos momentos.

Quem sabe você,

Quem sabe a gente não possa escolher como quer se sentir.

Talvez mais aberto a aceitação,

Continuando essa pesquisa viva que foi iniciada aqui.

Muito obrigada por estar aqui comigo nesse momento e até a próxima prática.

© 2026 Cíntia Thurler. All rights reserved. All copyright in this work remains with the original creator. No part of this material may be reproduced, distributed, or transmitted in any form or by any means, without the prior written permission of the copyright owner.

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