45:30

Amares-te Ilimitadamente

by Tania Castilho

Type
talks
Activity
Meditation
Suitable for
Everyone
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189

Nesta partilha Simplesmente Respire em Direto do mês de setembro, exploramos o tema da aceitação plena de todos os aspetos de nós, mesmo os mais difíceis de aceitar, nomeadamente aquelas partes de nós que realmente já não nos servem mas que teimam em manter-se. Descobre como integrar tudo isso. Inclui 2 práticas de Respiração Compassiva - uma no início para ficar Presente e outra no fim para expandir o Amor internamente.

LoveAcceptanceBreathingCompassionPresenceConflict ResolutionTranscendenceHealingMindfulnessPeaceCompassionate BreathingSelf CompassionSelf AcceptanceInternal Conflict ResolutionSelf TranscendenceInner Child HealingMindful PresenceEmotional HealingSelf LoveInner Peace

Transcript

Agradeço-te por estares,

E a quem mais esteja aqui hoje,

Por este Simplesmente Respira,

Em direto,

Que ocorre mensalmente,

O mês de Agosto não o houve,

Foi um mês de pausa,

De interregno,

Mas estamos de volta,

E este Simplesmente Respira,

Em direto,

Consiste em compartilhar alguma sabedoria em torno do que surge no momento,

É aquilo que se for apresentando,

Manifestando,

Através da nossa consciência conjunta,

E também prática de respiração consciente,

De respiração compassiva,

Normalmente dois momentos de prática,

E por isso vamos dar então início a esta sessão de hoje,

E vamos iniciar com,

Como sempre,

Uma breve prática de respiração compassiva,

Para podermos nos sintonizar uns com os outros,

E connosco próprios,

Principalmente ficar num espaço de quietude e de abertura,

Para depois poder haver esta partilha que há de ocorrer aqui.

Então,

Se já fizeste alguma experiência de respiração compassiva comigo,

Eventualmente já sabes o que vou dizer,

Mas vou dizer na mesma,

Que é,

Encontre então um lugar confortável,

Onde possas estar ou deitado,

Barriga para cima,

Ou reclinado para trás,

Muito ao contrário de outras práticas meditativas,

Aqui eu peço precisamente o oposto,

Que é não ficar sentado de costas retas,

Mas sim de uma forma confortável,

Em que possas reclinar a tua cabeça para trás,

E que o pescoço fique completamente apoiado,

Que os teus ombros fiquem relaxados,

E também que não haja distrações à tua volta,

Por isso,

Eventualmente desligar o que for necessário.

É claro que é possível ficarmos num estado profundamente meditativo,

Independentemente de qualquer ruído à nossa volta,

Mas não deixa de ser um desafio,

E que neste caso vamos de alguma forma tentar diminuir.

E é isso,

É encontrar o teu lugar confortável.

Por outro lado,

Convido-te a utilizar fones,

Se tiveres,

Uma vez que a experiência torna-se mais interna,

Mais profunda contigo mesmo,

E é só.

Então vou convidar-te a fechar os olhos,

E a tomar uma respiração profunda pelo nariz,

Inspirando pelo nariz,

E expirando pelo nariz também.

Então a respiração passa-se sempre pelo nariz,

Sempre na inspiração,

Sempre na expiração.

Vai-te dando conta do fluxo da tua respiração,

De como ela está a entrar no teu corpo,

E fica presente apenas para isso,

Para essa consciência,

Para esse sentir,

Neste momento do agora.

Largando todas as outras pessoas,

Situações,

Lugares,

Para ficar apenas aqui,

Presente,

Em ti,

Na tua respiração.

Apenas observando esse fluxo,

Conforme o ar entra pelo nariz e te preenche,

Te nutre,

E conforme o ar depois também sai,

E nutre o espaço à tua volta,

E que te liberta gradualmente de ter que estar ou fazer qualquer outra coisa,

De ter que dar atenção a qualquer pensamento,

Permite-te a graciosidade da tua respiração,

Conforme ficas aqui,

Presente,

Em ti,

E para ti.

Neste teu respirar,

Permite-te deixar que a barriga amplie-te,

Quando inspiras,

E que repouse quando relaxas,

Quando expiras,

Sem no entanto forçar esse expandir e repousar da tua barriga,

Mas dando-te conta,

Conscientemente,

De poderes relaxar o diafragma,

Todos os músculos,

E de poderes permitir que a barriga dance com a tua respiração,

De forma natural,

Simples,

Fluida.

E com isto convido-te a preparar-te para abrir os teus olhos,

De forma gradual,

Simplesmente continuando a respirar conscientemente,

Mas agora ficando de olhos abertos.

E eu vou prosseguir com um tema que eu me tenho apercebido que é bastante presente nesta altura,

Neste setembro de 2022,

Que é um intensificar do já chega,

No que diz respeito a cada um fazer escolhas cada vez mais claras para si,

Na sua própria vida,

E nisto ser capaz de amar-se ainda mais,

De ser ainda mais compassivo consigo mesmo,

E de ser muito claro com tudo aquilo que não representa verdadeiramente,

Aquilo que tu sentes ser,

E que possa ainda estar na tua realidade ou em ti.

E então ocorre muito que há certas partes ou aspectos da personalidade que nos desafiam mais,

E apesar de muitas vezes,

Possivelmente já teres dito para ti mesmo uma infinidade de vezes eu não quero mais reagir desta forma,

Eu não quero mais fazer isto,

Eu não quero mais sentir-me assim.

Uma e outra vez acontece que surge novamente,

Em determinado momento,

Circunstância,

Às vezes sem nenhum motivo aparente,

Novamente aquele sentimento,

Aquele comportamento que pensavas já ter descartado ou transformado,

E eu utilizei a palavra descartado de forma propositada,

E isso muitas vezes causa um certo sentimento de frustração,

De angústia,

De até um ligeiro desespero de que parece que aquilo é incontornável ou intransformável acerca de ti mesmo.

E a questão fundamental reside precisamente em que provavelmente nessa infinidade de vezes que escolheste já não vou fazer mais isto,

Não vou ter mais esta atitude,

Não vou querer sentir-me mais assim,

Etc.

O que fizeste foi descartar isso,

Ao invés de aceitar isso,

E ao tentar descartar,

Identificaste-te com isso,

E poderás dizer mas como?

Identifiquei-me como,

Se o que eu estava a fazer era precisamente afastar isso,

Dizer não,

Já chega,

Basta,

Não quero mais.

Pois a partir do momento em que uma parte tua te aborda,

Ou seja,

Cerca de ti,

E tu ficas de alguma forma zangado,

Frustrado,

Com falta de aceitação,

Há uma identificação,

Porquê?

Porque há um julgamento,

E a partir do momento que há um julgamento,

Há uma identidade,

Há algo que se identifica,

E há algo em ti que se identifica por oposição,

Por exemplo,

A isso.

A partir do momento em que há uma oposição,

Há uma luta,

Há um jogo interno,

Uma corrida do gato e do rato,

Em que ora aparece um,

Ora aquele se esconde,

Ora aparece o outro,

Ora aquele se esconde,

E então,

Por mais que tu,

Por um lado,

Tenhas identificado essa parte como,

Isto eu não quero mais,

Por outro,

Crias uma parte oposta a essa,

Que a rejeita,

E que se define como sendo melhor.

Logo,

Crias uma oposição,

Uma dualidade e uma luta,

E já sabemos que para haver uma luta tem que haver,

Pelo menos,

Duas partes,

E essas partes estão assim criadas.

E então,

Essa parte tua,

Fundamentalmente rejeitada,

Vai desaparecendo,

E aparecendo conforme as circunstâncias,

Por vezes,

Aparentemente sem qualquer motivo,

Mas existe sempre um qualquer motivo dentro de ti,

Qualquer coisa que te explodiu,

Isso pode ter sido algo muito teno,

Muito leve,

Uma palavra ouvida,

Alguma ação que viste,

Qualquer coisa,

Não tem que ser uma grande coisa,

Mas aquilo aparece.

E tu logo vês,

Estás consciente,

Então,

Neste caso,

Eu estou a falar de quem está consciente de si mesmo,

Consciente do que quer e não quer,

Consciente do que se está a passar,

E que,

Mesmo assim,

Continua a confrontar-se com coisas que já disse mil e uma vezes que não quer mais.

Não estou a falar de alguém que reage instintivamente,

Sem qualquer consciência do que está a dizer ou a fazer,

Estou a falar de ti,

Que tens consciência daquilo que se passa em ti.

Então,

O que há a fazer?

Será,

Penso eu,

A pergunta fundamental.

Um,

Afinal,

Quem é que está aqui?

Ou seja,

Quem é o eu que está a escolher o que quer?

É um eu que deriva de identificações que,

Por sua vez,

Derivam de sistemas de crenças e de muitos hábitos e coisas construídas ao longo do tempo?

Ou é um eu que se foi sublimando à medida que te foste permitindo ficar mais e mais livre de tudo aquilo que te mantinha dentro de uma certa estrutura que era cómoda e confortável e que foi necessária no teu crescimento e para te tornares uma pessoa adulta e construires a tua vida,

Mas que a partir do momento em que começaste a fazer um caminho de exploração interior,

Um caminho,

Pode ser um caminho espiritual,

Pode ser um caminho de desenvolvimento pessoal,

Interno,

Que seja,

Podes chamar como quiseres,

Que a partir desse momento começaste a dar-te conta de coisas em que acreditavas,

Coisas que aprendeste,

Coisas que fazias,

Etc,

Que eventualmente já não serviam tão apropriadamente para cada momento do teu agora,

Conforme foste expandindo a tua consciência.

Então foste dando conta,

Foste vendo e foste permitindo mais e mais que a tua intuição,

A tua sabedoria intrínseca,

Aquela que não depende daquilo que é aprendido,

Mas que é algo que nos vem das entranhas,

Que nos vem de dentro,

Aquilo que costumamos chamar de coração,

Da voz do coração,

E foste ouvindo mais e mais essa voz quieta,

Tranquila,

Foste permitindo mais e mais compaixão contigo própria,

Etc,

E foste te desidentificando mais e mais,

Ou seja,

Costuma chamar-se a isso de sublimar o ego,

Eu nem gosto muito de usar essa palavra,

Ego,

Porque o ego é apenas um conjunto de muitos aspectos de personalidade que são criados para diferentes funções e momentos na vida prática,

Não é nenhum bicho-papão,

Não é nenhuma coisa da qual tenha que se fugir,

Muito ao contrário,

É algo para reconhecer e então fazer escolhas claras sobre,

Ok,

Neste momento este comportamento,

Esta reação está a vir de onde?

É algo pré-definido,

Pré-programado,

Algo que eu fui criando e assimilando,

Ou é algo novo,

Algo criativo,

Algo que nasce do meu ser,

Vamos dizer,

E vais-te dando conta?

E então volta à pergunta inicial,

Quem é o eu que está a escolher,

Que já não quer mais isto?

É um eu que está em conflito?

É um eu que ainda assim tem dificuldade em aceitar-se plenamente?

Ou é um eu compassivo que se vê como alguém que merece ser recebido e acolhido cá dentro,

Em todas as suas faces e facetas,

De forma igual,

Sem fazer distinção entre aquilo que parece ser ensombrado em nós,

Ou aquilo que parece ser iluminado?

Então,

Se estiveres a escolher a partir desse eu não identificado,

Naturalmente,

Quando essa parte surgir de novo,

Tu vais ser aquele que a acolhe,

Que a reconhece,

Não como algo que te vai controlar,

Que vai te fazer fazer e dizer coisas que não queres,

Não,

Não como isso,

Mas como uma parte de ti que se tem esforçado bastante para exercer as suas funções,

As funções para as quais tu criaste essa parte,

Porque essa parte foi criada por ti em algum momento,

E de certeza em momento traumático,

E portanto tem exercido as suas funções e tem-te protegido em muitas ocasiões,

Tem feito o seu melhor.

E muitas vezes também te faz sentir super mal acerca de ti próprio,

Porque é assim que essa parte se sente.

Então tu ficas a sentir-te mal porque te identificas com essa parte,

Não porque estejas realmente mal,

Quando essa parte aparece.

Então tu estarás preparado para ser aquele que fica,

Que recebe e acolhe,

Como um pai,

Uma mãe,

Mas de ti mesmo.

E aqui nem estou a falar do teu pai e da tua mãe,

Estou a falar do pai e mãe que tu gostarias de ter tido,

Independentemente se os teus pais foram fantásticos ou não,

No teu entender.

Não está isso aqui em causa.

Então tu és o progenitor de todas as tuas partes,

Porque elas são criadas por ti.

Logo,

Também has de ser,

Ou terás que ser,

O acolhedor que as recebe.

Mas se estás em não,

Eu não te quero mais,

Estás identificado com a parte que não quer mais e fazer fim capé contra alguma coisa,

Em vez de estar numa atitude de abertura,

Portanto sem medo,

Porque se tu estiveres assim,

Com esse afastar,

Estás com medo.

Tens medo de ser engolido por essa outra parte tua que tu estás farta de dizer que não queres mais.

Se estiveres numa abertura,

Numa aceitação,

Não estás com medo.

E se não estás com medo,

Essa parte tua também não vai ter medo de ti e não vai sentir-se tão mal como se tem sentido até agora,

O que é o que te faz sentir mal.

E então,

Gradualmente,

Poderá criar-se uma ligação,

Uma relação que não requer diálogo e conversas e nada disso.

Os aspectos da personalidade não são para manter conversas,

São para acolher,

Receber,

Aceitar,

Amar e deixar diluir.

Não são para manter indefinidamente.

Aliás,

É o que tu queres,

Não é?

É que isso não se mantenha indefinidamente.

Então,

O caminho para isso acontecer não é assertividade,

Dizer não quero mais isto,

Para uma parte tua,

Mas sim o contrário.

E depois,

Então,

Na tua realidade,

No teu cotidiano,

O que é que está lá que tu já não queres mais?

Aí sim,

É preciso a ação.

É preciso a ação para transformar aquilo que precisa de ser transformado,

Para acertar,

Precisa de ser acertado no sentido de equilibrar com a tua consciência no momento,

À medida que vais evoluindo.

É preciso a ação,

Claro que sim.

É preciso mexer-se,

É preciso tomar os passos necessários para alterar aquilo que precisa de ser alterado.

No entanto,

De ti para contigo mesmo,

O caminho é sempre de receptividade.

Na tua realidade exterior,

Apesar de ser preciso a ação,

É preciso mudar,

Então,

Qualquer coisa,

Também é preciso,

Obviamente,

A aceitação plena daquilo que lá está.

Não entrares em raiva,

Em conflito contigo por teres criado aquilo,

Por aquilo ali estar,

Senão,

Mais uma vez,

Estás a criar uma oposição,

E onde há uma oposição,

Há uma dualidade,

E se houver uma dualidade,

A luta continua.

E é assim,

Simplesmente,

Estar inteiro no cotidiano,

Inteiro,

Consciente e amoroso,

Com muito,

Muito carinho e cuidado,

Consigo mesmo.

E o que eu estou sempre a dizer,

Consigo mesmo,

Consigo mesmo,

Consigo mesmo,

Porque,

Obviamente,

Tu és o motor da tua realidade,

Da tua vida,

De tudo,

Das tuas crenças,

Seja o que for.

Se esse cuidado contigo mesmo,

Contínuo e constante existir,

Obviamente,

Não vai poder não existir com tudo o que te rodeia e com as outras pessoas e tudo mais.

É intrínseco,

É uma consequência natural,

Não é algo que seja preciso treinar ou implementar lá fora,

Para depois acontecer cá dentro.

Não,

Primeiro acontece cá dentro e depois,

Naturalmente,

Sem esforço algum,

Acontece à tua volta,

Porque tu és o reflexo disso,

Sempre.

E então é esta a minha partilha para hoje.

Neste momento,

E se calhar até como reconforto para ti e para todos,

É algo que está a acontecer um pouco por toda a parte,

E com as pessoas com quem me cruzo e com quem trabalho,

É este refinar,

Especialmente partes mais teimosas,

Partes que parece que nunca mais desaparecem,

De nós próprios e na nossa realidade.

É mesmo o tempo do já chega,

Já chega daquilo que já não te reflete,

No fundo,

E isso requer muita firmeza,

Requer muita determinação.

Eu sei que há momentos,

E há lugares na Terra,

Neste momento,

Onde parece impossível fazer isto,

Ficar firme em si e manter essa determinação,

Mas cada um está ou estará num sítio apropriado para si,

Por mais difícil que seja aceitar,

E terá as ferramentas internas necessárias,

Independentemente das dificuldades e dos desafios que esteja a vivenciar,

Sejam eles na sua vida pessoal,

Seja no trabalho,

Seja no local onde habita,

No país,

Na cidade,

Seja o que for.

Então,

É algo que está a acontecer um pouco por todo o mundo,

Independentemente da cultura,

Independentemente de onde estás,

De onde cada um de vocês está.

E são partes bastante teimosas,

Sim,

É verdade,

E essas são as que resistem mais,

Mas precisamente porque nos chateamos com isso.

E por mais difícil que seja não nos chatearmos com isso,

Não há outro caminho de integração e transcendência e transformação da alquimia que não o do amor interno,

O do amor com tudo,

Cada um.

E então proponho que o tema desta prática de respiração compassiva seja precisamente esse,

O do amor.

O do amor para ti mesmo,

Um bálsamo de amor,

Vamos respirar um bálsamo de amor e de compaixão e nunca esqueças uma coisa importante.

Por mais,

Deixa ver como é que eu vou dizer isto,

Por mais esclarecida que estejas no teu caminho evolutivo,

No teu caminho espiritual,

Por mais ampla que seja a tua consciência,

Por mais clareza que tenhas,

Por mais sábio que sejas,

Não deixas de ser e não vais deixar de ser,

Enquanto aqui na Terra,

Num corpo humano,

Não vais deixar de ser humano também.

E é nessa aceitação plena de tudo o que há de humano,

Bem como de divino em ti e nessa reunião de tudo isso que está a riqueza,

Que está a tua riqueza.

Nós não viemos parar aqui na Terra para ser outra coisa qualquer.

Se quiséssemos manter-nos apenas como seres,

Seres angélicos,

Seres sem limitações,

Etc.

,

Não teríamos encarnado como seres humanos na Terra.

Não teríamos querido experimentar a dualidade,

Não teríamos querido experimentar a ilusão e toda a sua sedução e todas as suas faces.

Não teríamos vindo ver como interage a luz e a sombra,

Como vive a separação,

Como é que isso tudo acontece,

Não teria sido isso.

Nós estamos aqui porque alguma parte mais consciente de nós escolheu uma experiência como humano,

Num corpo físico,

Vivenciando a fisicalidade da matéria e descobrindo-se livre à medida que vai transcendendo aquilo que percebe como limitação.

Então,

Ser humano não é uma limitação,

É uma experiência,

Não é algo para rejeitar,

É algo para abraçar plenamente e vivenciar totalmente.

Agora,

Isso pode ser vivido em separação até que nos recordemos que não estamos separados dentro de nós.

E quando nos recordamos que não estamos separados,

Se continuamos a rejeitar certas partes de nós,

Continuamos a manter a separação.

Se estamos sempre a dizer e a afirmar,

Não,

Mas o que eu quero é esta unidade,

Esta reunião em mim.

Então,

Permite-a.

Permite-a.

Plenamente.

Então,

Vou convidar-vos novamente a encontrar esse lugar confortável,

Essa posição confortável,

Para podermos fazer a prática de respiração compassiva.

Neste momento,

Com certeza,

Já atraso os fones e tudo isso.

Então,

Deitado,

Barriga para cima,

Ou deitada,

Ou recostada para trás,

Estiveres num cadeirão,

Num sofá,

Mas principalmente e acima tudo confortável.

Vou convidar-te a fechar os olhos novamente e a respirar profundo e suavemente pelo nariz,

Permitindo que essa tomada de ar seja uma lufada de ar fresco que te entra pelo corpo adentro e que te relaxa,

Que te aquieta ainda mais.

Permite,

Então,

Que cada respiração que tomas neste momento seja um espaço de conforto,

Tranquilidade e bem-estar.

E à medida que vais respirando,

Ficando em ti,

Convido-te a permitir-te largar qualquer espécie de resistência contigo mesmo,

Com qualquer parte tua,

Seja ela qual for,

Simplesmente a descansar.

Descansar,

Ficar,

Respirar,

Sem nada que fazer,

Sem nada que consertar,

Sem nada que dizer,

Sem nada que pensar,

Ainda que os pensamentos possam flutuar,

Navegar livremente na superfície da tua consciência.

Mas tal como as folhas que flutuam no ribeiro e passam por ti,

Assim é com os pensamentos.

Enquanto tu apenas ficas na beira desse ribeiro,

Quieto,

Serenamente respirando,

Aceita cada respiração,

Recebe-a plenamente,

Aceita cada momento,

Recebe-o plenamente neste teu agora.

Nutre-te com a tua presença e permite que o amor,

Esse grande amor que há em ti,

Por ti,

Possa ser sentido.

Abre-te para sentir e receber isso,

Nesta tua respiração,

Neste teu momento,

Fica e recebe-te o amor mais pleno e verdadeiro que há,

O amor da tua essência,

Dessa gota de tudo que é a essência de quem és.

Fica,

Permite que do fundo de ti,

Do fundo da tua barriga,

Esse calor amoroso se expanda,

Preencha o teu coração e daí preencha todo o teu corpo,

Se faça sentir em todas as dimensões de ti.

E agora,

Se puderes continuar apenas assim respirando e permitindo que esse amor cresça,

Se espalhe,

Permitindo-te ficar apenas nesse banho interno e à tua volta,

Convido-te a ficar quanto tempo for possível.

Abrindo apenas os teus olhos,

Quando sentires que já chega,

Se for preciso abrir os teus olhos,

Vai-te preparando gradualmente,

Gentilmente,

Amorosamente.

E se puderes ficar,

Então continua contigo mesmo,

No teu próprio tempo,

Respirando e expandindo em amor.

Abraço-te com profunda gratidão e amor também.

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Tania CastilhoTomar, Portugal

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