
Imaginação Consciente Para Experienciar Aceitação
A imaginação ativa, consciente, é um recurso valioso na nossa regulação interna e na prática de mindfulness, confere leveza e simplicidade à nossa experiência. O convite desta prática é usarmos a imaginação para experienciarmos a aceitação do momento presente tal como ele se apresenta, do jeito que é. Uma oportunidade de ampliar a nossa perspectiva para diferentes possibilidades de notar a nossa presença.
Transcrição
A imaginação ativa,
Consciente,
É um recurso valioso na nossa regulação interna e na prática de mindfulness ela confere leveza e simplicidade à nossa experiência.
O convite dessa prática é de usarmos justamente a imaginação para experienciarmos a aceitação desse momento do jeito que ele se apresenta,
Assim como ele é,
Ou pelo menos notarmos como essa possibilidade chega até nós.
E assim,
Eu te convido a fazer uma respiração mais profunda,
Mais ampla,
Para marcar o início dessa prática.
Com essa respiração a gente aproveita para trazer a nossa atenção para o nosso corpo e ajustar a nossa estrutura para que ela fique estável,
Para que a gente se sinta seguro,
Com os pés no chão.
A gente ajusta os apoios do corpo na posição que a gente estiver.
Eu estou sentada,
Então eu vou ajustando o meu quadril e as pernas para que eles fiquem com o máximo de contato possível.
Sentindo o encaixe do quadril com a coluna,
Eu vou alongando a coluna vértebra por vértebra,
Como se um fiozinho me puxasse lá para cima,
Pelo topo da cabeça.
Respirando,
Eu vejo se é possível suavizar qualquer tensão que exista nos ombros,
Soltar as mãos.
Respirando,
Eu ajusto a cabeça.
Vejo se é possível também suavizar o maxilar,
Esse vezinho que fica entre as sobrancelhas.
Respirando,
A gente fecha os olhos,
Ou pelo menos relaxa o olhar.
Por alguns momentos,
A gente se sente preenchido dessa presença no corpo,
Notando as sensações físicas que estão presentes,
A respiração,
O fluxo sanguíneo,
O coração batendo.
A gente não quer encontrar nada específico,
A gente só quer se permitir sentir o que for possível.
Pontos de desconforto,
Pontos de conforto,
E sentindo o nosso corpo,
A gente se permite também ajustar para que fique o mais confortável possível,
Sabendo que ao longo de toda a prática,
Esses ajustes são bem-vindos.
E notando esse corpo que respira,
A gente conduz a nossa atenção para a nossa tela mental,
Ativando a nossa imaginação,
Nos convidando a ver uma imagem em ação na nossa mente.
Nessa imagem,
Nós nos vemos da mesma forma como nos sentimos.
Só que é possível ver e sentir,
Acima do topo da nossa cabeça,
Uma gota de um líquido bem.
.
.
Um líquido denso,
Como se fosse oleoso,
Um líquido que tem um brilho próprio.
Aquela beleza quando a gente observa uma luz que bate num líquido que tem brilho,
É assim que ela se apresenta.
E essa gota,
Ela tem uma função bem específica,
Que é de aceitação.
Onde ela toca,
Onde esse líquido toca,
Existe uma aceitação apesar de.
.
.
E com uma respiração,
A gente se permite sentir,
A partir desse momento,
Esse líquido descer a partir do topo da nossa cabeça e lentamente preencher o nosso corpo.
Assim que ele toca o topo da nossa cabeça,
A gente nota essa sensação de aceitação,
Pura e simplesmente.
Que vai descendo pela nossa cabeça,
Pela testa,
Pelo couro cabeludo,
Os olhos,
O nariz,
A boca,
A língua,
Os dentes.
A gente sente essa aceitação ao toque da pele,
No pescoço.
Esse líquido vai promovendo essa sensação,
Apesar da nossa vontade,
A gente não precisa querer aceitar.
Ele só aceita.
O pescoço,
A garganta,
A traqueia,
A nuca.
A gente vai sentindo o líquido escorrer pelos nossos ombros,
Chegando aos nossos braços,
Ao cotovelo,
Envolvendo a nossa pele,
O antebraço,
As mãos,
As unhas.
E a gente nota também que,
A partir do ombro,
Ele desce,
Escorre,
Tanto para a parte de trás das costas,
Quanto para a parte da frente do corpo.
O peito,
A parte superior das costas,
A coluna,
A caixa torácica,
Os pulmões,
O coração.
Então,
O que mais é possível sentir ao toque desse líquido que aceita?
A gente vai sentindo esse líquido escorrer pelas nossas costas,
Pela parte de baixo das costas,
Pelo abdômen.
Aceitando as nossas vísceras,
Os rins,
Os órgãos reprodutores,
A bacia,
O assoalho pélvico,
O quadril,
Descendo pelas pernas,
Pelas coxas,
Joelhos.
Panturrilha,
Canela,
Tanto à direita quanto à esquerda.
E o líquido vai alcançando e preenchendo os nossos pés com aceitação.
Então,
Como é sentir o corpo dentro dessa aceitação que não depende da nossa vontade,
Que não depende da vontade dos outros,
Que não depende de nada que a gente faça.
Uma aceitação pura,
Crua,
Simples.
Respira nesse lugar.
Nesse corpo que recebe a aceitação nesse momento,
Só porque sim.
E nota que não tem que ser necessariamente uma experiência agradável.
Pode ser desafiador,
Diferente,
Se perceber dentro dessa aceitação.
E tá tudo bem.
A gente só quer sentir,
Saber como é coletar informações.
Cada experiência é única e é válida.
Com respirações mais conscientes,
Mais amplas,
A gente se permite mover o corpo lentamente,
Atendendo possíveis necessidades,
Mas ainda de olhos fechados.
Alongando alguns pontos,
Massageando outros,
Num ritmo suave,
Como se fosse o ritmo dessa gota que passou.
E preencheu a nossa presença.
Respirando,
Vai se sentindo dentro desse movimento.
Notando como você se sente depois dessa prática.
Como eu me sinto quando tudo em mim recebe aceitação.
A gente só quer coletar informações.
Com uma respiração,
Vai se permitindo abrir os olhos,
Se conectar com o seu ambiente.
Vai se cuidando para retomar,
Retomar o seu dia,
Retomar o seu ritmo.
Reconhecendo também que todas essas informações coletadas nessa prática são valiosas para escolhas conscientes nos próximos momentos.
Quem sabe você,
Quem sabe a gente não possa escolher como quer se sentir.
Talvez mais aberto a aceitação,
Continuando essa pesquisa viva que foi iniciada aqui.
Muito obrigada por estar aqui comigo nesse momento e até a próxima prática.
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