
Yoga Nidra Para Nutrir O Ventre - Energia Criativa
Prática guiada de relaxamento profundo e regeneração, com recurso à técnica Yoganidra. Esta técnica tem uma forte componente terapêutica e de autoconhecimento. Especial foco no ventre, observação e nutrição. Conexão com a energia criativa. Música original.
Transcript
Prepara o teu tapete e suportes para a prática de Yoga Nidra.
Deita-te no chão em Shavasana,
O corpo longo,
Costas deitadas no chão,
Os pés ligeiramente afastados e usa um suporte por baixo dos teus joelhos para que eles fiquem ligeiramente fletidos.
Os braços ficam longos ao longo do corpo e as palmas das mãos viradas para cima.
E podes usar uma manta para cobrir-se o teu corpo,
Mas sem prenderes nenhuma parte do teu corpo,
Deixando as mãos soltas e os pés soltos.
E vais agora subir ligeiramente a bacia,
Puxar a pele das nádegas na direção dos pés,
Depois voltas a pousar gentilmente a tua bacia.
Traz agora o queixo na direção do teu peito,
Levantando ligeiramente a cabeça e pousando a nuca com cuidado novamente no chão,
Alongando assim a tua espinha cervical e permitindo o maior contato entre a parte de trás do teu corpo e o chão.
Faz uma inspiração e a expiração profundas e encosta as tuas pálpebras.
Descontrai a mandíbula e o rosto,
Ajeita a tua roupa,
Faz estes últimos ajustes para que possas ficar confortavelmente e em quietude durante toda a prática de Yoga Nidra.
Observa o teu corpo no chão,
Sem lutares contra a sensação de deixar ir o corpo em direção ao tapete,
Mas permitindo-te o tempo que for necessário para que o corpo fique totalmente relaxado.
O corpo sabe quando está preparado para que o asana ou a prática se instale.
O corpo sabe quando a respiração flui livremente,
É seguro relaxar.
Entrega-te.
Neste momento não precisas estar em modo de fuga ou proteção,
Não existe neste momento nada que precises ou que deves fazer a não ser escutar a minha voz.
E lembra-te que és livre para adaptar as indicações que escutares,
Para guardares apenas o que te faz sentido,
Livre para libertares o que não te serve ou não te faz sentido.
E liberta-te também as expectativas do que é suposto esta prática ser,
Ou do que é suposto sentires,
Simplesmente permanece com o que é.
Observa o teu corpo deitado no chão,
Sente o teu corpo deitado no chão e toma consciência de todas as partes do teu corpo que estão em contacto com o tapete ou suportes.
Observa todos estes pontos de contacto e as sensações que este contacto,
Este suporte te traz.
Sentindo e observando os calcanhares pousados no tapete e a sensação ao longo dos pés.
Sentindo e observando a parte de trás dos teus joelhos gentilmente pousados sobre teu suporte e a sensação ao longo das pernas.
Sentindo e observando a base do corpo,
Bacia,
Todo o saco repousado sobre o tapete e a sensação do espaço pélvico,
O espaço do teu ventre.
Sentindo e observando toda a área das tuas costas em contacto com o chão,
As vértebras pousadas,
A ondulação súbtil da respiração que é possível sentir contra o tapete.
A linha de contacto entre as tuas costas e o tapete.
Sentindo e observando as omoplatas,
Ombros e braços em contacto com o chão.
Sentindo e observando as omoplatas,
Ombros e braços em contacto com o chão.
Sentindo que a cada novo ciclo de respiração e conforme vais permitindo que o relaxamento se instale,
Os teus ombros e braços descaem cada vez mais na direção do tapete.
Expandindo o espaço na parte alta do teu peito.
Sentindo e observando a tua nuca pousada sobre o chão,
Sem qualquer tensão,
Completamente relaxada.
Expandindo esta sensação de relaxamento para toda a face,
Suavizando a zona da mandíbula,
Pele do rosto e pálpebras encostadas sem esforço.
E traz novamente a atenção à base da tua espinha,
A zona do cóccix e sacro.
E inspira a partir deste ponto,
Expandindo toda a zona da pélvis.
E na expiração,
Liberta,
Deixa ir toda a tensão que possa ainda existir na bacia,
Anca,
Glúteos.
Agora,
Inspira desde a base da espinha,
Expandindo a barriga.
E na expiração,
Liberta toda a tensão existente na zona da barriga,
Lombar e em torno do umbigo.
Inspira mais uma vez,
Desde a base da espinha até o teu peito.
E na expiração,
Liberta toda a tensão em volta do peito,
Dos ombros e da parte superior das costas.
Inspira desde a base da espinha até a tua garganta.
E expira,
Soltando e amaciando o teu pescoço maxilar.
Mandíbula.
Inspira desde a base do corpo até o espaço entre as sobrancelhas.
E aproveita a expiração para suavizar-te a pele da testa,
A cor do glúteo e a nuca.
Inspira desde a base do corpo até o topo da cabeça e além desta,
Imaginando um prolongamento de ti próprio,
De ti próprio.
E na expiração,
Percorre todo o caminho inverso até chegares novamente até a base da tua espinha.
E fica um pouco neste espaço,
A base,
A tua bacia,
O teu baixo ventre,
Cementeira e espaço criativo.
O que observas aqui?
Inspira e expira profundamente,
Trazendo consciência ao teu ventre.
Permite-te o tempo que for necessário para que te sintas calma,
Calmo.
Calma,
Calmo.
Para que te sintas segura,
Seguro neste espaço.
Respeita o teu tempo,
Honrando e agradecendo a tua criatividade e a tua expressão.
Cuidando e nutrindo este espaço a cada nova inspiração e a inspiração,
Ficando aqui até escutares novamente a minha voz.
Lentamente,
Respeitando o teu tempo e o teu ritmo,
Vais preparar-te para regressar gradualmente da prática de Yoga Nidra.
Toma consciência do espaço onde estás e do que está à tua volta,
Do suporte do teu tapete,
Sentindo a totalidade do teu corpo aqui deitado no tapete,
A sensação física do corpo deitado no chão.
E,
Gentilmente,
Vai tomando posse dos sentidos.
Toma consciência dos sons externos,
Começando por observar os sons mais distantes do lado de fora.
E agora,
Aos poucos,
Vais aproximando o teu foco sonoro para os sons mais perto de ti,
Até chegares aos sons que existem no espaço físico em que te encontras,
Observando e sentindo também os teus sons internos,
Os sons do teu corpo.
Sentindo também os cheiros que chegam até ti,
Sem tentares identificar estes cheiros,
Desapegando-te da origem destes cheiros,
Movimentando a língua dentro da boca,
Sentindo o sabor e a textura da tua própria boca.
Relacionando-te agora com a luminosidade que consegues percepcionar através das tuas pálpebras,
Mas sem abrires ainda os teus olhos,
Estás a sair gradualmente e gentilmente da prática de Yoga Nidra.
Mobilizando agora os dedos das mãos devagar,
Sentindo a pele dos teus dedos e mãos.
Coloca agora atenção no espaço em que te encontras e sente o peso do teu corpo,
Deitado no chão,
Nesse espaço.
Observa a tua respiração e toma consciência de todo o teu corpo.
Observa os membros,
Desde o sítio onde sentes que se ligam ao tronco até às extremidades,
E quando chegares às extremidades,
Move suavemente o teu corpo de forma livre,
Espreguiça-te como se estivesse a regressar do sono mais profundo e reparador.
E boceja,
Solta o bocejo,
E depois roda para um dos lados,
Aproximando os joelhos da testa,
Colocando um braço debaixo da cabeça,
Retornando à posição fetal.
Para que após esta prática possas voltar a nascer,
Levando contigo tudo o que te fez sentido,
Tudo o que a prática te trouxe e que tens espaço para colher,
Deixando cair tudo o que não precisas ou não te fez sentido.
Recordando que podes também não levar nada nem deixar nada.
É válido.
A prática é tua.
E quando te sentires preparada ou preparado,
Usando as tuas mãos contra o chão,
Volta a sentar-te com cuidado,
Unindo as mãos em frente ao peito,
Observando a sensação que fica.
Terminando assim a nossa prática de Yoga Nidra de hoje,
Obrigada pela tua entrega.
