14:46

Meditação no Eu Fundamental

by Pedro Moura Yoga

Rated
3.8
Type
guided
Activity
Meditation
Suitable for
Everyone
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4.8k

A nossa compreensão e entendimento do Ser simples e livre que já somos, aqui e agora, não se trata de algo que tenha que ser conseguido em algum tempo Futuro. É algo que já está aí connosco, sempre esteve e nunca vai deixar de estar. E isto porque essa é a nossa natureza. Esta meditação é um meio de preparação da mente para facilitar esse reconhecimento.

MeditationFundamental SelfUnderstandingComprehensionSimple BeingNatureRecognitionPostureMantraRelaxationBreathingThoughtsEmotionsSensoryAutonomyObservationConsciousnessWholenessOrderMantra RecitationBody RelaxationBreath AwarenessEmotional SeparationSensory WithdrawalBodily AutonomyObjective ObservationWitness ConsciousnessWholeness ExplorationUniversal Order

Transcript

Escolhemos um assento confortável.

Um assento em que o corpo possa se manter simultaneamente firme e confortável.

Nessa firmeza e nesse conforto mantemos os olhos fechados como um sinal de introspeção,

De renúncia momentânea a tudo o que é externo a nós.

Feito este aquietamento,

Façamos então o mantra que nessa tradição do Yoga sempre vem sendo feito,

Antes de qualquer prática,

Quer seja física,

Quer seja de estudo,

Há milhares de anos.

Podemos então juntar as mãos na frente do peito,

Escutando o mantra.

OM SAHANA VAVOTU,

SAHANA UBUNAKTU,

SAHA VIRIYAM KARAVA VAHAI,

TEJAS VINAVADI TAMASTO MA VEDVE SHA VAHAI,

VAHAI OM SHANTE SHANTE SHANTE HARI OM.

Feito!

Então este mantra levamos novamente a atenção ao corpo,

Relaxando as pernas,

Relaxando os braços,

As mãos,

Os ombros.

Suavizando as expressões do rosto,

Suavizando o fechamento dos olhos,

Dos maxilares,

Mantendo esta firmeza da postura que escolhemos,

Uma firmeza confortável,

Sem qualquer tensão.

Este gesto simbólico de fechar os olhos,

Facilita-me o processo de recolhimento,

Tanto dos meus sentidos como da minha mente,

Uma vez que reduz os estímulos sensoriais,

Fazendo com que seja mais fácil estar comigo mesmo.

Relaxado então o corpo,

Podemos focar a nossa atenção no ritmo natural da respiração,

Sem interferir,

Reconhecendo esse facto de que já estávamos a respirar antes e agora apenas me apercebo dessa respiração natural,

Que já estava a acontecer antes,

Mas que eu não me dava conta.

O meu corpo sabe como respirar.

O meu corpo sabe aquilo que precisa,

Em bom da verdade.

Observando de forma objetiva,

Posso-me aperceber de que o meu corpo funciona sozinho.

Ele sozinho sabe aquilo que tem que fazer.

Se eu me esquecer da minha respiração,

Ela continua a acontecer.

Automaticamente,

Sem a minha interferência,

Sem eu estar focado nela,

O meu coração bate sozinho,

Sem ser necessário nenhuma ação da minha parte,

Sem ser necessário eu me preocupar com isso,

Independentemente de estar acordado ou a dormir,

O corpo funciona.

E esse funcionamento faz com que eu possa perceber que existe uma ordem,

Uma ordem que está para além do meu controle,

Da minha percepção,

Mas que é um facto que está aí e que eu posso,

Através de uma mente mais objetiva,

Me aperceber da existência dessa ordem.

Essa mesma ordem que faz com que a minha respiração aconteça,

Sem a minha interferência,

Faz com que o meu coração continue a bater,

Sem a minha interferência,

É também a mesma ordem que determina os pensamentos,

As emoções que chegam e partem da minha mente e quando eu me mantenho objetivo,

Eu posso facilmente reconhecer essa ordem.

A respiração acontece,

Mas eu não sou a minha respiração.

O meu coração bate,

Mas isso não é aquilo que eu sou.

Surge um pensamento,

Uma emoção,

O pensamento vai embora,

Dissipa-se como uma pequena nuvem no céu,

Ou mesmo acontecendo com toda e qualquer emoção que surge,

E eu percebo-me dessa chegada,

Dessa permanência,

Dessa partida.

Percebendo então que eu não posso ser os meus pensamentos e as minhas emoções,

Posso até mesmo me aperceber de que existe um certo distanciamento entre mim e esses pensamentos e essas emoções e que quando eu agarro o pensamento,

Quando eu agarro a emoção,

Tendo a me identificar com esse pensamento,

Com essa emoção e a tomá-lo como eu,

Mas aquilo que eu sou é o observador,

A testemunha,

Tudo o que me chega,

Estar na ordem,

Eu reconheço essa ordem,

Reconheço que existe um todo,

Que não é diferente das partes.

Aquilo que é o todo é também as partes,

Ou o que é a essência do todo é a essência das partes,

Sem distinção.

Apercebendo-me objetivamente desta identidade,

Reconhecendo que aquilo,

Remetendo para o todo,

Está pleno,

Está completo,

É a própria plenitude.

Reconhecendo também que isto,

Aquilo que eu sou,

Tudo o que está aqui,

É igualmente essa plenitude.

Reconhecendo também que não é possível retirar nenhuma plenitude ao todo,

Nem acrescentar nenhuma plenitude,

Da mesma forma que não é possível acrescentar nem retirar plenitude às partes.

Então,

Finalizando aqui esta meditação,

Façamos um mantra que diz exatamente isso,

Tudo é plenitude.

OM PURNAMADAF PURNAMIDAM PURNAT PURNAM UDACHYATE PURNASYA PURNAMADAYA PURNAMEVA VASHISHYATE OM SHANTY SHANTY SHANTYE HARIHOM SHRI GURUPYO NAMAHA HARIHOM

Meet your Teacher

Pedro Moura YogaEstoril, Portugal

3.8 (145)

Recent Reviews

Alexandre

March 17, 2018

Gratidão pela prática!

Lucas

February 21, 2018

Tudo é plenitude 🙏🏼

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