Para realizar esta prática talvez possa ser útil adotar uma postura confortável,
Relaxada,
Talvez deitando-se na cama,
No colchão.
E à medida que eu vou chegando a esta postura,
Permitir então que ela possa relaxar.
Talvez dando aqui uma respiração profunda,
Inspirando pelo nariz,
Inspirando pela boca,
Se for reconfortante,
Poderá colocar suavemente a mão também na barriga,
Seguindo cada movimento da sua respiração.
Sentindo aqui na totalidade o movimento da respiração no seu corpo.
E como é que o meu corpo está neste momento?
Há inquietação?
Há leveza?
Há peso?
Há sossego?
Talvez sintonizando aqui com a questão,
O meu corpo está pronto,
Está preparado para dormir?
Ou será que eu preciso relaxar um pouco mais?
E aos poucos e poucos talvez possamos começar por direcionar esta intenção de dormir,
Do sono que se vai aproximando,
Respiração após respiração.
E talvez aqui peço que comece por recordar o início do seu dia.
E aqui quase como se fôssemos ao cinema ou nos colocássemos na primeira fila e observássemos o filme.
O filme do meu dia.
Todo o seu dia aqui a passar nesta tela de ecrã.
Talvez deixando apenas os eventos principais serem visualizados.
Seguindo aqui todas estas situações que foram acontecendo ao longo do dia.
E aqui o objetivo não é ser o mais detalhado possível ou tentar resolver alguma situação que tenha acontecido.
Basta talvez trazer aqui a esta tela cerca de 15 a 20 situações simples que foram acontecendo ao longo do dia.
E se eu der por mim já no momento atual aqui deitado,
Deitada,
Talvez eu possa novamente,
Uma vez mais,
Recordar este meu dia.
Um resumo daquilo que experienciei,
Que pensei,
Que vivi durante este dia.
Talvez desde o momento em que me levantei,
Tomei um pequeno almoço ou fui pôr os meus filhos à escola,
Cheguei ao trabalho.
Estamos apenas a observar.
E chegando novamente aqui a este momento do nosso dia em que se encontra deitado,
Deitada,
Na cama.
Talvez possamos chegar aqui dando uma respiração profunda novamente.
Chegamos aqui a este momento.
Inspirando bem,
Enchendo todo o corpo de ar.
E na expiração.
Talvez esta expiração possa ser mais prolongada,
Relaxante.
Uma expiração que convide uma espécie de deixar ir.
De abrir mão de tudo o que foi acontecendo ao longo do dia.
E fazemos as vezes necessárias.
Inspirando,
Chegando aqui.
E na expiração.
Um abrir mão.
Talvez de alguma situação que possa ter cheirado maior preocupação,
Maior stress,
Que ainda paira,
Digamos assim,
Na nossa mente.
Talvez possamos aqui abrir mão dela.
Não evitar.
Estamos apenas a libertar.
Amanhã é um novo dia.
Inspirando e expirando.
E a cada expiração,
O relaxamento,
O deixar ir.
E num próximo passo desta prática.
Talvez possamos notar a nossa atenção aqui como se fosse um raio de sol.
Um raio de sol que chega aqui ao corpo.
Iluminando.
Qualquer sensação que possa estar presente.
Conforto,
Qualquer tensão.
E aqui iluminando talvez os pés.
Talvez possamos começar a inspirar bem.
Inspirar bem.
Preenchendo todo o corpo.
Um raio luminoso de sol que vai subindo agora pelas pernas.
Uma nova inspiração.
Chega enchendo todo o corpo.
Talvez sentindo aqui as qualidades do calor.
Que este raio de luz.
Continuamos a percorrer o corpo.
Talvez subindo um pouco mais para a zona da cintura.
Subimos para as costas.
Vamos enchendo bem sempre o corpo de ar.
Na inspiração.
E na expiração é como se fosse aqui um libertar.
Um dissolver esta tensão.
Esta dúvida.
Esta ansiedade.
O que quer que seja que possa estar presente.
Incluímos também aqui a zona da barriga.
Enchendo bem a barriga de ar.
E permitindo então que na expiração.
A barriga se afunde.
No colchão.
Na superfície que me acolhe.
Passamos também para o peito.
Novamente preenchendo aqui o peito de ar.
Expandindo a cada inspiração.
Este raio de sol que se vai expandindo.
Que vai trazendo conforto.
E permitindo também o relaxamento.
As costas.
Que aqui se vão dissolvendo.
Pela superfície que me acolhe.
O peso do corpo aqui a dissolver-se a cada expiração.
E estamos apenas a seguir cada detalhe.
Estamos apenas a observar.
E não a fazer força para dormir ou para relaxar.
Não estamos a permitir estar aqui.
E agora?
Sem agenda.
Subimos talvez agora até à zona dos ombros.
Inspirando bem.
E na expiração deixando os ombros também soltos,
Relaxados.
Descendo pelos braços.
Pelas mãos.
Chegando aos dedos.
Sentindo talvez esta sensação de alívio no corpo.
Que surge momento a momento.
E talvez possamos também aqui permitir que.
Que esta prática possa também trazer aqui um sossego na nossa mente.
Que aos poucos e poucos vai chegando.
Vamos abrindo mão de todos os pensamentos,
Preocupações.
Vamos convidar este sossego também a estar presente.
Talvez possamos agora trazer aquele raio luminoso de solo.
Para a zona da cabeça e do rosto.
Inspirando bem e convidando este sossego a estar presente.
E aos poucos e poucos vamos permitindo o maior relaxamento do corpo.
A cada expiração.
Estamos a deixar ir.
Sem pressas,
Sem objetivos,
Sem expectativas,
Sem julgamento.
Estamos apenas aqui,
Deitados.
Caso eu note que a minha mente ainda possa estar muito agitada.
Eu convido aqui a continuar este relaxamento ao corpo.
Este deixar ir.
E talvez sem grande esforço.
Sem grande objetivo.
Talvez aqui possa começar por contar.
Talvez desde 100 para trás.
Ao mesmo ritmo,
Pausadamente,
De forma lenta.
Mantendo sempre a respiração em pano de fundo.
A inspiração convida ao sossego,
À abertura e à expiração.
Que promove aquilo.
O deixar ir.
O abrir mão.