
Relaxamento Dos 61 Pontos
Uma meditação que auxilia no relaxamento profundo e subtil. Promove o bem-estar, harmonia e energização. Desenvolve o foco mental, e com ele o praticante desenvolve uma maior consciência corporal percorrendo vários pontos chave no corpo.
Transcript
Vai consistir em nós levarmos o foco,
A atenção,
A 61 partes do corpo específicas.
Antes disso,
Nós vamos aquietar a nossa atenção,
Vamos perceber a respiração a acontecer e depois nós vamos sondar várias partes do corpo.
Eu irei guiar a meditação,
Ok?
E em cada zona do corpo que eu assinalar,
Vamos sentir lá,
Enquanto estamos a respirar,
Nomeadamente na expiração,
Sentir essa parte do corpo a relaxar,
A descomprimir,
A expandir.
Esta meditação chama-se meditação dos 61 pontos.
Então,
Tal como eu vos disse,
Tal como dei a indicação,
Ela é feita deitados.
Vou-vos dar algum tempo para se colocarem deitados,
Ou num tapete de yoga,
Ou no sofá,
Mas idealmente será um tapete de yoga,
Não é?
É mais plano.
Vou-vos dar uns segunditos para encontrarem a vossa postura ideal.
Se tiverem uma mantinha para que possam colocar em cima do corpo,
Caso a temperatura da sala ou do sítio onde se encontrem não seja tão amena quanto isso,
Para,
Já sabem,
Durante o relaxamento não haver desconforto,
Ou haver desconforto ao mínimo.
Então,
Vamos deitados,
Manter os pés afastados cerca de meio metro um do outro,
Afastar as mãos da bacia cerca de dois palmos,
Voltando as palmas das mãos para o teto.
Certifique-se de que a tua cervical está alinhada com o resto da coluna.
Se for necessário,
Recolhe o que achavas o pescoço,
Percebendo como atrás o pescoço tenua aquela curvatura que tende a permanecer quando nos deitamos.
Fechamos as pálpebras dos olhos.
Uma respiração profunda,
Completa,
Soltando o peso do corpo.
Mais uma respiração profunda,
Relaxando ainda mais o corpo.
Mais uma respiração profunda e desta vez todo o peso do corpo é apoiado pela superfície onde estamos apoiados.
Presta atenção agora ao que fica.
Observa.
Observa toda a informação que te chega vinda de fora.
Percebendo para isso os teus sentidos,
Voltados para fora,
Disponíveis,
Percebe a experiência do contacto entre o corpo e o tapete,
Percebe-se a experiência do contacto da roupa no corpo e também do contacto do ar no teu rosto.
Percebe a boca,
As sensações que na boca tu te dás conta de que vives.
Percebe os sons que te chegam.
Desde os sons mais afastados,
Talvez para lá das paredes do espaço onde te encontras,
Aos sons mais próximos aos teus ouvidos.
Percebe o cheiro.
A temperatura do ar a interagir nas narinas.
Percebe que as pálpebras se encontram fechadas.
Atrás delas percebe como estão os teus glúteos oculares neste instante.
Dá-te conta que uma vez que te tornas consciente do movimento compulsivo dos glúteos oculares,
Eles tendem a acalmar.
Dá-te conta do que circula pela tua mente,
Sem correres atrás de coisa alguma,
Simplesmente observa.
Observa tal como se estivesse a ver um filme numa sala de cinema.
Observa o que passa na tela,
As imagens,
Os pensamentos,
As sensações.
Inclusive a sensação de estar à espera pela palavra que está para surgir,
Fazendo-te sentir talvez ansiedade ou expectativa,
Permite que essas sensações passem.
Olha mais fundo,
Para ti.
Percebe como a tua respiração está a acontecer de forma natural,
Sem esforço.
Percebe o tronco a mostrar-te como a respiração está a fluir.
Percebe o movimento delicado do teu abdómen,
Quase imperceptível.
Permite-se sentir na caixa torácica o enchimento da caixa torácica a todas as direções quando inspiras um pouco mais profundamente,
E quando soltes o ar,
Assiste à implosão das costelas para dentro,
Em direção ao centro.
Quando inspiras,
Caixa torácica suspende-te em toda a direção.
Quando a expiras,
Ela aponta para dentro novamente.
Sente as clavículas,
Enquanto respiras,
Movimentarem-se suavemente.
Enquanto respiras,
Sente os teus pés respirarem junto contigo,
Desde as pontas dos dedos dos pés,
Calcanhares,
Joelhos,
Pernas.
Enquanto respiras,
Assiste como a tua bacia relaxa,
Os músculos e tecidos do tronco libertam tensões,
As mãos,
Os braços.
Permite-te soltar os ombros,
Sentindo as tuas almoplatas a mergulharem no chão.
Os maxilares relaxam,
As tensões faciais afrouxam,
O rosto ilumina-se,
A raiz do cabelo parece ser massajada,
Ao mesmo tempo que parece que a testa expande-se e sorri.
Leva agora os teus globos oculares ao ponto situado entre as tuas sobrancelhas.
E ao medida que vais respirando,
Percebe como esse ponto no teu corpo entre as sobrancelhas vai relaxando cada vez mais.
Percebe que em cada inspiração há espaço entre as sobrancelhas para surgir algo novo.
Permite-te sentir a inspiração um pouco mais prolongada cada vez que soltes o ar e visualiza entre as sobrancelhas uma luz branca.
Imagina uma luz branca a ficar evidente entre as sobrancelhas.
Sendo como essa luz branca se mantém mais e mais presente,
Mais e mais presente,
Mais estável.
E agora nas próximas respirações,
Em cada expiração e no ponto onde tu levares a tua atenção com essa luz branca,
Vais sentir essa parte do corpo a expandir,
A relaxar.
Em cada expiração,
Sentes essas partes do corpo relaxarem profundamente.
Ponto número 1.
Entre as sobrancelhas.
Ponto número 2.
Baso do pescoço.
Ponto número 3.
Coração.
Ponto 4.
Lado direito do peito.
Ponto 5.
Ombro direito.
Ponto 6.
Cotovelo direito.
Ponto 7.
Pulso direito.
Ponto 8.
Pulgar direito.
Ponto 9.
Indicador direito.
Ponto 10.
Dedo médio direito.
Ponto 11.
Anular direito.
Ponto número 12.
Dedo mindinho direito.
Ponto 13.
Pulso direito.
Ponto 14.
Cotovelo direito.
Ponto 15.
Ombro direito.
Ponto 16.
Lado direito do peito.
Ponto 17.
Coração.
Permite perceber a diferença entre o lado direito do tronco e o lado esquerdo.
Leva de novo a atenção ao teu coração.
Visualiza aí a luz branca,
Iluminando essa parte de ti.
Luz branca no teu coração.
Ponto número 18.
Lado esquerdo do peito.
Ponto 19.
Ombro esquerdo.
Ponto 20.
Cotovelo esquerdo.
Ponto 21.
Pulso esquerdo.
Ponto 22.
Pulgar esquerdo.
Ponto 23.
Indicador esquerdo.
Ponto 24.
Dedo médio esquerdo.
Ponto 25.
Anular esquerdo.
Ponto 26.
Dedo mindinho esquerdo.
Ponto 27.
Pulso esquerdo.
Ponto 29.
Ombro esquerdo.
Ponto 30.
Lado esquerdo do peito.
Ponto 31.
Coração.
Sente as sensações.
Ponto 32.
Umbigo.
Bem no interior do umbigo.
Ponto 33.
Períneo entre o ânus e o genital.
Ponto 34.
Anca direita.
Ponto 35.
Joelho direito.
Ponto 36.
Turno gelo direito.
Ponto 37.
Desão grande do pé direito.
Ponto 38.
Segundo dedo grande do pé direito.
Ponto 39.
Terceiro dedo grande do pé direito.
Ponto 40.
Quarto dedo do pé direito.
Ponto 41.
Dedo pequeno do pé direito.
Ponto 42.
Turno gelo direito.
Ponto 43.
Joelho direito.
Ponto 44.
Anca direita.
Ponto 45.
Períneo.
Ponto 46.
Anca esquerda.
Ponto 47.
Joelho esquerdo.
Ponto 48.
Turno gelo esquerdo.
Ponto 49.
Dedão grande do pé esquerdo.
Ponto 50.
Segundo dedo grande do pé esquerdo.
Ponto 51.
Terceiro dedo do pé esquerdo.
Ponto 52.
Quarto dedo do pé esquerdo.
Ponto 53.
Dedo pequeno do pé esquerdo.
Ponto 54.
Turno gelo esquerdo.
Ponto 55.
Joelho esquerdo.
Ponto 56.
Anca esquerda.
Ponto 57.
Períneo.
Ponto 58.
Undido.
Ponto 59.
Coração.
Ponto 60.
Base do pescoço.
Ponto 61.
Entra sobre as salhas.
Sente o corpo.
Permite-te permanecer algum tempo receptivo a todas as sensações que o corpo tem agora espaço para te mostrar.
Observando,
Desde esse espaço consciente no qual respiras,
Percebendo o corpo,
Santa sensações.
Levas de novo a atenção à experiência do corpo em contacto com o chão.
Com o apoio.
Tu dás-te conta da temperatura da boca.
Dás-te conta que as pálpebras estão fechadas.
Continuas a acompanhar e a perceber o movimento do teu abdómen,
Dando-te conta desse espaço profundo em ti,
Presente,
A revelar-se no movimento da roupa,
A trada vestida.
Tu percebes a temperatura do espaço onde te encontras através dos poros da pele do rosto.
Percebes que as pálpebras estão fechadas.
Atrás delas tu percebes os globos oculares disponíveis.
Tu percebes o corpo disponível,
Percebendo-te a ti,
Presente,
Consciente,
No estado esperto.
Movimentamos os dedos dos pés e os dedos das mãos,
Aos poucos,
Percebendo o corpo a despertar para o movimento.
Vamos empurrar os dedos dos pés para a frente,
Em direção ao chão.
Puxá-los para trás,
Em direção aos nossos joelhos.
Sentindo as mãos e os braços,
Vamos levá-las lá para trás.
Vamos preguiçar os braços,
Preguiçar todo o corpo expandindo.
E os nossos braços regressam de novo junto ao corpo.
Esfregamos as mãos uma na outra,
Sentindo energia na forma térmica a vir à superfície e a aumentar.
E vamos aproximar as mãos aos globos oculares,
Sem tocar diretamente.
Aproximar o suficiente apenas,
De forma que possa sentir o contacto das tuas mãos.
A temperatura das mãos,
A ir em direção aos globos oculares.
Dos globos oculares à glândula pituitária,
Da glândula pituitária ao pineal,
Iluminando o teu cérebro,
Enquanto respiras,
Todo o teu sistema nervoso transborda esse toque,
Despertando o corpo desde o mais profundo à superfície,
Em circuito.
Os braços regressam junto ao corpo,
Dobramos as nossas pernas,
Rodamos o corpo sobre o nosso lado esquerdo,
Fazemos uma almofada com as duas mãos,
E durante mais alguns instantes,
Com as pálpebras fechadas,
Observando tudo aquilo que tenha espaço para vir à tona.
Simplesmente observando,
Sem qualquer tipo de expectativa nem julgamento,
Simplesmente estando disponíveis para acolher tudo aquilo que o momento tenha para oferecer.
Uma respiração profunda,
Completa,
E lentamente abrimos as pálpebras dos olhos,
Aos poucos,
1% abertas,
5%,
10%,
15%,
20%,
30%,
E vamos nos sentar no nosso tapete de yoga,
Se for esse o caso.
