14:40

Meditação do Lago

by Mário Rodrigues

Rated
4.6
Type
guided
Activity
Meditation
Suitable for
Everyone
Plays
923

Esta meditação de visualização baseia-se no cultivo da quietude e calma presentes na natureza, tal como no fundo de um lago. Embora a superfície possa ser agitada e turbulenta, podemos encontrar conforto e consolo nas profundezas do lago. Através da metáfora do lago poderá conectar-se com a o seu interior, cultivando a aceitação de que cada momento se encontra em constante mudança. Boas práticas!

MeditationVisualizationCalmNatureAcceptanceMindfulnessBody ScanBreath AwarenessEmotional RegulationSelf CompassionLake VisualizationMindfulness Of ThoughtsNature MetaphorPresent Moment Awareness

Transcript

Sejam bem-vindos à Meditação do Lago.

Para esta meditação talvez possa ser útil adotar uma posição deitada ou então reclinada.

Fechar os olhos,

Se for confortável.

E começando por prestar atenção às sensações de contato neste momento com a sua posição.

Talvez percebendo,

Notando onde o corpo está,

A distribuição do peso do corpo,

No chão,

Na cama ou no colchão.

E notando no seu corpo a presença dos pés,

Das pernas,

Coxas,

Ancas,

Quadril.

A parte inferior,

Mas também a parte superior do corpo.

Braços,

Ombros,

Cabeça.

O corpo aqui presente.

Talvez desperto.

Um corpo que possa espelhar aqui a intenção de poder cultivar ou cuidar de mim.

Ou estar aqui agora,

A cada momento.

E quando se sentir então preparado,

Trazendo a respiração.

Notando aqui as sensações físicas da respiração.

Talvez sentindo cada respiração,

À medida que ela entra e que sai do corpo.

Deixá-la ser o que ela é.

Sem tentar aqui alterá-la,

Roulá-la de alguma maneira.

Mas ao invés,

Permitindo que ela flua facilmente.

Naturalmente ao seu ritmo.

Apenas notando o facto que está a respirar.

Sem lugar algum a onde ir,

A não ser estar aqui.

E agora?

Talvez uma sensação de estar completo,

De estar aqui.

Apenas deixando a respiração a ser aquilo que ela é.

A sua respiração.

E à medida,

Neste momento,

Que o aqui e agora se encontre cultivado.

Talvez permitir que à sua mente chegue uma imagem.

Talvez formar esta imagem na sua mente,

A imagem de um lago.

Um corpo de água grande ou pequeno.

Mantido numa bacia,

Suportada pela própria terra.

Observando que a água procura também aqui o seu próprio nível.

É mantida,

Contida.

E deixando esta imagem gradualmente tornar-se cada vez mais o foco da sua atenção.

Mesmo que não venha como uma imagem.

Permitir aqui que este lago possa ser sentido,

Possa ser notado.

A sua presença.

E este lago que está a invocar pode ser profundo ou raso.

Azul ou verde.

Lamacento ou cristalino.

Pode não haver nenhum vento.

A superfície ser plana.

Como um espelho refletor.

Que refletar dos rochas,

Céus,

Nuvens.

Surando em si a cada momento.

Tudo.

Ou o vento pode vir e agitar a superfície do lago.

Fazendo com que estas reflexões se distorçam.

Ou desapareçam até.

Talvez possa ser notado,

Ser visualizado a presença da luz do sol.

As ondulações do lago.

Uma dança de luz entre a luz do sol e do lago.

À medida que a noite chega.

É desde a lua vir para dançar no lago.

E ser refletida nele.

Com o esboço das árvores e das sombras.

No inverno este lago pode até congelar.

Mas ser na mesma.

Repleto de movimento e de vida por baixo da sua superfície.

À medida que traz esta imagem,

Esta sensação do lago.

Talvez possa dar algumas respirações.

Que acompanhem este exercício.

Que entra e que sai do corpo.

Permita-se também a si mesmo.

Quando se sentir pronto.

A trazer este lago.

Incorporando-o.

Sendo o lago.

Tornando-se apenas um com ele.

E todo o seu ser.

Aqui presente.

Possa também ele ser mantido.

Em compaixão.

Da mesma forma que as águas do lago são receptivas.

E acolhidas pela própria terra.

E respirando como o lago.

Sentindo o lago.

Como se fosse o seu próprio corpo.

Permitindo que a mente e o coração.

Estejam abertos e receptivos momento a momento.

A refletir o que quer que chegue perto.

Ou o que quer que chegue à sua superfície.

E experimentando momentos de completa quietude.

Quando tanto o reflexo como a água.

Possam estar completamente claros.

Cristalinos.

Os momentos em que a superfície é perturbada.

E agitada.

Talvez em momentos em que esta superfície.

Possa estar mais agitada.

Os pensamentos e emoções.

Possam ser fugazes.

Impulsos.

Reações que vêm e que vão.

Como ondulações.

Também aqui o corpo.

Em contacto constante.

Com todas estas mudanças.

Que ocorrem ao longo.

De cada momento.

Mudanças que ocorrem também no lago.

O vento.

As ondas.

A luz.

As sombras e os reflexos.

As cores.

Os cheiros.

Percebendo aqui também o efeito.

Dos seus pensamentos e emoções.

No seu lago.

Eles perturbam a superfície.

E a clareza do lago.

Talvez possam tornar estas águas.

Mais lamacentas.

Mas mesmo com ondulação.

Ou água enlameada.

Podemos ser um lago.

E aqui identificar-se.

Não só com a superfície do lago.

Mas com todo o corpo da água.

De forma a que se possa.

Tornar aqui a tudo.

Que se encontra abaixo.

Da superfície.

Na maioria dos lagos.

Apenas tem ondulações mais suaves.

Mesmo quando a superfície.

Está agitada.

E dando talvez uma respiração bem profunda.

À medida que a observamos.

Também aqui.

Não só a superfície agitada.

Mas a profundeza.

Do nosso lago.

Da mesma maneira que na prática.

Meditação.

No dia-a-dia.

Pode estar em contato não apenas.

Com o conteúdo e intensidade mutável.

Pensamentos e emoções.

Mas também.

Com o vasto reservatório.

Que reside abaixo da superfície.

Da sua mente.

O lago pode ensinar isso.

Lembrarmo-nos.

Do lago dentro.

De nós mesmos.

Continuando a respirar.

Com o seu próprio lago.

Momento a momento.

Se achar esta metáfora.

De valor.

Talvez.

Posso usá-la de vez em quando.

Para aprofundar e enriquecer a prática da meditação.

Talvez convidando até esta imagem do lago.

Para capacitá-lo.

E orientar em.

Todas algumas ações.

Desafios.

Que vai encontrando-se.

Desenrolar de cada dia.

De cada momento.

Mas sempre carregando este vasto reservatório.

De atenção plena.

Dentro de si.

Que é tudo.

De cada momento.

E continuando a cultivar esta presença.

Até ser sinalizado pelo som dos sinos.

Talvez ser o lago em silêncio.

Nos próximos momentos.

Mantendo aqui a intenção.

A aceitação também.

As qualidades da mente.

Do corpo.

Tal como o lago se mantém embalado.

Contido pela terra.

Refletindo sol,

Lua,

Estrelas.

Árvores,

Nuvens,

Céu.

Movimento.

Pássaros,

A luz.

O lago que é acariciado.

Pelo ar e pelo vento.

Destaca o seu brilho.

A sua vitalidade.

O seu potencial.

Momento a momento.

Assim,

Nestes próximos momentos.

Que permanecem.

Antes dos sinos tocarem.

Continuar a sustentar esta prática do lago.

Por conta própria.

Em silêncio.

Momento a momento.

Com as suas próprias tempestades.

Mas também com os seus próprios momentos de paz.

Meet your Teacher

Mário RodriguesLisbon, Portugal

4.6 (70)

Recent Reviews

susana

March 16, 2022

GRATIFICANTE

Dulce

December 14, 2020

Muito boa! Namaste.

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