54:24

Podcast #60 Partilhar a nossa voz única com o mundo

by Inês Nunes

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4.8
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talks
Activity
Meditation
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Everyone
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Neste episódio junto-me a uma mulher tão especial e talentosa, a Sílvia Pinto, coach e cantora. A Sílvia tem uma história única de superação que nos prova que mesmo o momento que parece ser o fim, pode na verdade ser o início de algo mágico. Com uma doença autoimune que a deixou durante dois anos e meio sem conseguir ouvir e falar e lhe tirou o seu maior dom, cantar, a Sílvia teve de aprender a ouvir a sua voz interior e mergulhar na viagem mais bonita da sua vida, a viagem para dentro.

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Transcript

Olá,

O meu nome é Inês Nunes Pimentel e este é o meu podcast,

Ou melhor,

O nosso.

Este é um lugar para conectarmos profundamente connosco e falarmos abertamente de alma para alma.

Aqui partilho as minhas histórias,

Lições,

Trago-te as pessoas que mais me inspiram e dou-te as ferramentas e inspiração que precisas para apareceres ao mundo como a tua melhor versão e manifestares a vida dos teus sonhos.

Olá a todos,

Sejam muito bem-vindos a mais um episódio,

Espero que estejam bem.

Hoje trago-vos uma mulher linda,

Com um talento único,

Uma voz inexplicável e ela é a prova de que mesmo com todos os desafios,

Com medos,

Podemos sempre seguir os nossos sonhos e é exatamente sobre isso que vamos falar,

Sobre toda a sua história,

Seguir os nossos sonhos independentemente de tudo.

Ela é live coach,

É cantora e agora semifinalista do programa Got Talent Portugal.

E sem mais demoras,

Vamos dar aqui as boas-vindas à maravilhosa Sílvia Pinto!

Olá!

Olá meu amor!

Olá meu amor,

Como é que tu estás?

Estou bem,

Estou bem e muito grata por este convite,

Que maravilha estar aqui contigo,

Que maravilha mesmo!

Parece um sonho!

Obrigada a eu,

Obrigada a eu,

É um privilégio.

É uma honra ter-te aqui,

Nós estamos a gravar em plena semana de Got Talent,

Portanto quando isto sair já teremos o resultado,

Já saberemos,

Mas nesta fase de estares à espera,

Como é que te sentes?

Eu sei que deve trazer muita adrenalina ao de cima,

Não é?

Estás à espera de saber se vais à final e portanto é assim toda uma adrenalina,

Não é?

Sim,

É uma semana de digerir muita coisa ao mesmo tempo,

Mas tão infelizmente hoje eu tenho as ferramentas certas para conseguir lidar com estas emoções todas aqui dentro do meu coração,

Mas estou tranquila,

Acima de tudo estou serena e estou a conseguir manter-me focada e centrada em mim,

Que é o mais importante.

Tão bom,

Minha querida!

E olha,

Tu realmente sempre tiveste este sonho de cantar,

Não é?

E é a tua formação base,

É que estudaste música e realmente deparaste com uma doença autoimune,

Tal como eu,

Mas nesse momento ficaste sem a tua voz,

Não é?

Tens uma história realmente de muita superação,

Porque realmente aquele dom com que tu nasceste e que tu sentiste toda a tua vida,

Que era isso que tu querias partilhar com o mundo,

De repente ficaste sem ouvir,

Sem falar,

Sem cantar naturalmente e como é que foi?

Conta-nos essa história,

Que realmente é uma história de tanta superação e sem dúvida que tantas pessoas que nos ouvem também passam por imensos desafios e eu acho que tu és mesmo uma inspiração por tudo o que passaste e hoje voltares aqui a partilhar o teu talento com o mundo,

Estás com o Got Talent,

Estás a partilhar realmente tudo isto com tantas pessoas,

Portanto conta-nos como foi toda esta jornada de viveres toda esta transformação.

Olha,

Antes de mais,

Eu gostava de começar por dizer que eu acho que nós somos todos,

Mas todos mesmo,

Inspiração para os outros.

Até porque quando eu estava nesse lugar da doença e da superação,

Como tu falaste,

Eu tive várias pessoas que foram também inspirações para mim e de certa forma foram um motor muito importante para eu querer sair daquele lugar onde eu estava.

Porque nós chegamos a uma fragilidade tão grande,

A um lugar tão fundo,

Que eu acho que às vezes sozinhos é difícil sair de lá.

E realmente existem pessoas que nos vão inspirando,

Que quase que nos vão puxando,

Vão-nos puxando para cima.

Até nós ganharmos as asas,

Ainda que pequenas,

Mas as nossas asas começam-se a formar e nós começamos a conseguir voar outra vez sozinhas.

Por isso,

Se eu hoje inspiro outras pessoas,

É porque eu também já fui muito inspirada.

E acho que isso nos torna ainda mais muito bonita,

Nós deixarmos-nos inspirar também pelos outros.

E cada um depois de nós perceber que tem essa unicidade que realmente nos faz muito especiais.

Bom,

Tudo isto remonta a 2016,

Ano em que eu então fiquei internada pela primeira vez,

Ainda sem saber muito bem o que é que estava à espera de mim.

E toda a vivência realmente que eu iria ter a partir dali.

Eu fiquei internada com uma infecção respiratória muito aguda,

Que foi,

Antes disso tive uma oquite também muito,

Muito acentuada.

E isso levou os médicos a quererem fazer análises em raio X.

E através desses exames eles perceberam que algo de errado se passava.

Que havia níveis muito estranhos.

E então passei por uma série de diagnósticos.

Eu lembro perfeitamente que o primeiro diagnóstico que me deram foi cancro no pulmão.

E aquilo avalou-me bastante.

Porque foi o primeiro dia em que eu fiquei assim,

Pera lá,

Estão-me a dizer que eu tenho cancro no pulmão?

Ou que posso ter?

Afinal estou mesmo doente.

Porque na minha ideia,

Quando eu entro no hospital,

Eu ainda estava um bocadinho naquela de ok,

Isto é só pneumonia,

Daqui a três semanas ou um mês estou bem e estou apta a voltar à minha loucura.

À loucura que era a minha vida.

E quando me dizem aquele primeiro diagnóstico,

Que depois acabou por não ser,

Foi aí que me bateu realmente.

Caiu uma ficha.

E eu disse ok,

Estou doente,

Tenho que me tratar.

O primeiro treinamento foi no esmoturo,

Porque eu rejeitei completamente a doença.

Eu não queria estar doente.

Acho que ninguém quer,

Na verdade.

E eu fiquei muito,

Foi o meu primeiro estado,

Foi o estado da vítima.

Fiquei muito ali no estado da vítima.

Porque a mim,

Eu nunca fiz mal a ninguém,

Eu não merecia isto.

Coisas deste género.

Eram mesmo os pensamentos que corriam à cabeça.

Eram todos,

Todos deste género.

Depois eu acho que nós temos realmente uma tendência a ficar ali na vítima.

Porque nós recebemos muito amor das pessoas.

E sabe bem.

E ficamos ali rodeados de todas as atenções.

E eu deixei-me ficar ali.

Acabei por ter ali uma data de meses em que eu deixei-me ficar ali.

E como a doença também me acabou por fragilizar muito,

Como eu estava a dizer há bocado,

Eu fiquei mesmo muito débil a todos os níveis.

Havia um vazio tão grande dentro de mim,

Que no fundo era preenchido por aquilo que eu recebia das pessoas.

Porque eu ainda não tinha a capacidade de perceber que o meu caminho tinha de ser o de voltar a olhar para mim,

O de voltar a preencher-me de um amor meu,

Um amor próprio.

Então é ali uma série de meses,

Talvez seis,

Oito meses,

Em que eu ando nesta estrada errada,

Vamos chamar assim,

Num caminho que me faz ainda ficar mais doente.

Ou seja,

A doença física estava lá,

Mas emocionalmente eu estava a ficar ainda mais doente.

Porque o vazio era cada vez pior,

Era cada vez maior.

Não bastasse tudo isto,

Ficar ainda sem voz,

Porque a infecção pulmonar realmente era muito aguda e acabou por subir à zona da laringe,

Das cordas vocais,

E acabou por afetar também esta parte toda da minha voz.

E a otite acabou por aumentar também,

Criou tanto líquido que os tímpanos acabaram por colar,

Acabaram por fechar.

E eu então fiquei numa espécie de retiro obrigatório,

Retiro de silêncio.

E acho que dá-se aí realmente o ponto de viragem.

Porque quando tu não consegues ouvir os outros,

Quando tu não consegues falar para os outros,

Tu não tens mais nenhuma opção senão ouvir-te a ti.

Olhares para ti e começares a ouvir essa voz que vem de dentro e que está lá adormecida,

Porque deixaste de a escutar durante tantos anos,

Mas que a certa altura começa a renascer,

Porque não tens mais com quem falar,

A não ser contigo próprio.

E acho que aí dá-se realmente um processo muito bonito,

Natural,

Mas dá-se esse processo muito bonito de eu voltar a escutar a minha voz,

De eu voltar a escutar a minha intuição,

Essa voz do coração que sabe sempre,

Sempre o que é para nós,

Sempre.

E a partir daí eu começo a escrever.

Tenho um diário que todos os dias eu escrevia,

Às vezes mais do que uma vez.

E esse diário é essa voz,

Literalmente é uma espécie de guião dessa fase da minha vida,

Em que é essa minha voz a transpor para palavras num caderno tudo aquilo que ia dentro de mim.

E à medida que eu vou escrevendo eu começo a perceber que a minha alma escolheu aquilo.

Ou seja,

Era como se aquela vivência já estivesse escrita.

Eu tinha que passar por ali.

Claro que naquele momento eu não sabia porquê,

Os pontos,

Como se diz,

Ainda não tinham cruzado,

Eu adoro isso que tu falas.

E naquela altura realmente os pontos ainda não tinham cruzado,

Mas havia ali uma sensação de que era lá.

E já vivi,

De alguma maneira já vivi isto.

Parece que a minha alma já tinha,

Já carregava aquela memória da dor,

Do sofrimento,

E de certa forma acho que foi mais fácil,

Mais fácil eu lidar com toda essa dor e com todo esse sofrimento.

Como já era familiar,

Sabes?

A minha sensação foi,

Calma,

Está a doer muito,

Mas tu vais ser capaz.

Já sabes,

A tua alma reconheceu o pacto que tinha feito,

Não é?

Eu acredito realmente que nós fazemos um pacto,

A nossa alma quando vem cá faz o pacto de,

Ok,

Eu tenho que passar por isto,

E no fundo são esses empurrões do universo que depois nos vão colocar no nosso caminho,

E que nos trazem tantas aprendizagens,

E é incrível tu teres percebido dessa voz,

E às vezes tudo está a acontecer para nós,

Eu acredito mesmo que tudo acontece para nós,

O universo está a trabalhar para nós e não contra nós,

E é normal a pessoa no início sentir-se a vítima,

Porque eu,

Porque é que isto está a acontecer,

Eu não fiz mal a ninguém,

E de repente nós temos que aceitar,

E eu acredito que a aceitação é mesmo o primeiro passo.

Eu lembro quando conversei com o Dany,

Aqui também para o podcast,

E ele depois de passar por todo o desafio da doença dele também,

Que referiu realmente,

O primeiro passo foi aceitar,

Aceitar que,

Ok,

Isto aconteceu,

Aceito e aconteceu para mim,

E a partir daí vou viver toda esta viragem.

E portanto tu ficaste cerca de dois anos,

Não é?

Sem ouvir,

Sem conseguir falar,

Como é que depois é isso?

Mais ou menos,

Dois anos,

Dois anos e meio,

Cantar e tendo alguns episódios de recuperar um pouquinho,

Mas depois tinha recaída,

Pronto,

Foi assim,

Altos e baixos.

O ouvido esquerdo nunca se queria recuperar,

Eu ainda não ouço o ouvido esquerdo,

O ouvido direito fui por ir recuperando e hoje ouço bem.

E isso do pacto da alma para mim faz todo sentido,

Inês,

Porque sabes que eu acho que quando nós vamos vivendo de forma contrária àquilo que é a nossa essência,

O nosso propósito cá,

Nós nascemos para cumprir algo.

E quando nós vamos caminhando de forma contrária a esse caminho,

E a esse propósito,

Esse pacto é ativado,

Foi aquilo que eu senti.

E foi quase um pacto em que eu disse,

Olha,

Se eu estiver a fazer a geneira,

Sabes,

Vocês deem uma chapada maior que eu possa haver porque eu não vou aprender de outra forma.

Eu sinto que foi quase isto.

Porque eu não era uma má pessoa,

Não é isso,

Até porque eu não acredito que existem más pessoas,

Eu acho que há pessoas que são muito magoadas e que isso lhes leva a um estado de tristeza ou de infelicidade,

Chamemos-lhe como quisermos,

Que depois desenvolvem o mecanismo de magoar os outros,

Porque se magoam elas próprias e depois acaba por ser um espelho.

Então eu não era má pessoa,

Não achava,

Eu não acho que era má pessoa,

Mas eu também não era a minha melhor versão.

De longe,

Eu estava a fazer tudo errado,

Ou quase tudo errado,

Sabes,

E eu acho que a doença tinha que ter vindo no momento que veio,

Porque era o momento de portal de transformação,

A doença fez exatamente esse portal.

Depois da doença eu sou outra mulher,

Eu consigo ser a mãe que o meu filho precisa,

E eu consigo viver tudo aquilo que estava escrito para mim,

Como esta experiência que estou a viver agora,

Com uma abertura e com um amor completamente diferentes.

A minha perspectiva sobre a vida mudou radicalmente,

E eu sei hoje que todos os dias eu tenho que trabalhar em mim,

Nos meus comportamentos,

Nos meus padrões,

Porque há coisas que estão muito irrealizadas,

Que estão muito memorizadas nas nossas células e que rapidamente voltam.

Nunca está totalmente o trabalho,

Às vezes a gente engana-se dessa maneira porque acha que já está feito,

Mas não está.

E eu tenho essa consciência de que todos os dias eu tenho que estar atenta,

Consciente,

Presente.

E se há um dia que é preciso parar,

Eu paro,

Eu respeito o meu corpo.

Antigamente eu não tinha isto.

Então a doença veio ser esse portal de eu realmente me preparar,

Foi uma paragem obrigatória,

Tive ali dois anos,

Dois anos e meio só comigo praticamente,

Em que eu me preparei realmente para um outro ciclo da minha vida,

Que diga-se de passagem que está a ser cheio de bênçãos,

Não é?

Porque eu realmente fiz o meu caminho,

Eu fiz o meu caminho de perdão,

Eu fiz o meu caminho de gratidão,

Que é algo que nós quase que recusamos a fazer na nossa vida,

Nós quase que dizemos,

Ah eu não perdoo ninguém,

Não é?

Eu posso,

Nunca mais falo com aquela pessoa e esqueço,

Mas eu perdoar não perdoo.

Quantas vezes eu disse isto,

Por exemplo,

E agradecer é raríssimo.

Acho que nós acordámos e não pensámos o quão importante é agradecer,

Só o simples acordar bem.

E como eu já deixei de ter isso,

De acordar bem,

De passar uma noite bem dormida,

Ou poder lavar o cabelo num chuveiro,

Durante muito tempo eu tive que lavar o cabelo de cabeça para baixo para não entrar água para os ouvidos,

Ou não conseguir vestir sozinha,

Ou depender de alguém.

Então tu vais começando a ter experiências que te vão fazendo perceber o quão a vida é maravilhosa por si só.

Já tens tantas coisas à tua volta e na tua vida tão boas,

Que de repente é mágico,

Eu acho que é mágico.

Começas a amar a vida,

A amar-te a ti própria de uma forma que é tão simples ao mesmo tempo,

Mas que tiveste de passar por aquele desafio para lá chegar,

Não chegarias de outra forma.

Sem dúvida,

É mesmo este encontro connosco,

Eu entrei no teu site agora antes da nossa conversa para me inspirar e vi que tinhas lá uma citação que eu amo,

Que tenho no meu livro,

Que é por vezes o universo apaga todas as luzes para que não tenhamos outra hipótese para além de acender a nossa luz.

E quando realmente estamos completamente na escuridão e parece que tudo está a correr mal,

Não há outra hipótese,

Não há outra hipótese senão nós percebermos que temos que acender a nossa luz,

Temos que viver a vida de outra forma e encontrar estas ferramentas que são tão simples mas que mudam mesmo a nossa vida,

Como a gratidão,

Agradecermos todos os dias e é tão normal nós focarmos nas coisas que estão a correr mal e nunca agradecer,

Não é?

Porque o nosso pensamento vai sempre para aquilo que não está a correr bem e se em vez de nos focarmos nisso realmente,

Eu estou viva,

Eu acordei,

Eu tenho um teto sobre mim,

Eu tenho comida na mesa,

Eu tenho saúde,

As coisas mais simples,

Não é?

A nossa vida começa a mudar,

Eu acredito mesmo que a gratidão é o nosso ímã para abundância em todas as áreas,

Quando agradecemos realmente atraímos coisas incríveis para a nossa vida e tudo começa a mudar e o amor que temos por nós,

O amor próprio também é algo super importante para ti,

Eu fiz um live contigo aqui há uns meses sobre amar a pessoa que somos e foi uma conversa mesmo super especial,

Realmente o amor próprio muda mesmo a nossa vida,

Não é minha querida?

Quais são as ferramentas que tu usas diariamente para cultivar esse amor?

Porque vê-se mesmo que é tão bonita a relação que tu criaste contigo.

É mesmo,

É mesmo.

Às vezes até emociono com isso,

Porque eu tratava-me mesmo muito mal e na verdade como é que nós queremos que à nossa volta as coisas estejam bem e as pessoas gostem de nós ou nos amem ou tratem bem de nós,

Se realmente nós somos os nossos piores inimigos?

Nós dizemos coisas a nós próprios que não somos capazes de dizer a ninguém e fazemos-nos maldades,

Porque são mesmo maldades,

Que a outra pessoa nós não seríamos capazes de fazer também.

Lá está.

E então este encontro comigo foi realmente uma bênção enorme e eu amo muito esta cilindra que eu encontrei e não quero nunca mais perdê-la,

Porque ao mesmo tempo Inês,

Este amor próprio para mim foi também um resgatar da minha criança,

Sabes?

É quase como se a vida tivesse ficado demasiado séria,

Demasiado responsável,

Eu passei a ter que trabalhar,

A ter que ganhar dinheiro,

A ter que ser adulta,

Não sei se percebes o que eu estou a dizer.

E aquela criança que nós temos que ter sempre connosco,

Sempre,

Porque ela representa a nossa versão mais bonita,

A nossa versão mais pura,

A nossa versão mais genuína,

Ela tem que estar sempre connosco e eu abandonei-a.

E esse foi um dos primeiros perdões que eu fiz e que eu acho que começa sempre por aí,

É pelo auto perdão,

É nos perdoarmos a nós próprios.

O perdão é sempre para nós.

E eu comecei por aí porque,

Através desse resgate dessa criança,

Eu consegui recuperar o brilho no olhar,

O sorriso que eu tenho por olhar a orelha,

A alegria que contagia os outros,

Porque a minha criança era assim,

A Silvine criança era assim.

Eu não vi ninguém triste à minha volta quando eu era criança.

Eu cantava,

Eu dançava,

Eu pulava,

Portanto eu tinha uma energia tão bonita e que eu ao longo da vida fui perdendo.

Então eu acho que o meu amor próprio começou por aí.

Perceber que eu preciso e que é bom eu ter a minha criança comigo sempre.

E depois,

Claro,

Coisas como ir no trino,

Ir procurando todos os dias ter um momento comigo,

Seja de manhã,

Eu tenho sempre que seja de manhã,

Porque eu prefiro para começar o dia logo mais centrada,

Mais conectada comigo.

Às vezes não é possível,

E tu também deves compreender porque com um bebê as coisas alteram um bocadinho,

Às vezes eles acordam uma hora,

Às vezes acordam outra,

Portanto nem sempre é consistente,

Pronto.

Mas isso também eu fui trabalhando assim,

Não é agora porque não é para ser.

Exato.

E depois procuro sempre outro momento.

Mas durante o dia eu gosto sempre de ter o meu momento,

Aquela pausa que eu estou fazendo comigo.

Seja a escrever,

Eu adoro escrever,

Seja a ler,

Também gosto,

Seja a respirar,

Que também é para mim uma ferramenta muito poderosa.

E acho que isso também me trouxe muito o meu poder pessoal,

Porque como deves calcular eu fiquei sem conseguir respirar.

Ou seja,

Eu perdi completamente o meu poder.

A minha sensação foi de.

.

.

O meu corpo não funciona.

Como eu não consigo respirar eu não tenho vitalidade,

Logo o meu corpo não funciona.

E eu conseguir voltar a encontrar uma respiração fluida,

Uma respiração leve,

Saudável.

Eu acho que também me trouxe muito esse poder de mim para comigo,

Para com o meu corpo.

O meu corpo responde,

O meu corpo voltou a responder,

Está a fazer exatamente o que eu lhe estou a pedir.

E acho que esses momentos me fazem respeitar muito esse meu corpo,

Meu templo.

Esta é a minha casa.

E se aqui na minha casa tudo estiver bem,

Então em todas as outras minhas casas tudo vai estar também em equilíbrio,

Em harmonia.

E isto eu acho que é o ponto de partida para a verdadeira abundância.

Realmente tu te amares muito,

Tu sabes que és realmente muito poderoso,

Todos nós somos únicos,

Tu também falas muito sobre isso,

Porque cada um de nós tem realmente algo único.

Isto não é cliché,

É mesmo verdade.

Tu podias estar a fazer esta entrevista com qualquer outra pessoa,

Falar sobre a mesma temática,

Iria ser diferente.

Sempre.

Porque não há ninguém que fale e que diga as coisas que eu digo.

É a minha voz.

E hoje eu olho para a minha voz com um dom e com esta gratidão.

Eu já deixei de obter,

E agora que a tenho de volta,

Eu tenho que a fazer ouvir.

Eu tenho que a usar também.

Muito obrigada,

Querida.

É mesmo tão bonito ver a relação que tu criaste contigo,

De puro amor,

A gentileza como te tratas,

Que é tão importante,

Porque às vezes nós achamos que amor próprio é ok,

Então tenho que fazer isto,

E como estávamos a dizer,

Ter esta rotina,

Fazer isto.

E a verdade é que nem sempre vamos conseguir,

Não é?

Hoje em dia somos mamães,

A vida é completamente diferente.

E ter esta gentileza do perdão,

Que é algo que tens mencionado na nossa conversa,

Que é tão importante este perdão e o perdão para connosco mesmas.

E é tão bonito ver realmente que encontraste essa relação contigo,

Com a tua voz,

E que hoje usas a tua voz para cantar,

Para partilhar toda essa magia.

E portanto,

No fundo,

Todo este processo,

Além de teres esta paixão por cantar,

Também te trouxe muito este desejo de a usar para ajudar outras pessoas,

Não é?

E tornaste coach.

Coach,

Como é que foi este processo do desenvolvimento pessoal entrar na tua vida e sentires que realmente querias ajudar pessoas também nesse sentido?

E a verdade é que uma coisa que eu adoro é percebermos que nós não temos que estar numa caixinha,

Não é?

Eu não tenho que ser só cantora,

Ou eu não tenho que ser só coach.

Eu posso ser tudo o que eu quiser,

E eu amo isso em ti.

Trabalhares como coach,

Fazeres todo este trabalho de partilhares a tua voz com o mundo,

Ajudar pessoas com a tua história e com as tuas vivências,

Com a tua sabedoria.

E estás também no Got Talent,

A usar a tua voz e toda essa magia.

Portanto,

Conta-nos como é que foi um bocadinho esta jornada de entrares no desenvolvimento pessoal,

Tornares coach,

Começares realmente a partilhar toda essa tua voz com o mundo também,

Neste mundo do desenvolvimento pessoal.

Olha,

O encontro com o desenvolvimento pessoal e com o autoconhecimento,

Eu acho que se dá também de uma forma muito espontânea,

Porque realmente a ciência deixou de mudar as respostas que eu queria.

A doença que me foi diagnosticada é uma doença autoimune,

Como sabes também,

Não há respostas.

A ciência não sabe de onde é que vem,

Porque é que vem,

Como tratar,

É sempre uma espécie de tratamento tentativa e erro,

Não é?

E vai-se trabalhando a dosagem,

Aumenta-se mais um bocadinho,

Diminui,

Sai,

Mas vai ter que se aumentar.

E toda esta instabilidade que eu senti ao longo do tratamento fez-me procurar outras respostas.

A minha sensação é,

Eu tenho que ter outras respostas,

Tenho que ter outras soluções,

Eu não posso ficar entregue a químicos,

Eu não posso aceitar,

Ou pelo menos resignar-me a que vou ser uma doente crónica para toda a vida,

Não me faz sentido absolutamente nenhum.

Porque eu acho que nós nascemos para ser saudáveis,

Não é aquela coisa de nós irmos à vida para sofrer,

Isso é uma crença que eu já tenho muito bem resolvida dentro de mim,

Porque era algo que eu acreditava,

A vida era dura,

A vida era difícil.

E aquele sofrimento,

Para mim,

Inicialmente era normal,

Lá está,

A minha alma também já reconhecia.

Mas ao mesmo tempo eu tive que transformar essa dor em dom,

Transformá-la em saúde.

Eu queria recuperar a minha saúde,

Então eu fui procurar outras coisas.

E de facto tive várias terapeutas,

Vários profissionais que eu fui trabalhando,

E houve uma outra ferramenta com a qual eu me identifiquei mais.

E acho que esse elo,

Essa paixão surge dessa forma,

De eu perceber que em mim teve um resultado incrível,

E de eu dizer assim,

Tenho que pegar na minha história,

Levar a minha mensagem mais longe e trabalhar com outras pessoas,

Ajudar outras pessoas também a perceber que há outros caminhos,

Que a medicação não tem que ser para sempre,

Que não há doentes crónicos,

A não ser que as pessoas queiram ser doentes crónicos e se resignem,

E se deixem ficar naquele lugar.

Nós podemos escolher,

É tão importante das pessoas serem,

Eu posso escolher.

Eu escolhi chegar ali,

É isto também que é importante,

O sair do lugar da vítima e levar-nos a um lugar de responsabilização,

Que é,

Eu cheguei à doença porque eu escolhi.

Eu tive comportamentos e posturas na minha vida que me levaram àquela combustão.

Sem falar aqui em espiritualidade,

Sem falar de alma,

Sem falar disso tudo,

Para pessoas que são um pouco mais céticas.

As minhas posturas e comportamentos na vida levaram-me a ficar doente,

Pronto.

É tão simples quanto isto.

Mas há razão e há lógica,

Para quem preferir.

Agora,

Ou eu escolho diferente para ir para outros lugares,

Ou se eu continuar a ser a mesma pessoa,

Ou a fazer as mesmas coisas,

Eu vou continuar no mesmo sítio.

E isto é tão importante nós percebermos que nós podemos fazer outras escolhas,

Não há problema absolutamente nenhum.

Já se perdeu aquela coisa de que temos que trabalhar 40 ou 50 anos na mesma área,

De que temos que trabalhar inclusive na área em que estudamos e nos formamos,

Isso já não existe.

Nós já estamos numa outra era que nos permite realmente sermos aquilo que nós quisermos.

E o que eu fui ontem não tem que ser hoje.

Então eu percebi que as minhas escolhas estavam todas erradas porque eu não estava a ser eu.

Eu estava a tentar encaixar-me na sociedade,

Eu estava a tentar ser como os outros queriam que eu fosse.

E a doença veio,

Claro que veio,

Tinha que vir,

Não havia outra hipótese.

Aliás,

Eu já estava doente há muito tempo.

Eu costumo sempre dizer isto porque é mesmo verdade.

Sabes aquela doença,

Inês,

Que tu vais na rua e não vês?

O problema é este,

É que também as pessoas só consideram as pessoas doentes quando a doença se manifesta no físico.

Mas nós já estamos doentes emocionalmente há tanto tempo.

Há um desgaste,

Há um desistir da vida quase,

Há um sobreviver.

Nós passamos a estar na sobrevivência.

Nós não vivemos.

Daí vir o medo da morte.

Por exemplo,

Eu tinha um medo da morte gritante.

Porquê?

Porque no fundo eu sabia que se eu morresse eu não tinha vivido,

Eu não tinha cumprido a minha missão.

Eu não estava a vivê-la.

A partir do momento em que eu realmente me transformo,

Em que eu passo a ser a Silvia que sou hoje,

Eu não tenho medo da morte.

Eu sei que ela vai chegar e é um processo natural que vai acontecer.

Mas até lá eu vou viver muitos anos e todos estes anos eu vou estar a viver.

E quando eu morrer é porque o que tinha que viver cá já passou.

Então isto traz-me uma leveza.

E vai por escolhas muito pequeninas.

Começa com escolhas muito pequeninas.

E ao mesmo tempo de percebermos isto,

De que as nossas escolhas atraem-nos as situações.

Tudo o que nos acontece fomos nós que trouxemos.

Então vamos olhar para isso,

Perceber a mensagem que isso nos está a trazer e trabalhar.

E eu senti muito que este foi o meu processo.

Foi o que falaste há bocadinho,

Que o Dani também disse,

Da aceitação.

Ok,

Estou doente,

Vamos lá.

O que é que eu preciso de fazer?

Automaticamente fui escrevendo,

Foi-se começando a fazer luz,

A minha luz própria começou a aparecer e eu fui começando a perceber afinal o que é que eu quero ser.

Quem é Silvia?

O que é que a Silvia quer?

O que é que a Silvia gosta?

E estava tudo errado.

Estava a fazer tudo ao contrário.

E eu pensei,

Agora que eu sei as coisas e o trabalho continuará para a vida,

Certamente.

Mas agora que eu já sei isto,

Eu tenho que ajudar outras pessoas.

E aí eu decido formar-me,

Fazer algumas certificações.

Não porque eu considere que tu tens que ter uns certificados para seres válida,

Nada disso.

Porque também passei por essa questão de ter que ter muitos cursos e ter que ter boas notas e esse foi assim também uma espécie de.

.

.

O meu caminho enquanto aluna era ter que ter.

.

.

Nós é que dedicamos a nossa certificação a nós mesmas e essa é a certificação mais importante.

Sem dúvida.

Agora,

Eu quando faço alguma coisa é porque eu sinto que dali também vou retirar uma autoaprendizagem muito grande.

E esse foi o meu compromisso.

Ok,

Eu quero ajudar outras pessoas e sinto que é esta e esta terapia que eu quero fazer.

Então vamos lá fazer o máximo que eu puder em mim,

Perceber o máximo de ferramentas que eu posso ter também para mim,

Para depois então poder passar para os outros.

E é um bocadinho esse sentido,

É dar o melhor de mim aos outros e a formação foi com esse intuito.

Foi eu ter ainda mais ferramentas do que aquelas que eu já tinha absorvido e conseguido reunir ao longo do meu processo.

E pronto,

E comecei a África ainda não foi tá um ano,

Ainda não fez um ano,

Porque eu comecei em novembro.

Ah,

Muito tão bom.

Comecei em novembro.

Depois com também o Instituto de Got Talent eu não tenho aquela disponibilidade também que eu gostaria de ter,

Mas está tudo bem.

Cada coisa há seu tempo.

Mas já estou a trabalhar com muitas mulheres,

Neste momento mais mulheres.

E tem sido realmente uma viagem muito bonita,

Muito bonita mesmo.

Eu aprendo tanto com as pessoas que chegam a mim,

São reflexos,

Também me vêm trazer muita coisa,

Daquilo que eu ainda tenho que trabalhar.

Então eu acho que este trabalho é realmente uma bênção,

É um privilégio poder trabalhar com outras pessoas.

E acho que o terapeuta ou coach tem este benefício,

Tem esta honra,

Que é tu saberes o que é estar naquele lugar.

Tu trabalhas assim há tanto tempo,

Tu já passaste por ali,

Já estiveste ali,

E se os teus comportamentos e as tuas posturas perante a vida regressarem,

Regredirem,

Tu vais voltar a estar ali.

Portanto eu acho que este trabalho dá-nos uma generosidade e um olhar sempre muito amoroso,

Quer para com a pessoa que temos à nossa frente,

Mas principalmente para connosco.

E vermos a nossa vulnerabilidade ao ponto de perceber que eu já estive ali e posso estar ali outra vez.

E este trabalho de terapeuta dá-nos esta continuidade,

Esta consciência que é tão importante.

É um crescimento imenso,

E é mesmo que dizes,

A pessoa que está ali vai ser sempre um espelho de muita coisa que nós temos que trabalhar em nós,

E as pessoas que chegam até nós nunca é o acaso,

E é um crescimento imenso porque nós também estamos a crescer com as pessoas que estamos a guiar.

E é tão bonito,

E começaste mesmo há tão pouco tempo,

É mesmo muito especial porque sem dúvida que muitas pessoas que ouvem o podcast também estão a começar,

Ou querem começar,

E dás essa inspiração de que podemos realmente fazer aquilo que amamos e permitir-nos começar,

E assim que começamos recebemos logo toda essa transformação.

Sim,

Sim.

É mesmo ir,

É mesmo confiar,

Confiar muito,

Muito.

O que é para nós,

Chega.

Está lá,

Está lá sempre.

E portanto,

Além do coaching,

Fazes também algumas outras terapias,

Como por exemplo o rebirthing,

Que eu estava a ver também no seu site.

Eu comecei a fazer este ano,

É mesmo muito transformador.

E agora deixa também aqui uma inspiração sobre o rebirthing,

Porque é diferente da respiração que nós estamos habituados,

E realmente agora que ouvi a tua história mais a fundo percebo que tudo fez sentido,

Porque tu ficaste sem conseguir respirar,

Não é?

Respiração é a nossa força vital,

E portanto foste aprender estas técnicas incríveis para também ajudar pessoas a viver a sua transformação através delas.

Portanto partilha um bocadinho sobre o que é isto do rebirthing,

Porque eu comecei a fazer este ano e realmente é incrível e recomendo muito.

É incrível mesmo.

Para mim o rebirthing foi,

Sem dúvida,

A terapia,

A terapia.

Eu quando fiz o meu ciclo de rebirthing,

Eu fui-me construindo,

Sabes?

Reconstruindo.

Eu fui percebendo tanta coisa que não fazia sentido até então,

E que de repente começou a abrir-se.

Eu comecei a entender,

Ah,

Ok,

Isto vem daqui.

E eu acredito muito que quando tu percebes onde vem,

Quando tu percebes o porquê das coisas,

Que nem sempre é claro,

Mas quando há pelo menos uma migalha a que tu já te possas agarrar,

O teu processo de cura já acontece,

Porque tu tens as respostas que precisas,

E elas estão sempre dentro de nós,

Sempre.

E o rebirthing faz este trabalho que é o teu regresso a casa.

Tu vais realmente trabalhar em ti,

Enquanto ser,

Em todos os teus espectros.

Tu vais realmente ao teu trauma primário,

Que é o teu trauma de nascimento.

Há muitas pessoas que não têm essa noção,

Mas quando nós nascemos é a primeira vez que nós respiramos por nós.

Até então nós estamos a respirar através da nossa mãe.

Então aquela primeira respiração é muito impactante,

Muito mesmo.

E gera sempre o trauma,

Às vezes há pessoas que me perguntam,

Mas há alguma forma de nascer e não ter trauma?

Não.

O nascimento já está todo desenhado para nós trazermos esse trauma,

Daí se chamar trauma de nascimento.

O que é que é preciso?

É realmente as pessoas serem cada vez mais conscientes ao ponto de perceberem que o nosso trabalho começa daí.

Começa desse ponto de origem.

Porque esse é o gatilho para a maior parte das nossas crenças,

Dos nossos padrões comportamentais,

Da forma como nós olhamos para a vida,

Como nós olhamos para os outros e como nós olhamos para nós mesmos.

Então quando eu fiz o rebirthing eu percebi que eu tinha que levar esta terapia a mais gente,

Porque é mesmo incrível.

Então não há mesmo palavras para descrever o poder que é sabermos como respirar.

E percebermos que a nossa respiração nos traz tanto à superfície.

Porque nós vivemos a vida sempre muito na superficialidade,

Não é?

Nós temos ou pouco tempo para nós,

Ou andamos sempre a correr por causa do trabalho,

Das tarefas,

Do dia-a-dia.

E a verdade é que são raras as vezes em que nós conseguimos ir à profundidade.

À profundidade das nossas memórias e daquilo que realmente nos fez ser o que somos e fazer aquilo que fazemos.

E o rebirthing traz-te este parar.

Estás ali na terapia,

Tu estás consciente,

Não dormes,

Não é como outras terapias em que tu dormes.

Estás consciente,

Estás a respirar consciente,

Cerca de uma hora,

De uma forma circular.

Ou seja,

Tu vais entrar numa espécie de processo de catarse.

E esse processo ninguém tem que forçar nada,

As coisas vão acontecer naturalmente.

Às vezes há sessões em que realmente não vêm memórias,

E não quer dizer que foi uma sessão má,

Significa às vezes até que essas memórias poderão vir nos dias seguintes.

Nós simplesmente abrimos o espaço para que elas apareçam,

Não é?

Mas realmente a maior parte das sessões há ali muita libertação,

Pode haver choro,

Pode haver grito,

Pode haver uma libertação de raiva,

De dor,

De sofrimento.

Porque nós trazemos realmente ao de cima muita memória e muita emoção que acabou por ser retida,

Que acabou por ficar ali fechada.

E vais trabalhar exatamente esse trauma do teu nascimento,

Vais estudar o teu nascimento,

De que forma é que tu chegaste à vida.

Foi de forma suave?

Foi de forma dolorosa?

Demoraste muito tempo?

Foi um parte super rápido?

Nasceste por ti,

Foste tu que escolheste nascer,

Foste forçada a nascer.

E tudo isto são pequeninos detalhes,

Mas que depois fazem toda a diferença naquele ser.

E que aquele ser ao perceber a forma como nasceu e a forma como se processou toda a sua gestação e infância,

Os primeiros anos de vida,

Aquele ser vai realmente fazer um mais um,

Vai refletir e compreender,

Ok,

Então eu sinto este medo ou eu acredito nisto porque existiu aquilo na minha história,

Certo?

Mas eu hoje sou adulto,

Eu hoje posso escolher ser diferente,

Eu liberto-me dessa informação quase que o meu corpo registou.

E é muito este trabalho que o Ribórdem faz,

Seja através da respiração no seco,

Que é assim que nós falamos,

Ou seja em consultório,

No tapete,

Seja através da respiração em água.

Quando nós vamos para a água,

Realmente é lindo,

É lindo de ver,

Porque nós vamos trabalhar as nossas próprias águas internas,

Então nós vamos voltar ao útero da mãe,

Vendo coisas dolorosas,

É um processo realmente muito libertador,

Se dentro do útero da mãe houve ali realmente memórias e informações registadas de dor,

De rejeição,

Por exemplo,

Que acontece muito também,

A pessoa vai realmente dentro da água de uma forma espontânea libertar-se e deixa de ser difícil,

Deixa de ser duro,

Porque a água traz-nos essa suavidade,

Essa leveza e o movimento,

Portanto tudo que é água realmente é fluido,

Então através dessa fluidez o Ribórdem leva a pessoa a encontrar-se novamente na vida dessa mesma forma fluida e suave,

Sem ser à base do empurrão,

Lá está,

Não é?

E é muito bonito de ver o processo de alguém que faz o ciclo,

Ver que uma pessoa começa e depois ver a pessoa que termina,

É mesmo incrível.

É uma terapia incrível e muitas pessoas ainda não conhecem,

Portanto fica aqui a inspiração para quem está a ouvir e a explorar o Ribórdem e esta ferramenta é realmente muito incrível,

Obrigada minha querida por partilhar e entretanto surge toda esta volta à música,

Não é?

Portanto,

Se passas pela doença,

Deixas de conseguir cantar,

Percebes que ok,

Vou começar toda esta área de desenvolvimento pessoal,

Coaching,

Reverting e surge esta oportunidade incrível que é partilhares a tua voz com todo o Portugal no Got Talent,

Como é que está a ser essa experiência,

Como é que está a ser finalmente voltares a colocar a tua voz no mundo,

A cantar e partilhares isso com tantas pessoas e esse sonho,

Não é um grande sonho que tens?

É mesmo um grande sonho.

Sabes que eu acho que tinha quase colocado o canto um pouquinho na gaveta,

Porque lá está,

Aquilo que eu estou a dizer,

Nós podemos já fazer esse trabalho com outras pessoas e haver algumas coisas dentro de nós que ainda estão por,

Não digo resolver,

Mas que estão ainda por descodificar,

Ou seja,

Ainda não vimos todas as partes de nós e eu achava,

Isso supostamente estava claro para mim,

Eu achava que o canto tinha sido quase um fator importante no meu percurso,

Uma escolha errada.

Aquelas escolhas que nós estávamos a falar,

Que são escolhas que nós fazemos que nos levam Então temos que fazer escolhas diferentes.

Toda essa conversa eu associei-a ao canto.

Eu achei que o meu erro,

Ou que a minha escolha errada,

Tinha sido realmente bem lá atrás,

Quando eu decidi seguir canto,

Porque o canto conduziu-me à pressão,

Conduziu-me à competição,

Ou seja,

Levou-me a lugares que realmente não são para mim,

Ou não fazem parte da minha essência.

Os concursos,

As competições,

Aquelas coisas todas.

E é um mercado,

É uma área realmente muito difícil,

As artes.

Estás em constante crítica,

Seja para contigo,

Seja dos outros.

Estás muito exposta.

Ou lidar com os nãos,

Não é?

Lidar com o não.

Sim,

Lidas com muitos nãos e eu achei que aquilo era mesmo para arrumar.

Pronto,

Olha,

Vou fazendo umas coisinhas aqui e acolá,

Mas efetivamente o canto foi a minha escolha errada.

Pronto.

E estava,

Supostamente,

Como eu disse há pouco,

Estava muito claro,

Não é?

Até que eu estou a fazer zapping no Facebook e assim,

E aparece realmente uma coisa da RTP a falar de abrem inscrições,

Bota talento.

Eu vi aquilo em mês e a minha coisa foi lá.

Ah,

Sim,

Sim,

Continuei a fazer,

Não é?

Continuei.

Mas a minha alma olhou para aquilo.

A minha alma olhou para aquilo.

Porque realmente é um sonho de menina.

Eu sempre quis participar num programa,

Mas nunca tive coragem para me inscrever.

Nunca.

É preciso coragem,

Não é?

Para apresentar-nos assim perante milhares de pessoas.

E mais do que isso,

É conseguir-se quebrar com certos estereótipos que certamente haverá em todas as áreas,

Eu não conheço as outras áreas,

Mas na nossa área existe muito.

Muito.

Tu és este tipo de voz,

Vais cantar este repertório e vais fazer este caminho.

Pronto.

E quase que te,

Sabes,

Direcionam por ali.

E tu às vezes olhas para ali e até gostavas de experimentar,

Mas.

.

.

E voltas,

Não é?

Na nossa área há muito isso.

Eu não sei se nas outras também.

Então participar num programa deste era quebrar com essa linha.

Eu ia estar a sair da caixa,

Não é?

Então,

Apesar do meu coração dizer sempre vai,

Eu não escutei essa voz.

Eu não tive a coragem,

Eu não agi com o coração.

Nunca.

Mas a minha alma viu então esse post.

E a verdade é que depois,

Em dezembro,

Eu vou ao você na TV,

À TVI,

Falar também sobre a minha história,

Que eles convidaram.

E à tarde,

Isto foi de manhã,

À tarde ligam-me da produção do programa do Got Talent,

A dizer que tinham visto a entrevista,

Que tinham gostado muito da minha história,

Do meu perfil,

Da minha pessoa e da minha voz.

Se eu queria participar.

Sim.

Pronto.

Percebi ali que o universo realmente arranja formas de fazer as coisas acontecerem.

Eu não me inscrevi propriamente através de um e-mail,

De um formulário,

Mas foi como a minha alma se tivesse inscrito.

Porque eu queria tanto ir,

Tanto,

Que aquilo de repente ligam-me,

Cheia de medo,

Cheia de medo.

Mas a minha resposta foi logo sim.

Eu percebi que tinha que ir.

Era mesmo o momento de eu viver aquilo.

Eu hoje já sei lidar com todas essas questões que eu estava a falar antes.

O meu medo era por eu saber que eu estive vocalmente parada há muito tempo.

E nós somos como atletas,

Não é?

Ou seja,

É preciso prática,

Treino,

Prática,

Treino,

Prática,

Treino.

E o meu medo vinha daí.

Ou seja,

Eu não estava efetivamente a cantar.

E foi aquela coisa,

Aquele friozinho na barriga de,

Tens de estudar,

Tens de te pôr na forma porque vais-te apresentar a um público imenso.

Agora,

Tudo o que era aos outros deixou-te de ter significado,

Deixou-te de fazer sentido para mim,

Deixou-te de ter importância.

Eu hoje faço as coisas por aquilo que eu sinto.

E se eu sinto que é para ir,

Não importa o que os outros vão dizer.

Não importa mesmo.

E eu tive vários comentários,

Várias pessoas mais próximas,

Menos próximas,

Pessoas que nem me conhecem de lado nenhum.

E,

De facto,

Houve muita gente que não entendeu o porquê de eu querer ir,

De eu querer expor-me assim,

De eu querer falar da minha história.

E se calhar essas pessoas nunca vão entender,

Por mais que eu queira explicar.

E está tudo bem,

Ninguém tem que entender.

Este caminho é meu,

Eu tenho que o viver,

Eu sei que eu tenho que viver.

E,

De facto,

Este Got Talent foi,

E tu vais entender imenso o que eu vou dizer,

Porque falámos a mesma linguagem,

Foi o encerramento da minha doença.

Tão bonito.

Daí é que me dava tanto medo,

De tão grande que era,

De tão importante,

De tão bonito.

E a minha alma sabia que ia ser isso tudo.

Então o medo estava lá,

Porque uma pessoa já sente essa vibração,

Tão elevada,

Que assusta.

Mas eu deixei-me ir e tem sido,

Fase após fase,

Etapa após etapa,

Tem sido realmente este curar,

Este curar da doença,

Este agradecer ainda mais tudo o que eu vivi,

Tudo.

O honrar a minha voz,

O agradecer ao universo por me ter trazido de volta,

O perceber que eu não errei ao escolher o canto.

Eu só estava a fazer um caminho que não era o meu.

Mas eu posso cantar,

Não é mesmo?

Eu agora tenho que ser fiel a mim,

Deixar de ser fiel aos outros.

E este programa está-me a trazer tudo isto,

Está-me a trazer este entendimento profundo,

De perceber que aquele sofrimento e aquela dor toda está a culminar nisto,

Nesta experiência tão bonita,

Tão.

.

.

Opa,

É mesmo uma bênção.

E eu sei que há pessoas que não entendem isto porque acham que ir à televisão,

Não sei o quê,

Mas é mesmo uma bênção.

E eu estou a entender isto tudo desta maneira,

E este programa só surge agora porque eu já sou esta Sílvia.

Estavas pronta.

Por isso é que ele surgiu agora.

Para fazer toda esta cura final que ainda faltava.

Sim,

Encerrar mesmo um capítulo.

Tão bonito.

E aconteça o que acontecer,

Não é?

Estamos aqui na expectativa.

Já ganhaste,

Já ganhaste tudo.

Portanto,

Tudo o que vier ainda mais.

Perfeito,

Mas já ganhaste tudo,

Não é?

E tanto,

E tanta transformação.

Tão bonito,

Minha querida.

És mesmo uma inspiração e tão bom mergulhar contigo em todos estes temas.

E só posso desejar que continues a usar essa tua voz e partilhes tudo isto com o mundo,

Seja através do coaching,

Seja através da música,

E que nunca deixes realmente de usar a tua voz que é tão especial e única.

Obrigada.

Obrigada,

Inês.

Um beijo.

Obrigada por seres a Inês e por realmente seres luz em tantos caminhos.

Foste muito luz na minha vida,

No meu caminho.

E continuo o teu trabalho que é maravilhoso e és mesmo muito especial neste plano que é a Terra.

E a tua missão é muito bonita.

Venha às experiências.

Obrigada.

E a tua também.

Só posso agradecer mesmo ter-te aqui,

Ter-nos cruzado.

E isto é só o início de muita magia que estamos aqui a criar.

Obrigada,

Inês.

É um honro ouvir-te,

Conhecer a tua história,

Te receber todos estes ensinamentos.

Tens uma sabedoria tão bonita dentro de ti para partilhar com o mundo.

Uma voz mágica e continua,

Minha querida,

Mesmo.

Obrigada.

Obrigada mesmo.

Obrigada.

Obrigada.

E muito obrigada a todas as pessoas que nos tiveram a ouvir.

Foi mesmo tão emocionante ouvir a Sílvia.

Ela tem mesmo uma história de vida e tanto para partilhar connosco.

E por isso vão apoiar a Sílvia em toda esta jornada da música.

Vão conhecer o seu trabalho,

Explorar todas estas áreas.

Coaching,

Rebirthing com ela.

Obrigada mesmo por estarem aqui a ouvir-nos.

Obrigada,

Sílvia.

Um grande,

Grande abraço.

Obrigada.

E até ao próximo.

Um grande beijinho para ti e para todas que nos ouvem.

A ti também.

Beijinho.

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Inês NunesLisbon, Portugal

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