29:56

Ao Encontro do Agradável

by Joao Palma

Rated
4.7
Type
guided
Activity
Meditation
Suitable for
Everyone
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375

Esta meditação convida-nos a restabelecer contacto com os aspectos agradáveis da nossa experiência, a cultivarmos a nossa capacidade de apreciação por aquilo que já está bem, contrariando assim a nossa tendência de sobrevalorizar apenas o que achamos estar mal.

PleasantExperienceAppreciationWell BeingPostureBody AwarenessBreath AwarenessPleasant SensationGroundingSensory PerceptionReceptivityImpermanenceNon InterferenceSensation ExplorationMindfulnessPoetryPosture TrainingSensory FocusGravityReceptivity CultivationAppreciation CultivationMindfulness PracticePoetry Integration

Transcript

Vamos escolher uma postura que nos permita encontrar alguma quietude,

Uma postura que nos permita fazer as pazes com o corpo,

Que não crie grande agitação,

Que nos traga algum conforto e relaxamento.

Então vamos despender estes primeiros instantes e certificar-nos de que esta é a postura que queremos para esta meditação.

E vamos convidando a atenção a repousar no corpo,

Uma tomada de consciência do corpo aqui sentado,

Reconhecendo o seu peso,

Convidando o corpo a soltar,

Entregar o peso do corpo à gravidade,

Conectando-o com a terra.

Naturalmente ao tomarmos consciência do corpo vamos também notando a presença da respiração.

E para aqueles que têm de alguma forma um hábito ou uma prática regular de meditação,

Este encontro com a respiração é de certa forma um voltarmos a casa.

Ela torna-se cada vez mais familiar e é um voltarmos a este momento,

Este aqui e agora.

Melhor que conseguirmos vamos repousando agora a atenção na respiração.

A respiração torna-se o principal foco da nossa atenção.

Uma respiração natural,

Solta,

O corpo respirando e a mente simplesmente observando,

Notando sem interferir.

Talvez notando a expansão e a contração da barriga,

Do peito,

Talvez notando as sensações da respiração nas narinas,

As sensações causadas pelo ar que entra e sai.

Notando o ritmo da respiração,

Notando a sua textura,

Quão profunda ela se apresenta ou quão superficial,

Confiando no corpo deste lugar de maior presença,

Vamos abrindo-nos à possibilidade de nos encontrarmos mais receptivos à nossa experiência,

Seja ela qual for,

Mental,

Emocional,

Física,

Criarmos um espaço de abertura e receptividade.

E vamos notando também se há algum tipo de resistência,

Alguma tensão no corpo,

Um aperto e notando se é possível soltarmos,

Confiarmos no corpo e confiarmos na gravidade e sabendo que a respiração nos vai acompanhar ao longo de toda a meditação e que podemos sempre lembrar-nos de gentilmente convidarmos a atenção,

A respiração,

Sempre que nos encontrarmos mais dispersos,

Sempre que nos distrair,

A respiração estará cá para nos lembrar que é aqui,

É aqui que queremos estar.

Mantendo esta atitude curiosa,

Gentil,

Vamos convidar a atenção a notar qualquer aspecto agradável na nossa experiência neste momento.

Vamos começar por notar o corpo,

Qualquer sensação agradável presente no corpo neste momento.

Talvez notemos que as mãos estão aquecidas e que isso é agradável.

Talvez notemos a possibilidade de soltar os ombros,

Deixá-los cair naturalmente,

Que isso nos é agradável.

Talvez notemos a face suave,

Talvez seja agradável.

Talvez a simples respiração natural,

Talvez seja agradável.

Notando estas sensações,

Que podem até ser bem sutis,

Convidando a atenção a ir ao encontro do corpo,

Daquilo que está bem,

Daquilo que é prazeroso,

Daquilo que é agradável.

Notando se essas sensações são intensas ou sutis,

Notando se permanecem ou se nos vão escapando.

Talvez notemos por momentos uma sensação agradável numa zona do corpo e no momento seguinte há outra zona no corpo que chama pela nossa atenção.

Notem como a mente vai saltitando de sensação,

De experiência,

De experiência.

Vamos notar também o que acontece quando levamos a atenção a uma sensação que à partida nos é neutra.

O que acontece?

O que é que notamos?

Há alguma coisa que mude?

Cultivando esta curiosidade,

Interesse.

Talvez até acabemos por descobrir que há mais sensações agradáveis do que aquelas que anteriormente imaginávamos.

Quando levamos a atenção a partes do corpo que poderão eventualmente ter sensações neutras,

Podemos até ser surpreendidos por podermos estar com essas sensações com interesse.

E de repente,

Talvez aquilo que era neutro passe a ser agradável.

E para além do corpo há alguma outra coisa na nossa experiência,

Alguma outra sensação,

Algum som que neste momento esteja presente e que seja agradável,

Vamos abrindo um pouco a nossa consciência,

Não só focarmos no corpo,

Mas naquilo que o corpo apreende do exterior também.

Talvez o som destas palavras possa ser agradável,

Talvez o silêncio,

Talvez o som da nossa própria respiração.

Se for difícil encontrar alguma coisa agradável neste momento,

Vejam se há julgamento,

Se há alguma crítica pelo facto de não encontrarmos nada agradável.

Vejam se é possível poder dar espaço para que possamos estar com aquilo que está,

Reconhecendo o julgamento e podendo acolher isso num espaço generoso de bondade,

De compaixão.

E talvez até seja um alívio podermos dar a essa privilégio,

Podermos acolher a nossa experiência tal como ela é,

Sem nos agarrarmos a nada.

Há um convite aqui a estar presente àquilo que nos é agradável,

Mas com um certo despojamento,

Permitindo que tudo aquilo que nos é agradável surja e cesse naturalmente,

Reconhecendo a verdade da impermanência.

Tudo o que surge,

Tudo o que nasce,

Cessa.

E vamos cultivando esta capacidade de apreciação no momento,

De podermos navegar este rio de mudança,

Esta natureza fluida,

Impermanente.

Temos esta tendência de notar aquilo que se manifesta,

Aquilo que se revela,

E de não notarmos aquilo que está silencioso.

Vejam se é possível reconhecer na nossa experiência,

Por exemplo,

A ausência de frio,

Ou a ausência de fome,

Ou talvez até a ausência da dor que tão bem conhecemos.

E notando como todas estas pequenas sensações que vão surgindo,

Estes formigueiros na mão,

Peito e a zona abdominal que se expandem,

Contraem,

Conforme vamos respirando,

O contacto da pele com a roupa,

Vamos reconhecendo isto.

E até mesmo,

Quem sabe,

Apreciando-o,

Aprendendo a desfrutar destas sensações.

Com a abertura vamos reconhecendo tudo aquilo que está presente na nossa experiência neste momento,

E que eventualmente pode também ser informado por tensão,

Dor,

Resistência,

Mas notando também que há aspectos da nossa experiência que estão bem,

Que são agradáveis.

Então com o Mindfulness vamos,

De certa forma,

Contrariando a nossa tendência agressiva àquilo que não gostamos.

Talvez até notemos que aquilo que não gostámos pode,

Em si,

Ter aspectos agradáveis.

E reconhecendo que há um outro lado na nossa experiência que tantas vezes nos escapa,

Notando a beleza das pequenas coisas,

Que com esse notar de apreciação deixam de ser pequenas.

Lembrando também que sempre que nos destruirmos e tomarmos consciência que estávamos destruídos,

Para além de ser um momento de Mindfulness,

De presença plena,

De reconhecimento da nossa experiência aqui e agora,

É também um momento mágico,

De celebração.

É um momento em que voltarmos a casa,

Ao único sítio que temos para viver,

É este momento.

E conforme vamos chegando aos últimos minutos da prática,

Hoje decidi trazer-vos dois poemas.

O primeiro poema é de Kafka,

Não precisas de sair do teu quarto,

Mantém-te sentado à mesa e ouve.

Nem precisas sequer de ouvir,

Apenas espera,

Apenas aprende a tornar-te silencioso,

Quieto,

Solitário.

O mundo oferecer-se-á livremente para que seja desmascarado.

Não tens escolha,

Irá arrolar em êxtase aos teus pés.

O segundo poema é um pouco diferente do habitual e não precisa de apresentação,

Basta ouvir.

O segundo poema é um pouco diferente do habitual e não precisa de apresentação,

Basta ouvir.

O terceiro poema é um pouco diferente do habitual e não precisa de apresentação,

Basta ouvir.

O terceiro poema é um pouco diferente do habitual e não precisa de apresentação,

Basta ouvir.

O terceiro poema é um pouco diferente do habitual e não precisa de apresentação,

Basta ouvir.

O terceiro poema é um pouco diferente do habitual e não precisa de apresentação,

Basta ouvir.

O terceiro poema é um pouco diferente do habitual e não precisa de apresentação,

Basta ouvir.

O terceiro poema é um pouco diferente do habitual e não precisa de apresentação,

Basta ouvir.

O terceiro poema é um pouco diferente do habitual e não precisa de apresentação,

Basta ouvir.

O terceiro poema é um pouco diferente do habitual e não precisa de apresentação,

Basta ouvir.

Meet your Teacher

Joao PalmaLisbon, Portugal

4.7 (35)

Recent Reviews

Camila

July 19, 2020

incrível! paz e tranquilidade

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