
Buda e o Riacho: Compreendendo a Mente
A mente é barulhenta, né? Por isso, uma história muito interessante que ouvi há alguns anos me trouxe uma nova ideia sobre a característica da nossa mente e o que fazer nesses dias em que estamos tão confusos e tudo está tão turvo e embaçado. A meditação de hoje traz essa reflexão, junto com um relaxamento guiado. Tudo feito com muito carinho.
Transcrição
Olá,
Meu nome é Yasmin Duarte.
Um grande desafio que podemos nos deparar diariamente é a quantidade de pensamentos que a nossa mente é capaz de produzir.
Muitas vezes,
Até mesmo ao acordar,
Nossa mente já está tão cheia pensando nos compromissos do dia,
No que deve ser feito,
Em quão pouco tempo o dia tem,
Que não sobra tempo para enxergar verdadeiramente o que estamos sentindo.
Eu gosto muito de uma história que certa vez eu li em um livro.
Ela é assim.
Certa vez,
Buda estava caminhando com um seguidor pela floresta.
Um tempo depois,
Eles passaram por um pequeno riacho,
Com uma água muito cristalina.
Observaram esse riacho e seguiram caminhando.
Cerca de 30 minutos depois,
Buda disse ao seu seguidor Estou com sede.
Volte para aquele riacho e busque água.
O seguidor,
Depois de uma caminhada,
Chegando no local,
Percebeu que a água havia sido pisoteada por animais que passaram por ali há pouco tempo.
Deixando essa água cheia de barro e impura para o consumo.
Retornou então e ao chegar disse ao mestre Senhor,
A água está toda enlameada e imprópria para o seu consumo.
Buda disse Volte,
Sente-se à margem do riacho e observe a água.
Sem entender a motivação mais consciente do seu papel ali,
O seguidor voltou e após a sua caminhada de 30 minutos,
Sentou-se à beira do rio.
Ao observá-lo,
Viu que ele,
Embora ainda estivesse poluído,
Não estava tão sujo como da última vez que estiver ali.
Obediente,
Sentou e observou o riacho.
Aos poucos,
Notou que a terra ia se depositando no fundo e pouco tempo depois,
A água já estava linda e cristalina novamente.
Retornando ao mestre com a água limpa,
Após um bom gole,
Buda disse Assim é a mente.
Por vezes é como se situações a deixassem turbulenta.
Não conseguimos enxergar bem.
É impossível sentir e ver com clareza.
Mas se apenas sentarmos do lado de fora e na posição de ouvintes e observadores,
Logo ela se aquieta e a clareza retorna novamente.
Essa história nos ajuda a compreender que por mais que situações desafiadoras nos aconteçam,
Por mais que a rotina caótica nos deixe com uma visão turva,
Muitas vezes devemos nos colocar na posição de observadores e apenas esperar.
Compreender que não somos a nossa mente e que os nossos pensamentos nem sempre estão de acordo com a realidade é um dos passos mais importantes para a nossa transformação como seres humanos.
É amadurecimento,
É crescimento,
É compreensão da nossa natureza.
A tarefa da mente é pensar.
Você jamais diria a um peixe para não nadar ou a um pássaro para não voar.
Dessa forma,
Não deve dizer a mente para não pensar.
Esse é um dos princípios da meditação.
Observar,
Compreender os padrões de pensamentos até que com o tempo e a prática possa ter maior controle sobre eles.
Mas muitas vezes a única coisa que temos controle é sentar e esperar.
Esteja um pouco no papel de observador da sua mente.
Então,
Para finalizar,
Lembre-se.
Sempre que tudo parecer confuso e agitado,
Saiba que sempre existe disponível para você a oportunidade de sentar e observar.
A natureza da água é se tornar límpida e cristalina.
Gratidão por compartilhar a sua cura comigo.
A luz que habita em mim,
Saúda a luz que habita em você.
Namastê.
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