14:38

Perder o medo da apresentação pública

by Rute Violante

Rated
5
Type
talks
Activity
Meditation
Suitable for
Everyone
Plays
34

Nesta conversa informal e descontraída é realçada a importância de fazermos aquilo que tememos independentemente dos resultados, abraçando a nossa autenticidade e originalidade. A nossa autoconfiança vai aumentando à medida que aprendemos a amar a nossa singularidade. Aos poucos atraímos o nosso público, os nossos fãs, a nossa tribo. A lei da atração será sempre uma boa aliada para trazer a nós aqueles que genuinamente se identificam connosco, com os nossos gostos ou com os nossos valores-base. Trabalhar para um público implica trabalharmos o nosso interior e integrarmos a ideia de que somos um ser lindo, infinito, criativo e talentoso à sua maneira e que é inevitável conquistarmos o público que se identifica com a nossa personalidade.

Public SpeakingFearAuthenticitySelf ConfidenceSingularityAudienceLaw Of AttractionInner WorkCreativityTalentsAnxietyEngagementPassionPositive FeedbackTransformationPublic Speaking AnxietyConfidence BuildingSpeak With PassionPositive Feedback Expectation

Transcript

Olá,

Sejam muito bem-vindos a este podcast.

Eu hoje vou falar-vos sobre a questão de trabalharmos com e para um público.

Ora,

É óbvio que isto é muito abrangente,

Portanto eu aqui consigo incluir a questão de fazermos vídeos ou de aparecermos em televisão,

Esta questão de fazer um podcast,

Por exemplo,

Ou de estarmos em cima de um palco com o público à frente,

E até tudo aquilo que nós escrevemos com o objectivo de publicar,

Seja num blog,

Seja nas redes sociais ou mesmo um livro para publicar.

Portanto,

Tudo isto,

Entre outras coisas também que possamos pensar relacionadas com isto,

Tem a ver com o medo do feedback,

O medo do que os outros vão pensar sobre nós.

Portanto,

Há aqui um pressuposto de que os outros nos estão a ouvir ou a ver com o intuito de fazer uma avaliação.

E haverá também aqui um pensamento menos positivo de que,

À partida,

Esse feedback não será muito positivo para nós.

Portanto,

Há aqui um encadeamento de pressupostos e pensamentos menos positivos que temos que começar por limpar,

Digamos.

Ora,

Uma das coisas que eu sugiro tem a ver com o período que antecede esses momentos em que vão fazer gravações para um público ou que vão escrever algo para um público.

Portanto,

Quanto mais distraídos vocês estiverem,

Quanto mais felizes vocês estiverem e ocupados e focados noutra atividade,

Menos vão pensar nesse público,

Nesse feedback,

Nessa avaliação.

Portanto,

Essencialmente,

Tentem retirar daí o vosso foco de forma a que essa ansiedade não cresça,

Não tenha energia para se alimentar.

Portanto,

No fundo,

Retirem o alimento a essa vossa ansiedade.

E isto implica também,

Partir do pressuposto,

Um bocadinho contrário ao que falámos há pouco,

Partir do pressuposto que esse público vos quer muito ouvir,

Vos quer muito ver,

Vos quer muito ler.

Portanto,

À partida,

Se vocês estão numa posição,

Seja uma posição pessoal,

Seja profissional,

Seja artística,

Vocês estão numa posição em que,

Por alguma razão,

Vocês têm algo para oferecer a esse público.

Portanto,

Há uma mais-valia no vosso discurso,

Na vossa escrita,

Naquilo que vocês dizem ou pensam.

Isso são mais-valias para esse público.

Esse público,

Em princípio,

Se correr tudo como é suposto,

Vai ganhar com aquilo que vocês dizem,

Com aquilo que vocês escrevem,

Com tudo o que vocês têm para dar.

Vocês estão nessa posição porque,

Em princípio,

Receberam um convite ou porque a vossa ascensão profissional e artística vos levou a esse momento.

Portanto,

Já houve aqui uma promoção,

Já houve aqui uma elevação que vos levou exatamente a esse momento.

Portanto,

Isso significa que estão preparados.

Isso significa que já deram provas e que,

Nessa área,

Nesse contexto,

Nessa publicação,

Aquilo que vocês vão dar a um público é aquilo que esse público está pronto para receber.

Esse público está sedento daquilo que vocês têm para dar.

Esse público quer-vos a vocês.

Portanto,

Há que partir também aqui de um outro pressuposto interessante que é todos os seres humanos têm algo para dar ao mundo,

Para dar aos outros,

Para abrilhantar a vida.

E então,

O que é que cada um de vocês tem para dar ao mundo?

O que é que vocês podem acrescentar?

De que forma é que vão abrilhantar a vossa vida e a vida dos outros?

Porque é esse brilho,

É esse brilho que vem nesse discurso,

Que vem nessa escrita,

Que vem quando vocês fazem,

Por exemplo,

Um podcast ou quando se colocam à frente de uma câmara para falar sobre qualquer assunto.

Isso implica também que exista uma paixão vossa que tenha a ver com este assunto.

E portanto,

Se vocês estão ali naquele momento,

Naquele lugar,

Para falar sobre determinado assunto,

Então é porque houve todo um encadeamento de acontecimentos que vos levou ali.

E isso nunca pode ter sido por acaso.

O público não é um bicho-papão.

Há uma grande,

Grande,

Grande percentagem do público que se vai identificar connosco e que sente admiração por nós e que bebe,

Consome tudo o que nós temos para dar,

Para oferecer.

Então,

Mesmo que exista uma percentagem pequenina que não se identifique connosco,

Que não esteja na mesma vibração que nós ou que prefira ouvir outra pessoa em relação a esse assunto,

Está tudo bem,

Porque nós vamos ter o nosso público.

E o nosso público vai crescendo devagar.

Portanto,

Há aqui um público que se vai criando,

Que se vai construindo,

Seja porque nos leem e gostam cada vez mais do que nós escrevemos,

Seja porque nos ouvem e gostam cada vez mais daquilo que temos para dar,

Para dizer,

Para ensinar,

Seja porque até se identificam com a nossa imagem,

Seja porque gostam do nosso sorriso,

Não interessa.

O que interessa é que existe um público para cada um de nós.

E esse público é como uma tribo que nós atraímos com a nossa vibração.

As pessoas que se identificam connosco,

Que sentem ressonância com aquilo que nós damos,

Vão chegar a nós,

Inevitavelmente.

E é essas pessoas que nós nos dirigimos.

O resto não interessa,

Os outros que vão procurar pessoas com quem sintam mais ressonância.

Mas tudo bem,

O nosso público vai crescendo.

Então,

Nós temos que sentir,

Quando estamos a falar,

Quando estamos a escrever,

Quando estamos à frente de uma câmara,

Que não só estamos ali por merecimento,

Porque já temos provas,

Porque temos valor,

Mas que há um público sedento de nos ouvir,

De nos ver,

De nos ler.

Há alguém que quer muito aprender com o que nós temos para ensinar,

Para dar.

E é isto que nós temos que sentir,

No fundo.

É este sentimento interno,

Esta autoconfiança,

De que,

Efetivamente,

Aquilo que temos para dizer é importante.

E que vamos ajudar,

Vamos fazer a diferença,

Vamos trazer uma mais-valia à vida de alguém.

E vamos ser valorizados por isso.

Porque muitas vezes é que vocês não ouvem um podcast ou um vídeo e ficam com uma frase na cabeça e depois chegam ao pé dos amigos e dizem ainda hoje ouvi uma coisa extraordinária,

Esta frase ficou-me na mente.

Eu acho que nunca mais me esqueço desta frase,

Porque eu adorei mesmo ouvir esta pessoa,

Porque isto fez-me todo o sentido,

Porque isto criou uma ressonância.

E isto pode causar a transformação da vida de alguém.

Uma frase,

Não é?

Porque,

Efetivamente,

Quando nós ouvimos a frase certa em determinado momento,

Isso pode fazer aqui um clique interno que nos faz revolucionar a nossa vida.

E às vezes basta isto.

Porque nós estamos com uns para os outros e às vezes somos mensageiros,

Não é?

Isto é engraçado.

Às vezes nós dizemos as coisas porque estavam no encadeamento,

Porque faziam sentido,

Porque aquilo nos saiu.

E esta é a frase certa para aquela pessoa específica ouvir naquele dia e isso vai gerar aqui uma bola de neve de acontecimentos na vida dessa pessoa.

Positivo,

Claro.

E podemos ter esse nível de importância na vida de alguém.

E isto não tem nada a ver com o ego.

Isto tem a ver com o facto de estarmos cá,

Uns para os outros,

E termos todos coisas a oferecer ao mundo.

E,

Efetivamente,

Nós servimos,

Nós estamos ao serviço uns dos outros.

A nossa vida também faz sentido por causa disso.

É nesta interação que nós crescemos,

É nesta interação que nos cumprimos.

Então,

Esta interação é uma interação que faz parte da nossa dinâmica de vida e que nós devemos aceitar de forma fluida,

De forma leve.

E não com este peso de que o que é que os outros vão dizer?

Será que não vão gostar de me ouvir?

Será que me vão avaliar?

Esqueçam,

Esqueçam isso por completo.

Esqueçam isso por completo.

Porque isso é aquilo que menos interessa,

Na verdade.

E porque,

De facto,

Se vocês conseguirem distrair-se antes,

Não tiverem com essa ansiedade,

Com essa preocupação,

Com esse medo,

Vão sempre conseguir ter uma prestação mais fluida,

Vão sempre conseguir ter uma certa leveza no discurso e de até,

Eventualmente,

Falar de histórias pessoais que fazem sentido nesse contexto e criar aqui aquela ligação,

Aquela empatia com o público.

As pessoas que vocês podem ter no vosso público,

No fundo,

Podiam ser vossas amigas e o empolgamento e a motivação com que vocês falam deve ser motivação com que vocês falam num jantar de amigos,

Deve ser com essa vontade,

Deve ser com essa confiança,

Com a confiança de que aquelas pessoas estão empolgadas,

Estão curiosas e a vossa história é muito gira e faz todo o sentido naquele contexto,

Naquele momento.

Nunca com esta preocupação de que sabem mais que eu,

Têm outro estatuto,

Vão-me avaliar,

Não estou à altura.

Nada disso.

Nada disso.

Vejam o vosso público como seres humanos,

Como vocês,

Que têm os mesmos medos,

Os mesmos receios e que também têm talentos,

Também têm capacidades extraordinárias e são pessoas com potencial infinito como vocês,

Exatamente como vocês.

Não vejam o público como um conjunto de inimigos,

Não são inimigos,

São seres humanos,

São amigos,

São pessoas que podem fazer parte da vossa vida de uma forma mais pessoal,

Quem sabe.

Só que simplesmente é um conjunto muito grande de pessoas,

Em vez de vocês estarem ali com três amigos,

Se calhar estão a falar para mil pessoas,

Tudo bem.

Mas tudo bem com esta ligeireza,

Entendem?

Até porque se vocês tiverem uma paixão muito grande pelo assunto do qual estão a falar,

Se sentirem esse empolgamento,

Essa motivação forte,

Então é essa paixão que fica imbuída no vosso discurso.

É isso que vocês trazem cá para fora e nós adoramos seres humanos apaixonados,

Adoramos pessoas empolgadas com a vida,

Completamente motivadas.

Isto é que é verdadeiramente importante.

Eu sinto que essencialmente esta leveza,

Esta ligeireza,

De não estarem tão preocupados com quem é que vos está a ouvir,

Como é que vos vão avaliar,

Quer dizer,

Não são professores que estão ali,

Não são os vossos pais quando vocês eram crianças inseguras ou adolescentes,

Nós não estamos ali perante a autoridade,

Não são chefes que estão ali,

Não estamos ali com os seres humanos que têm curiosidade em ouvir-nos por alguma razão e que nos querem muito ouvir.

É isto que vocês podem sentir em relação a este assunto e que vai mudar por completo a vossa visão desta questão de ter um público e de trabalhar para um público.

O vosso público é um público que vos quer muito,

É um público que vos admira,

É um público fiel.

Metam isto também no vosso subconsciente e vejam aí todo um potencial por explorar.

Vejam ali muitos potenciais amigos,

Pessoas com quem vocês poderiam ter até cumplicidade,

Intimidade,

Poderiam interagir de forma divertida numa viagem.

É isto,

É esta total leveza em relação ao assunto.

Eu espero que tenham gostado deste episódio e espero que voltem para me ouvir a falar sobre outros assuntos.

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Rute ViolanteLeiria, Leiria District, Portugal

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