35:02

RAIN - Reconhecer, Aceitar, Investigar, Nutrir

by Joao Palma

Rated
4.8
Type
guided
Activity
Meditation
Suitable for
Everyone
Plays
429

Esta meditação, leva-nos a percorrer as diversas fases do R.A.I.N: Reconhecer, Aceitar, Investigar e Nutrir com Compaixão. Começamos por reconhecer como nos encontramos neste momento da nossa vida, trazendo uma atitude de aceitação, de permissão a podermos estar com o que foi reconhecido. De seguida, investigamos que parte da nossa experiência mais chama pela nossa atenção e respondemos a isso com compaixão.

MeditationRainRecognitionAcceptanceInvestigationNurturingCompassionPostureBreathingBody AwarenessEmotional AwarenessGravitySelf ReflectionSelf CompassionPoetryBreath AwarenessCompassion PracticeEmotional Check InAcceptance PracticeGravity AwarenessPoetry Integration

Transcript

Convido-vos a tentarem procurar uma postura confortável sentados numa cadeira,

Ou numa almofada,

No chão,

Perna cruzada,

De joelhos.

E se for confortável também fechamos os olhos,

Tomando estes primeiros instantes para ajustarmos a nossa postura.

E assim vamos tomando uma consciência geral do corpo,

Aqui,

Sentado,

Respirando,

Sentindo o contacto do corpo com o chão,

Ou com as superfícies que nos suportam,

Ou nos apoiamos,

Sentindo a terra debaixo dos nossos pés.

E reconhecendo a força natural da gravidade,

Soltamos,

Entregando o peso do corpo à terra.

Vamos agora,

Repousando a atenção na respiração.

Como sentimos a respiração neste momento?

Qual a sua profundidade?

Qual o seu ritmo?

Qual a sua duração?

Qual a sua textura?

E em que partes do corpo mais notamos a respiração?

Na barriga?

No peito?

Nas narinas?

E como a mente curiosa,

Interessada,

Permitindo-nos aqui ficar por alguns momentos,

Presença,

Respiração,

Aqui e agora.

Cada inspiração e cada expiração,

Criando assim maior estabilidade na mente,

Maior presença.

Deste lugar de maior presença,

Começamos a abrir espaço para podermos olhar para este momento da nossa vida.

Trazendo assim uma visão geral de como nos encontramos neste momento e em que circunstâncias nos encontramos.

Talvez tendo em conta todas estas dificuldades que estamos a viver e o impacto que estão a ter em cada um de nós.

Trazendo assim uma visão geral de como é que eu me encontro neste momento.

Talvez notemos algumas emoções presentes,

Talvez não tão presentes neste momento,

Mas tenham acompanhado neste momento da nossa vida.

Emoções como algum medo,

Algum receio,

Uma certa angústia,

Talvez até alguma irritabilidade,

Impaciência,

Alguma ansiedade.

Talvez notemos em nós também comportamentos mais reativos,

Mais desajustados.

Então,

Reconhecendo o que é que está presente e o que é que vai emergindo quando trazemos este convite,

Esta reflexão.

De que forma é que tudo isto que estamos a atravessar,

De que forma é que isto nos toca.

A cada um de nós toca-nos de uma forma muito pessoal.

E a todos os níveis.

Nível emocional,

Relacional,

Profissional.

Vamos tentar perceber qual destes campos está mais a mexer connosco.

E no qual nos sentimos mais vulneráveis,

Mais reativos.

Se há um nível emocional,

Se há um nível de relação que estabelecemos com os outros.

Se há um nível profissional.

Ou,

Acidentalmente,

Até uma mistura de tudo isto.

Entramos aqui na primeira fase do Reino.

O reconhecer.

E reconhecer o que é que está mais predominante em nós.

Se há uma emoção,

Se há um sentimento,

Um comportamento,

Um impulso.

Talvez até seja possível nomearmos,

Para nós mesmos,

Aquilo que se vai manifestando.

Reconhecendo aquilo que aqui está.

Lembrando que temos sempre a respiração que nos vai acompanhando.

Esta âncora,

Este farol.

Que nos vai trazendo a este momento.

A este aqui e agora.

Uma e outra e outra vez.

Perante esta reflexão.

A forma como todo este momento que estamos a viver impacta na nossa experiência.

Entramos na fase do aceitar.

Aquilo que foi reconhecido.

Então vamos dando permissão para que isto que vai emergindo possa estar presente.

E não tem que ser claro aquilo que está presente ou aquilo que vai emergindo.

Mas vamos abrindo espaço para podermos estar com a experiência tal como ela é.

Abrindo.

Pausando.

Cultivando um espaço de aceitação.

Permitimos que este momento seja aquilo que é.

Sem qualquer exigência,

Julgamento.

Sintonizando com esta atitude de aceitação.

Permissão de podermos estar com a nossa experiência.

Depois de reconhecermos como é que nos encontramos neste momento.

Depois de abrirmos espaço a poder estar com a nossa experiência como atitude de permissão,

De aceitação.

Entramos na terceira fase da prática.

Investigar.

E aqui podemos começar por nos perguntar o que é que mais chama pela minha atenção?

Qual é a parte mais difícil deste momento?

Há pensamentos presentes?

Há julgamentos?

Há crenças?

Acima de tudo levamos a atenção ao corpo.

Como é que o corpo está a reagir a esta experiência?

Como é que o corpo está a responder a este momento?

Sentimos alguma sensação na garganta?

No peito?

Na zona do coração?

Na barriga?

Há alguma emoção,

Por exemplo?

Alguma sensação de aperto?

De contração?

E podemos mesmo permitir-nos que o corpo expresse o que está presente.

Sentirmos necessidade ajustando a postura,

Mudando a postura.

O que é que o corpo nos está a pedir?

Talvez até uma expressão facial.

Que parte do corpo é que chama por nós?

Que parte do corpo nos sentimos mais vulneráveis?

Se esta parte do corpo pudesse falar,

O que é que nos diria?

Porém,

Palavras,

Imagens.

E mais uma vez a respiração acompanha-nos ao longo de toda a prática.

Esta fiel companhia.

Agora passamos para uma outra fase da prática.

O M do RAIN.

Nutrir com compaixão.

E aqui podemos perguntar-nos o que é que este espaço de maior vulnerabilidade mais precisa?

Como é que o posso servir melhor?

Precisa saber alguma coisa?

Precisa confiar?

Talvez até precisa de algum conchego?

Alguma ternura?

Algum carinho?

Vamos reconhecendo a possibilidade de responder a esta parte mais vulnerável com maior sabedoria.

Com compaixão.

E dentro do possível,

Sem perdermos contacto com este lado mais vulnerável.

O que é que este espaço de vulnerabilidade mais precisa?

O que é que lhe podemos oferecer?

Se vos fizer sentido,

Podemos experimentar levar as mãos ao peito,

À zona do coração.

Dando-nos um toque de carinho,

De ternura,

De auto-compaixão.

Note o que é que acontece neste toque.

O que é que muda na nossa experiência?

O que é que palavras ou mensagens nos podemos oferecer neste momento?

Também isto vai passar.

Gosto muito de ti.

Não te vou deixar.

Vou cuidar de ti.

Mas quero palavras que vos façam sentido.

Qualquer mensagem.

Talvez até sem necessidade de pôr em palavras.

O que é que nos podemos oferecer?

Permitindo que esta mensagem irradie pelas nossas mãos e nos percorra todo o corpo.

Vindo ao encontro daquilo que mais chama por nós.

Notando como é permitirmos que este amor nos percorra.

Após termos percorrido todas estas fases do bem.

Reconhecer,

Aceitar,

Investigar,

Nutrir com compaixão.

Vemos o que é que ficou presente.

Agora que nos encontramos fora do nosso transe habitual.

O termos que ser,

O termos que parecer,

O termos que fazer.

Como é que é simplesmente estar aqui neste espaço do coração?

Um espaço muito mais vasto de presença.

Sem qualquer exigência.

Sem qualquer necessidade de nos agarrarmos ou fugirmos de algo.

Permitindo-nos simplesmente reposar neste espaço do coração.

Nada que fazer,

Nada para onde ir.

Como se estas fronteiras rígidas de quem somos.

Ou melhor,

De quem achamos que somos.

Se dissolvessem por completo neste espaço.

Esta essência de amor é a casa que habitamos.

E aqui nos permitimos ficar pelos próximos minutos.

Conforme vamos chegando aos últimos minutos de prática.

Deixo-vos com um poema de Ráfis.

Com aquela linguagem da lua,

Admite isto.

Todos aqueles que vês,

Dizes-lhes,

Aman.

Claro que não dizes isto em voz alta.

De outra forma alguém chamaria a polícia.

No entanto,

Pensa nisto.

Esta nossa enorme vontade de conectar.

Porque não te tornares naquele que vive com a lua cheia em cada olho.

E que está sempre a dizer,

Com aquela doce linguagem da lua.

O que cada outro olho neste mundo está desejoso de ouvir.

Meet your Teacher

Joao PalmaLisbon, Portugal

4.8 (44)

Recent Reviews

Joana

May 12, 2022

Que gratidão que sinto por te ter na minha vida e por teres sempre uma contribuição positiva no(s) meu(s) progresso(s). Muita gratidão e muito amor! 🙏❤

Susana

June 19, 2020

No momento preciso encontrei esta prática reconfortante. 🙏

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