35:04

Encontre o seu Refúgio - Meditação Compassiva

by Barbara Guevara

Rated
4.9
Type
guided
Activity
Meditation
Suitable for
Everyone
Plays
947

Esta prática meditativa ajuda a desenvolver gentileza e auto-compaixão. Algo que poderá vir com algum esforço no início. Pode repetir esta meditação algumas vezes até encontrar o conforto neste auto-acolhimento. Esta prática vai ainda ajudá-lo a encontrar o seu refúgio: aquele lugar seguro e amoroso, em si mesmo, onde pode voltar às vezes que quiser, quando quiser. Esta prática foi gravada durante uma das sessões de grupo que acontecem todas as quartas-feiras à noite.

RefugeCompassionate MeditationKindnessSelf CompassionSelf AcceptanceSafe PlacePostureBreathingBody ScanVisualizationMindful TouchGroundingBreath AwarenessSpinal AlignmentVisualization TechniqueGrounding Techniques

Transcript

Muito bem,

Então vamos passar à nossa prática.

Eu gostaria que encontrassem uma postura confortável,

De preferência sentada,

Por favor.

Encontrem os vossos ajustes,

Todo o material que seja necessário e benéfico à vossa prática.

Se usam blocos debaixo dos joelhos,

Almofadas,

Tudo aquilo que for necessário para que possam encontrar a postura confortável.

Se optarem por estar na cadeira,

Por favor,

Não se encostem atrás.

Mantendo os pés bem assentos no chão,

Se estiverem na cadeira,

Enfim,

Num sítio em que estão não sentados no chão,

Se estiverem sentados no chão,

Sentindo esse apoio,

Sobretudo essa base,

Esse tripé que vos sustenta no chão,

Esse conforto.

E a partir daí,

Dos isquios que se sentam na cadeira,

Os isquios são os ossos internos das nádegas,

Os ossos de baixo da bacia que estão sobre a cadeira.

A partir daí,

A coluna cresce e estenda em direção ao teto,

O topo da cabeça aponta o teto.

O topo da cabeça é aquele ponto no crânio por onde as vértebras sairiam se elas entrassem pelo crânio adentro.

Elas sairiam um pouco mais atrás do que aquilo que nós pensamos ser o topo da cabeça,

É um niquinho mais atrás.

Esse sim é o topo da cabeça.

E quando queremos empurrar o topo da cabeça em direção ao teto,

Sentimos automaticamente uma tração da coluna,

Mantendo o umbigo dentro,

Para que a lombar não dispara a barriga para a frente,

Ou seja,

Mantemos a lombar bem espaçosa,

Sem a comprimir,

Com o umbigo um pouco mais para dentro e a partir do nosso coccis começamos a estender a coluna e apontar o topo da cabeça lá para cima para o teto.

E de certa forma podemos inspirar,

Elevar os braços à vertical,

Palmas das mãos voltadas uma para a outra.

Esticamos bem os braços,

Os dedos querem tocar o teto.

As palmas das mãos estão voltadas uma para a outra e tenho as mãos paralelas uma à outra.

Os ombros rodam para trás e para baixo,

As homopáticas afastam-se uma da outra,

Criando espaço nas costas.

Sintam o alívio das vértebras.

E numa expiração,

Posando as mãos sobre as coxas ou em concha sobre o colo,

Fechando suavemente os olhos,

Notando a coluna,

A sensação nas costas bem direitas,

Sem tensões.

E solvendo os ombros a cada expiração.

Enchemos os pulmões de ar,

Enchendo bem,

Bem,

Bem.

Espirar suavemente e profundamente,

Deixando que o ar saia devagar e com ele largamos tensões.

Os braços,

As mãos,

Os ombros.

Inspiramos mais uma vez,

Enchendo bem os pulmões.

E ao expirar,

Afrouxamos qualquer tipo de contração interna,

Sobretudo contração na zona do peito,

Da barriga,

A garganta passiva.

Mantendo a respiração suave,

Livre.

E sentindo o peso do corpo no chão,

Sentindo o contato das nádegas sobre a almofada ou sobre a cadeira.

O conforto que as nádegas nos podem trazer,

Reconhecendo a utilidade das nádegas para que nos possamos sentar de uma forma mais confortável.

Conectando com o peso do corpo no chão,

Fruto da gravidade que nos atrai para a Terra.

É o amor da Terra que nos leva até ela.

Então,

Sintam a gravidade a puxar-vos em direção ao chão,

À Terra.

Afrouxando um pouco mais,

Soltando um pouco mais.

Suavizando um pouco mais a presença deste corpo neste instante.

Trazendo uma atenção plena a esta vida que aqui está,

Mas também uma atenção terna,

Uma atenção compassiva.

Com os mesmos olhos de quem observa um filho ou alguém que ama.

Notando o ar que flui.

Deixando que o ar flua naturalmente.

Sem querer que seja outra coisa do que aquilo que está a acontecer.

Sem querer que o ritmo da respiração seja outro do que aquilo que está a ser agora.

Preste atenção na simplicidade.

Na simplicidade do ar que entra e sai.

Talvez queira colocar a mão sobre o peito ou sobre a barriga,

Onde lhe for mais fácil conectar com o movimento da respiração.

Sentir o ar que entra e sai.

Sinta o ritmo natural da respiração.

Trazendo através do toque esta qualidade de presença,

O toque indica que está presente em esta vida,

Em esta respiração,

A si mesmo.

Sinta o corpo que inspira e o corpo que expira.

Talvez queira notar a suavidade do ar que entra pelas narinas,

Que passa pelas fossas nasais,

Que percorre a parte interna do corpo com suavidade.

E com essa mesma suavidade sai do nosso corpo,

Outra vez pelas fossas nasais e pelas narinas.

Como se o ar desse uma espécie de vestimenta interna quando entra e quando sai.

Conecta com essa suavidade.

Permite-te estar com essa suavidade.

Note como o ar vem nutrir o corpo na inspiração,

Nutrindo de oxigênio,

De energia.

E reconheça o seu caráter relaxante quando aspira.

Reconheça essa qualidade nutritiva da inspiração e a qualidade relaxante da expiração.

Deixando-se reaspirar.

Não tem de fazer absolutamente nada,

Apenas deixar-se estar a respirar,

Estando presente ao que está a acontecer.

Note o ritmo da respiração.

Sem forçar,

Há uma tendência às vezes para forçar o ritmo da respiração quando colocamos a nossa atenção aí mesmo.

Então guarda essa tendência e observa apenas o ar que entra e o ar que sai.

O tempo das inspirações.

O tempo das expirações.

Será que dura o mesmo tempo?

A mente tende a vaguear,

Não tem mal nenhum.

Voltamos à respiração.

Pode ajudar,

Colocar a mão no peito ou na barriga para voltar a conectar com o ar que entra e sai.

Às vezes quando a mente tende a dispersar muito,

Ajuda a trazermos os sentidos,

Neste caso o toque,

O sentir,

Claramente a respiração e o ritmo debaixo da nossa mão.

Trazer conexão a este corpo,

Trazer presença a esta vida através do toque.

Traga a mesma qualidade de atenção que traria a uma criança com gentileza,

Com afeto,

Com ternura e com curiosidade.

Sentindo todo o corpo que respira.

Sentindo o corpo como um todo que sutilmente se movimenta com a respiração,

Tal e qual como o mar que vai movimentando ao sabor da ondulação.

Assim é o corpo que se movimenta ao ritmo da respiração.

Poderá haver uma tendência não só de controlar o ritmo,

Mas de estar a ver,

A observar a respiração.

Experimenta antes de sentir a respiração.

Esteja com a respiração.

Sinta o inspirário a expirar.

Sinta a sutileza dos movimentos.

Não estamos a pensar a respiração.

Não estamos a intelectualizar o processo.

Estamos a sentir.

Deixe que o seu corpo seja embalado e internamente acariciado pela respiração.

Tracando-se ao processo respiratório.

Respirando suavemente.

Respirando suavemente.

Respirando suavemente.

Suavemente.

Traga à memória.

Uma situação na qual se tenha sentido confortável.

Uma situação na qual se tenha sentido amado,

Em segurança.

Melhor que poder.

Traga ao pormenor essa mesma situação.

Em que tenha sentido esse colo,

Esse cuidado.

Esse conforto.

Conectando com as sensações físicas que isso trouxe no momento.

No momento.

Poderá,

Quem sabe,

Ser mais fácil trazer à memória um lugar no qual sinta essa segurança,

Essa paz.

Esse aconchego.

Conecte com o seu corpo,

Com as sensações que este lugar lhe traz.

Poderá,

Quem sabe,

Até ser um lugar imaginário.

Ou ainda,

Poderá trazer à mente aquela pessoa que é a personificação do amor incondicional,

Que ama incondicionalmente.

Que cuida,

Que acolhe,

Que abraça.

Onde se sente segura.

O seu porto seguro.

Conecte com o seu corpo.

Note onde é que é sentido.

Esse conforto,

Essa segurança,

Esse acolhimento e esse cuidado.

Note qual é que tem mais impacto em si.

Qual é mais fácil de conectar.

Se com a experiência,

Com a situação,

Se com o lugar ou se com a pessoa que trouxemos à memória.

Note,

Talvez queira se ajudar e se fizer sentido,

Usar a mão,

Na alguma zona do corpo.

Que seja sentido como um cuidado.

Que a mão lhe dê,

O toque lhe dê algum conforto.

Onde quer que seja.

Que permaneçam os instantes.

Com esse lugar neste corpo,

Onde é sentido,

Esse cuidado,

Essa segurança,

Esse amor incondicional,

Esse acolhimento.

Esse é o seu porto seguro.

Este é o seu refúgio.

Na qual tudo pode ser acolhido,

Aqui mesmo.

Não pode ser em algum lugar.

Não pode ser em algum lugar.

Na qual tudo pode ser acolhido,

Aqui mesmo.

Neste lugar.

Pouse na simplicidade.

Permita-se estar nesse refúgio.

Talvez neste instante,

Se fizer sentido para si,

Possa dizer-se aquelas frases ou aquelas palavras cheias de significado para si.

Aquilo que gostaria de ouvir neste momento.

Aquilo que precisa de ouvir neste momento.

Aquela mensagem que tem para se dar neste instante.

Mensagem de gentileza.

Mensagens,

Palavras de ternura.

Deixe-se percorrer o corpo.

Deixe-se fazer aquilo que quer.

Deixe-se fazer aquilo que tem de fazer.

Deixe-se repercutir ao longo do corpo.

Desta vida.

Palavras que precisa de ouvir neste instante.

Deixe-se ressoar em cada célula do seu corpo.

E se a sua mente se a perder,

Pode sempre voltar a conectar com as palavras,

Com o toque,

Com as sensações neste corpo.

Voltando a casa ao seu próprio corpo,

Ao seu refúgio.

Regressando a casa para junto da ternura,

Da gentileza.

Deste lugar que está aqui mesmo.

Que tudo acolhe.

Deixando-se pousar na experiência.

Largando o esforço,

Ou qualquer tipo de esforço caso o esteja a fazer.

Largando as frases.

Largando e apenas pousando na experiência.

Deixando-se ficar como está.

Tal e qual como está.

Vamos inspirar profundamente.

Vai expirar soltando-se suavemente.

Abrindo os olhos para quem quiser.

Se preferir a manter a entusiasmação também pode ser.

Unindo as palmas das mãos em frente ao peito.

Deste lugar,

Deste ponto de refúgio.

Desta qualidade de presença gentil e ternurenta.

Fechamos a prática com a dedicatória que esta prática,

Que esta vida saia em benefício de todos os seres,

Incluindo a selo.

Esta prática,

Que esta vida saia em benefício de todos os seres,

Incluindo a sua própria vida,

O seu próprio ser.

Namastê.

Meet your Teacher

Barbara GuevaraLisbon, Portugal

4.8 (33)

Recent Reviews

Izildinha

June 1, 2021

Meditação linda! Entrar no meu refúgio foi uma experiência maravilhosa. Obrigada, Namaste!

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