42:45

A Coisa Mais Importante da Vida

by Joao Palma

Rated
4.8
Type
guided
Activity
Meditation
Suitable for
Everyone
Plays
2.8k

Respirando, entregamos-nos ao mundo, reconhecendo a nossa verdadeira essência, para lá de qualquer ideia de quem somos ou queremos ser. Sem avidez ou aversão, o coração abre-se à vida que aqui está, a cada respiração, a cada sensação, a cada prazer, a cada dor. (gravado ao vivo)

LifeBreathingTrue EssenceAcceptanceAwarenessMindfulnessMental HealthSelfMeditationBody ScanPleasurePainDeep BreathingBreath AwarenessNatural BreathingMindful ObservationNon Judgmental AwarenessOpen AwarenessSensory AwarenessMental StabilityIntimacy With BreathSelf AcceptanceSelf EssencePoetry Meditation

Transcript

Vamos aproveitar estes primeiros instantes para ir mexendo,

Sentindo o corpo gradualmente instalando-se na almofada,

Sentindo a possibilidade de irmos soltando tensões,

Reconhecendo a possibilidade de deixar cair os ombros,

Os braços,

As mãos,

Permitindo à respiração manifestar-se da forma mais natural possível.

E para que isso seja mais fácil,

Talvez até seja interessante começarmos por trazer três respirações profundas.

Inspiramos,

Enchendo os pulmões,

Expirando suavemente,

Lentamente,

Esvaziando os pulmões.

E uma segunda vez,

Expirando e mais uma.

E agora vamos,

Permitindo à respiração encontrar o seu ritmo natural,

O corpo vai decidindo o seu ritmo,

A sua textura,

E a respiração simplesmente acontece.

Não temos que interferir,

Controlar,

O corpo respira e a mente simplesmente nota,

Observa.

E assim,

Gradualmente,

Vamos começando a trazer esta respiração para o primeiro plano da nossa atenção.

A respiração passa a ser o principal objeto da meditação.

Com mindfulness,

Iluminamos a respiração,

Torna-se presente,

Torna-se consciente.

E a cada inspiração,

Notamos que estamos a inspirar.

Vamos notando os movimentos,

As sensações no corpo causadas pela respiração.

E para já,

Pelos próximos momentos,

Vamos,

O melhor que conseguirmos,

Ancorar a atenção na respiração.

Notando as suas durações,

As pausas entre elas,

Cada ciclo,

Cada movimento.

É só isto.

Ao inspirar,

A respiração passa a ser o principal objeto da meditação.

Ao inspirar,

Estamos conscientes da inspiração,

Como se a respiração se tornasse a coisa mais importante da nossa vida.

Ao convidar-vos a levar-nos à atenção,

Às sensações da respiração,

Ao levar-nos à atenção,

Ao levar-nos à atenção,

Ao levar-nos à atenção,

Ao levar-nos à atenção,

Ao convidar-vos a levar-nos à atenção,

Às sensações causadas pela respiração nas narinas.

E não temos que alterar nada.

É só notar que sensações sentimos quando inspiramos e o ar entra pelas narinas,

E quando inspiramos,

O ar sai pelas narinas.

Talvez sejam sensações bem sutiles.

Vamos convidar a atenção a afinar com estas sensações sutiles.

Talvez até notemos a diferença de temperatura do ar que entra e do ar que sai.

Estamos assim criando maior estabilidade na mente,

Maior foco,

Maior concentração.

E lembrando que sempre que notarmos que a mente se dispersou,

Esse é um momento de presença,

De clareza na mente,

Um momento de mindfulness,

Em que podemos trazer a atenção de volta à respiração e às sensações da respiração nas narinas,

De uma forma gentil,

Terna,

Sem julgamento.

E vamos notando o que acontece quando inspiramos e notando o que acontece quando expiramos.

Notando o começo,

O meio e o fim de cada inspiração.

O começo,

O meio e o fim de cada expiração.

O espaço entre elas,

As transições.

Vamos criando aqui uma relação de intimidade com a respiração,

Reconhecendo nesta respiração a sua importância no suporte desta vida,

Esta fiel companhia.

Da mesma forma que não há dois momentos iguais,

Não há duas respirações iguais.

Se sentirem que a atenção está minimamente presente,

Estável,

Permitam-se largar o suporte à respiração.

A respiração vai mantendo-se presente,

Mas simplesmente deixa de ser o principal objeto de atenção.

E há aqui um desafio que acontece.

Se não há a respiração para notar,

O que é que há para notar?

O que seria se o convite fosse sentarmos connosco próprios,

Na nossa própria presença,

Sem que tenhamos que notar o que quer que seja,

Sem qualquer exigência,

Mas com um convite a notar tudo aquilo que surgir?

É quase como se nos sentássemos no centro da nossa experiência,

No centro dos nossos sentidos,

Conscientes de cada pequeno estímulo que surge.

Naturalmente a respiração vai continuando a ser notada,

Mas também cada movimento no corpo,

Cada sensação no corpo,

Cada som,

Cada pensamento,

Cada emoção,

Repousando uma consciência deste momento presente,

Vasta,

Completamente aberta,

Notando não só os estímulos que nos chegam,

Dentro e fora do corpo,

Mas notando também os espaços de quietude e de silência,

Os espaços entre os sons,

Os espaços entre os pensamentos,

E podermos largar qualquer exigência,

Podermos abrir mão de qualquer ideia de como queremos que esta meditação aconteça e simplesmente abrirmos à vida,

Momento a momento,

Para lá de qualquer ideia de quem somos,

O filho,

O pai,

O companheiro,

A companheira,

A mãe,

Para lente da ideia de quem somos a um nível profissional,

A um nível familiar,

A um nível social,

Para lente de qualquer ideia,

Seja ela qual for,

Há uma vida aqui a acontecer que não precisa de ideias,

Não precisa de rótulos,

E como é que é poder estar nesta vida,

Sem qualquer exigência,

Sem qualquer responsabilidade,

Só por alguns instantes?

Como é que é viver esta vida sem termos que trazer qualquer ideia acerca daquilo que ela é?

Simplesmente vivê-la,

Sentindo o corpo,

Sentindo toda esta vida que acontece no corpo,

Só por alguns momentos rendermos a esta vida,

Só por alguns momentos abrirmos mão de todos os nossos desejos e aflições,

Desejos de algo mais,

De algo que aqui não está à oferção daquilo que aqui está,

E pudéssemos abrir o coração a este momento,

Acolhê-lo tal como é.

Talvez até cheguemos à conclusão de que este simples estar com as formas próprias é muito mais precioso do que todas as histórias que podemos imaginar acerca de quem somos,

Porque aquilo que somos está aqui,

Tudo o resto são construções,

Algumas bem práticas,

Bem necessárias,

Mas a nossa essência,

A essência de quem somos está aqui presente,

Manifestando-se a cada sensação,

A cada respiração,

A cada prazer,

A cada dor,

Ao irmos entrando nos últimos minutos da prática,

Tentando dentro do possível mantendo presença,

Mantendo esta qualidade de consciência presente,

Receptiva.

E partilho com vocês um poema de Mary Oliver que se chama Ganços Salváveis.

Não tens que ser bom,

Não tens que andar de joelhos por cem milhas através do deserto em arrependimento.

Só tens de deixar o animal macio do teu corpo amar aquilo que ama.

Fala-me sobre o desespero,

O teu,

E eu conto-te o meu.

Entretanto o mundo continua.

Entretanto o sol e as gotas claras da chuva movimentam-se através das paisagens,

Sobre as pradarias e as árvores profundas,

As montanhas e os rios.

Entretanto os gansos selvagens lá alto no ar azul claro estão novamente de regresso a casa.

Sejas tu quem fores,

Não importa quão solitário o mundo oferece-se à tua imaginação.

Chama por ti como os gansos selvagens,

Árdua e estimulante,

Uma e outra vez anunciando o teu lugar na família das coisas.

Meet your Teacher

Joao PalmaLisbon, Portugal

4.8 (53)

Recent Reviews

Lúcia

March 22, 2025

Por esta viagem que fiz a mim guiada por si GRATIDÃO. 🙏

Henrique

April 14, 2020

Muito Obrigada, Parabéns! 😊

More from Joao Palma

Loading...

Related Meditations

Loading...

Related Teachers

Loading...
© 2026 Joao Palma. All rights reserved. All copyright in this work remains with the original creator. No part of this material may be reproduced, distributed, or transmitted in any form or by any means, without the prior written permission of the copyright owner.

How can we help?

Sleep better
Reduce stress or anxiety
Meditation
Spirituality
Something else