Olá,
Antes de dar início a esta meditação felt-sense,
Vou pedir que escolhas um local recatado e confortável,
Onde não vás ser perturbada ou perturbada,
E senta-te numa posição confortável com as costas direitas.
Se durante a meditação te sentires desconfortável,
Podes sempre mudar de posição ou,
Em último caso,
Também te podes deitar.
Lembra-te de manter a fluidez e a liberdade do movimento durante toda a meditação.
E vamos começar por fechar os olhos.
Começa por observar a qualidade da tua respiração,
Sem a alterar,
Sem a julgar.
Uma oferta leve e delicada de atenção à respiração e ao corpo.
Observe a temperatura do ar a entrar pelas narinas,
Talvez ainda frio.
E ao expirar,
Nota o ar a sair de volta pelas narinas.
Agora talvez à temperatura do teu corpo.
É uma respiração suave e silenciosa,
Ou talvez mais profunda e audível.
Observe o ar a entrar e a expandir o teu corpo.
Coloca as mãos ao longo do teu corpo,
Talvez na barriga,
No peito,
Nas costas.
E observa o movimento que acontece no teu corpo quando respiras.
Talvez sintas a caixa toráxica e a barriga a mexerem-se mais.
Mas talvez também consigas detectar algum movimento nas costas.
Não tentes alterar nada.
Observa apenas.
Observa também as zonas que resistem a esta entrada de ar.
Se há algum ponto de tensão,
Observa o relaxamento do corpo quando expiras.
E agora,
Vamos fazer três respirações profundas em conjunto.
Vamos inspirar profundamente pelo nariz e expirar pela boca,
Deixando o ar sair com um suspiro ou com um som que necessite ser expresso.
Aquilo que for confortável para ti.
Inspira.
Inspira.
Inspira.
Inspira.
E uma última vez.
Inspira.
E expira.
E agora repete este exercício outras três vezes,
Ao teu próprio ritmo.
Expandindo o corpo durante a inspiração.
E libertando tudo aquilo que ainda está preso no corpo quando a expiras.
Inspira e expande.
Vai para lá dos limites do teu corpo.
E expira,
Relaxando profundamente e libertando tudo aquilo que já não te pertence.
Agora volta a respirar naturalmente e visualiza um sistema de raízes que desce desde a base dos teus pés e pélvis até o centro da Terra.
A descerem profundamente até chegar ao núcleo da Mãe Terra.
Ou até onde conseguires visualizá-las a ir.
Sente as raízes a manterem-te bem assente na superfície onde estás sentada ou sentado.
A força da gravidade a puxar o teu corpo para o centro terrestre.
E agora traz toda a tua atenção para o teu corpo.
Observa todas as sensações que estão presentes aqui e agora.
E traz a tua respiração natural para estas zonas,
Para estas sensações.
Começando pelos pés.
Subindo para as pernas.
E para as coxas.
Para a pélvis.
Para a barriga.
Para a lombar.
Para o peito.
Para a dorsal.
Para os ombros.
Para os braços.
Para os antebraços.
Para as mãos.
Para o pescoço.
Para a cabeça.
E para o corpo cabeludo.
Traz toda a tua atenção para cada sensação que surge no teu corpo.
Talvez haja uma sensação mais dominante e que peça mais pela tua atenção.
As sensações são uma das linguagens do corpo.
Observa o que aquilo te quer dizer.
E se não houver uma sensação dominante,
Escolhe aquela que intuís que precisa mais de ti.
Talvez seja até uma sensação de desconforto ou de dor.
Mas vê se consegues ficar um pouco com ela.
E se precisares,
Podes sempre mudar de posição.
E trazer a tua respiração para essa zona.
Para essa sensação.
Criando um pouco mais de espaço.
Tenho-lhe um pouco mais de ar.
Um pouco mais de atenção.
Observa como se fosse uma criança que olha para este mundo pela primeira vez.
Aquele olhar atento e curioso.
Sem julgamentos.
Sem o bom.
Sem o mau.
E respira.
Talvez esta sensação tenha uma cor.
Talvez um aroma.
Uma textura.
Um som.
Talvez até um sabor.
Observe.
Talvez encontres nela um ritmo.
Ou talvez te lembres de algo.
Uma imagem.
Uma ideia.
Ou talvez ela até se altere.
Ou desvanece.
Algo começa a mudar.
Talvez a tua atenção seja captada por outra sensação.
Deixa ir.
Não resistas.
Observa tudo em silêncio e em paz.
Observe.
E respira.
Talvez dentro das sensações consigas sentir algumas emoções.
Ou talvez venham pensamentos.
Amarrados a eles.
Observa apenas.
Não tentes retriir nada.
Nem sequer os pensamentos.
Apenas não invistas neles.
Deixa passar.
Deixa passar como a corrente de um ribo que não pá.
O que sentes em ti?
Visualiza a tua atenção como uma luz rosa que surge do teu coração.
E se deposita nos sítios e nas emoções que mais precisam de ti.
Um olhar compassivo.
Cheio de amor.
E aberto a receber e a deixar ir.
Dá espaço e permite que as emoções também sejam expressas livremente no teu corpo.
Liberta o choro,
O riso e aquilo que ainda está preso dentro de ti.
E continua a respirar para criar mais espaço.
Senta o teu corpo vivo.
No aqui e no agora.
A total presença.
E continua a respirar.
E agora faz outras três respirações profundas.
Soltando um som durante a expiração.
Um som que o teu corpo deseja libertar.
E começa a trazer a tua consciência de volta para o espaço onde te inseres.
Senta as raízes fortes uma vez mais.
E visualiza uma bolha dourada envolver o teu corpo e a proteger-te.
Observa o teu corpo e vê como te sentes agora.
Se precisares de mais tempo para integrar a experiência,
Mantém os olhos fechados.
Ou leva os próximos minutos a escrever livremente sobre aquilo que experienciaste aqui.
Leva o teu tempo.
Não apresses.
Se já estás pronto,
Pronto a voltar.
Então começa a abrir os olhos lentamente.
Abrindo e fechando as pálpebras umas quantas vezes.
Como te sentes agora?
Desejo-te um dia maravilhoso e deixo-te ir em paz.
Obrigada.